2 comentários:
De .Duqs, valetes e aios do Fascismo neolib a 18 de Novembro de 2011 às 12:23

Só nos saem é Duques

(-por Daniel Oliveira, Expresso)

Ontem fiz uma critica ao relatório sobre a RTP.
Dei-me ao trabalho de o ler, coisa que não aconselho a ninguém.
Mas levei a sério a existência deste grupo de trabalho.
Dedicado ao texto, escaparam-me as declarações do coordenador do grupo, João Duque.
Defendeu o grupo por ele dirigido que a RTP Internacional deveria ser tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em entrevista, o gestor acrescentou que a informação deste canal deve ser "filtrada" e "trabalhada" e que se o governo "quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade porque estamos convencidos que o faz a bem da Nação porque foi sufragado e eleito para isso".

Paulo Portas, que foi jornalista e é ministro dos Negócios Estrangeiros, já se distanciou, talvez um pouco enojado, destas declarações.

Por mim, dei por perdido o meu tempo a ler e escrever sobre este relatório.
Suspeitava que João Duque não sabe rigorosamente nada sobre comunicação social.
Se soubesse, nunca poderia ter escrito aquele relatório.

Ontem fiquei a saber que a sua familiaridade com a liberdade de imprensa e o Estado Democrático é também nula.
O que não me espantou, já que foi o presidente do ISEG que apresentou, há umas semanas, Angola como um exemplo a seguir por Portugal.

O que me preocupa?
Que pessoas que nem o mais básico das regras da democracia conhecem sejam convidadas pelo Estado para dirigir um grupo de trabalho que tem como função apresentar propostas para o serviço público de comunicação social.

Diz muito sobre quem nos governa.


De .. a 17 de Novembro de 2011 às 11:08
." A Bem da Nação" FASCIZADA .?!.

Pois é, pois é...

Passos Coelho sabe que um corte definitivo nos vencimentos dos funcionários é inconstitucional, disse aos portugueses que o corte seria para vigorar durante o programa da troika,
mas o documento da troika divulgado como conslusão da missão de avaliação não só assume estes cortes como definitivos como defende a sua aplicação ao sector privado.

Para este governo Portugal é um país sem constituição, as promessas eleitorais e o programa do Governo são uma mera farsa, o mandato do Governo não tem limites.
É o Estado Novo na versão de Passos e Gaspar com o apoio passivo de Seguro.
...
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RTP
Nacional cosmopolitismo

«O relatório "da metade sobrante" do Grupo de Trabalho para a Comunicação Social nomeado pelo Governo para "definir" essa misteriosa coisa que é o serviço público de televisão propõe que, erguendo-se gloriosamente no meio dos destroços que ficarem da demolição da RTP, a RTP Internacional (RTPI) passe para a tutela do... MNE.

Além disso, para o líder do tal Grupo, o economista João Duque - cujo currículo conhecido na matéria se resume a umas idas às TV para "debater" - a informação do canal deve ser "filtrada" e "trabalhada" visando a promoção de Portugal.

Coisa que, tomem nota os que têm o mau hábito de pôr questões, "não deve ser questionada".

Tudo "a bem da Nação!", a filtragem e o não questionamento, como nos bons tempos da outra senhora.

Simultaneamente, o meio Grupo quer "cosmopolitismo" na "mentalidade e moldes" da programação da RTPI.

Segundo Borges, o termo "cosmopolita" é criação dos estóicos e opõe a ideia de "cidadão do Cosmos" e "cidadão do Universo" à de mero cidadão da sua cidade ou do seu país.
Cosmopolitismo é, pois, cidadania universal.

Teremos, assim, indo avante a proposta de Duque & Cª, uma RTPI "cidadã do Universo" às segundas , quartas e sextas
e a "filtrar" e "trabalhar" a informação para "despertar e consolidar o interesse por Portugal" às terças, quintas e sábados.

Sobram os domingos, mas Duque há-de também arranjar-lhe qualquer coisa que fazer nesse dia "a bem da Nação".»

[JN] Manuel António Pina.

(via OJumento)


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