U.E.: precisam-se de medidas e políticos 'a sério'

    

     AAA minha machadinha... ,
    AAA, meu triplo A, quem te pôs a mão, afundando-nos cá...
    Em aziaga sexta-feira 13, as agências de "rating" decidiram dar golpe de misericórdia à zona euro, rebaixando notações a nada menos que 9 membros.
O lixo atribuído a Portugal é isso mesmo: lixo.
    Nada foi realmente mais arrasador do que arrasar o triplo A à França: para Sarko é subtrair-lhe os tacões e ver fugir a reeleição. Para os franceses, é a "dégringolade" (bienvenus au Club PIG !).
    Mas, independentemente dos desígnios das ratazanas do "rating", a verdade é que o golpe pode revelar-se misericordioso mesmo: isto é, pode finalmente sobressaltar a Europa. E, inadvertidamente, ironicamente, empurrar o euro e a UE para a salvação.
    Se na cabecinha redonda de Angela Merkel finalmente se acenderem os fusíveis de alarme, iluminando também as cabeçonas quadradas de muita gente à sua volta, designadamente no Bundesbank.
    Este é o desastroso resultado das suas embotadas obsessões com austeridades punitivas: não são apenas os cidadãos europeus que protestam. Os seus sacrossantos mercados também se revoltam: e sobretudo não acreditam na fuga para a frente com um novo tratado, regras de ouro gravadas na pedra e outras tretas tão incumpríveis como o nado-morto PEC.
    Desde que nos lixaram a nós, depois da Grécia, em meados de 2011, que eu me resignei a apostar no "quanto pior, melhor", rezando por um dia destes: com lideranças tão toscas e pitosgas como as de hoje na UE, só uma súbita precipitação no abismo as poderia fazer pensar em bater asas...
    Talvez assim a próxima cimeira europeia accione realmente o "firepower" de vários canhões e comece a resultar em solidariedade e governação económica: BCE a funcionar como verdadeiro banco central deitando mão a Estados como hoje deita a bancos, euro-obrigações para mutualizar a divida soberana e arranjar recursos para investir numa estratégia de crescimento e emprego, imposto sobre transações financeiras, políticas industriais e comerciais para reduzir os desiquilibrios macro-económicas, harmonização fiscal, etc...
    Talvez assim a próxima cimeira europeia seja mesmo decisiva. AAA, minha machadinha ...

                Política europeia: procura-se !  (-por
   A Cimeira europeia está aí está à porta, com novo Tratado em cima da mesa, além de tudo o mais de premente que esta Sarko-sexta-feira aziaga imporá.

    Mas Portugal não tem posição sobre nada, não anuncia preferências nem recusas, desistiu de fazer lobby, de apresentar propostas, de fomentar sinergias, de promover alianças, de ajudar a construir soluções, de sensibilizar governos, parlamentos, opiniões publicas.
    A sua cartilha é a da austeridade, a sua obediência é a Merkozy, para explicações recorre a Barroso, a Troika marca e corrige o TPC.
    Para quê perder tempo a conferenciar com "like minded", aprender com o infortunio dos gregos, os truques dos irlandeses, tentar fazer frente com Monti e Rajoy?
    Nao vale a pena, tudo se define em Berlim, agora: o PM corre a receber instruções.
    Enquanto o seu MNE se aplica a viajar pelo planeta, inebriado no frenesim da diplomacia económica, com a descoberta do caminho aéreo para os negócios por horizonte. Marte é o seu limite, o seu Secretario Estado de Assuntos Europeus assegura a contabilidade no Rilvas. 
    Política europeia no AICEP-MNE ?  Isso é "peanuts". Ou fiasco para sobrar para o PM.

                                Lixo, 3 vezes lixo , (por Sérgio Lavos, Arrastão)

    Estranhamente, as medidas de austeridade do Governo PSD/CDS não estão a merecer a confiança dos "mercados". Terão estes tido conhecimento da venda da EDP e do pacote de boys que ela implicou?

