De Emigrar, exilar, ostracismo, afuguentar, a 20 de Dezembro de 2011 às 11:00

Mandar emigrar começa a ser mania


«Há tempos foi um secretário de Estado a convidar os jovens a emigrar, agora é o primeiro-ministro a propor o mesmo aos professores, irem para Angola ou Brasil.
Depois do "faça férias cá dentro", o slogan "vá trabalhar lá fora"...
Quando do primeiro convite para zarpar, escrevi:
"Ide embora" pode não ser um mau conselho.
Deu-o o meu bisavô ao meu avô, disse o meu avô ao meu pai, fiz eu pela minha vida em três países, decidiu a minha filha - ir embora.
Se uma família honesta o fez, por que não dois honestos cidadãos a dizê-lo? Mas da primeira vez que escrevi, acrescentei um porém: para político, "ide embora!" é curto.

Do secretário de Estado da Juventude esperam-se propostas para fazer cá dentro.
Porque conselhos sobre soluções naturais, como emigrar ou respirar, os portugueses não precisam, está-lhes no ADN.
E, agora, quando Passos Coelho reitera o convite a alguns para emigrar, o meu porém aumenta.
É que nas emigrações em geral os governantes podem lavar as mãos, chega o desenrascanço tradicional do candidato a ir embora.
Mas na específica emigração de professores, não: são necessários prévios acordos com os países para onde vão.
Passos tão expedito a mandar os outros trabalhar longe, não mostrou o trabalho que ele - com a rara sorte de português ainda a poder trabalhar em casa -
deveria ter feito:
acordos com Angola e Brasil.
Era mostrando-os que devia ter começado a conversa.»

[DN], Ferreira Fernandes.


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