Malhar no tráfico de influências, falhas da incompatibilidade e de valores

A loja de conveniência da democracia [, por Daniel Oliveira, Expresso Online]

     A Maçonaria já foi uma organização com valores democráticos. A Maçonaria já foi uma organização poderosa. Em diferentes graus, dependendo da loja em questão (há as mais tradicionais e rigorosas, e as 'dos 300', só mesmo para negócios), aconteceu-lhe o que aconteceu a muitas organizações históricas: foram-se os valores ficou o poder. Sendo secreta [/'discreta' e privada], esse poder não está sujeito ao escrutínio público. E isso é perigoso para a democracia. [tal como demasiado poder financeiro, económico, religioso, militar ou comunicacional ... de qualquer oligarquia ou grupo]
     A Maçonaria não é a única e nem sequer a com maior poder. Nos sectores conservadores temos a Opus Dei, onde se juntam fanáticos religiosos com uma comovente entrega espiritual ao vil metal. Nos sectores financeiros, e à escala global, temos organizações como Bilderberg ou a Trilateral. Todas elas alimentam os espíritos que se apaixonam por teorias da conspiração. Nuns casos é paranoia, noutros nem por isso.
     A verdade é esta:   organizações secretas só o são, em democracia, porque nelas se trafica o que não se pode traficar à luz do dia. Raramente são ideias, porque essas, em sociedades livres, não precisam da obscuridade. Quase sempre são negócios, influências, empregos e poder. E se a coisa se passa na sombra torna-se tentador tornear a lei.

     Devo dizer que, apesar de saber que acontece, tenho uma certa dificuldade em perceber porque procura, em democracia, uma pessoa honesta e livre a participação em organizações secretas. Imagino que seja a distinção de ser escolhido para um circulo restrito de "eleitos". Uma reminiscência da adolescência. Nunca devemos desprezar a importância de nos sentirmos importantes. E há tanta gente que se leva tão a sério... Já a razão porque carreiristas e traficantes se sentem bem neste tipo de organizações é bem mais fácil de compreender: mesmo que não tenham nascido para isso, elas são o lugar ideal para construir carreiras a medíocres e fazer negócios menos claros.

     Mas a coisa fica bem mais grave quando percebemos que naqueles espaços se traficam, em segredo, os segredos do Estado. Ou seja, que estas organizações se apoderam, usando da sua obscuridade, de funções que a democracia reservou ao Estado. Ou que, como é o caso de Luís Montenegro, escondem incompatibilidades de funções.

     Ficámos ontem a saber que o advogado e líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, pertence à loja Mozart, de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). Montenegro é membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, que tem investigado as irregularidades no SIED, que envolvem Jorge Silva Carvalho. Ou seja, investigador e investigado são colegas de avental numa loja que tem sido envolvida no tráfico de informações das secretas.

     Esperemos que a investigação vá até ao fim. E que fique clara uma regra: o secretismo da Maçonaria (ou de qualquer outra organização do género) não tem proteção constitucional. Luís Montenegro está, por isso, obrigado a confirmar se pertence à Loja Mozart e se nela mantém algum tipo de relação com Jorge Silva Carvalho. Se sim, deve explicar porque não o declarou, como motivo evidente de incompatibilidade para se envolver neste caso. Interessa também saber se usou o seu poder no Parlamento e no grupo parlamentar do PSD para que o relatório preliminar sobre a investigação ao SIED fosse alterado e dele saíssem as alusões à relação entre a Maçonaria e as secretas. Sabendo que mentir ao Parlamento em matéria de facto é, apesar de comum, grave. Num caso desta importância, é gravíssimo.

[Nota: "loja maçónica" é a reunião/'subunidade' de uma "obediência" ou "grande oriente" ou "gr. loja" ...]



Publicado por Xa2 às 18:35 de 05.01.12 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Abuso e infiltrações a 9 de Janeiro de 2012 às 09:39
Pobre Mozart


Quando leio que a Maçonaria segue os princípios da liberdade, democracia , igualdade e fraternidade
e leio os nomes do pessoal da loja Mozart ficamos com a sensação de que há aqui qualquer coisa de errado, para além da profanação do próprio Mozart.

A loja devia ter um nome mais adequado, talvez Chicago ou Rocinha tal é o calibre da gente que por lá anda, não há qualquer relação entre a Ongoing e aqueles valores,
aquela gente está farta de conspirar contra a democracia, representa tudo menos a freternidade, odeia a igualdade e desrespeita a liberdade.

Será que foi a Maçonaria que tomou conta da democracia ou foi a bandidagem que infiltrou a maçonaria transformando-a num gangue para-criminoso?

Sugestão do Jumento:
Porque não mudam o nome da Loja Mozart para Loja Massamá?


De Maçonaria-Partidos-Secretas-Negócios-... a 9 de Janeiro de 2012 às 09:49
PSD nas mãos dos irmãos

«Membros da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP, a ''obediência maçónica em que a ''loja Mozart 49'' está integrada) controlam Lisboa e Porto, as duas maiores distritais do PSD.
Objetivo: influenciar escolha de candidatos às autárquicas.

A influência da maçonaria no aparelho do PSD tem crescido nos últimos meses. A maior distrital do País (Porto) tem na sua direção várias figuras com ligação à maçonaria, nomeadamente o secretário-geral, Ricardo Almeida, e o vice-presidente Miguel Santos.» [DN]
Parecer do Jumento:
Dos irmãos e de tudo quanto é interesse menos transparente.
: «Lamente-se.»
---------------------
Tempo de ratazanas

«Grande parte dos maçons que integravam a loja Mozart 49, e que têm sido referidos na imprensa, saíram nos últimos tempos para outras lojas da mesma obediência, a Grande Loja Legal de Portugal.

Muitas das saídas devem-se à discordância com a forma de funcionamento da Mozart e aos casos de repercussão pública em que esta surgiu envolvida – apurou o SOL junto de fontes da instituição.

Neste momento, a loja resume-se aos 'irmãos' da Ongoing (liderados por Nuno Vasconcelos) e a alguns elementos ligados às 'secretas' – como Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), e João Paulo Alfaro, ex-agente dos serviços secretos.
Ambos passaram, entretanto, a trabalhar também na Ongoing.

A Mozart 49 conta ainda com o Coronel Francisco Rodrigues (director do departamento das secretas e ex-venerável da loja), Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD), Francisco Martins (chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência, Marques Guedes) e Nuno Manalvo (ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras).» [SOL]

Parecer do Jumento:
As ratazanas são as primeiras a abandonar o navio.
: «Reserve-se um lugar na fila da frente deste espectáculo degradante.»


De Corrupção, Promiscuidade e não-justiça a 9 de Janeiro de 2012 às 10:01
Uma perguntinha a Pinto Monteiro (PGR)

esta mistura pornográfica entre política e maçonarias, entre maçonaria e secretas, entre secretas e gente ligada directa ou indirectamente a processos usados para derrubar um governo não lhe diz nada,
não o deixa incomodado, não lhe suscita dúvidas nem suspeitas?
Ou só há golpes de Estado comandados por militares e com uso a espingardas?

Uma justiça que persegue Otelo por causa de umas declarações banais e assiste impávida e serenamente ao concerto musical da Mozart 49 deixa-nos numa dúvida existencial, não sabemos se «haveremos de rir ou de chorar.

----------------------
...
Esquecer que o que une quase todos os membros da Mozart é o PSD, o poder, o dinheiro e não a maçonaria, é desviar a atenção da corrupção e dos corruptos para uma organização que pouco ou nada tem a ver com esta gente.

Há uma clara ligação entre a Loja Mozart, o PSD e a Ongoing, é um triângulo que se tranforma em quadrado pois tem um quarto vértice, o governo.
O PSD da "loja" não é um PSD qualquer, não é o PSD de Manuela Ferreira Leite ou de Durão Barroso, é o PSD de Passos Coelho.
Esta promiscuidade leva a que quando lemos os editoriais do DE escritos por António Costa ficamos com a impressão de que o pitbull de Passos Coelho aprendeu a escrever, nem o Povo Livre é tão passista qaunto o jornal da Ongoing.

Já percebeu que a nesta loja também se compra e vende a retalho, foi nesta loja que se fez o negócio da RTP
e foi nesta mesma loja que Fernando Baião foi despachado, não porque tinha negócios escuros descobertos pelo espião da loja mas porque a loja não o quis comprar.

Eis aqui boa matéria para o Ministério Público investigar no âmbito de um inquérito que até poderá designar por face oculta.
Quem será a face oculta que é o "dono" da Loja Mozart.
Será mesmo o dono da Ongoing ou este não passará de um assalariado do "face oculta"?


De P.Marques Lopes a 9 de Janeiro de 2012 às 10:15
Aventais para distrair

«1. ... Sofremos todos as mais diversas influências, algumas de forma consciente outras de forma inconsciente. Pertencemos a grupos mais ou menos organizados. Dependemos de amores e ódios que não dominamos. Obviamente, os políticos não são excepção à regra.
Por muitas leis sobre incompatibilidades que se façam, por muitas obrigações de declarações de interesses que se imponham, por muito escrutínio a que esteja sujeita a actividade política, existirão sempre zonas que o público nunca chegará a conhecer.
Algumas destas normas são úteis e ajudam a alguma transparência, outras, infelizmente, são apenas consequência do voyeurismo doentio que se vem instalando e do completo desrespeito pela esfera privada.
Porém, no limite, ficamos sempre dependentes da nossa visão pessoal dos homens e do mundo que nos rodeia. Dividimo-nos, em grande parte, entre aqueles que acreditam que as decisões políticas são tomadas em função do interesse geral - concordemos ou não com elas - até prova em contrário
e os que assumem logo à partida que por detrás de cada tomada de posição política está apenas o interesse pessoal ou o de um grupo.
É, provavelmente, esta a diferença entre um céptico e um crente. Ou entre um optimista e um pessimista.

2. Tenho poucas dúvidas sobre em que é que muitas lojas maçónicas se transformaram ou o objectivo para que foram criadas. Conheço demasiadas pessoas que se tornaram maçons, não por qualquer tipo de vontade de aperfeiçoamento pessoal, de reflexões sobre democracia e liberdade, preocupações filosóficas, mas por razões bem mais prosaicas. O que se me afigura claro é que muitas lojas maçónicas são apenas uma espécie de clubes. Com a dignidade, por exemplo, do extinto grupo da sueca (uma rapaziada que se encontrava para tratar de assuntos...), dos tempos do cavaquismo, com uns rituais apatetados e uns sinais mais próprios dum grupo de adolescentes do que de gente supostamente respeitável. Os objectivos são os mesmos duma qualquer outra agremiação do género: troca de favores e os mais variados conluios visando a obtenção de vantagens para os seus membros.

3. Toda esta conversa para chegarmos a uma das polémicas desta semana sobre os relatórios relativos às irregularidades nas organizações de segurança do Estado. Subitamente, a discussão passou do fundamental para o acessório. Trocou-se a vontade de avaliar os actos de quem tem a responsa- bilidade de zelar pelo bom funcionamento desses órgãos pela discussão patética de quem é ou não é duma loja maçónica. O que importa saber é porque diabo um primeiro-ministro mantém em funções gente que sabia - ou devia saber - da autêntica bandalheira em que se transformaram os serviços de inteligência portugueses. Como é possível um primeiro-ministro não despedir no acto as pessoas que fizeram relatórios internos que mais pareciam histórias da carochinha? Como é que um homem como Jorge Silva Carvalho, que alegadamente utilizou os serviços do Estado para o interesse duma empresa privada, primeiro como responsável dos serviços e depois já como quadro dessa empresa, esteve por um fio para ser o superdirector do SIS e do SIED? De que é que está à espera o Ministério Público para iniciar uma investigação? Porque é que as pessoas que denunciaram os crimes que se passavam, e provavelmente se passam, nesses serviços são afastadas e os que pactuaram com a infâmia são promovidos? Porque é que as declarações de Marques Júnior e Bacelar Gouveia, que praticamente admitiram não haver fiscalização rigorosamente nenhuma a estes serviços, não têm consequências?

4. É-me rigorosamente indiferente se gestores de uma empresa, políticos ou empresários se encontram de avental vestidos, ou todos nus, a conspirar numa qualquer casa.
Preocupa-me, sim, saber, no caso de um político, se na prossecução da sua actividade se guia segundo critérios do seu entendimento de interesse público ou apenas em função do objectivo de um determinado grupo ou do seu próprio interesse pessoal. Preocupa-me não saber a resposta para todas estas perguntas relativas aos serviços secretos. O fundamental é saber como é que os nossos representantes actuam face a tão grande escândalo que põe em causa a segurança do Estado e dos cidadãos. O resto são conversas para enganar tolos.» [DN]


De .Tratado, Balanço e Desejos p.2012. a 6 de Janeiro de 2012 às 09:41
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Desejos para 2012
(-por AG , CausaNossa, 4.01.2012)
No Conselho Superior da Antena Um, ontem de manhã, expressei os meus desejos para 2012 com
governação que nos faça sair da crise. Com pouca esperança que ela venha deste Governo.

Comecei por pedir ao meu partido, o PS, que peça a fiscalização sucessiva da Orçamento de Estado, pela iniquidade e inconstitucionalidade do confisco dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos.

Pedi que Assembleia da República, Presidente da República e Governo apelem à responsabilidade social dos portugueses mais ricos, designadamente empresários, para que não continuem a levar o dinheiro que ganham em Portugal para fora do país
(e só no último dia de 2011 foram transferidos 4.6 mil milhões de euros, muito mais do que os chineses pagam pela parcela da EDP que compraram, como hoje sublinha um jornal)
e tomem medidas para desencorajar comportamentos, porventura legais mas imorais, como a do patrão da Jerónimo Martins, que transferiu a sede para a Holanda para evitar pagar cá mais impostos,
a pretexto que vai investir no estrangeiro (se os portugueses preferem investir no estrangeiro, como atrairemos os estrangeiros a investir em Portugal?).

Antes que os portugueses se revoltem e decretem campanhas de boicote aos produtos deste azedo Pingo Doce, adverti.

Medidas que incluem que Portugal exija na UE a HARMONIZAÇÃO FISCAL, sem a qual a CONCORRÊNCIA entre Estados Membros está VICIADA.

Desejei ainda que Portugal peça a rRENEGOCIAÇÂO do acordo com a ‘troika’, visando a descida dos JUROS, a extensão do prazo de reembolso do empréstimo e a obtenção de recursos para INVESTIR no crescimento da economia e na criação do EMPREGO.
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Balanço negativo deste governo em 2011
...
Aqui fica o balanço de 2011 que fiz para o Conselho Superior da ANTENA UM .
Considerei este o governo dos cinco D`s -
desemprego, desigualdade, destruição, demissão e descrença.
Sublinhei não ter preparação nem estratégia de recuperação para o país, e
fiz notar que a única exportação que promove é a de trabalhadores portugueses.
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O novo Tratado (2)
(-por Vital Moreira , )

O projecto de novo Tratado europeu (-qual a opinião do Governo e do Parlamento Português ?!! ) procura dar força jurídica às decisões do Conselho Europeu de 9 de Dezembro.
É evidente o considerável reforço da disciplina orçamental, bem além do disposto nos actuais Tratados e nos protocolos anexos.
Todavia, sendo muito exigente em matéria de disciplina orçamental,
o projecto de novo Tratado fica bem aquém de uma verdadeira "união orçamental",
abstendo-se de qualquer referência à garantia mútua das emissões de dívida pública (eurobonds),
e tampouco à necessária harmonização fiscal que evite a competição fiscal na zona euro
e crie um "level playing field" para as empresas europeias.

Ora, se havia um momento privilegiado para avançar decididamente para uma união orçamental era justamente este,
através de um tratado baseado na adesão voluntária e como meio de compensar as novas e duras obrigações de disciplina orçamental.


De Corrupção Tráfico d'influências Nepotism a 6 de Janeiro de 2012 às 09:26


Duarte Lima e a troika

Se tivesse de escolher o acontecimento do ano seria inevitável a escolha da submissão do país aos ditames da troika a troco de um empréstimo a juros dignos de proxenetas.
Para personalidade do ano não escolheria Passos Coelho pois alguém que sofre de anorexia intelectual, tira um curso da treta quase aos quarenta e só começa a trabalhar depois de velho é um péssimo exemplo para os nossos jovens,
a minha escolha iria para esse anjo do cavaquismo chamado Duarte Lima, que esteve tão perto do céu, andou pelo inferno lá pelas bandas do Brasil e acabou a penar numa vulgar prisão portuguesa.

O curioso destas escolhas é que aparentemente tão distantes e tão diferentes acabam por ser uma única escolha,
Duarte Lima representa a ascensão à riqueza que os técnicos da troika representam, é
um dos símbolos da corrupção que destruiu todo e qualquer estímulo à competitividade da nossa economia e que nos conduziu à ruína.
Quis o destino que fosse o PSD a executar as ordens da troika ao mesmo tempo que um dos seus maiores símbolos de riqueza, poder e sucesso dava entrada na cadeia.

Se a troika não tivesse pressa em arrecadar o mais depressa o seu dinheirinho e aproveitar a desgraça alheia para retirar qualquer protecção da economia portuguesa e vender a preço de saldo o que ainda resta património colectivo,
saberiam que não é o trabalho escravo que aumenta a competitividade da economia. O horário de trabalho é o mesmo há décadas e não foi por ter sido reduzido ou se trabalhar menos que as empresas deixaram de ser competitivas.

----- A economia portuguesa não é competitiva porque os nossos «empresários» não precisam de o ser para enriquecerem facilmente,
em vez de inovarem preferem espoliar a riqueza nacional e CORROMPER a classe política,
em vez de enriquecerem o país preferem SACAR-lhe toda a riqueza com a ajuda de políticos de vida fácil.

A descida da TSU ou o recurso a TRABALHO ESCRAVO vão ter tanto impacto como os milhões de ajudas comunitárias à formação profissional.

