Depois vieram buscar ...

- E tu ficas calado e quieto ?   - Até ser demasiado tarde ?!   ... chega de desculpas:  Levanta-te  e  Luta.

 

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Publicado por Xa2 às 07:40 de 23.11.11 | link do post | comentar |

15 comentários:
De ... eu calei-me... qd eles me levaram... a 28 de Novembro de 2011 às 12:03

«Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me,
porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me,
porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei,
porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei,
porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse.»

(poema de/adaptado: Bertold Brecht, Maiakovsky, ...)

http://exiladonomundo.blogspot.com/2011/11/notas-da-semana.html


De Fasc: Min.Polícia infiltrado, distúrbios a 28 de Novembro de 2011 às 11:04
Mais depressa se apanha um mentiroso...
(por Sérgio Lavos, Arrastão, 25.11.2011)

Hoje de manhã, na Antena 1, Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna, garantiu que não havia polícias inflitrados na manifestação de ontem.
Mentiu.
Para além dos relatos de pessoas que lá estiveram e viram elementos à paisana a proibir fotografias, há outros que afirmam haver elementos que estavam na manifestação apenas para provocar distúrbios.
Há fortes suspeitas de que o incidente que se tornou a notícia principal dos telejornais tenha sido instigado por um infiltrado,
alguém que, assim que foram derrubadas as barreiras, passou do lado dos manifestantes para o dos polícias fardados.
E depois há este vídeo, de um outro infiltrado a sacar de um cassetete e a espancar brutalmente um manifestante que entretanto tinha sido preso por outros polícias à paisana.
O polícia que acabou por ir parar ao hospital estava neste último grupo e tudo indica que terá sido ferido pelo seu próprio colega - vê-se isso no vídeo.

Os sinais são evidentes:
o único ministério que viu o seu orçamento reforçado foi o da Administração Interna;
regularmente, saem notícias para os jornais referindo "grupos anarquistas" que ninguém sabe quem são e que acabam, estranhamente, por nunca aparecer nestas manifestações;
e começam a tornar-se regra hábitos de vigilância que Portugal não via desde o tempo da PIDE e dos seus bufos.

Pior do que a mentira descarada do Governo, é o destino da nossa democracia.
Os seis meses de suspensão pedidos por Manuela Ferreira Leite podem vir a tornar-se reais.
E mais prolongados.
Quem se preocupa?

Adenda:
o vídeo original foi apagado do Vimeo. Não gosto de teorias da conspiração, mas que é muito estranho, é. Fica a versão que está no YouTube.

tags: crise, greve geral, repressão policial


De Infiltrados securitário e não-Democraci. a 7 de Dezembro de 2011 às 16:48
O governo usa a polícia para instigar a violência

«Quando, no dia da Greve Geral, sindicatos e manifestantes dispersos informaram da presença de agentes infiltrados na concentração em frente à Assembleia da República, a PSP e o ministro da Administração Interna desmentiram. Perante as imagens captadas por anónimos e jornalistas de um polícia à paisana a espancar um cidadão, a polícia informou que se tratava de um cidadão alemão procurado pela INTERPOL. Revelou-se uma imaginativa falsidade. Se fosse verdade seria muito grave, já que a pessoa em causa saiu em liberdade, por ordem do tribunal, no dia seguinte.

Saltando de mentira em mentira, o assunto foi morrendo nos jornais. Mas as imagens de vídeo e de fotografias (assim como a pesquisa das imagens de televisão transmitidas naquele dia) começam a deixar clara uma coisa muitíssimo mais grave: tudo aponta para a existência de agentes provocadores naquela manifestação. Ou seja, agentes à paisana que instigaram a atos de violência, que insultaram e provocaram os seus colegas, fazendo-se passar por manifestantes (tudo convenientemente próximo da comunicação social), e que até estiveram na primeira linha do derrube das barreiras de segurança. Ou seja, que acicataram os manifestantes mais exaltados, fazendo-se passar por seus "camaradas", e que criaram o ambiente que justificaria, de alguma forma, uma intervenção policial em direto nos canais de notícia, ofuscando assim a greve geral.

