10 comentários:
De .Austeridade MATA Lusos e economia. a 27 de Janeiro de 2012 às 10:43
E agora Gasparzinho?

«A austeridade, por si só, não tem os resultados pretendidos. Um bom exemplo disso é Portugal, disse Stephen King hoje em Davos.

Para o economista-chefe do HSBC, citado pela CNBC, a austeridade não dá os frutos desejados quando é seguida de forma isolada. Stephen King deu Portugal como o exemplo de um país que seguiu a via da austeridade e que está a seguir todas as regras, mas que continua em apuros.

“Há um risco nisso [na austeridade, por si só]. Observem Portugal. Fez as coisas todas certinhas, assumiu a via da austeridade, cumpriu os programas definidos pela União Europeia e, ainda assim, as ‘yields’ da sua dívida pública estão incrivelmente elevadas”, declarou King no Fórum Económico Mundial, a decorrer em Davos.» [Jornal de Negócios]

Parecer:
Parece que o Gasparzinho estava enganado e de nada servem as doses cavalares de austeridade que estão a matar qualquer hipótese de reduzir a divida.

«Sugira-se ao Gasparzinho que vá fazendo as malas.»


De Izanagi a 27 de Janeiro de 2012 às 11:03
teria sido ainda mais pertinente no seu comentario se indicasse onde e como se financiava. Ficaria o comentario completo se indicasse onde investir, COM RETORNO e não em cimento, esse financiamento. Mas concerteza ao ler este comentario vai seguramente concluir o seu, para não se ficar apenas por "lugares comuns"


De .Melhor Governação Políticos e Cidadãos. a 27 de Janeiro de 2012 às 14:22
''- onde e como se financiava ?
- onde investir ...? ''
...
1- Podia devolver-lhe as questões ... pois também é cidadão eleitor, preocupado e informado... e não sou secretário do economista-chefe...

2- O comentário refere que Austeridade (por si só) não está a resolver o problema (de Portugal e outros...), pelo contrário, está a gravar a crise/recessão.
E nada refere sobre soluções para a economia ('nacional' ou internacional) ou investimentos ou financiamentos - se estão bem, mal, se são suficientes ou não, ...

3- São necessárias :
3.1- medidas económicas que dinamizem o emprego e o desenvolvimento (...), por ex: mais educação em cursos com empregabilidade (medicina, saúde, biotecnologias, ..., telemática, robótica,...); aproveitamento de fundos da UE (que podem ir até 95% !!), ...

3.2- medidas políticas-financeiras a nível da UE (e não apenas de 1 ou 2 países) que exigem diferente posicionamento e alianças entre Estados para fazer mudar o des-governo da CE/Merkozi, Ecofin, a actuação do BCE, ... tais como:
emitir mais massa monetária em €, Eurobonds, taxas sobre transações financeiras, harmonização de impostos na UE (e controlo/eliminação dos offshores), empréstimos directos aos Estados, criação de agência de notação europeia, ...

3.3- medidas políticas, por ex: melhoria da Justiça, melhoria da participação política e cívica dos cidadãos, melhoria da transparência e controlo das contas/dinheiros dos partidos, das entidades públicas e de todas as entidades que recebem participações, subsídios e isenções do Estado/autarquias/... , ...
3.4- ...


De Izanagi a 27 de Janeiro de 2012 às 10:51
O sonho comanda a vida. Para alguns, digo eu. Porque de facto o POVO revê-se nos deputados que elege, nos políticos que escolhe, que são maioritariamnete auqeles que conduziram o país a esta situação. Acreditar que o POVO é diferente tem sido um erro de "casting" , que conduz a resultados errados.
Com um POVO assim, de onde emanam os políticos, a solução tem sempre necessariamente que passar pelo exercícioÍNTEGRO da Justiça, com sanções dissuadoras para os prevaricadores. Tudo o mais é adiar e agravar o problema.


De Fazer oposição a sério... a 27 de Janeiro de 2012 às 11:09
Alguém viu o Seguro(/PS) por aí?

Paulo Portas costuma ser criticado pelas suas ausências prolongadas que denunciam uma estratégia do líder centrista de não dar a cara pelas medidas mais duras, optando por aparecer nos momentos mais agradáveis.
Sucede que o suposto líder da oposição aparece ainda menos do que o Paulo Portas, se não fosse deputado nem sequer teria que suportar a chatice dos debates quinzenais.
Parece que Seguro apenas queria chegar ao conforto da liderança do PS e agora vai desfrutando as mordomias do cargo, gabinete, vencimento livre de grandes austeridades, carro e motorista, algumas viagens ao estrangeiros, umas almoçaradas oferecidas e muito pouco para fazer.