    Curioso é também ver que a vitória da direita teve como consequência a descida de dois níveis em Espanha. E o Governo de salvação nacional de Itália também levou o mesmo tratamento. Bem, querem lá ver que a crise é mesmo sistémica e a solução não passa pelo diktat de Merkel e Sarkozy (by the wayadieu, rating AAA)?

                 AAA ,  (-por João Rodrigues , Ladrões de B.)

   O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, ataca «a cupidez sem limites, a procura de lucros cada vez maiores nos mercados de capitais com responsabilidades na crise bancária e económica, e depois na de países inteiros, com que estamos confrontados desde 2008».

   Isso porém não impede que Wolfgang Schauble entregue a essa tal «cupidez sem limites» meia dúzia de nações europeias arruinadas e exangues. «Seria fatal suprimir por completo os efeitos disciplinadores das taxas de juro que aumentam», explica-lhes aliás Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o banco central alemão. «Quando o crédito se torna mais caro para os Estados, a tentação de contraírem empréstimos diminui muito.» E se os países mais endividados não aprenderem a conter as suas «tentações», se a recessão os impedir de voltar ao equilíbrio financeiro, se os «lucros cada vez maiores» dos seus credores os estrangularem, a União Europa ajudá-los-á infligindo-lhes uma multa

   Em contrapartida, os bancos privados continuarão a dispor de todos os créditos que reclamam, e isso por uma bagatela. Poderão assim fazer empréstimos aos Estados endividados, obtendo com isso um belo lucro. A fortuna favorece os culpados!

    Excerto do editorial de Serge Halimi num número com muito que ler.



Publicado por Xa2 às 07:58 de 16.01.12 | link do post | comentar |

9 comentários:
De .Discurso "Inevitabilidade" é SUICÍDIO. a 18 de Janeiro de 2012 às 10:05

Os pinguins suicidas...
(-por Daniel Oliveira, 16.01.2012 Expresso Online)
...
Já não há, neste momento, ninguém que, no seu perfeito juízo, não perceba que a austeridade é um ERRO. E, no entanto, por mais que se insista em contrariar esta "caminhada suicida", nenhuma evidência a trava.

O Banco de Portugal apresentou as previsões para o próximo ano. Elas são esclarecedoras sobre os efeitos económicos e financeiros desta opção. Mas nem precisávamos de tanto.
A mesma receita, na Grécia, DESTRUIU qualquer otimismo que pudesse existir sobre os efeitos da "ajuda" que lhe foi dada.

Agora, a Sandard & Poor's estima que a probabilidade de RECESSÃO na zona euro é de 40% e prevê uma contração da economia em 1,5%.
Quanto a Portugal, a sua dívida é "lixo" (já me perdi, de tantas vezes que esta novidade nos foi dada).
Os que antes viam as agências de rating como meros "mensageiros" tratam-nas agora como opositores políticos da Europa.
E concluem: Portugal "tem continuar o caminho" que foi definido. Como os pinguins de Herzog.

Ao contrário dos senhores que agora nos governam, não mudei de opinião sobre estas AGÊNCIAS de notação/'rating'.
Não são analistas, são atores de um processo ESPECULATIVO e de um ATAQUE ao euro e às dívidas soberanas.
Já o eram antes e continuam a sê-lo agora.
Mas é a EUROPA, e não S&P, que define as regras do euro e o deixa vulnerável aos especuladores e às agências que os servem.
Mas é Portugal, e não a S&P, que teima num caminho sem futuro.

O discurso da INEVITABILIDADE é o discurso da IRRACIONALIDADE política.
O poder destas agências, a fragilidade do euro e a opção pela AUSTERIDADE e emagrecimento do Estado em plena crise não resultam de qualquer cataclismo natural.
São as ESCOLHAS de POLÍTICOS - e daqueles que os elegem - que poderiam, se assim o quisessem, inverter a situação.
Não sei se enlouquecemos ou estamos desorientados.
Sei que a nada nos parece desviar desta caminhada para a morte.
Mas porquê? Não tenho uma resposta evidente.

Talvez as vésperas da segunda guerra e talvez ali esteja a resposta.
Nunca devemos desprezar a irracionalidade humana e a sua extraordinária capacidade AUTODESTRUTIVA.


