Finalmente alguém sensato

Por

O que disse o vice-presidente da bancada do PS e tanta celeuma levantou é o óbvio: um Governo que se preocupasse exclusivamente com os interesses dos portugueses e não fosse um mero núncio local dos interesses dos "mercados" deveria ter como absoluta prioridade a renegociação da dívida.

É hoje claro para quem observa, sem palas ideológicas, a situação portuguesa que nunca conseguiremos pagar a dívida nas condições usurárias que nos foram impostas, as quais, gerando recessão e bloqueando o crescimento da economia, constituem o principal obstáculo a esse pagamento, forçando sempre a novas e sucessivas "ajudas", numa espiral de endividamento cujos resultados estão à vista na Grécia.

Assim, a reestruturação da dívida será, mais tarde ou mais cedo, uma inevitabilidade. Aos credores interessa que seja o mais tarde possível, quando o país estiver já completamente exaurido e sem património que vender ao desbarato. Nessa altura, tudo o que puderem ainda sacar será bem vindo. Aos portugueses interessa que seja já, enquanto ainda dispomos de uns restos de soberania.

A desassombrada afirmação de Pedro Nuno Santos, de que devemos "marimbar-nos para os credores" e usar todas as armas para obter condições que nos permitam pagar o que devemos e sobreviver como país independente, seria o desiderato patriótico de qualquer Governo que não agisse apenas como submissa correia de transmissão dos interesses da Sra. Merkel.

In [JN]



Publicado por [FV] às 14:17 de 19.12.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De pedir a quem pediu dá mau resultado a 19 de Dezembro de 2011 às 15:34
Alias a srª Merkel , se já não era nascida ( ela nasceu e foi educada, não esqueçamos, naquela parte do, chamado, socialismo real, pelos vistos ensinaram-lhe maus princípios ) andava a baloiçar entre um e o outro testículo do pai quando a Alemanha em 1953 renegociou a sua divida e a Grécia então sua credora foi uma das que lhe perdoou metade.

Bem diz o provérbio " nunca peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu"


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 19 de Dezembro de 2011 às 15:57
Tem o amigo muita razão.
É que muitas vezes, a quem se empresta, em vez de nos ficarem gratos, ficam-nos com ódio... porque se sentem inferiorizados..
Basta pensar no que dizem, quando recebem o empréstimo: "Se alguma vez precisares, estarei cá..."
Duas questões estão subliminarmente, nesta resposta:
1) Se alguma vez precisares - Pressupõe que estão à espera que venhamos a precisar... o que é mau;
2) estarei cá - Estarei cá para quê? Para te humilhar. Para me vingar? Para quê?
Bastava como resposta, pagar e esperar que nunca viéssemos a precisar do mesmo...


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