De .SindicAmarelo serve Governo/Patrões. a 18 de Janeiro de 2012 às 11:15
Sindicalismo à chinesa
(- Pedro Viana, http://viasfacto.blogspot.com/ )

A UGT decidiu legitimar o maior retrocesso no direito laboral de que há memória, proposto pelo governo mais reaccionário desde o 25 de Abril.

Ao assinar um acordo com este governo, a UGT confirmou que é efectivamente a central sindical do regime,
sempre pronta a servir o governo em funções.
Tal como a única central sindical autorizada na China, a ACFTU. Aliás, se conseguirem, descubram as diferenças entre os senhores acima retratados. Afinal, "precisamos" de demonstrar aos investidores chineses, desculpem ao governo chinês, que os trabalhadores portugueses também sabem ser servis.

O colaboracionismo da UGT não legitima apenas as graves medidas que constam do acordo que vai assinar, mas também todas as outras que este governo já tomou, nomeadamente
a facilitação dos despedimentos, a diminuição da duração e valor do subsídio de desemprego, e os enormes cortes salariais na função pública.

A UGT justifica a sua atitude com o habitual:
se não fosse assim, seria bem pior.
Imaginem o que estará disposta a aceitar quando, na próxima ronda de aprofundamento do neo-feudalismo, o governo propuser, por exemplo, a possibilidade dos patrões pagarem parte do salário em senhas de racionamento.

Apelo a todos os trabalhadores inscritos em sindicatos filiados na UGT, e que tenham um pingo de consideração por si próprios, a desvincularem-se.
Em particular, os funcionários públicos, completamente vendidos pela UGT, que não só põe uma pedra sobre a usurpação de parte dos seus salários, como ainda por cima
troca uma medida que não os afectaria (a tal meia-hora diária a mais no sector privado) por um conjunto de outras que também os vai afectar.


De Ingenuidade, Maldade e Mediocridade. a 18 de Janeiro de 2012 às 11:31

Quanta ingenuidade !!!
( http://terradosespantos.blogspot.com/ 17.01.2012)

Se não é ingénuo, João Proença, secretário-geral da UGT, disfarça bem.
Justifica ele a assinatura do acordo em sede de concertação social por parte da UGT, alegando que "houve claras AMEAÇAS da parte do Governo que iria provocar uma grande DESREGULAÇÃO laboral".

João Proença parece acreditar que, pelo facto de ter assinado o acordo, vai evitar que o governo venha a tomar medidas ainda mais GRAVOSAS, como se as agora adoptadas fossem coisa de somenos.

Se acredita, é porque é não só ingénuo, mas também tolo.
De facto, a assinatura do acordo pela UGT não só não vai ter esse efeito como se vai revelar contraproducente.
O governo, depois desta assinatura, ficou a saber que, de futuro, pode contar com a UGT para tomar outras medidas, se estas não vierem a ter o resultado esperado, como é mais que provável.

Não é que o governo não seja capaz de as tomar, mesmo sem o acordo da UGT.
A participação desta, no entanto, serve-lhe às mil maravilhas para OBTER COBERTURA para as medidas que tomou e que virá a tomar a favor do PATRONATO.

João Proença e a UGT não são, porém, os únicos ingénuos, neste negócio.
O governo e o patronato não o são menos, ao acreditarem que com as medidas consagradas no acordo se vão resolver os problemas de competitividade da economia portuguesa.

Esquecem ambos que, historicamente, o trabalho ESCRAVO nunca foi muito produtivo.
Não é com a diminuição seus direitos, nem com o pagamento de salários de miséria que se motivam os trabalhadores e se aumenta a produtividade.

O governo PPC e o patronato (medíocre) vão aprender essa lição mais cedo do que julgam.


De .UGT- ProenCedência Gravosa, TRAIÇÃO.. a 18 de Janeiro de 2012 às 11:52

Palavra do dia: «cedência» (ou 'Proencedência')
(Joana Lopes, http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/ )

«Não houve cedência nenhuma.
Haveria muito mais cedências se não houvesse acordo, porque seriam impostas aos trabalhadores muito mais cedências, ou seja,
seriam impostas medidas muito mais gravosas aos trabalhadores», terá dito João Proença.

Mas se tudo isto não é uma cedência, então o que é uma cedência?
...
P.S.
- «Neste momento um clima de conflitualidade, agravada por exemplo com a existência de meia hora,
rapidamente descairia numa situação insustentável,
provavelmente a mesma situação que a Grécia hoje vive.»
Comentários para quê...
------------------
TRAIÇÃO, isso sim !!! Medo da luta de classes ...

E respondendo a ..., o que é bom para a economia capitalista forçosamente não será bom para os trabalhadores ...
que o digam os chineses ou os mais de 20 por cento de pobres nos EUA, etc...etc...

Rui Mateus


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