De Banca usa Doc.s FRAUDulentos: inJustiça a 19 de Janeiro de 2012 às 12:14
(Banco) JPMorgan acusado de fraude desavergonhada !
É pratica recorrente a fabricação de documentos para iludir juízes.


LOS ANGELES (CN) - JPMorgan Chase routinely fabricated documents to deceive bankruptcy judges, going so far as to Photoshop documents to "create the illusion" of standing "in tens of thousands of bankruptcy cases," according to a federal class action.


http://www.courthousenews.com/2012/01/17/43098.htm


De Bancos Sgrados vão ESTOURAR economia UE. a 23 de Janeiro de 2012 às 16:40
Isto vai estourar...

Desorientação completa – 600 mil milhões para Itália
Helder Guerreiro

O “La Stampa” anuncia hoje que o FMI está a preparar um resgate de 600 mil milhões de euros para a Itália (também saiu uma nota no Público).
Quase de imediato este resgate começa a fazer pouco sentido. Em primeiro lugar porque o FMI não tem este montante disponível, nem agora nem no futuro previsível.
De facto, hoje mesmo saia um artigo no “The Telegraph” onde se indica que os fundos disponíveis para resgates, detidos pelo FMI andam pelos 290 mil milhões de euros. Mas até podemos dar isto de barato. Afinal de contas ao Telegraph costuma chamar-se “Torygraph” numa alusão à sua colagem ao partido conservador britânico. E por outro lado, o dinheiro não é atribuído todo de uma vez, pelo que haverá algum tempo para montar a engenharia financeira necessária para este dinheiro se materializar (ou seja o FED e o BCE vão ter de imprimir como loucos, que se dane a inflação.)

Infelizmente, como já aqui o disse várias vezes, os salvamentos que estão a ser montados não têm muito a ver com os países afectados, destinam-se em exclusivo a salvar os bancos que seguiram politicas de crédito temerárias.
Este salvamento está a ser feito à custa dos países mais fracos, em primeiro lugar, a seguir vai ser feito à custa da própria Europa e, quem sabe, de todo o mundo.
Os bancos são corruptos e sagrados. E impossíveis de salvar. É esta a realidade que os políticos se recusam a admitir. Talvez porque quem os comprou, há muito, não os autorize a tal. Ou então começaram a acreditar nas suas próprias fantasias.
Saiu uma lista de bancos aflitos no Business insider, que é bastante esclarecedora em relação a toda esta confusão. Podemos resumir esta lista da seguinte forma:

Banco; Exposição aos PIIGS; Capitalização Bolsista; Capital; Exposição em % do capital:

Royal Bank of Scotland Group (Reino Unido)110.5546.0363.11175%
Landesbank Berlin (Alemanha)9.904.235.52179%
Barclays (Reino Unido)93.2533.1549.46189%
Landesbank Baden-Württemberg (Alemanha)24.208.5110.53230%
DZ Bank (Alemanha)18.647.81239%
KBC Ban (Bélgica)29.9768.3312.15247%
Credit Agricole (França)145.0122.6349.45293%
Deutsche Bank (Alemanha)106.1637.5532.48327%
BNP Paribas (França)212.1360.3359.22358%
Commerzbank (Alemanha)50.8713.9311.02462%
Banco Santander (Espanha)428.2569.5244.93953%
Unicredit (Itália)408.8825.9838.201070%
Dexia (Bélgica)100.383.957.811286%
Bank of Ireland (Irlanda)77.341.055.591384%
BBVA (Espanha)417.4639.8726.721562%
EFG Eurobank Ergasias (Grécia)57.391.563.581604%
Intesa Sanpaolo Group (Itália)458.3338.5527.991638%
Banco Popular Español (Espanha)138.135.227.171928%
Banca MPS (Itália)219.706.014.714663%
Allied Irish Banks (Irlanda)97.411.510.2933339%
TOTAL3 203.96467.72685%
Valores em milhares de milhões de euros