A confirmarem-se todas as informações documentadas por imagens que vão chegando à Internet (a polícia já confirmou que dois homens que aparecem em fotografias a envolverem-se em desacatos contra os seus colegas são agentes) isto tem de ter consequências. Como cidadão pacifico e cumpridor da lei, quero exercer minha liberdade de manifestação, consagrada na Constituição, sem correr o risco de me ver no meio de uma guerra campal. É essa, supostamente, a função das forças de segurança. Se elas trabalham no terreno para causar os distúrbios (justificando uma intervenção que ajuda a criminalizar o protesto e ofuscar os objetivos das manifestações), elas passam a ser um factor de insegurança e de ilegalidade.

Claro que não acredito que aqueles agentes, a confirmar-se o que as muitas imagens que por aí circulam indiciam de forma tão esmagadora, tenha agido por mote próprio. Por isso, quero saber quatro coisas:
1. Se está garantida uma investigação independente - é para isto que serve a Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) - para saber quem são aqueles homens que ora aparecem a insultar e provocar polícias ora aparecem a ajudar a prender manifestantes?
2. Caso se confirmem as suspeitas, de onde veio a ordem para ter agentes à paisana numa manifestação com o objetivo de criar um ambiente violento naquilo que deveria ser uma manifestação pacifica?
3. Caso essa ordem tenha vindo da direção-geral da PSP (seria ainda mais assustador perceber que a polícia está em autogestão), o que pretende fazer o ministro com o seu diretor-geral? Deixar à frente das forças de segurança pública um agitador que espalha a desordem nas manifestações?
4. Caso a ordem tenha vindo da direção-geral da PSP com o conhecimento do ministro, o que pretende fazer o primeiro-ministro? Deixar no seu lugar um político apostado a criar um clima de insegurança nas manifestações e assim violar um direito constitucional?

Por mim, como cidadão, não desistirei deste tema até as imagens que estão disponíveis serem devidamente esclarecidas e, caso se prove o que elas indiciam, os responsáveis por este ato contra a paz social e a liberdade sejam politicamente, disciplinarmente e criminalmente punidos. E pelo menos nisto, junto-me ao Sindicato do Ministério Público e ao Bastonário da Ordem dos Advogados que exigem esclarecimentos e as devidas medidas de punição para os responsáveis.

Nada tenho contra a PSP. Nem contra a instituição, nem contra os seus profissionais, que também são vítimas da austeridade. Considero que a polícia, quando faz o seu trabalho, garante a nossa liberdade. Incluindo a liberdade de manifestação, impedindo que provocadores ou idiotas se aproveitem de protestos pacíficos para espalhar a violência. Mas quando a polícia serve (ou é USADA pelo poder político) para criar um ambiente de MEDO e ...


De .Polícia de poder não-Democrático. a 7 de Dezembro de 2011 às 16:50

O governo usa a polícia para instigar a violência
...
Nada tenho contra a PSP. Nem contra a instituição, nem contra os seus profissionais, que também são vítimas da austeridade.
Considero que a polícia, quando faz o seu trabalho, garante a nossa liberdade. Incluindo a liberdade de manifestação, impedindo que provocadores ou idiotas se aproveitem de protestos pacíficos para espalhar a violência.

Mas quando a polícia serve (ou é usada pelo poder político) para criar um ambiente de medo e um clima de violência que justifique a limitação das liberdades fundamentais, não posso, como cidadão, ficar em silêncio.
Nem eu, nem todos os que acreditam e defendem a democracia.

Do muito que está disponível, podem ver este vídeo, estas fotos e esta notícia:

http://www.youtube.com/watch?v=8mrlu_tasRc

http://5dias.net/2011/11/29/mais-dois-provocadores-infiltrados-desmascarados-casal-de-policias-a-paisana-o-de-casaco-azul-e-o-de-casaco-castanho-estao-os-dois-em-todas-as-fotos-guedes-da-silva-director-da-psp-junta-se/

http://www.mynetpress.com/pdf/2011/dezembro/201112022951a6.pdf » [Expresso]

Autor:
Daniel Oliveira.


De . Greve, trabalhadores, contagens e ... a 25 de Novembro de 2011 às 11:26
Greve e TIPOS de trabalhadores:

A- os que assumem ir fazer greve e vão para os piquetes de greve e/ou à manifestação associada ao dia de greve;
B- os que assumem a greve mas fazem pouco alarido e aproveitam para acompanhar a família;
C- os que faltam ao trabalho mas não se assumem em greve, apresentando justificação da falta por motivo de não terem transporte ou com um dia de férias ou horas extra.
D- os que assumem ir trabalhar porque discordam da greve ou porque precisam muito do dinheiro dese dia;
E- os fura-greves (trabalhadores tarefeiros e não adstritos a esse posto de trabalho nesse dia, ou até de outra empresa ).

