A proletarização da classe média e o desaparecimento da classe operaria.
O protesto contra os cortes dos subsídios de férias e de Natal são razões, mais que suficientes, para mobilizar os funcionários do Estado. Só o senhor Passos Coelho poderia achar piegas protestar contra tais furtos.
Se associarmos a esses, significativos, rombos no orçamento familiar, os efectuados em sede de impostos (directos e indirectos) cuja enumeração se tronaria fastidioso aqui elencar ou mesmo impossível, tão abrangente é essa carga de extorsão económica e social, que apenas se relembram os aumentos na saúde, medicamentos, transportes e IVA. Só quem esteja a soldo de interesses da finança especuladora acha pieguice a reclamação.
O pior de tudo isto é que a maioria da população, sobretudo os que já não dispõem de meios para sobrevir com o mínimo de dignidade, já não dispõem de condições para se deslocarem a manifestações.
Não admira, pois, que hoje no Terreiro do Paço não se tenham visto mais do que os trabalhadores da administração local, os funcionários públicos e professores. Os trabalhadores das empresas, que noutros tempos mobilizavam as cinturas indústrias, desapareceram.
Os tempos mudaram profundamente, provavelmente demasiadamente profundo. Está visto que a classe media se proletarizou e os proletários dizimados, foram excluídos social e economicamente. Os pobres são actualmente a maioria da população portuguesa, deve estar satisfeito, muito contente quem afirmou que o país teria de empobrecer, conseguiu!
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