Estes resultados foram extraídos dos testes de stress da EBA, de Julho de 2011.
Como se pode constatar, os 3 biliões de exposição aos PIIGS são impossíveis de resgatar.
E, não esquecer, isto não é mais do que a ponta do iceberg, por exemplo o Dexia, que tinha passado nos testes de stress, tinha cerca de 500 mil milhões de euros de activos, com a ameaça de não pagamento de menos de 1% desse valor, foi forçado a pedir ajuda aos governos da Bélgica, França e Luxemburgo (o que já forçou o abaixamento do rating da Bélgica e faz tremer a França).
As dívidas dos bancos ultrapassam em muito a exposição aos PIIGS e não são possíveis de resgatar devido ao seu valor astronómico. Os bancos jogaram e perderam.
É tempo de tomar a mais liberal das decisões, deixar os mercados funcionar, os bancos maus devem morrer o quanto antes. Se isso não acontecer, seremos todos arrastados nesta enxurrada.

Eurozone debt web: Who owes what to whom?
http://www.bbc.co.uk/news/business-15748696


De Soberania das Multinacionais e do dinhei a 17 de Janeiro de 2012 às 16:31
Não restam dúvidas de que vivemos numa "democracia faz de conta", como o texto anexo bem evidencia. O actual sistema capitalista falhou, vive momentos de agonia, chegando ao ponto do "salve-se quem puder" pelo que parece não restar dúvidas de que apenas nos resta uma de duas opções: ou os povos se unem e vencem os mercados económico e financeiro e impõem-lhes outras regras de funcionamento, sem of shores e com novas regras, com fiscalização apertada, ou os povos são completamente dominados e voltamos à escravatura que, como sabemos, ainda perdura em muitas regiões do mundo.

Octopus
O fim programado da democracia
(06 Dec 2011)

O poder já mudou de mãos.

Os verdadeiros donos do mundo já não são os governos, mas sim os donos dos grupos das multinacionais financeiras e industriais, e das instituições internacionais opacas (FMI, Banco Mundial, OCDE, OMC, bancos centrais).
No entanto, esses líderes não são eleitos, apesar do impacto das suas decisões sobre a vida das populações.

O poder destas organizações é exercido com um dimensão global, enquanto que o poder dos estados está limitado a uma dimensão nacional.

Além disso, o peso das multinacionais no fluxo financeiro há muito que superou o dos estados.

Dada a sua dimensão transnacional - mais ricos que os estados, mas também as principais fontes de financiamento dos partidos políticos qualquer que seja a tendência e quaisquer que sejam os países - estas organizações estão, de facto, acima das leis e do poder político, acima da democracia.

A General Motors, por exemplo, com um volume de negócios de 178 mil milhões de dólares, está acima do PIB da Dinamarca, que é de 161 mil milhões de dólares, bem acima do PIB de Portugal, de 97 mil milhões de dólares, e o que dizer de um pequeno pequeno país como a Nigéria com um PIB de 30 mil milhões de dólares.

A ilusão democrática.

A democracia já deixou de ser uma realidade.
Os responsáveis das organizações que exercem o poder real não são eleitos e o público não é informado das suas decisões.

A margem de acção dos estados está cada vez mais limitada por acordos económicos internacionais para os quais os cidadãos não foram consultados nem informados.
Todos esses tratados elaborados nos últimos cinco anos (GATT, OMC, AMI, NTM, NAFTA) têm um único propósito: a transferência do poder dos estados para organizações não-eleitas, através de um processo chamado "globalização".

Se uma suspensão da democracia tivesse sido declarada, isso teria provocado uma revolução.
Por isso, foi decidido manter uma democracia de fachada e de deslocar o verdadeiro poder para novos centros.
Os cidadãos continuam a votar, mas o seu voto foi esvaziado de conteúdo.
Votam para líderes que não têm qualquer poder real.

É por essa razão - não haver nada para decidir - que os programas políticos de "esquerda" ou de "direita" passaram a assemelhar-se em todos os países ocidentais.

Resumindo, não podemos escolher o prato, mas podemos escolher o molho.
O prato chama-se "nova escravidão" com molho picante de direita ou molho agridoce de esquerda.

Desaparecimento da informação.