O governo negoceia com uma pequena central sindical impondo-lhe uma eliminação de muitos direitos dos trabalhadores,
direitos adquiridos com mais mérito e mais merecidos do que a pensão que o Luís Cunha recebe do Banco de Portugal
e o que tem a dizer o líder da oposição, secretário-geral de um partido que transporta a designação de socialista? Nada.

O governo adopta uma lei que terá como consequência o encerramento de milhares de microempresas e o despejo de dezenas de milhares de famílias e o que diz António José Seguro?
Dão-se alvíssaras a quem souber o que pensa o líder do PS sobre o tema.

O governo decidiu cortar os subsídios a parte dos portugueses não hesitando em concentrar o grosso da austeridade sobre os funcionários públicos e o que fez o líder da oposição?
Lamuriou-se sugerindo o corte de apenas um dos subsídios, nem sequer questionando a constitucionalidade da medida e no momento da votação absteve-se.
Foi tão incompetente que fez o frete e ainda acabou gozado pela direita que, com razão, lembrou-lhe as posições de apoio ao orçamento que assumiu ainda antes de conhecer o documento.

Começa a ser tempo de Seguro se explicar aos eleitores do seu partido já que os militantes parecem aceitar as suas posições, os portugueses precisam de saber se o líder do PS é o líder da oposição ou se desempenha o papel de ministro sombra do governo de Passos Coelho.
Os eleitores do PS precisam de saber se o líder do PS honra o programa do seu partido ou se prefere colocar acima deste a sua amizade e negócios privados com Passos Coelho.
Os país precisa de saber se o PS ainda é um partido ou é uma espécie de loja do PSD de Passos Coelho.

Compreende-se que Seguro não seja tão brilhante como se desejaria, que simpatize mais com o seu amigo Passos Coelho do que com o seu antecessor na liderança do partido,
que aprecie mais o estatuto de líder partidário do que o de membro do governo, mas os portugueses precisam de
saber se podem continuar a contar com o PS ou se é melhor irem procurar outro lado para fazer oposição a este governo.

--------- CCastanho:
... Os ELEITORES do PS -homens e mulheres de esquerda - não se sentem representados com esta liderança de "fogacho" nada objectiva, e pouco transparente, nos propósitos da defesa da maioria opositora aos estarolas.

Os eleitores do PS, vão fazer greve às urnas nas próximas eleições legislativas se este " projecto " de líder permanecer na liderança do PS.

Os eleitores do PS, estão envergonhados com a forma " canhestra " de fazer valer os valores de esquerda, face ao ataque voraz, e ultrajante, destes tresloucados governantes, com a cumplicidade e servilismo, de António José Seguro, sob a égide, de uma "oligarquia aparelhista" sempre disponível a golpe de rins, para depositar flores no regaço do novo líder, mandando às "malvas", todos aqueles que rejeitam o alinhamento partidário, mas que, sustentam com o seu voto despretensioso e democrático, o lugar ao sol, de um punhado de gente ( sempre os mesmos, é verdade !)nas cadeiras dos corredores do poder.

Falta a Seguro, o que sobra em Sócrates, nas formas de entender o futuro e perspectivá-lo .
--------


De Ministro da Oposição Mansa e Silenciosa. a 27 de Janeiro de 2012 às 11:29
nomeado

-----------RebeloSilva:
...
cadé a oposição da (in)Segura figura perante tanto desfilar de atentados aos direitos do cidadão e à democracia, que esta alma que acredito conluiada com o láparo deixa passar num "engano ledo e cego"que espero "a fortuna não deixe durar muito"!

O socialismo democrático convive sem problemas com casos como o que referi, quando na sua génese tem gente que sofreu na pele as sevícias da PIDE, os cortes da censura fascista que agora reverdece, os tribunais plenários e as deportações por simples delito de opinião?

Acordem se é que ainda vão a tempo porque as canalhices tomaram com descaro e impunes o freio nos dentes
para mais com os apoios da banca e do alto empresariado claro que com muito desinteresse.

--------ZédoTelhado:
Há muito que este "janota" demonstra ser uma personalidade amorfa, comprometida e traiçoeira.
Hoje fica claro que conspirou no derrube de Sócrates com P. Coelho, Portas. Jerónimo e Louçã.

É óbvio que esta oposição tem a consciência tão pesada que está moribunda de vergonha e não reage
a todos as barbaridades que o governo da ação nacional salazarista fez e continua a fazer aos aposentados e trabalhadores, mormente aos FP.

Com vermes deste calibre, socialistas descomprometidos sentem-se órfãos!...

--------J.Madeira:
... os partidos políticos , não tenho quaisquer dúvidas , são verdadeiros "sacos" de oportunistas e encostados...
as excepções fazem a regra!

