De Porq. vou fazer GREVE. a 22 de Novembro de 2011 às 09:13

VOU FAZER GREVE, CLARO !!

No dia 24 de Novembro vou fazer greve geral !
Vou fazer greve por muitas razões de natureza laboral e que diminuiram os meus rendimentos nos últimos anos.
Mas vou para a greve em particular por uma razão política essencial.
Vou fazer greve enquanto não proíbem a greve aos funcionários públicos !
Admirados?

Por acaso o Estado já não rasgou várias vezes o contrato de trabalho com os funcionários públicos ?
Ao decidir cortes salariais sem diminuição do tempo de trabalho e á revelia da contratação e negociação sindical?
Ao decidir mudar o vínculo que cada um tinha e tornando-nos a quase todos passíveis de despedimento?
Ao fazer leis que permitem pagar metade aos que estiverem na mobilidade?
Ao decretarem sobretaxas sobre o subsídio do natal de 2011 e, por fim, ao roubar-nos os subsídios de Natal e férias em 2012?
Ao ameaçar com despedimentos?

Se continuarmos a pensar em não perder o dinheiro do dia de greve e em ficar bem na fotografia não nos podemos lamentar depois quando vierem novas medidas com destaque para :

- Aumento do horário de trabalho (e não pagamento de horas extraordinárias);
- Aumento do tempo para a reforma (e + cortes no valor desta);
- Passagem á mobilidade (especial, antecâmara do despedimento, com sucessivas reduções salariais);
- Revisão da legislação para facilitar (e 'embaratecer' ainda mais o) despedimento;
- Diminuição (e já falam em futura extinção) do subsídio de desemprego, do tempo de permanência e dificultar as condições para a ele aceder.
- Acabar com o salário mínimo nacional e com a contratação colectiva, ...

A Greve Geral é assim uma forma de contestar estas políticas e este Estado que não tem palavra nem honra !

Já não é um Estado democrático !

Santo Agostinho dizia que um Estado que não faz justiça assemelha-se a um bando de ladrões !

Pois aí está!

(-por A.Brandão Guedes em 14:47 )


De Da peq.cedência até à DITADURA FASCISTA. a 22 de Novembro de 2011 às 10:00

Ceder

Vemos escapar-se por entre os dedos tudo aquilo que pensávamos ter seguro.
Não sabemos perceber que nada nos é devido caso não afirmemos a defesa dos nossos interesses.

Tudo, e também chegaremos à liberdade,
são conquistas conseguidas com esforço e sacrifício que não prescindem de permanente vigilância e de pressão reivindicativa
porque não são bens inatos,
ao contrário do que os pensadores gostam de escrever nos tratados e nas cartas de direitos fundamentais.

Ou nos lembramos disso todos os dias e não cedemos às chantagens para prescindir daquilo a que temos direito, ou perdemos esses direitos pela voracidade de quem entende que eles serão sempre excessivos ou incomportáveis.

LNT, [0.530/2011]
--------------------------------

De cedência em cedência,
pela abstenção, voto nulo ou branco,
pelo calar, não-manifestar e não-reivindicar, ...
facilmente resvalamos para nova Ditadura Fascista.

Direitos a relembrar constantemente:

- Liberdade (de expressão, reunião, manifestação, acesso e trânsito em vias e espaços públicos, ...)

- Democracia (eleições, voto livre e secreto, referendos, partidos, sindicatos, greve, ...)

- Trabalho, pago (igual ou superior ao salário minimo nacional), duração máxima de 8 horas por dia, férias pagas, higiene e segurança no trabalho, ...

- Saúde e Ensino básico gratuito;

- Acesso à Justiça;

- Candidatura a cargos políticos e concurso a emprego público;

- Preservação da imagem, bom nome, dados pessoais e à privacidade;

- Acesso e TRANSPARÊNCIA de informação PÚBLICA, desde OGE, contas e relatórios, subsidios, nomeações, adjudicações, concessões, concursos, critérios, justificação de decisões, ...

Zé T.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres