De .org.Cívicas e Sindicais: MOBILIZAR. a 30 de Janeiro de 2012 às 15:25
Economia, Política e Sociedade - de Portugal à Europa e à CGTP...

Na passada 3ªfeira, o Wall Street Journal escrevia, na página 5, que
um segundo "resgate" da dívida era o desenvolvimento mais provável para a economia portuguesa.
Citando o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em declarações sobre o facto das medidas de austeridade não dependerem exclusivamente do desempenho nacional relativamente aos compromissos internacionais assumidos,
o artigo foi ilustrado com uma imagem dos conflitos que marcaram a última manifestação pública dos "indignados" em Lisboa, cuja legenda assinalava, na iniciativa, a presença de um grupo de extrema-direita.

Referindo que as palavras de Christine Lagarde, do FMI, esclarecem o curso da economia da zona euro (apesar das palavras do Primeiro-Ministro Passos Coelho sobre o estado do país que "não precisa de mais dinheiro"), o texto continuava numa expressiva configuração da imagem real da crise aos olhos dos investidores e, obviamente, dos mercados...
no dia seguinte, 4ªfeira, os noticiários, na Finlândia, abriram com destaque para a afirmação do risco de diminuição do rating da Espanha, Itália, Bélgica, Eslovénia e Chipre (ler aqui), para, em seguida, a televisão finlandesa transmitir, com um imenso e variado número de depoimentos directos, uma
reportagem impressionante sobre a pobreza na IRLANDA onde jovens, idosos e adultos em idade activa assumiam, entre expressões de MEDO e de REVOLTA, a insustentabilidade económica e social do DESEMPREGO e das medidas de austeridade, ilustrada com imagens de um significativo número de "NOVOS SEM-ABRIGO"...

Contudo, apesar de todos os sinais e de todas as evidências, a orientação política EUROPEIA persiste INCAPAZ de encontrar respostas sérias à situação EXPLOSIVA que, diariamente cresce no "velho continente", como o comprovam as previsões da próxima reunião de líderes (ler aqui)...
por tudo isto, a devolução da esperança e da confiança aos cidadãos encontra-se reduzida à capacidade que as organizações CÍVICAS e SINDICAIS tiverem de definir e apresentar propostas eficazes e alternativas
vocacionadas para a revitalização económica, capazes de MOBILIZAREM as pessoas para a defesa do direito ao TRABALHO e à DIGNIDADE social, no quadro dos direitos dos trabalhadores que não podem, nem devem!, continuar a ser hipotecados -
designadamente porque está mais que provado que não é aí que reside qualquer hipótese de solução para a crise
(a este propósito vale a pena acompanhar o desenvolvimento da Carta Reivindicativa da nova liderança da CGTP).

(-por AnaPaulaFitas, 29.01.2012, ANossaCandeia http://anapaulafitas.blogspot.com/ )


De .Trabalhadores conscientes eCGTP lutarão a 30 de Janeiro de 2012 às 15:29
De CGTP lutará a 30 de Janeiro de 2012 às 15:04
CGTP vai entregar carta reivindicativa ao Governo
Documento prevê medidas em 15 sectores

(-Por 2012-01-28, http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/cgtp-congresso-cgtp-medidas-cgtp-carta-reivindicativa-crise-governo/1321005-1730.html )

O XII Congresso da CGTP (Intersindical) aprovou este sábado por unanimidade uma carta reivindicativa que prevê medidas em 15 áreas de cariz económico, social e laboral que será entregue ao Governo e ao patronato. Também já foi aprovado o documento programático da Intersindical, agora liderada por Arménio Carlos, para os próximos quatro anos.

A «Carta Reivindicativa de Todos os Trabalhadores» propõe a valorização dos direitos dos trabalhadores como factor de progresso social e rejeita a desregulamentação laboral e o retrocesso social.

Para criar emprego e combater o desemprego, a CGTP quer que sejam implementadas medidas que garantam o crescimento económico. Medidas estas que, segundo a central, iriam contribuir para a redução do défice, que seria uma forma de responder à crise da dívida soberana.

Nesta matéria concreta, a Intersindical defende ainda a redução dos prazos, dos juros e dos montantes do empréstimo acordado com a troika.

Na Carta é também defendido o combate à economia clandestina, a efectivação do direito de contratação colectiva, o combate à precariedade laboral, a melhoria dos salários e uma mais justa repartição da riqueza.

É igualmente reivindicado o respeito pelo tempo de trabalho, a redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais como forma de promover a conciliação entre a vida profissional e a vida privada, lê-se no documento, citado pela Lusa.

A garantia de um sistema público solidário e universal de segurança social, como instrumento para assegurar a coesão da sociedade é outra das reivindicações apresentadas no documento.

CGTP preparada para «todas as acções de luta»

Os sindicalistas assumiram, no congresso, o compromisso de defender as funções sociais inscritas na Constituição da República e os serviços públicos enquanto factor de desenvolvimento e coesão social.

Na resolução aprovada, a Intersindical condena «veementemente o paradigma do Estado neoliberal que o Governo do PSD/CDS procura impor» ao país.

Ao aprovarem esta resolução, os delegados ao congresso declararam-se disponíveis para «todas as acções e luta» em defesa de uma Segurança Social pública solidária e universal, um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e gratuito e uma escola pública com qualidade.

Foi igualmente aprovada uma resolução em defesa da alteração às políticas económicas e sociais seguidas pelo actual Governo.

«O programa do Governo, cujas medidas integram, completam e aprofundam o memorando de entendimento com a troika, assim como a própria acção governativa, constituem instrumentos internos da política neoliberal que, para satisfazer as exigências dos grupos económicos e financeiros, impõem cada vez mais sacrifícios aos trabalhadores e à generalidade da população».

E, depois, «as medidas de austeridade são desastrosas, não resolvem a crise da dívida nem nenhum dos problemas com que o país está confrontado, antes o agrava».

Nota ainda para o facto de a CGTP prever 100 mil novas adesões à Intersindical até 2016.

«A situação exige uma resposta articulada e concretizada a um só tempo: a acção sindical integrada entre a organização e a acção reivindicativa nos locais de trabalho».


Tags: CONGRESSO CGTP, MEDIDAS CGTP, CARTA REIVINDICATIVA, CRISE, GOVERNO, CGTP


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