As MOTIVAÇÕES para fazer ou não fazer greve podem ser várias:
- desde os profissionais convictos (tanto de um lado como do outro são poucos, cada vez menos),
- até ao ''avestruzes'' (que não querem ver a situação nem o futuro, 'rezando' para que a 'tempestade' não os atinja ou um milagre os salve),
- passando pelos ''dançantes'' (os 'espertos e desenrascas' que não tem capacidade nem arte para serem 'bailarinos' nem sequer 'dançarinos', mas que vão sobrevivendo baixando os níveis de cidadania e qualidade profissional).

Claro está que com estas motivações e tipos de trabalhadores a sociedade está cada vez mais egoísta/ individualista e a cidadania muito mais pobre e frágil face aos avanços de medidas totalitárias do capital neo-liberal.

Zé T.
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Contagens e enviesamentos de adesões à greve

- (nos serviços públicos e empresas públicas ou com participação pública, pois nas outras, em regra e de facto, não há liberdade para se respeitar o direito à greve !! com incontáveis casos e tipos de coação ameaça e assédio !!!)

Por lei (e aparente defesa do próprio trabalhador) não é obrigatório indicar previamente que se vai aderir ou não à greve.

Na véspera do dia alguém (chefe ou administrativo)costuma perguntar, sala por sala, quem fará greve ou não.
A resposta é geralmente muda ou neutra/NIM... se não houver transportes... ainda não sei/decidi (faço greve, não falto, falto usando dia de férias ou horas a mais, aproveito o dia para tratar de uns assuntos, ...)
... com apenas dois ou três mais afoitos a declarar que irão fazer greve (mas que se reduzem para metade se quem pergunta é um chefão ou chefe com quem não estão tão familiarizados...).
Note-se que neste método pode haver vários tipos de pressão (da 'psicológica simples', ao 'ficar marcado' até ao 'conselho' ou mesmo ameaça...) e/ou enviesamento de contagem.

No próprio dia da greve podem faltar muitos mas como geralmente há vários horários de entrada e permissões de atrasos, na primeira ou segunda hora, é difícil ter números de quem "veio trabalhar" ou não... pelo que as respostas/ nºs oficiosos tanto podem ser:

# trabalhadores em greve (declarados previamente pelos próprios);
# trabalhadores que aderiram à greve (declarados pela chefia, na própria manhã do dia de greve);
# não sabem/atrasados/ ainda não começou o seu turno;
# trabalhadores em férias ou faltando por doença e outros motivos;
# trabalhadores impedidos de vir/ chegar ao local de trabalho;
# presentes e trabalhando;
# presentes mas não trabalhando por razões 'técnicas';
# total de trabalhadores (da empresa/serviço);
# total de trabalhadores que nesse dia deveriam estar a trabalhar.

Feita a contagem (somando ou subtraindo ou em percentagem aboluta ou relativa...), nesse momento ou horas depois ou no dia seguinte, por indicação prévia do próprio ou pela chefia no dia, ou depois quando o trabalhador que faltou tem de apresentar a justificação... obtêm-se valores e percentagens diferentes.

-Qual acham que será o número ou percentagem apresentado à tutela, aos sindicatos e aos mídia ?
- E acham que indicam qualquer tipo de explicação ou método de contagem?

R:
«Total de trabalhadores = ... ; total de adesões à greve = .... ; ...% ;
Serviços encerrados devido à greve= # (...%)». fax/mail enviado à DGAEP até às 10:30 do dia de greve e reconfirmado à tarde, até às 14:30..





De .Notas sobre Greve e Cidadania. a 25 de Novembro de 2011 às 11:55

Nota da Barbearia sobre a Greve Geral 2011

O barbeiro e as suas colaboradoras não aderiram à Greve Geral de 2011 estando os amanhos a decorrer com a maior normalidade.

O barbeiro declara a seu apoio a todos os trabalhadores que usam a greve como meio legítimo de protesto e de defesa das conquistas que conseguiram, a pulso, desde que existe democracia em Portugal.

O barbeiro e as suas colaboradoras aderiram à Greve Geral de 2010 e a todas as anteriores em que o poder era da sua cor,
como protesto e pressão sobre a forma como as políticas estavam a ser conduzidas, assumindo o seu desacordo e responsabilidades.

