10 comentários:
De ... + gás.. prós tugas de 2ª e 3ª categ. a 22 de Dezembro de 2011 às 11:47
A mentira e o desprezo

«Parece que há excesso de portugueses em Portugal. Para remediar tão desgraçada contrariedade, o Governo decidiu minguar-nos tomando decisões definitivas. Há semanas, um secretário de Estado estimulou a emigração de estudantes. Há dias, o primeiro-ministro alvitrou que os professores desempregados ou com dificuldade em empregar-se deviam encaminhar-se para os países lusófonos, nos quais encontrariam a felicidade que lhes era negada na pátria. O dr. Telmo Correia, sempre inteligente e talentoso, elogiou, na SIC-Notícias, a sabedoria cristã de tão arguta ideia.

Acontece um porém: e os velhos? Que fazer dos velhos que enchem os jardins e a paciência de quem governa? Os velhos não servem para nada, nem sequer para mandar embora, não produzem a não ser chatices, e apenas valem para compor o poema do O'Neill, e só no poema do O'Neill eles saltam para o colo das pessoas. Os velhos arrastam-se pelas ruas, melancólicos, incómodos e inúteis, sentam--se a apanhar o sol; que fazer deles?

Talvez não fosse má ideia o Governo, este Governo embaraçado com a existência de tantos portugueses, e estorvado com a persistência dos velhos em continuar vivos, resolver oferecer-lhes uns comprimidos infalíveis, exactos e letais. Nada que a História não tivesse já feito. Os celtas atiravam os velhos dos penhascos e seguiam em frente, sem remorsos nem pesares.

Mas há outro problema. A fome. A fome que alastra como endemia, toca a quase todos, abate-se nos velhos e, agora, nos miúdos. Os miúdos das escolas chegam às aulas com as barrigas vazias: pais desempregados, famílias desgarradas, "a infância, ah!, a infância é um lugar de sofrimento, o mais secreto sítio para a solidão", disse-o Ruy Belo; e as escolas já não têm o que lhes dar. As cantinas reabrem, mesmo durante as férias, e sempre se arranja uma carcaça, um leite morno, nada mais, oferecidos por quem dá o pouco que não tem.

Vêm aí mais fome, mais miséria, mais desespero, mais assaltos, mais violência, mais velhos desamparados, mais miúdos espantados com tudo o que lhes acontece e não devia acontecer. Mais desemprego, num movimento cumulativo, mecânico a automático, como nos querem fazer crer. Diz o Governo. Como se esta realidade fosse natural; como se a semântica moderna da sociedade explicasse a amoralidade da eliminação da justiça e a inevitabilidade do que sucede.

Para que serve este Governo?, a quem favorece, a quem brinda, a quem satisfaz? Podem, em consciência, os seus panegiristas passar ao lado das infâmias a que assistimos, e continuar omissos ou desbragadamente cortesãos? Podem. É ao que temos vindo a assistir. O Governo administra o ódio e o desprezo com a indiferença gélida de quem não é por nós. Diz-se que o anterior Executivo vivia da e na mentira. Este subsiste de quê?» [DN]Baptista-Bastos.
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Uma câmara de gás não seria mais prático?


Os velhos são uma chatice pois ganham pensões,
os trabalhadores trabalham poucas horas,
os professores estão a mais,
não há lugar para os jovens quadros,
os funcionários públicos são um peso,
o país está cheio de portugueses inúteis, improdutivos, sem possibilidade de se empregarem.

Para os professores o pequeno Rangel teve a brilhante ideia de criar uma agência para os exportar, essa agência poderia até fazer publicidade em Angola, oferece-se um professor na troca de um barril de crude ou oferecem-se 500 professores por cada empresa portuguesa comprada pela família Santos.

O problema é que se ainda há quem possa querer professores portugueses, ainda que tenham a mania de derrubar governos e ser contra avaliações,
dificilmente há quem nos queira levar os velhos, e todos os inúteis, desde os licenciados em gestão pela Lusíada aos que cem vez de estudarem a sério estão convencidos de a melhor forma de ter sucesso na vida é passar pela universidade de Castelo de Vide.

Tirando gente como os Mellos, os Espírito Santo e outros com menos pedigree mas que se encheram de dinheiro como os Relvas, os Loureiros e outros banqueiros,
parece que o país está cheio de gente que não faz falta, que se continua a reproduzir como coelhinhos. Isto já não vai com agências e coisas dessas, não será melhor
um intelectual do PSD propor o recurso a câmaras de gás?!