Quanto mais tempo passar maior será a desilusão provocada pela liderança do PS, não se perce-
be a sua estratégia se, é que existe alguma !?! Deixa o P.Coelho ultrapassar pela direita o acor-
do assinado com a troika e, abstem-se no O.E.
enquanto grupos de portugueses selectivamente,
são aliviados dos subsídios de férias e de Natal!

O silêncio tem sido a norma face a outras prepo-
tências do des-governo...
cada vez mais, os portugueses irão exigir o FIM do REGIME vigente em virtude da incapacidade dos partidos para resolver os problemas que o País enfrenta !
...
-----------Jvlv:
Terá Portugal mudado, assim tanto, desde o 25A?

Parece que sim, pois muitos cidadãos passaram a pensar e a fazer coisas a que, antes, não se atreviam.
Nem todas boas, claro, mas todas com uma marca distintiva:
feitas em liberdade e democracia, o que coloca um grande desafio aos cidadãos e órgãos de soberania:

como pode uma democracia defender-se de actos e acções que, sendo democráticos e aparentemente, necessários, atentam, claramente, contra os princípios da universalidade, igualdade, justiça, isenção e proporcionalidade,
contribuindo ainda para a manutenção e reprodução de problemas e bloqueamentos em sectores vitais como o da justiça, economia e saúde, para não falar da educação,
sector onde se cruzam todas as insatisfações e carências, pondo em perigo a delicada interactividade entre os corpos, docente e discente, este base insubstituível do futuro do país.

Muitos se interrogam, teremos melhorado? Respondo:
pensar e agir bem, com racionalidade, eficiência e eficácia é objectivo e razão de viver de todo o ser humano.
Há países onde tais desígnios foram, individual e colectivamente atingidos, com maior ou menor sucesso.

Existem, porém, países onde a confusão entre o público e privado é total, como o nosso, em que inúmeros
cidadãos se quedam, desarmados e impotentes perante a hipocrisia e falsidade demonstradas por responsáveis e ex-responsáveis políticos que se servem do seu estatuto para fins privados, familiares e de grupo, preocupando-se, apenas, acessoriamente, com o futuro do país.

----------A.Oliveira:
"Seguro" e "manso"... porque será que me veio à ideia a imagem da "maioria silenciosa"???
PORRA, só nos faltava esta :(


De o PS está em POLVOROSA e dividido... a 27 de Janeiro de 2012 às 11:40
-------José Cabral :

99% CERTO... 1% ENGANADO...
Estou de acordo com 99% deste texto do Jumento.

Mas há um "engano" no 1% restante:
"... já que os militantes parecem aceitar as suas posições ...".
Não é verdade que os militantes aceitem a atitude "frouxa" de Seguro e muito menos a sua política comprometida com a da direita.
O PS está em POLVOROSA, há um debate (não muito interno) forte e vigoroso onde se trava uma luta de ideias com argumentos, com propostas, com críticas e com alguns insultos à mistura.

Há muitas posições ainda... e aparecem os "seguristas" dos 7 costados com grande parte do aparelho a apoiá-los, alguns apoiantes de Assis, e muitos mas
mesmo muitos militantes que nas eleições internas ou se ABSTIVERAM por não reconhecerem qualidade em nenhum dos candidatos, ou APOIARAM o Seguro e agora se sentem TRAÍDOS (estes últimos estão muio REVOLTADOS ).

Mas começam a cristalizar-se duas facções principais:
a do Seguro e seus apoiantes (alguns tipicamente à espera de fazerem carreira política) por um lado,
e a daqueles que querem um PS de ESQUERDA, forte na oposição à direita e ao seu governo
e que acham que é preciso construir uma alternativa já e não dar 4 anos à DIREITA para DESTRUIR o país.

Nada está decidido ainda... é uma luta fortíssima a que se está a travar no PS.
Os "seguristas" têm a vantagem de ter grande parte do APARELHO e de terem um líder claro (António José Seguro).
Os militantes que querem dar uma VASSOURADA no partido e posicioná-lo à esquerda e na oposição sem qualquer margem para dúvidas têm também duas vantagens
- a do número (são mesmo muitos) e a da força das suas ideias (que está a mobilizar cada vezmais).
Mas têm uma desvantagem:
ainda não surgiu ninguém capaz de os liderar.

Vai ser duro até porque de uma coisa podem estar certos:
o Seguro pode não fazer nada na oposição (e não faz) mas é muitíssimo activo a querer manter-se no poder no PS a todo o custo!


De .Demita-se sr. deputado !. a 31 de Janeiro de 2012 às 10:59

Há desconhecimento e desconhecimento

Quem legisla não pode alegar em sua defesa o desconhecimento da Lei. ( e não declarar os seus depósitos/ rendimentos de uma? conta bancária, desde há vários anos...)
Para a credibilização do PS, o deputado que diz desconhecer os princípios pelos quais a república se rege, só tem um caminho.
Entregar o mandato e ir à sua vida.