O barbeiro declara que não contribuiu minimamente para que o actual poder seja exercido desta forma tendo tido oportunidade de se pronunciar nas urnas eleitorais, onde deixou expresso que sabia ao que esta gente vinha.

O barbeiro, mesmo sabendo que o actual poder mentiu descaradamente na campanha eleitoral, nunca se deixou enganar e
por isso não está desiludido nem com o actual Governo nem com o actual Presidente da República, uma vez que nunca se deixou iludir por eles.

Para terminar, o barbeiro e as suas colaboradores expressam a sua solidariedade com o Povo português que tem sido miseravelmente tratado e
que, ou por ignorância ou desleixo, se alheia da vida política convencido que estas coisas não lhe dizem respeito.

Lisboa, Barbearia do Sr. Luís, 2011.11.24, LNT [0.536/2011]
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Este outro cidadão assumiu e fez greve (mas não foi para o piquete nem à manif.), tal como já fizera em outras greves gerais (não nas sectoriais) ...
em tudo o resto SUBSCREVE a excelente declaração do sr,Barbeiro.

Nas próximas greves, manifes e outras medidas de luta dos trabalhadores e cidadãos em geral
(sim, haverá mais lutas, ... lá para Fevereiro 2012, e depois Junho e novembro novamente,... quando já a maioria sentir na pele a dureza do que é recessão, austeridade e precariedade/ despedimento... e as suas dívidas pessoais/familiares a acumularem-se, e tiver que vender carro e tudo o mais por 2 tostões, ... )

espero também poder fazer ... (se me deixarem e puder aguentar a perda de 1dia de salário...)
e espero ver muitos mais trabalhadores e cidadãos a protestar contra estas medidas económico-políticas desastrosas e contra os seus responsáveis...


De .GreveG, indignados, PS e medo... a 28 de Novembro de 2011 às 08:55
A GREVE GERAL, OS INDIGNADOS E O PS !

A greve geral de 24 de Novembro foi forte no sector público e fraca no privado, embora globalmente melhor do que a última, também realizada a 24 do mesmo mês de 2010.
A grande ameaça do desemprego e a precariedade esvaziam em larga medida o direito à greve estipulado na Constituição!
Por outro lado têm sido os trabalhadores do Estado e das empresas pública que mais têm perdido rendimentos no último ano .

Relativamente á greve do ano passado existiram algumas dinâmicas sociais interessantes.
Maior apoio moral da sociedade aos grevistas e a notória confluência com o movimento sindical do movimento dos «indignados»
e das organizações profissionais dos militares e forças de segurança, também fortemente afectadas nos seus rendimentos e condições de trabalho.

O movimento dos indignados ainda está em definição estratégica e com bastante inorganicidade....Duas linhas estão em confronto:
uma que pretende ser mobilizadora das pessoas, alargando a sua base de apoio , mas numa via de conflito brando;
uma outra mais radical e de maior confronto social mas que pode perder apoios e emergir como um movimento de guerrilha de rua!

Seria aliás interessante que se procurassem outros locais simbólicos para as manifestações e concentrações e não tanto as escadas da Assembleia da República!
Um movimento novo não pode estar tão obcecado pelas escadas do Parlamento que o actual poder na sua fraqueza, considera intocável!

A questão central que esta greve levanta é se pode alterar de algum modo as políticas!
Estamos conscientes de que nada.Quando muito pode inibir uma ou outra medida!
Estamos a ser governados de fora.
Este Governo com a sua ideologia neo-liberal agrava os problemas do País e as consequências da aplicação do memorando da troika.

As greves em cada país da União realizadas de forma isolada não chegarão para alterar a situação!
Apenas uma acção concertada á escala europeia ,
uma acção que envolva o maior número de países e com sectores estratégicos como os rodoviários, ferrovias e aeroportos.
Infelizmente para todos os trabalhadores a CES não está capaz de ser o cérebro dessa mobilização!

Finalmente devo confessar que fiquei relativamente surpreendido com o não apoio do Secretário Geral do PS á greve geral!
Este partido, o maior da esquerda portuguesa, continua a manifestar uma difícil relação com os movimentos dos trabalhadores.
Estando na oposição, com a pior situação de sempre das classes trabalhadoras,o PS não apoia uma greve geral convocada pelas centrais sindicais onde militam os sindicalistas socialistas!
Tem medo de quê o José Seguro?
Das agências de rating? No mesmo dia uma delas baixou Portugal!
Da troika? No memorando não se retira o direito de se apoiar uma greve!
Do Governo? Este também ficou admirado!

