15 comentários:
De .Notas sobre Greve e Cidadania. a 25 de Novembro de 2011 às 11:55

Nota da Barbearia sobre a Greve Geral 2011

O barbeiro e as suas colaboradoras não aderiram à Greve Geral de 2011 estando os amanhos a decorrer com a maior normalidade.

O barbeiro declara a seu apoio a todos os trabalhadores que usam a greve como meio legítimo de protesto e de defesa das conquistas que conseguiram, a pulso, desde que existe democracia em Portugal.

O barbeiro e as suas colaboradoras aderiram à Greve Geral de 2010 e a todas as anteriores em que o poder era da sua cor,
como protesto e pressão sobre a forma como as políticas estavam a ser conduzidas, assumindo o seu desacordo e responsabilidades.

O barbeiro declara que não contribuiu minimamente para que o actual poder seja exercido desta forma tendo tido oportunidade de se pronunciar nas urnas eleitorais, onde deixou expresso que sabia ao que esta gente vinha.

O barbeiro, mesmo sabendo que o actual poder mentiu descaradamente na campanha eleitoral, nunca se deixou enganar e
por isso não está desiludido nem com o actual Governo nem com o actual Presidente da República, uma vez que nunca se deixou iludir por eles.

Para terminar, o barbeiro e as suas colaboradores expressam a sua solidariedade com o Povo português que tem sido miseravelmente tratado e
que, ou por ignorância ou desleixo, se alheia da vida política convencido que estas coisas não lhe dizem respeito.

Lisboa, Barbearia do Sr. Luís, 2011.11.24, LNT [0.536/2011]
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Este outro cidadão assumiu e fez greve (mas não foi para o piquete nem à manif.), tal como já fizera em outras greves gerais (não nas sectoriais) ...
em tudo o resto SUBSCREVE a excelente declaração do sr,Barbeiro.

Nas próximas greves, manifes e outras medidas de luta dos trabalhadores e cidadãos em geral
(sim, haverá mais lutas, ... lá para Fevereiro 2012, e depois Junho e novembro novamente,... quando já a maioria sentir na pele a dureza do que é recessão, austeridade e precariedade/ despedimento... e as suas dívidas pessoais/familiares a acumularem-se, e tiver que vender carro e tudo o mais por 2 tostões, ... )

espero também poder fazer ... (se me deixarem e puder aguentar a perda de 1dia de salário...)
e espero ver muitos mais trabalhadores e cidadãos a protestar contra estas medidas económico-políticas desastrosas e contra os seus responsáveis...


De .GreveG, indignados, PS e medo... a 28 de Novembro de 2011 às 08:55
A GREVE GERAL, OS INDIGNADOS E O PS !

A greve geral de 24 de Novembro foi forte no sector público e fraca no privado, embora globalmente melhor do que a última, também realizada a 24 do mesmo mês de 2010.
A grande ameaça do desemprego e a precariedade esvaziam em larga medida o direito à greve estipulado na Constituição!
Por outro lado têm sido os trabalhadores do Estado e das empresas pública que mais têm perdido rendimentos no último ano .

Relativamente á greve do ano passado existiram algumas dinâmicas sociais interessantes.
Maior apoio moral da sociedade aos grevistas e a notória confluência com o movimento sindical do movimento dos «indignados»
e das organizações profissionais dos militares e forças de segurança, também fortemente afectadas nos seus rendimentos e condições de trabalho.

O movimento dos indignados ainda está em definição estratégica e com bastante inorganicidade....Duas linhas estão em confronto:
uma que pretende ser mobilizadora das pessoas, alargando a sua base de apoio , mas numa via de conflito brando;
uma outra mais radical e de maior confronto social mas que pode perder apoios e emergir como um movimento de guerrilha de rua!

Seria aliás interessante que se procurassem outros locais simbólicos para as manifestações e concentrações e não tanto as escadas da Assembleia da República!
Um movimento novo não pode estar tão obcecado pelas escadas do Parlamento que o actual poder na sua fraqueza, considera intocável!

A questão central que esta greve levanta é se pode alterar de algum modo as políticas!
Estamos conscientes de que nada.Quando muito pode inibir uma ou outra medida!
Estamos a ser governados de fora.
Este Governo com a sua ideologia neo-liberal agrava os problemas do País e as consequências da aplicação do memorando da troika.

As greves em cada país da União realizadas de forma isolada não chegarão para alterar a situação!
Apenas uma acção concertada á escala europeia ,
uma acção que envolva o maior número de países e com sectores estratégicos como os rodoviários, ferrovias e aeroportos.
Infelizmente para todos os trabalhadores a CES não está capaz de ser o cérebro dessa mobilização!

Finalmente devo confessar que fiquei relativamente surpreendido com o não apoio do Secretário Geral do PS á greve geral!
Este partido, o maior da esquerda portuguesa, continua a manifestar uma difícil relação com os movimentos dos trabalhadores.
Estando na oposição, com a pior situação de sempre das classes trabalhadoras,o PS não apoia uma greve geral convocada pelas centrais sindicais onde militam os sindicalistas socialistas!
Tem medo de quê o José Seguro?
Das agências de rating? No mesmo dia uma delas baixou Portugal!
Da troika? No memorando não se retira o direito de se apoiar uma greve!
Do Governo? Este também ficou admirado!

(-por A.Brandão Guedes, BemEstarNoTrabalho)


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