De Comprar Armas | Loja de Armas a 21 de Dezembro de 2011 às 17:46
Os que dizem que se tivessem 20 e tal anos e não tivessem filhos que emigravam porque não o fizeram no passado? em momentos de crise é muito fácil falar! não se esqueçam que a crise é à escala global e não apenas nacional como muitos consideram!


De Para eles se governarem 'a bem da nação' a 20 de Dezembro de 2011 às 15:32
Morte à inteligência

O secretário de Estado da Juventude sugeriu aos jovens que partissem,
Passos Coelho diz aos professores que emigrem,
amanhã dirão aos professores universitários que não fazem falta,
depois dirão aos investigadores que estão a mais.

Um dia destes o lema de Passos Coelho será o mesmo da falange espanhola e Francisco Franco:
«morte à inteligência».
(e a todos os esclarecidos, possíveis opositores ... para eles se poderem 'governar' ''a bem da nação''!)

(-por OJumento, 19.12.2011)

se sairem os mais aptos, os jovens, os mais vigorosos, ...
é mais fácil subjugar e explorar os restantes ...
talvez até não seja preciso usar os ''pandur'' ...
bastam umas cacetadas, umas 'acusações exemplares, uns tantos despedimentos ...
e ameaças constantes, à mistura com assédio e mobbying no trabalho, propaganda ... e 'circo' na TV.


De Chega de ser FORÇADO a EMIGRAR. a 20 de Dezembro de 2011 às 15:19
Eu não sei se serei FORÇADO a EMIGRAR, novamente... mas agora custar-me-ia muito mais (física e afectivamente), demasiado talvez, ...

Eu estive emigrado 12 anos e a minha mulher ainda hoje me critica por ter voltado...
meus sogros foram emigrantes
minhas 2 irmãs foram emigrantes
meus primos, vários, foram/são emigrantes
meus avós foram emigrantes
meus bisavós maternos foram emigrantes
...

Mas porque é que continuamos a PERMITIR que nos EMPURREM para FORA de um país que também é NOSSO ?!
porque somos DESUNIDOS (e um pouco poltrões individualistas), logo estamos enfraquecidos e somos OBRIGADOS a abandonar...

é altura de nos unirmos e LUTAR, defender o nosso interesse de cidadãos que querem TRABALHAR e VIVER dignamente em Portugal.


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correcção:
onde lê ''emigrante'' deve ler ''FORÇADO'', não às galés, porque não praticaram qualquer crime, excepto o de QUEREREM ser cidadãos de pleno direito, com acesso a uma vida DECENTE ... e não servos ou ESCRAVOS de sucessivas ''ELITES'' de EXPLORADORES mais ou menos INCOMPETENTES na gestão de um país (directa ou indirectamente).


De .CE: Não à Emigração e Desemprego. a 21 de Dezembro de 2011 às 14:34
Nem todos são palermas

«Comissário europeu mostra-se muito preocupado com emigração de jovens europeus.

O comissário europeu dos assuntos sociais, Laszlo Andor, mostrou-se hoje muito preocupado com a emigração de jovens europeus para outras paragens, nomeando "Brasil, Angola e Moçambique", numa mensagem que parece desenhada para chocar com o apelo à emigração feito pelo primeiro-ministro português, Passos Coelho.
Andor não apenas critica a perda de uma "geração inteira" como também recorda o "custo financeiro" que isso acarreta.

"Alguns jovens já estão a sair da Europa para encontrar emprego em países como os EUA, o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique dependendo da sua língua de origem", lamentou o comissário.

"Esta tendência não pode continuar:
não apenas arriscamos perder uma geração inteira mas também há um custo financeiro.
Há, aliás, um recente estudo europeu concluiu que o fardo dos actuais níveis de desemprego para a sociedade é de cerca de dois mil milhões euros por semana ou um pouco mais de 1% do PIB da UE".

E por isso, a comissão de Durão Barroso "apela de forma urgente à acção europeia mas também nacional e local" para travar esta sangria geracional.» [DE ]

Parecer do Jumento:
Gastar fortunas com o ensino, ter um país subdesenvolvidos e vir um idiota com um curso da treta e sem nunca ter trabalhado na vida sugerir que os professores emigrem é irresponsabilidade a mais para um país europeu.
Este Passos Coelho parece ser filho do Nicolae Ceauşescu.
«Sugira-se ao Coelhote que emigre para o mais longe possível de Portugal.»


De .Exportar boys e ... (ex-)empresários. a 22 de Dezembro de 2011 às 09:32
AUMENTAR AS EXPORTAÇÕES ! (de desempregados)

Se um Governo preconiza a exportação de desempregados altamente qualificados, como política, está a confessar a sua incapacidade para reverter o flagelo desse tipo de desemprego. Quando o faz com ligeireza, comporta-se como se tivesse confundido a sua tarefa com um jogo de berlinde. Foi o que fez o Dr. Passos, augusto Primeiro-ministro de Portugal, ao apontar aos professores portugueses desempregados o caminho do exílio em Angola e no Brasil.