É por estas e outras que considero que é a altura de também introduzir limitação de mandatos aos deputados e com efeitos retroactivos.

Lamentavelmente para estes casos as leis não podem ser retroativas, a não ser que sejam para cortar salários.

Obviamente, demita-se o senhor deputado (Lello).

(-Carlos Alberto, http://cadsf.blogspot.com/2012/01/ 29 )


De Vigarice em mandatos de autarcas. a 30 de Janeiro de 2012 às 09:44
Contra o xico-espertismo
(-por AG , CausaNossa 29.1.2012)

Francisco Assis tem todo o meu apoio ao defender que
o PS determine, à partida, que não candidatará a nenhum municipio nenhum presidente de câmara que em 2013 complete três mandatos consecutivos.

Não se trata apenas de aplicar a lei 46/2005 e de lhe respeitar razão e sentido.
Trata-se, antes de mais , de defender o PS, demarcando-o do PSD e da VIGARICE. (fazendo uma leitura enviesada da lei e permitir candidaturas ...a outro cargo ou município)

Trata-se, sobretudo, de não contribuir para desprestigiar mais a política aos olhos dos cidadãos.


De CGTP lutará a 30 de Janeiro de 2012 às 15:04
CGTP vai entregar carta reivindicativa ao Governo
Documento prevê medidas em 15 sectores

(-Por 2012-01-28, http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/cgtp-congresso-cgtp-medidas-cgtp-carta-reivindicativa-crise-governo/1321005-1730.html )

O XII Congresso da CGTP (Intersindical) aprovou este sábado por unanimidade uma carta reivindicativa que prevê medidas em 15 áreas de cariz económico, social e laboral que será entregue ao Governo e ao patronato. Também já foi aprovado o documento programático da Intersindical, agora liderada por Arménio Carlos, para os próximos quatro anos.

A «Carta Reivindicativa de Todos os Trabalhadores» propõe a valorização dos direitos dos trabalhadores como factor de progresso social e rejeita a desregulamentação laboral e o retrocesso social.

Para criar emprego e combater o desemprego, a CGTP quer que sejam implementadas medidas que garantam o crescimento económico. Medidas estas que, segundo a central, iriam contribuir para a redução do défice, que seria uma forma de responder à crise da dívida soberana.

Nesta matéria concreta, a Intersindical defende ainda a redução dos prazos, dos juros e dos montantes do empréstimo acordado com a troika.

Na Carta é também defendido o combate à economia clandestina, a efectivação do direito de contratação colectiva, o combate à precariedade laboral, a melhoria dos salários e uma mais justa repartição da riqueza.

É igualmente reivindicado o respeito pelo tempo de trabalho, a redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais como forma de promover a conciliação entre a vida profissional e a vida privada, lê-se no documento, citado pela Lusa.

A garantia de um sistema público solidário e universal de segurança social, como instrumento para assegurar a coesão da sociedade é outra das reivindicações apresentadas no documento.

CGTP preparada para «todas as acções de luta»

Os sindicalistas assumiram, no congresso, o compromisso de defender as funções sociais inscritas na Constituição da República e os serviços públicos enquanto factor de desenvolvimento e coesão social.

Na resolução aprovada, a Intersindical condena «veementemente o paradigma do Estado neoliberal que o Governo do PSD/CDS procura impor» ao país.

Ao aprovarem esta resolução, os delegados ao congresso declararam-se disponíveis para «todas as acções e luta» em defesa de uma Segurança Social pública solidária e universal, um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e gratuito e uma escola pública com qualidade.

Foi igualmente aprovada uma resolução em defesa da alteração às políticas económicas e sociais seguidas pelo actual Governo.

«O programa do Governo, cujas medidas integram, completam e aprofundam o memorando de entendimento com a troika, assim como a própria acção governativa, constituem instrumentos internos da política neoliberal que, para satisfazer as exigências dos grupos económicos e financeiros, impõem cada vez mais sacrifícios aos trabalhadores e à generalidade da população».

E, depois, «as medidas de austeridade são desastrosas, não resolvem a crise da dívida nem nenhum dos problemas com que o país está confrontado, antes o agrava».

Nota ainda para o facto de a CGTP prever 100 mil novas adesões à Intersindical até 2016.

«A situação exige uma resposta articulada e concretizada a um só tempo: a acção sindical integrada entre a organização e a acção reivindicativa nos locais de trabalho».


Tags: CONGRESSO CGTP, MEDIDAS CGTP, CARTA REIVINDICATIVA, CRISE, GOVERNO, CGTP


Comentar post