Desde o início dos anos 90, que a informação desapareceu dos media destinados ao grande público.
Como para as eleições, os jornais televisivos continuam a existir, mas foram esvaziados do seu conteúdo.
Um jornal noticioso contém no máximo 2 ou 3 minutos de verdadeira informação. O resto é constituído por assuntos de "revista", reportagens anedóticas, "faits divers" e "reality-shows" sobre a vida diária.

A análise feita por jornalistas especializados, assim como os programas de informação foram quase totalmente eliminados.
A informação está agora reduzida à imprensa escrita, lida por uma minoria de pessoas.
O desaparecimento da informação é um sinal claro de que a natureza do nosso sistema político já mudou.

2000 anos de história.
Durante os dois últimos milénios, a civilização passou por quatro eras sucessivas marcando quatro formas de poder político:

1 - A era das tribos
2 - A era dos impérios e reinos
3 - A era dos Estados-nação
4 - A era dos conglomerados económicos

texto de: http://www.syti.net/Topics2.html


De Até os mercados: Neoliberais BURROS. a 18 de Janeiro de 2012 às 09:03

UE: o império da direita burra
(por AG , 17.01.2012 CausaNossa)

No Conselho Superior na ANTENA UM esta manhã, comentei os cortes de notação determinados na passada sexta-feira 13 à divida soberana de 9 países europeus e hoje, por tabela, ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira.
Sem desvalorizar que o novo corte agrava as condições de financiamento externo do Estado, dos bancos e das empresas portuguesas, destaquei que Portugal,
ao contrário do que o Governo quer fazer-nos crer, não é "especial vítima" das agências de rating. Antes, o alvo do ataque é o euro, a zona euro em geral.

E sublinhei que, por ironia, a "Standard & Poor's" dá como justificação para esta desgraduação aquilo que eu e muitos à esquerda há muito vimos denunciando:

a incapacidade das sucessivas Cimeiras europeias em tomar medidas eficazes para debelar as "tensões sistémicas" da zona euro,
cujos problemas financeiros resultam dos "desequilibrios externos crescentes e das divergencias de competitividade entre o nucleo duro dda zona euro e a chamada periferia".

Isto é, agora já não é só a esquerda a denunciar a política de austeridade punitiva e recessiva como incapaz de nos tirar da crise.

Agora até as agências de notação - e os sacrossantos mercados - já topam como a receita da direita neo-liberal dominante na UE e em Portugal é de facto contraproducente e burríssima.

E topam que os governos europeus têm falhado redondamente em suprir a debilidade estrutural do Euro:
a falta de uma politica solidária que o sustente (e por isso os desequilibrios macro-economicos entre paises da zona euro se agravam).

E, claro,tratam de os punir por isso (a conspiração anglo-saxónica anti-euro perdia lá uma oportunidade destas para o penalizar e ganhar dinheiro à nossa custa...).

O Governo português prefere fazer de vítima,
em vez de assumir que tem graves responsabilidades em cada vez mais nos enterrar na crise, com a sua agenda neo-liberal que o leva a ser "mais troikista" do que a Troika e sem uma política activa de construção europeia.

Procura apenas que os portugueses continuem a acreditar que as castigadoras politicas de austeridade, os retrocessos civilizacionais nos direitos laborais e no esmagamento de salários, o enfraquecimento do Estado Social, etc... são política inescapável, unica, e por isso imposta pelos parceiros da UE.

Apesar de agora essa política ser também denunciada como fundamentalmente errada e perversa pelos portavozes dos mercados, as ratazanas das notações.

Em vez de questionar e procurar levar outros parceiros com interesses coincidentes com os nossos (Espanha,Itália, Grécia, Irlanda e agota também a Franca)
a organizar-se contra essas política erradas que nos são impostas pela Alemanha e outros membros da Europa dita "virtuosa", Passos Coelho
prefere continuar a receber amestradamente instruções de Berlim.

Há-de ter um lindo funeral esta burrissima direita que hoje impera na UE.
E em Portugal, também, claro.
Alguns de nós havemos de sobrar para lho fazer !


De .Não pagar dívida agiota e injusta. a 18 de Janeiro de 2012 às 14:56
"Há vida para lá da dívida" e incumprimento não seria o apocalipse, diz Stiglitz
Por Agência Lusa, publicado em 18 Jan 2012

Um cenário de incumprimento financeiro num país europeu não seria o apocalipse, disse hoje o economista norte-americano Joseph Stiglitz, num congresso em Lisboa.

"Há vida para lá da dívida? Por outras palavras, se a Grécia ou outro país europeu entrar em incumprimento, quais são as perspetivas? Há vários exemplos de países que deixaram de pagar as suas dívidas, e a vida deles não foi assim tão má", disse Stiglitz, prémio Nobel da Economia em 2001, durante o IV congresso da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que se concluiu hoje em Lisboa.

"A Rússia [entrou em incumprimento] em 1999, e voltou aos mercados ao fim de um par de anos. A Argentina [entrou em incumprimento] em 2001 - e antes disso teve vários anos de estagnação e de desemprego a aumentar. Depois do 'default', cresceu muito rapidamente até à grande recessão de 2008", acrescentou Stiglitz.

"Claro, o processo é muito duro, não o recomendava a ninguém", admitiu o economista. "Mas não é nenhuma surpresa que a vida depois da dívida possa ser boa. Os fundos que eram aplicados no serviço da dívida, que iam para o estrangeiro, podem passar a ser usados na economia, no próprio país, desde que haja um excedente primário [saldo antes de incluir as despesas com juros]", afirmou Stiglitz.


De Loucos Bobos Distrair Negócios e Mordomi a 16 de Janeiro de 2012 às 12:12
Semanada
Esta foi a primeira das semanas mais dramáticas do governo, não será a mais dramática porque o PIOR está para vir e já se percebeu que em matéria de asneirada a imaginação dos membros deste governo é ilimitada.
O governo tem sorte, as agências de rating não medem o QI do primeiro-ministro ou dos seu ministros nem avaliam trapalhadas, se não se limitassem aos indicadores económicos em vez de nos terem despromovido a lixo metendo-nos no mesmo saco da Grécia, optariam por nos juntar à Somália no grupo dos países irrecuperáveis e ingovernáveis.

A semana começou numa desgraça com os portugueses a saberem que o PSD criou uma loja maçónica com regras e valores próprios para melhor casar os INTERESSES da Ongoing com os da liderança do PSD, tendo como intermediário deste NEGÓCIO um agente secreto que agora todos dizem nunca ter conhecido ou terem almoçado uma única vez com ele.
O problema é que toda a gente percebeu que nos almoços acompanhados com Mozart e algum tinto o negócio era a RTP e o controlo da COMUNICAÇÂO social e ninguém se esqueceu do papel da família Moniz no golpe que conduziu ao derrube de Sócrates.

Se a semana começou mal não podia ter terminado pior, o país suspendeu a respiração para finalmente ouvir as ideias do Álvaro para o crescimento económico, (agora que o homem deverá ter um assessor de imprensa competente), no fim ouviu-se uma gargalhada nacional, os espanhóis de Madrid só não acordaram porque a hora é quase a mesma.
O melhor que o Batanete da Rua da Horta Seca foi dizer (com aqueles olhos esbugalhados que denunciam uma grande inteligência) que
achava que os portugueses são mesmo idiotas, há muito que podiam concorrer com a BMW lançando uma multinacional do pastel de nata e foi preciso ele vir de Vancouver para nos dizer o que devemos fazer.

Começa-se a perceber porque razão o Passos Coelho foi buscar o Álvaro, sempre que o GOVERNO METE ÀGUA o primeiro-ministro atira o BOBO da corte para a praça pública com o objectivo de DISTRAIR os portugueses.
Foi o que sucedeu esta semana, o governo enterrou-se ao mandar os seus ao POTE/tacho dos chineses da EDP e o Passos terá dito ao Álvaro para arranjar qualquer coisa para distrair os portugueses, foi assim que ele se lembrou de salvar a economia portuguesa vendendo pastéis de nata.
Só que o povo não foi em doces e insiste em perceber porque razão o professor catedrático a tempo parcial 0% passou de pentelhos para 50 mil dele, por mês !!.