Mas uma coisa é adoptar uma política de exportação de professores discutível ou mesmo errada, como realmente é, outra coisa é não ter política nenhuma nesse campo e falar nessa exportação negra com a leviandade de quem se espreguiça ao sol.

Por isso, ouvi no telejornal de hoje um enérgico e anafado deputado do PSD trovejar contra a oposição, em pleno areópago parlamentar, elogiando a política de exportação de professores do seu querido governo que até já implicara conversações com a Presidente Dilma e com o Presidente José Eduardo dos Santos. Havia pois afinal uma política, ao contrário do que diziam as malvadas línguas da oposição.

Eis se não quando (Ó espanto dos espantos!), breves minutos depois, no mesmo telejornal surge um engomadíssimo Dr. Passos, para varrer, com um sorriso implacavelmente desprezador, a simples hipótese de tais conversações virem a acontecer.

Estamos pois no puro jogo do berlinde: o Dr. Passos esmera-se num servilismo acéfalo ao que preconizam os numerólogos que exprimem os interesses dos poderes económico-financeiros mundiais, mas brinca, como se não tivesse nada a ver com elas, com as consequências nefastas dessas políticas na vida das pessoas. Um deputado tenta salvar os móveis, mas é ele próprio arrastado na torrente, pela irresponsabilidade infantil do Dr. Passos.

Neste arraial, em que se vai tornando o actual Governo, que segredo esconde o Dr. Passos?

(-por Rui Namorado, OGrandeZoo, 21.12.2011)


De .Porque é que não emigro. a 20 de Dezembro de 2011 às 14:44

Porque é que eu não emigro


Pudesse eu, tivesse vinte e poucos anos, não tivesse filhas nem netas, nem casa para sustentar, fosse licenciado a fazer de professor, não tivesse descontado mais de 2/3 da minha vida para garantir uma segurança na velhice que me anunciam não ir ter, não tivesse investido em Portugal, no bem dos portugueses, no ensino das minhas descendentes, na defesa do meu País, não tivesse deixado o couro (e literalmente o cabelo) na defesa da democracia, na oportunidade dada ao Primeiro-Ministro para se educar à minha custa e de ter sido tratado por médicos que eu ajudei a pagar e de usar as auto-estradas que ainda estou a pagar e que as minhas filhas e netas irão continuar a amortizar, não fossem todas essas razões e mais uma mão cheia que não direi aqui, entre elas as que inviabilizam a partida devido aos roubos na remuneração que me é devida e que servem para pagar todos os luxos de que os nossos governantes não abdicam, e faria como o Senhor Primeiro-Ministro sugere.

Emigrava.

Não para os PALOPS ou outros de língua oficial portuguesa, mas para países onde os offshores fossem garantidos, tivesse, claro, tido oportunidade de ter poupado uma vida inteira porque não tinha criado portugueses novos, nem os tinha educado, porque não tinha descontado 2/3 de uma vida para um fundo que foi inúmeras vezes atacado pela ganância e pelo absurdo (como aquilo que agora pretendem fazer com os fundos de pensões dos bancários), não tivesse investido em Portugal e no bem dos portugueses, nem na defesa do meu País, nem tivesse pago os estudos de um homem que hoje é Primeiro-Ministro, nem as auto-estradas que ele usa, nem os médicos que o tratam nem o raio-que-o-parta, mais as meninas que já não vão receber prendinhas, a não ser a pequenina, nem os almoços no Forte de São Julião e as luzinhas de Natal com uma estrelinha que os guie.

Tivesse eu meios para emigrar, para não ter de ouvir estes tipos, não ter de me deprimir cada vez que anunciam que aquilo porque lutei uma vida inteira foi uma fantasia, embora tudo tenha feito e pago para que fosse uma realidade para mim, para as minhas filhas e netas, e já tinha emigrado ou pelo menos tinha emigrado o aforro para evitar que esta gente lhe deitasse a mão.

LNT, [0.606/2011]




De Aos 30 anos num quarto, sem €. a 20 de Dezembro de 2011 às 15:57
Anónimo disse...