(-por A.Brandão Guedes, BemEstarNoTrabalho)


De Governo do ''Estado NovoLib XXI'' a 25 de Novembro de 2011 às 16:15
«Uma greve pela Europa
...
O Governo não tem sido capaz de ir para além do caderno de encargos da troika. Tem até ficado aquém dele no que respeita à justiça fiscal, pois continua a ser cúmplice da evasão fiscal organizada, como o demonstrou o economista João Pedro Martins. Se é verdade que o programa de ajustamento marca o falhanço das políticas públicas dos governos anteriores, será um tremendo erro pensar que Portugal poderá recuperar a liberdade de acção perdida apenas pelo cumprimento desse programa. Um erro que poderá levar o País ao desastre económico e à desordem social.

Paradoxalmente, esta é uma greve pela permanência de Portugal na Zona Euro. Ela apela ao Governo para não seguir a cartilha suicidária da espiral de austeridade e recessão, que só agravará os grandes indicadores, em particular o da dívida pública, que vai continuar a crescer em relação a um PIB decrescente. Passos Coelho não pode continuar a falar aos portugueses como se Berlim tivesse razão, ignorando as propostas da Comissão Europeia e dos maiores economistas mundiais. O Governo tem de lutar por uma resposta europeia, solidária e integrada, se não quiser que algures no futuro o protesto ordeiro dos sindicatos seja substituído pela violência antieuropeia nas ruas.»
[DN]Viriato Soromenho-Marques.
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Vai mobilizar a tua tia para trabalhar!

«"O que queremos é ver um país mobilizado
não para se manifestar, ainda que possa emitir todas as suas opiniões políticas,
mas um país mobilizado, concentrado em fazer o seu trabalho, em ser mais produtivo e em eliminar todos os bloqueios que hoje temos na nossa economia para poder crescer mais e ter mais emprego", afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.» [i]

Parecer do Jumento:
Idiota, quer empobrecer os portugueses e ainda se dá ao luxo de falar em mobilização para trabalhar.
«Mande-se à bardamerda o ilustre deputado eleito com um programa e que está a aprovar um outro bem diferente.»
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Vítor Gaspar, (por enquanto) ministro das Finanças

E mais de 35 anos de vida adulta nunca tive tão pouca consideração e tanto desprezo por um governo como em relação ao actual, nem com o governo de Marcelo Caetano senti tanto desprezo humano por um primeiro-ministro ou por um ministro das Finanças.

Também nem no tempo da ditadura um governo usou deliberadamente a estratégia da divisão dos portugueses ou assumiu tão claramente o ódio aos que opinam de forma diferente.
Nem a brigada do reumático da ditadura conduziu o país de forma tão clara para a divisão e para um conflito social grave.
Nunca Portugal esteve tão perto de um grave conflito social como está hoje.»

O Gaspar pode ter sido muito marrão como estudante da Católica e até poderá ter lido o Capital de Marx, ainda que tenha muitas dúvidas de que o tenha entendido.
Mas é evidente que o ministro das Finanças é um elefante numa loja de cristais e está a conduzir os políticos ao conflito.
É pouco provável que este ministro se mantenha muito tempo no cargo e a única dúvida está em saber se sai antes ou depois de conduzir o país ao abismo.

Estamos perante um ministro que é um lobo disfarçado de cordeiro e que não tem o mais pequeno respeito pelos trabalhadores portugueses e ainda menos pela democracia e pelas regras constitucionais.
É um ministro legitimado por eleições que governa de forma abusiva e ilegítima.

«Na véspera da greve geral, marcada para amanhã, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, veio defender que “não é tempo de alimentar animosidades, conflitos ou divisões”, nem de “concentrar a atenção em interesses particulares e corporativos”.» [Público]

...um governo que justificou os (cortes aos) funcionários públicos com o falso argumento de que estes ganham mais do que os trabalhadores do sector privado
não tem autoridade moral para falar em divisão dos portugueses pois a sua política e o seu governo estão a conduzir o país deliberadamente para a divisão e o conflito.


