De Crimes do Bando do Centrão d'interesses. a 18 de Novembro de 2011 às 13:25

O colarinho de Duarte Lima
(-por Bruno Sena Martins, Arrastão)

A impunidade dos CRIMES de REGIME (tráfico de influências e especulação financeira) é uma questão de classe tanto quanto de deferência aos que ocuparam o PODER.

Duarte Lima pôde se preso porque a reputação do seu colarinho branco foi matizada com gotas de sangue.
Sem esse 'dégradée, desconfiamos, nada feito.

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-----Ana:
A quadrilha de Ladrões do Estado português, que se instalou no País, tem os seus códigos de honra, talvez retirados de grupos secretos ou da mafia italiana,
e claro que certos elementos têm de ser retirados/eliminados para que não haja intreferência nos seus esquemas e negócios.

A Maria Cavaco não deve gostar de lavar colarinhos, como boa Dona de Casa que é, deve saber que fica mancha e são dificeis de remover e ficarem como dantes,
por isso nos próximos jantares dos Cavaquistas, na Coelha ou na Travessa ....(lamentável mas não sei o nome), a distribuição dos lugares à mesa não deixa nínguém incomodado.

Afinal, eles sempre têm alguns principios...

Infelizmente não falo só do PSD, se os ladrões do erário público fossem só os laranjinhas, estávamos nós menos mal.
Nos últimos 15 anos, 13 foram da responsabilidade do PS, por isso em matéria de roubo venha o diabo e escolha.

Embora a quadrilha do PSD e em particular os amigos de Cavaco façam parecer os amigos de Sócrates uns meninos de coro.

Na verdade no Governo de Cavaco era de outro nível, qual robalos e alheiras, na verdade até a roubar decaiu o nível.

Vivo no Alentejo, há Câmaras comunistas exemplares e outras que deixam muito a desejar, ao BE, acho que só uma Câmara não se pode generalizar (não tenho dados para opinar). Imagine que era um caso exemplar, seria demasaido ridiculo generalizar que os do BE seriam excelentes governantes, honestos e sérios.

----- Duarte Limão
Só ao PSD não.
O PS também está metido na coisa, mai-lo PP.
O que irrita muito os laranjas afunilados é que no entanto parece que eles são campeões da gatunagem e da ladroagem. Já o Coelho é um deles...

Um dia serão presos. E julgados e condenados. Já faltou mais. A piolhagem tem que ser ser castigada com a maior severidade.
É começar no Cavaco e acabar nos autarcas.
Todos corruptos.

----- the avenger:

duarte lima foi considerado "prescindível".
e nem aos "serviços de protecção jurídica" pode recorrer...

a maçonaria decidiu, está decidido.
Duarte Lima pode cair.


De . (in) Justiça é pior q. CANCRO. a 18 de Novembro de 2011 às 13:43
JUSTIÇA ?!!?
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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

(-por Clara Ferreira Alves, Expresso)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram,
(Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...),
que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica -
aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do JORNALISMO constituiu-se como O VERDADEIRO PODER.
Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial.

Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos CORRUPTOS e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o PAÍS será o pátio de recreio dos MAFIOSOS.

A justiça portuguesa não é apenas CEGA.
É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um DÉFICE de RESPONSABILIDADE civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro,
e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia,
sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças.
E habituamo-nos a prescindir de apurar a VERDADE porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "ABAFADAS", como se vivêssemos ainda em DITADURA.

E os novos códigos Penal e de PROCESSO Penal em nada vão mudar este estado de coisas.
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem SABER NADA, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão,
da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro,
do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna,
do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica,
da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas,
de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais,
da Braga Parques ao grande empresário Bibi,
das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho,
há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
...


De Cancro da Justiça e Opacidade e corrupçã a 18 de Novembro de 2011 às 13:48
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
....

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal,
sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

(-por Clara Ferreira Alves - "Expresso")


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