Mete me uma raiva estes comentários derrotistas...Só podem ser cunhas que vivem bem e querem mostrar online que são "cultos". FODA SE! ACORDEM PÁ! Tamos no ano 2011, quase 2012 !!
Essas "expurgações" foram em tempos onde não havia a produção e materia prima que existe hoje!
NÃO HÁ MOTIVO PARA NINGUEM SE IR EMBORA DE PORTUGAL!
Não FALTA DINHEIRO! Eles é que o absorvem todo!
Já viram quantos carros passam por portagens todos os dias? Quantas pessoas pagam mais 23% de tudo o que compram? Quantas pessoas não enchem depositos a pagar 80% imposto ao governo? Estamos a ser escravizados!!

E os contratos temporarios? EU também tentei começar a minha vida á 10 anos, e foi MESMO na altura em que apareceram os contratos mais ridiculos.
Eu ao contrario da Myriam NUNCA pude sair daqui, NUNCA pude ter um trabalho que durasse mais de 7 meses.
Tenho 30 anos, dependo dos meus pais, e todas as possiveis relações amorosas que tive ou tiver, mal reparem que não tenho onde cair morto, piram se par a uma vida mais facil! Aconteceu! E não foi uma vez!

Eu estou preso há 3 anos ao meu quarto, nem gasoleo para ir entregar CVs, nem folhas pa impressora.
Com 30 anos, ainda aguardo os natais como se fosse criança, pa ter 50 euros pa recarregar a criação e envio de CVs!
A minha familia são do comercio tradicional que está a morrer, afogado em impostos. Pagam 600 euros p mes d impostos!
Dava um ordenado pa eu ajuda-los, em vez disso, são escravizados, especialmente nesta altura!

Eu podia acabar com a minha existencia de merda, mas só o farei quando tiver oportunidade de agarrar um desses filhos da puta desses deputados e leva-lo comigo. E as suas familias também.
E ei-de faze-lo, prometo.
Vivo em raiva todos os dias, passo a vida sem NADA!A não ser refeicoes dos meus pais, que tanto lutam para as ter.

Foda se! Sou portugues de gema, e toda a minha familia e gerações e gerações o são, e NEM A MERDA DO RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇAO ME DÃO!
SE fosse africano ou cigano, tinha o garantido. E ainda tinha filhos (que adorava) para receber abonos!

O parlamento tem que ser invadido e eles todos mortos. Lamento. Rosas ou cravos não fazem nada agora. Eles vão continuar a tirar, tirar. Tiram a nos, pedem emprestado, é só dinheiro, e os portugas TOTOS calam se e dão lhes razão!
E ainda dizem uns aos outros "baza de pt! é melhor!" NÃO !! PORTUGAL É NOSSO, CARALHO !!


De .Individualismo e desenrasque-se. a 20 de Dezembro de 2011 às 16:03
alf disse...

Eu penso que a culpa disto tudo é a mentalidade egoísta e individualista, de sobrevivente, de tantos portugueses.
Cada um trata de si, inveja os que têm mais e está-se nas tintas para os que têm menos.

Quem se importa com os milhares de pessoas não qualificadas que têm emigrado? Ninguém.

Quem se importou com os milhares de pessoas que andaram à procura do primeiro emprego e nunca conseguiram passar do recibo verde porque os contratos de trabalho defendem leoninamente os direitos de quem os tem? Ninguém.
Agora que toca à porta da classe média, dos que têm contratos de trabalho, dos professores de liceu que muitas vezes é a profissão de quem não tem profissão, ai jesus que estamos desgraçados.

Não pagamos o mínimo possível à empregada doméstica e ainda achamos que ganha demais?
Não estamos sempre prontos a comprar o produto estrangeiro?
Não achamos que as novas oportunidades, ou seja, dar oportunidades aos outros, é só gastar dinheiro?
Não fomos logo fazer queixa a Bruxelas por o Magalhães ser feito por uma empresa portuguesa, enquanto andamos a gastar dinheiro em coisas absurdas como máquinas de calcular científicas, mas que ninguém contesta porque são importadas?

O que é que fazemos uns pelos outros afinal?

Tenho uma máxima na vida:
o que nos acontece é o espelho do que fazemos. O Universo é o nosso espelho.

Claro que esta senhora é uma vítima do que nós somos. Uma daquelas pessoas em relação às quais sempre nos estivemos nas tintas.
Numa sociedade egoísta é assim:
uns vão-se safando, ou outros vão-se lixando.
É uma sociedade de exploradores e explorados.

O problema desta senhora surge agora porque aqueles que têm sido, de uma maneira ou doutra, exploradores, se vêm agora em risco de passarem para a condição de explorados. E usam a causa dela para defenderem a sua. Não será já um pouco tarde?

Não perguntes ao país, ao governo, o que ele pode fazer por ti; vamos mas é pensar o que é que podemos fazer uns pelos outros.


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2015 às 20:28
eu não me calo. posso é agir de outra forma, menos pacifica.


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