De . Gente de outra Direita (hajam + assim. a 28 de Novembro de 2011 às 10:50
A minha greve

«1. Até quinta-feira nunca tinha feito greve, desta vez fiz. Trabalhei, mas fiz a minha greve. Envergonhada talvez. Não porque pense que a greve ajudará a resolver substancialmente qualquer dos graves problemas que enfrentamos como comunidade, não porque me sinta próximo de quem a convocou, mas porque é a única maneira, neste momento, de manifestar o meu profundo desagrado pelo caminho escolhido por este Governo.

Há momentos assim na vida de todos nós. Em que circunstancialmente nos vemos junto a gente com quem não partilhamos valores, ideias, visões da comunidade, princípios políticos. Que provavelmente somos utilizados para objectivos que não são os nossos, isso nunca me preocupou.

As minhas preocupações são outras.
São as que advêm de me sentir governado por pessoas que aparentemente ignoram que estão a destruir um modo de vida, uma economia, as poucas boas empresas, em troca duma quimera;
que são os maiores aliados da estratégia suicida da Sra. Merkel;
que pensam que atirando para a miséria e o desemprego milhares e milhares dos seus concidadãos alcançarão o que quer que seja;
que falam de taxas de juro, de eficiência e de mercados como se fossem fins em si mesmos, esquecendo que estes dados têm de ser apenas meios ao serviço da comunidade;
que trocam os princípios reformadores por revoluções inconsequentes.

Falam-nos, sem que lhes trema a voz, de que temos vivido acima das nossas possibilidades
sem se recordarem, uma vez que seja, dos dois milhões de pobres, das muitas centenas de milhares de desempregados, dos que sobrevivem com menos de 750 euros por mês.
E fazem-no sem que se dêem sequer ao trabalho de nos mostrar uma luz ao fundo do túnel, de nos mostrarem uma esperança, uma visão.
Põem um ar compungido e falam-nos de desempregados, de salários de fome, de pensionista sem dinheiro para medicamentos, como se fossem apenas vitimas colaterais dum plano que, no fundo, desconhecem.

Não poucas vezes os nossos governantes parecem ser gente deslumbrada com meia dúzia de livros revolucionários lidos à pressa.
Aprendizes de feiticeiro a quem só foi ensinada metade do truque:
sabem fazer desaparecer as coisas, mas não conhecem a forma de as fazer aparecer.

Há quem confunda esta governação com um qualquer programa de direita.
Pura ilusão. Não a minha, pelo menos.

A minha direita é a que acredita num Estado mais pequeno mas mais forte.
A que recusa transformar todos os funcionários públicos em bodes expiatórios.
A que não ignora que as reformas podem levar tempo, mas são sempre mais rápidas e mais justas que as revoluções que tudo destroem.
A que acredita que quando são precisos sacrifícios, eles devem ser equitativamente distribuídos.
A que crê que o capital nunca deve estar acima do trabalho e, muito menos, se deve sobrepor às pessoas.
A que nunca se esquece que os direitos sociais foram, em larga medida e por essa Europa fora, uma conquista de governantes de direita.
A que está ciente de que baixando salários não só se empobrecem as pessoas como se recua décadas no modelo de desenvolvimento.
A que sabe serem as empresas privadas o motor da economia, as acarinha e não as afoga em impostos.
A que não desconhece que austeridade sem crescimento apenas conduz a um buraco sem saída.
A que defende a liberdade como valor acima de todas as coisas, mas que sabe que sem o mínimo de igualdade a liberdade é apenas uma ilusão.
A que acredita que na essência das políticas tem de estar sempre o cidadão e que ninguém deve ser deixado para trás.

Pois é, fiz greve, lado a lado com quem não queria, consciente de que as minhas razões são diferentes,
muito diferentes, das de outros que também a fizeram, mas com a esperança de que quem partilha as minhas convicções também fez ou, pelo menos, teve vontade de fazer.
Estou convencido de que o meu acto de pouco serviu, mas sinto-me muito mais aliviado.
2. ...
[DN, -por Pedro Marques Lopes, via OJumento]


De Porq. vou fazer GREVE. a 22 de Novembro de 2011 às 09:13

VOU FAZER GREVE, CLARO !!

No dia 24 de Novembro vou fazer greve geral !
Vou fazer greve por muitas razões de natureza laboral e que diminuiram os meus rendimentos nos últimos anos.
Mas vou para a greve em particular por uma razão política essencial.
Vou fazer greve enquanto não proíbem a greve aos funcionários públicos !
Admirados?