Quem também andou entretido com pentelhos foi o senhor Costa do BANCO de Portugal,
inventou uns cortes/... de MORDOMIAS no BdP para evitar retirar aos seus funcionários o estatutos de diplomatas suíços residentes em Portugal.
Mas a manobra não surtiu efeito, multiplicaram-se as vozes a exigir que o banco de Portugal não seja a ilha gaulesa num país a apertar o cinto, mas o homem já tinha mandado processar o subsídio de férias.
Agora espera que o assunto seja esquecido e está a estudar um corte nas pensões.
É mais do que evidente que quando as vozes INDIGNADAS se calarem o homem conclui que não deve cortar nos subsídios.
Quem deverá estar contente com o Ssenhor Silva é um outro Silva, o Cavaco, mandou cortar os subsídios mas como optou pela pensão do Banco de Portugal está livre de apertos.
O Gaspar também deverá estar grato, quando regressar ao banco livra-se das suas próprias decisões.

Numa semana de verdadeira LOUCURA Manuela Ferreira Leite decidiu dizer “presente”, foi falar de e defendeu que as pessoas com mais de 70 anos devem PAGAR as despesas com a HEMODIÁLISE.
Enfim, é caso para dizer que as senhoras com setenta ou mais anos deviam ter consultas e internamentos gratuitos em psiquiatria.
No caso de Manuela Ferreira Leite além de gratuitos deveriam ser obrigatórios, pelo menos como condição para poder falar em estações de televisão em directo.
- OJumento, 15.1.2012


De .Banco de Portugaloide suiço ?!! a 16 de Janeiro de 2012 às 12:01
----Marcelo adeiru a uma velha causa d'O Jumento?

«Marcelo Rebelo de Sousa disse sexta-feira à noite que o Banco de Portugal deveria dar o exemplo e ser solidário com os sacrifícios que estão a ser exigidos aos portugueses.

Carlos Costa "é um governador muito competente e isento, mas há aqui um desgaste desnecessário para ele e para a instituição, perante uma
opinião pública que tem dificuldade em perceber como é que o Banco de Portugal, que é público por natureza, não acompanha o esforço público", defendeu.» [DN]
Parecer:
São cada vez mais os que não aceitam o estatuto de estrangeiros dos funcionários do Banco de Portugal.

---- O governador do BdP está a gozar com os portugueses

«Face à contestação, o Banco de Portugal comunicou hoje que os membros do Conselho de Administração abdicaram destes subsídios em 2012 e que "o processamento dos subsídios aos reformados da instituição "está suspenso", dependendo da "clarificação do enquadramento jurídico face ao artigo 25º da Lei do Orçamento do Estado, aguardando-se pareceres que foram oportunamente solicitados".» [DE]

Parecer:
O licenciado Costa acha que os portugueses são parvos.
«Recorde-se o senhor Costa que no Estado o corte dos subsídios abrangeu todos os que ganham mais de 600 euros, montante que muitos funcionários do BdP ganham em pequenas mordomias suplementares.»

----- Boa Cavaco!

«O Presidente da República divulgou hoje uma nota na página da Presidência no Facebook na qual pede aos funcionários públicos para fazerem “mais e melhor” com “menos” de forma a “contribuírem para manter viva a esperança do futuro”.

Parecer do Jumento:
Primeiro sugere que cortar subsídios é inconstitucional, depois deixa passar o OE que não o afecta pois é pensionista do BdP, agora diz aos funcionários que sejam bons escravos.

«Sugira-se ao Presidente que defenda junto do BdP o corte dos subsídios dos funcionários públicos do BdP e dos seus pensionistas, incluindo os que beneficiam de pensões oportunistas como a do Luís Cunha.»
------


De Posto Fronteiriço da nóvel república a 16 de Janeiro de 2012 às 18:36

BdeP (Banco de Portugal) --> passou a ser
--> RIBAPET : República Independente do Banco de Alguns Portugueses e Estrangeiros Troicanos
ou
BRTR (Banco da República Troicana e RatingAgentes)


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