De 'Mercados' e UE: « Ponham-se finos ! » a 10 de Fevereiro de 2012 às 15:13
Não há alternativa

Em Janeiro de 2011, o Jorge Bateira fez aqui umas contas sobre a BOLA de NEVE da DÍVIDA pública portuguesa e chegou à conclusão que “a ‘ajuda’ da UE/FMI não trava a dinâmica da dívida em que estamos lançados (…) no actual quadro institucional, o Estado Português já é INSOLVENTE.”

Passado um ano, a dívida pública portuguesa atinge os 110% do PIB (68,9% em 2008), graças sobretudo às múltiplas crises e à incapacidade europeia em lhes dar outra resposta que não seja uma austeridade contraproducente.
Nada de garantir, por exemplo,
financiamento a taxas de juro idênticas às que são garantidas aos bancos pela acção de um verdadeiro Banco Central,
emissão de euro-obrigações e reforço do BEI (hoje o Banco de Inglaterra 'criou e injectou' + 50.000 Milhões na economia, mas o BCE nada !!), passos para uma recuperação económica, condição necessária para diminuir o fardo da dívida.

Sabemos a resposta à questão que se pode colocar neste contexto:
por que é que o governo não usa a dívida e a sua inevitável REESTRUTURAÇÂO, desde já, como arma NEGOCIAL em Bruxelas?

Até porque Merkozy, falando na Grécia, afirmou que “deixar que um país com 9 milhões de pessoas entre em BANCARROTA não é uma opção”, o que só que dizer que o centro não tem interesse num INCUMPRIMENTO.
Expulsar alguém do euro nem se fala.
Está tudo demasiado interligado pela finança. Por isso, as ameaças do centro parecem pouco credíveis. Surge logo outra questão:
quando é que um país será capaz de dizer (aos mercados/agências/bancos, à troika e à UE/BCE): «ponham-se finos !» ?

(-por João Rodrigues , Ladrões)


De Prioridades ... e alvos a 10 de Fevereiro de 2012 às 15:26
Prioridades

Enquanto se aguarda o acordo grego a mais uma ronda de crueldade social - descida de 20% do salário mínimo, redução de 15% de complementos de pensão, despedimento de 150 mil funcionários públicos até 2014, etc-,

o duo Merkozy arranjou forma de prevenir um incumprimento da Grécia, que afectaria o sistema financeiro europeu, sem aligeirar a pressão.

Aparentemente, a troika irá disponibilizar os fundos necessários ao pagamento dos credores gregos directamente, sem interferência de Atenas.

Os restantes fundos, que cobrem o défice orçamental e, portanto, pagam salários, pensões, saúde e educação, ficarão cativos até que o governo grego ceda às condições impostas.

Ou somos todos gregos hoje, ou ver-nos-emos gregos amanhã.
(vamos já aprender a dançar «sirtaki»... e a acertar no alvo...)

(-por NunoTeles, Ladrões)


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