Por acaso o Estado já não rasgou várias vezes o contrato de trabalho com os funcionários públicos ?
Ao decidir cortes salariais sem diminuição do tempo de trabalho e á revelia da contratação e negociação sindical?
Ao decidir mudar o vínculo que cada um tinha e tornando-nos a quase todos passíveis de despedimento?
Ao fazer leis que permitem pagar metade aos que estiverem na mobilidade?
Ao decretarem sobretaxas sobre o subsídio do natal de 2011 e, por fim, ao roubar-nos os subsídios de Natal e férias em 2012?
Ao ameaçar com despedimentos?

Se continuarmos a pensar em não perder o dinheiro do dia de greve e em ficar bem na fotografia não nos podemos lamentar depois quando vierem novas medidas com destaque para :

- Aumento do horário de trabalho (e não pagamento de horas extraordinárias);
- Aumento do tempo para a reforma (e + cortes no valor desta);
- Passagem á mobilidade (especial, antecâmara do despedimento, com sucessivas reduções salariais);
- Revisão da legislação para facilitar (e 'embaratecer' ainda mais o) despedimento;
- Diminuição (e já falam em futura extinção) do subsídio de desemprego, do tempo de permanência e dificultar as condições para a ele aceder.
- Acabar com o salário mínimo nacional e com a contratação colectiva, ...

A Greve Geral é assim uma forma de contestar estas políticas e este Estado que não tem palavra nem honra !

Já não é um Estado democrático !

Santo Agostinho dizia que um Estado que não faz justiça assemelha-se a um bando de ladrões !

Pois aí está!

(-por A.Brandão Guedes em 14:47 )


De Da peq.cedência até à DITADURA FASCISTA. a 22 de Novembro de 2011 às 10:00

Ceder

Vemos escapar-se por entre os dedos tudo aquilo que pensávamos ter seguro.
Não sabemos perceber que nada nos é devido caso não afirmemos a defesa dos nossos interesses.

Tudo, e também chegaremos à liberdade,
são conquistas conseguidas com esforço e sacrifício que não prescindem de permanente vigilância e de pressão reivindicativa
porque não são bens inatos,
ao contrário do que os pensadores gostam de escrever nos tratados e nas cartas de direitos fundamentais.

Ou nos lembramos disso todos os dias e não cedemos às chantagens para prescindir daquilo a que temos direito, ou perdemos esses direitos pela voracidade de quem entende que eles serão sempre excessivos ou incomportáveis.

LNT, [0.530/2011]
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De cedência em cedência,
pela abstenção, voto nulo ou branco,
pelo calar, não-manifestar e não-reivindicar, ...
facilmente resvalamos para nova Ditadura Fascista.

Direitos a relembrar constantemente:

- Liberdade (de expressão, reunião, manifestação, acesso e trânsito em vias e espaços públicos, ...)

- Democracia (eleições, voto livre e secreto, referendos, partidos, sindicatos, greve, ...)

- Trabalho, pago (igual ou superior ao salário minimo nacional), duração máxima de 8 horas por dia, férias pagas, higiene e segurança no trabalho, ...

- Saúde e Ensino básico gratuito;

- Acesso à Justiça;

- Candidatura a cargos políticos e concurso a emprego público;

- Preservação da imagem, bom nome, dados pessoais e à privacidade;

- Acesso e TRANSPARÊNCIA de informação PÚBLICA, desde OGE, contas e relatórios, subsidios, nomeações, adjudicações, concessões, concursos, critérios, justificação de decisões, ...

Zé T.


De Reivindicar e EXERCER a Democracia. a 22 de Novembro de 2011 às 10:10
Tem razão ABG.

Se não reivindicamos e exercemos/ USAMOS os nossos Direitos (como a GREVE ), qualquer dia TIRAM -nos ...

com a justificação que também são ''gorduras'', não fazem falta, só atrapalham a 'produtividade' e a 'competitividade', e o 'crescimento da economia', 'desestabilizam paz/concertação social', é 'anti-patriótico', ...