A troika sabe muito bem disso mas isso pouco lhes importa, da mesma forma que pouco importou à CEE a forma como os dinheiros das ajudas foram desviados pela CORRUPÇÃO.
Todo esse dinheiro fácil acaba nos bolsos dos países ricos depois de adquiridos os bens de LUXO com que os nossos TRAFICANTES se gostam de exibir, nisso são todos iguais, desde os Duartes Limas aos mafiosos de Nova Iorque, até ao Nem da Rocinha, todos eles gostam de exibir riqueza.

Veja-se o que se está a passar com a PRIVATIZAÇÃO do que resta da EDP, ouve-se discutir o interesse nacional?
Não, do que se fala é do lugar do Mexia, da necessidade dos alemães compensarem maus negócios e do TRÁFICO de INFLUÊNCIAS.
Alguém duvida de que o Mexia vai ficar e a EDP vai ser vendida a quem deu mais?
Não, da mesma forma que todos sabemos que nunca haverá qualquer investigação, da mesma forma que os casos BPN e submarinos serão ABAFADOS enquanto que o país se entretém com as mentiras judiciais do costume, os portugueses são ROUBADOS, gozados e ainda pagam o espectáculo da palhaçada judicial.

(-O Jumento, 22.12.2011)


De .Troika, Maçonaria, centrão d'interesses a 6 de Janeiro de 2012 às 08:55

A Troika governa e a Maçonaria divide as migalhas

Passos Coelho entregou ao MP relatório sobre caso Ongoing, que negou aos deputados. Dois líderes parlamentares maçons, no PS e PSD, dirigem 182 deputados

Alegando segredo de Estado, Passos Coelho recusou enviar ao Parlamento um inquérito interno ao SIED. Só que entretanto mudou de ideias e desclassificou-o, não informando a AR, mas permitindo assim à investigação criminal em curso ter mais dados para avançar.

A propósito das ligações maçonaria-Parlamento-serviços de Informações, o DN perguntou a deputados de várias bancadas se veriam com bons olhos a necessidade de os políticos maçons declararem publicamente esta sua filiação. E muitos disseram que sim, sendo um deles mesmo um dos raros maçons assumidos de São Bento (Rui Paulo Figueiredo, deputado do PS e número dois de uma das principais obediências maçónicas nacionais, a GLLP).

São às dúzias os maçons no Parlamento. Entre eles os líderes das duas maiores bancadas. Juntos, Luís Montenegro (PSD) e Carlos Zorrinho (PS) dirigem 182 deputados - quase 80% do plenário parlamentar.


De .Bandos desafinados e pecadilhos... a 6 de Janeiro de 2012 às 10:00
Grupo par(a)lamentar do PSD parece uma "orquestra" (ou será um "bando"?!)

Miguel Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, é "irmão" maçom de Luís Montenegro, o número um da bancada social-democrata, na Mozart, a loja de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e atual quadro superior do grupo Ongoing que foi protagonista de uma série de irregularidades nos serviços secretos, acabando por ser alvo de uma investigação por parte da comissão de assuntos constitucionais da Assembleia da República, cujas conclusões estão a levantar polémica esta semana por causa de referências à maçonaria.

O jurista e deputado, eleito pelo círculo do Porto, consta de documentos a que o Expresso teve acesso e que expõem a lista completa dos membros da Mozart, um grupo fechado de 41 maçons formado em 2006 no seio da Grande Loja Legal de Portugal, uma das duas correntes da Maçonaria em Portugal.

Contactado pelo Expresso, Miguel Santos recusou fazer comentários sobre o assunto, não negando, no entanto, a sua ligação à loja maçónica.

Além de Montenegro e Miguel Santos, surgem outras oito figuras da Mozart ligadas ao PSD: Pedro Duarte (ex-líder da JSD, ex-vice-presidente da bancada social-democrata e ex-secretário de Estado), Vasco Rato (ex-membro da comissão política do PSD e administrador da Ongoing Brasil), Agostinho Branquinho (ex-deputado e também administrador da Ongoing Brasil), José Amaral Lopes (ex-deputado e ex-secretário de Estado), António Lourenço dos Santos (ex-secretário de Estado), António Neto da Silva (ex-secretário de Estado e fundador da loja maçónica) e José Cal Gonçalves (ex-chefe de gabinete de Carmona Rodrigues).» [Expresso]

Parecer do Jumento:
Começa a ser musica a mais. (e a desafinar )
-------
Ressalva:
o PS está "pianinho" mas tb deverá ter o seu "bando"...
enquanto o CDS vai orando "Opus Dei" para que os 'pecadillos' não saiam do confessionário...


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