2 comentários:
De Da peq. cedência até à DITADURA FASCISTA a 21 de Novembro de 2011 às 16:52
Ceder

Vemos escapar-se por entre os dedos tudo aquilo que pensávamos ter seguro.
Não sabemos perceber que nada nos é devido caso não afirmemos a defesa dos nossos interesses.

Tudo, e também chegaremos à liberdade,
são conquistas conseguidas com esforço e sacrifício que não prescindem de permanente vigilância e de pressão reivindicativa
porque não são bens inatos,
ao contrário do que os pensadores gostam de escrever nos tratados e nas cartas de direitos fundamentais.

Ou nos lembramos disso todos os dias e não cedemos às chantagens para prescindir daquilo a que temos direito, ou perdemos esses direitos pela voracidade de quem entende que eles serão sempre excessivos ou incomportáveis.

LNT, [0.530/2011]
--------------------------------

De cedência em cedência,
pela abstenção, voto nulo ou branco,
pelo calar, não-manifestar e não-reivindicar, ...
facilmente resvalamos para nova Ditadura Fascista.

Direitos a relembrar constantemente:

- Liberdade (de expressão, reunião, manifestação, acesso e trânsito em vias e espaços públicos, ...)

- Democracia (eleições, voto livre e secreto, referendos, partidos, sindicatos, greve, ...)

- Trabalho, pago (igual ou superior ao salário minimo nacional), duração máxima de 8 horas por dia, férias pagas, higiene e segurança no trabalho, ...

- Saúde e Ensino básico gratuito;

- Acesso à Justiça;

- Candidatura a cargos políticos e concurso a emprego público;

- Preservação da imagem, bom nome, dados pessoais e à privacidade;

- Acesso e TRANSPARÊNCIA de informação PÚBLICA, desde OGE, contas e relatórios, subsidios, nomeações, adjudicações, concessões, concursos, critérios, justificação de decisões, ...


De Espanha tb vira à direita a 21 de Novembro de 2011 às 10:33
------ Majoração
(-por Vital Moreira )

Com menos de 45% dos votos o Partido Popular obteve uma confortável maioria absoluta no parlamento espanhol, permitindo-lhe governar sozinho (ao contrário do PSOE na legislatura cessante).

Apesar de proporcional, o sistema eleitoral espanhol confere uma substancial "majoração" ao partido vencedor, especialmente quando se trata da Direita, por causa do benefício dado aos círculos eleitorais rurais, mais conservadores.

------ Soma e segue
(-por Vital Moreira )

Tinha sido assim na Hungria, no Reino Unido, na Irlanda, em Portugal...
Com a pesada derrota do PSOE nas eleições de ontem em Espanha, cai mais um governo a braços com a crise económica, que não poupa ninguém.

Vítimas das dificuldades económicas e do desemprego, os eleitores vingam-se no governo que está, sem olhar a quem...

-- Excesso de zelo
(por Vital Moreira )

A "sugestão" de um dos representantes da "troika" de redução dos salários no sector privado, seguindo o exemplo do sector público, só pode ser levada à conta de sobranceiro e cínico excesso de zelo.

É evidente que a correcção do enorme défice de competividade económica do País também pode passar pela diminuição dos custos salariais.
Mas para isso não é precisa, nem é admissível, uma redução nominal dos salários, sempre traumática e intolerável.
Por um lado, basta o aumento do tempo de trabalho e a anunciada redução dos feriados, para obter efeito equivalente (mais trabalho pelo mesmo salário).
Por outro lado, o congelamento dos salários na prática, por efeito do aumento do desemprego, significa que a normal inflação dos preços vai reduzindo lentamente o valor real dos salários.


Comentar post