De .Farto e indignado ... a 22 de Novembro de 2011 às 14:44
Entendo que viver pressupõe bem-estar.
Bem-estar (não confundir com felicidade que é outra coisa)
é saber que o dinheiro dos meus impostos é usado para
me facilitar assistência médica condigna,
direito dos meus filhos a uma educação de acordo com as sua aptidões e interesses,
direito a uma reforma que me permita viver com o mínimo de dignidade e com sentimento de dever cumprido,
direito ao trabalho justamente remunerado de acordo com as minhas aptidões e competência,
direito aos meus tempos livres quer sejam horas, folgas, feriados, fins de semana e férias,
direito a uma justiça que julgue com a mesma celeridade tanto o assaltante, o assassino ou o corrupto,
enfim, saber que o meu contributo para com a sociedade terá um retorno sério, justo e passível de me permitir viver condignamente.

Como o que se passa actualmente é exactamente o contrário daquilo que deveria ser,
e estou fartinho de ouvir falar em estado, em despesismo, em endividamento,
quando esta sociedade é das mais desiguais da Europa,
em que a incompetência e a corrupção são promovidas,
em que as culpas são atiradas de uns para os outros quando todos os que chegaram ao poder de uma forma ou de outra se servem dele em proveito próprio,
quando as soluções apresentadas para resolver a crise me vão atirar para o limiar da pobreza sem eu ter a mínima culpa da situação,

vou fazer greve no dia 24 porque
neste momento é a única forma que existe para mostrar toda a minha indignação.

(Berto)


De . títulos e comentários.23.11.2011. a 23 de Novembro de 2011 às 10:34
---- IRS castiga subsídio de refeição
Proposta dos deputados do PSD e CDS agrava carga fiscal sobre empregados por conta de outrem. - CM
(como sempre !! )


---- Carvalho da Silva: ''Estamos sob ocupação estrangeira'' - JN
(e com governantes fantoches, vendidos ao grande capital !! )

---- Um deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira. PSD garante assim que nenhuma proposta da oposição venha a ser aprovada quando tiver ausências na sua bancada. Alterou também a definição de quórum, ao decidir que o parlamento (ARM) pode funcionar em plenário com um mínimo de ''um terço do número de deputados''. - Público

(para o PSD isto é '' nova democracia representativa'' !!, próximos passos:
o líder de cada bancada poder votar por todos os restantes deputados (estes vão tratar das suas 'parcerias público-privadas' e gerir 'eficaz-crateramente' os serviços/empresas públicas); exportar este modelo para o cont'nente; ...)

---- Políticos acumulam subvenção com salários privados - I (...).
---- Propostas do PS vão para o lixo. - I
(o que esperava o tanso do inSeguro/PSocas... ao dar ''cheque em branco'' ao governo, dizendo logo que aprovaria o OGE2012 - tanto na generalidade como na especialidade, e mesmo sem o conhecer !!. ...)

----Criticas: Ferreira Leite contra política fiscal do Governo. - PJ
(se até uma baronesa do partido no governo crítica... imaginem como se sentem os trabalhadores por conta de outrem, os únicos que aguentam com tudo quanto é imposto... )

---- Crise dá origem a uma nova vaga de emigração. - Destak
(continua em vigor o secular «decreto de servilismo miserável ou ostracismo/expulsão» ... e a 'fogueira' está acesa...)

---- Salários da função pública vão ser todos revistos até ao fim de 2012. -Dinheiro Vivo
(a revisão será para baixo, via alteração de carreiras... mais uma confusão/ guerra do tipo 'dividir para reinar' ... mas, por enquanto nega-se, até porque está à porta a GreveGeral e o Natal cortado...)

---- Protesto global. - Courrier internacional


De .Contra o Fascismo Financeiro... a 23 de Novembro de 2011 às 10:46
Alexandre de Castro disse...

Está a começar a nascer um fascismo de novo tipo, o fascismo financeiro,
que pretende instaurar a nível global o governo único, para melhor perpetuar o seu domínio.
O desespero que está a apoderar-se dos cidadãos gregos, perante a indignade das das draconianas medidas impostas pela Alemanha,
que já não consegue esconder a sua liderança unilateral, escondendo-se atrás da UE, vai estender-se a todos os países, com economias mais frágeis, a começar por Portugal.

O ano de 2012 irá ser trágico para a maioria dos portugueses.
Mas, o mais grave, é que todos os sacrifícios serão inúteis.
Em 2013 será aplicada outra dose letal.

Um sistema não se reforma por si próprio, e, em casos de dificuldade, para sobreviver,não hesita em recorrer a todos os mecanismos repressivos, os financeiros e os de outra natureza.

Para inverter a situação, só a via revolucionária devolverá aos povos a dignidade perdida.

A GREVE GERAL é apenas o início de uma longa caminhada.


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