De Trabalho, Economia e UE a 17 de Janeiro de 2012 às 15:45
----
...
A UGT não foi de modas.
Aproveitou a cadeira deixada vazia pelo seu camarada de luta para alargar o assento (o João Proença, em consequência das décadas de liderança, começa a ter o rabo grande demais para as estreitas cadeiras da concertação),
arrecadou o benefício do contraditório, suportou a ligeireza alvarinha na medida canadiana do "toma lá mais meia hora, que é para embarateceres" (que entretanto parece ter caído, como outras "natas"),

assinou o rapinanço de uns dias de férias, mandou o 5 de Outubro e mais três outros dias de descanso às urtigas,
acordou passar metade do valor das horas extraordinárias para o bolso dos patrões que, tal como o Catroga, evocam a máxima de que quanto mais ganharem, melhor viverão os pobrezinhos porque o contributo para a esmola será acrescentado
e digeriu mais meio dúzia de malfeitorias ideológicas impostas à sombra da troika.

Dizem que foi uma maratona. Subiram ao pódio os do costume.
LNT, [0.033/2012]
--------

Tem tomates?, | 17/01/12 15:23
Se os vendidos da UGT tivessem vergonha impediam o proença de assinar este roubo amanhã
--------
Rui, | 17/01/12 15:22
século xix

uma burguesia, cívica e politicamente CORRUPTA até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter,
havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no limoeiro.

um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador(/presidência); e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país.
----------
ALM, Porto | 17/01/12 15:21
O refrão da canção do Zeca adaptada ao século XXI, seria assim:
- "Eles cortam tudo, eles cortam tudo, e não deixam nada".
----------------------------------------------------------

Bruxelas defende alívio da carga de sacrifícios à classe média
(-Económico com Lusa 17/01/12 )

.Durão Barroso exigiu hoje, em Estrasburgo, que os sacrifícios exigidos pela crise sejam repartidos equitativamente.

José Manuel Durão Barroso disse que "é preciso exigir que os sacrifícios impostos pela crise sejam repartidos de um modo mais equitativo: que não sejam sempre os mais pobres e a classe média a pagar a maior parte da factura da crise".

"A justiça social é também um elemento essencial para o sucesso da nossa resposta", acrescentou, num discurso proferido após a eleição do socialista alemão Martin Schulz (grupo S&D) para a presidência do Parlamento Europeu (PE).

O chefe do executivo comunitário reiterou ainda que as "grandes prioridades para os próximos meses" são a aplicação das medidas propostas para a "estabilidade financeira e crescimento económico".

Barroso apelou também ao reforço da democracia europeia, considerando que aqueles que resistem a essa ideia "estão a dar a verdadeira soberania a operadores anónimos nos mercados que não são sujeitos a qualquer controlo democrático".
-...


De .Vingar-se do País e do Estado. a 18 de Janeiro de 2012 às 15:03

Eles não gostam do país

Quando o primeiro-ministro de um país que é o que apresenta maiores problemas de qualificação profissional, que é um dos mais cultos da Europa e cujo atraso sempre esteve associado a problemas associados às insuficiências da sua escola sugeriu a emigração em massa dos professores foi aplaudido por muita gente.
Até houve quem tivesse sugerido a criação de uma agência para a emigração, muitos vieram teorizar sobre o tema e o Relvas exaltou de nacionalismo mostrando o exemplo da diáspora.

É uma pena que a máquina de propagando do governo tenha conseguido abafar o assunto e tenha feito desaparecer o problema da comunicação social.
Seria interessante reflectir sobre a fuga do país por parte de muitos dos seus melhores quadros.
São investigadores, médicos, professores, engenheiros, gente que custou milhões ao país que agora são forçados a fugir.
Nem todos os professores universitários contam com o conforto do Banco de Portugal, nem todos alimentam o seu currículo com o lixo intelectual dos papers que estão para as universidades como os derivados estão para o mercado de capitais.

Toda essa gente que não aceita viver sem subsídios e ser empobrecida por um qualquer Gaspar que há poucos meses ninguém conhecia ou reconhecia como grande economista, partem sem olhar para trás.

Há quem esteja a abandonar o país com mais de cinquenta anos e sem se dar ao trabalho de esperar pelo fim do ano lectivo.
Um dia destes as nossas universidades pagarão bem caro esta perda de quadros.

Somos governados por gente que odeia o Estado, tiveram de entrar em universidades privadas de segunda linha porque não conseguiram entrar nas estatais,
arranjaram empregos no sector privado porque não conseguiram passar nos concursos do Estado,
chegaram ao sucesso graças à política e agora governam vingando-se do Estado.

Por vezes quase nos interrogamos se os nossos governantes gostam mesmo do seu país ou se teremos chegado ao ponto de estarmos a ser governados por quem além de odiar o Estado odeia também Portugal.

Quem está a tratar o país desta forma o país não deve gostar muito dele.

(-por Jumento )


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres