De .Governador, administrador, gestor,...C. a 9 de Dezembro de 2011 às 14:36
Carlos Costa (ainda?) governador do Banco de Portugal
Se o governador do BdP fosse um daqueles catedráticos com doutoramento é provável que fosse humilde e não falasse de cátedra, todos os homens de grande inteligência que conheci ao longo da vida eram humildes e respeitavam a inteligência dos outros.
Normalmente são os menos inteligentes e sabedores que gostam de humilhar os outros quando julgam que o podem fazer.
Carlos Costa pode ser governador do Banco de Portugal, coisa que em Portugal depende mais dos APOIOS políticos do que da competência, até pode ter um vasto currículo como gestor pois em Portugal isso é possível a quem tenha boas CUNHAS.
O que Carlos Costa não tem é um currículo académico que o transforme numa sumidade. Também não parece ter a formação DEMOCRÁTICA para que possa representar uma instituição nacional no parlamento.
Mesmo que o deputado João Galamba tivesse errado e fosse um ignorante o governador do BdP deveria ter respeitado a instituição.
Mas não só o deputado não errou como o governador teve um comportamento inaceitável, se o governador tivesse um pingo da classe do deputado que ofendeu teria apresentado a DEMISSÃO.
Agora o modesto licenciado em economia leva uma merecida LIÇÃO de ECONOMIA a que certamente não vai responder, compreende-se, com o argumento de evitar conflitos evitar evidenciar as suas fragilidades académicas.
Não vá alguém questionar de onde lhe vieram os conhecimentos técnicos para uma carreira tão preenchida.
De Fim da Soberania (nacional e europeia). a 9 de Dezembro de 2011 às 14:27
Desapossados e mal pagos
«Desta vez não andaram à volta.
Não foi porque "vocês têm dívida a mais", "vocês têm produção a menos", "vocês tem gordura estatal"...
Não, desta vez foram direitos ao assunto:
elas querem é governar.
Elas, são as agências de rating, governos-sombra. Sombra, porque escondidos, mas - ao contrário dos da fórmula tradicional de governo-sombra, que esperam por eleições - governando já.
Desta vez foi, pois, a Standard & Poor's (S&P), que a três dias de um Conselho Europeu varreu tudo:
anunciou que punha sob vigilância negativa, quer dizer, ameaçou baixar o rating de, não um, nem dois, nem meia dúzia, mas de 15 países da Zona Euro.
O Luxemburgo, por exemplo, que não tem dívida, está no lote. E o mais revelador é o timing.
Os analistas, supostos estudiosos dos factos acontecidos e dos números apresentados (não é isso, só isso, uma agência de rating?), adiantaram-se e impuseram, antes!, o que fazer: assim, ou está a sopa de letras A-A-A entornada...
Quer dizer, as agências de rating fazem o que cabe aos partidos nas campanhas eleitorais, apresentam um programa (mas não se submetem a escrutínio).
O programa da S&P foi este:
uma maior coordenação financeira da Zona Euro, a emissão de eurobonds e uma intervenção maciça do Banco Central Europeu.
Não se trata aqui de saber se são medidas sábias, trata-se é da confirmação de que são políticas.
A soberania dos Estados acabou (já se suspeitava), e a da Europa não se porta muito melhor.»
[DN], Ferreira Fernandes.
De .UE, BCE Governos Cúmplices d Bangsters. a 7 de Dezembro de 2011 às 16:39
Preparem-se, a Europa está a morrer
«A União Europeia e o euro estão a morrer às mãos da Alemanha. Pela Alemanha nasceram, por causa da Alemanha arriscam a morte.
Hoje todos aceitam as directivas de Angela Merkel que Nicolas Sarkozy finge serem também da França. Estamos submergidos pelas dívidas e subjugados pelo terror do fim do euro. Mas a humilhação dos povos, pelos menos de alguns, paga-se.
As bolsas festejaram, as taxas de juro caíram e os líderes do outro lado do Atlântico respiraram de alívio. Mas tudo pode ser efémero. Pela actuação dos investidores e pelo que a história ensina dos povos europeus.
Os que ditam as regras do MERCADO, claro, reagem mais rapidamente que os povos. Ontem, ao fim do dia, a agência de "rating" Standard & Poor's revelava ao "Financial Times" a possibilidade de baixar o "rating" da Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo que hoje contam com a nota máxima (três A).
Basta a França perder o valor de país sem risco para o mesmo acontecer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) que está a angariar recursos para países como Portugal.
No outro lado do Atlântico, onde se compreende muito bem como funciona a economia financeira, valem zero as conversas sobre revisões de tratados e regras de disciplina financeira que levam meses e são ditados por dois países em 17 ou 27.
Deste lado do Atlântico, quem conhece a Europa, sabe que a dupla Merkzozy traçou um caminho incerto para ganhar a batalha do colapso imediato do euro mas aprofundou ainda mais as feridas, abertas desde que esta crise começou em 2010, na soberania e na democracia dos países europeus e da União Europeia.
A Europa de Jean Monnet foi construída com os valores do respeito pelo outro, num tempo em que a Alemanha não era a grande Alemanha, mas a Alemanha saída da guerra - como este fim-de-semana lembrou Helmut Schimdt.
Os tratados foram sempre revistos num ritual que respeita os valores da democracia e a diferença entre os povos.
Nunca nasceram de reuniões entre a França e a Alemanha. Sim, a história conta que o euro nasce de um compromisso entre Paris de Miterrand e, na altura, Bona de Kohl.
Eu, disse a Alemanha, concordo em partilhar a minha soberania monetária, e eu, disse a França, concordo com a unificação alemã.
Mas nem por isso se deixou de construir um Tratado, o de Maastricht, com todos os rituais que os valores da democracia e liberdade exigem.
A Alemanha prefere sacrificar os valores da democracia e da igualdade entre os povos no altar da sacrossanta proibição do financiamento monetário da dívida que vai alimentando ganhos financeiros. Sem se dar conta,
a Alemanha está a ser CÚMPLICE dos ganhos de milhões que muitos BANCOS, investidores, estão a obter, cobrando 6 a 7% aos Estados soberanos do euro para, com esses títulos, a renderem essas taxas, irem buscar dinheiro a 1% ao BCE.
Porque o banco de Frankfurt/BCE pode deixar os BANCOS ganharem dinheiro à CUSTA dos soberanos, mas não pode ajudar directamente os POVOS.
Porque, na narrativa que nos vai sendo feita, os povos têm de ser castigados por terem gasto de mais.
Sem que ninguém queira saber porque gastaram e como gastaram e muito menos quem foi que quebrou, sem consequências, a regra do Pacto de Estabilidade.
Temos de nos preparar. Os povos sofrem, mas não esquecem.
De Atenas a Dublin, passando por Lisboa, de Roma a Madrid, as feridas vão ficando.
Podemos estar seriamente perante a vitória numa batalha que nos lança para a pior das guerras, a da desintegração europeia.»
[Jornal de Negócios] Helena Garrido.
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