Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

MAIS MEIA HORA DE TRABALHO: o crepúsculo da concertação social ?

 

    O actual Governo, como bom neo-liberal, está-se nas tintas para a concertação social! Vai dando com uma mão (demagogia) e vai retirando com a outra (direitos). Vai reunindo patrões e sindicatos, encanando a perna á râ, como diz o ditado, mas legisla a toda á pressa com medo da troika! Foi o que se passou com a famosa meia hora a mais de trabalho por dia! A UGT e CGTP não aceitam esta pantomina e muito bem! E finalmente o José Seguro também não concorda com tal medida e muito bem, claro está!

    Com esta prática bem podemos estar a presenciar o crepúsculo da concertação social em Portugal que, aliás, acontece por toda a Europa! Os governos conservadores, em maioria na UE, e os tecnocratas consideram desnecessária a concertação social! Ainda o não dizem nos discursos mas a gente entende bem qual é a sua opinião real! Ainda falam em diálogo social mas estabelecem a imposição!

    Daí que não seja de admirar o crescimento na UE e em todo o mundo de um neo-anarquismo que actualiza a «ação directa» como forma de responder a esta arrogancia do poder político, a este esvaziamento da democracia dos povos!

    Perante o caminho que estamos a tomar, onde a precariedade e o desemprego é a regra e os eleitos se descredibilizam, onde o pobre é tratado como um doente, não nos admiremos que cada vez mais cidadãos simpatizem com novas e velhas formas de ação directa  e que respondam á violencia do Estado desnaturado com outra violencia!

    Não se pense que as artimanhas da policia e as suas técnicas chegarão para apagar os incêndios! Quando são muitos os cidadãos que acordam, o poder, por mais arrogante que seja, fica semelhante ao pó levado pelo vento!

    Esperemos que estes arrogantes políticos não venham ainda a ter saudades das ordeiras manifestações sindicais!



Publicado por Xa2 às 07:39 | link do post | comentar

2 comentários:
De .Democracia Suspensa ou revogada? a 14 de Dezembro de 2011 às 11:03
O ovo da serpente

«Infiltração de agentes provocadores em manifestações instigando à violência para justificar a repressão (o próprio director nacional da PSP confirmou que "polícias à civil se integraram como manifestantes e provocadores em funções de defesa pública na manifestação");

divulgação de calúnias sobre vítimas de repressão, como fez o porta-voz da PSP anunciando falsamente que um cidadão espancado e detido na manifestação de 24 de Novembro era "procurado pela Interpol";

intenção do Governo - para já frustrada pela CNPD por inconstitucional, mas de que o ministro Miguel Macedo diz "não desistir" - de permitir à Polícia a videovigilância dos cidadãos e atribuir ao ministro poder absoluto na matéria sem qualquer fiscalização independente da sua conformidade à Constituição e às leis;

afirmação do director do Observatório de Segurança de que a Polícia deve respeitar a lei "mas...";

defesa pelo presidente da comissão governamental para definição do serviço público de TV do controle da informação "a bem da Nação";

apreensão de propaganda política...

Já não são apenas as pituitárias daqueles que viveram a experiência do Estado policial salazarista, particularmente sensíveis a certos sinais.

Hoje mesmo os que ingenuamente pensam que direitos, liberdades e garantias são direitos adquiridos têm motivos para se interrogar
se a suspensão da Democracia preconizada por Manuela Ferreira Leite não estará já em curso. »

[JN], Manuel António Pina.


De Tarda mas há-de chegar a 14 de Dezembro de 2011 às 11:10
Deviamos lembrar a essa escumalha, ministro e demais, que kadafi e os seus esbirros também estavam convencidos que eram inatacáveis, mas tiveram, conjuntamente com as suas famílias, o fim que todos conhecemos.


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