5 comentários:
De Alemães e capataz de servos mansos. a 13 de Fevereiro de 2012 às 12:15
Lusito presta vassalagem aos Teutões

- Senhor Schauble, com o devido respeito, dá-me licença?
- Lá vem você outra vez! O que é quer agora? Cambada de "piegas", pá. Já lhe emprestámos a massa, quer mais?
- Com o devido respeito, Sr. Schauble, esteja descansado, não venho pedir nem mais dinheiro nem prazo maior, “o povo é sereno”, e ” custe o que custar” levá-lo-emos ao "empobrecimento". Obrigá-lo-emos a "sair da zona de conforto" e a "emigrar"…
- Não se esqueça que só aceitamos emigrantes com curso superior…


- … E ainda poderemos cortar o 12º, o 11º e até o 10º mês na função pública.
- Sendo assim, dou um jeito. Mas cuidadinho não se armem em gregos, sempre a protestar e até a falar do que não devem, de dívidas da 2ª Guerra Mundial, que matámos 500 mil gregos e roubámos tudo e outros disparates. Todos sabem que não fui eu, foi o Hitler. Então os gregos que peçam contas ao Hitler.
- Com o devido respeito, Sr Schauble, "nós não somos a Grécia", desculpe se incomodei? Eu e o Pedro...
- O Pedro ?
- O rapaz de Massamá, eu e o Pedro “agradecemos muito”. Posso tratá-lo por Wolfgang?
- Está bem, pronto, vá lá… mas desampare-me a loja!
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Nota: Link para o video da TVI
Lusito. Organização da Mocidade Portuguesa
*Lusitos, dos 7 aos 10 anos; * Infantes, dos 10 aos 14 anos; *Vanguardistas, dos 14 aos 17 anos; * Cadetes, dos 17 aos 25 anos.

Etiquetas: crise da dívida., Ministro das Finanças, Victor Gaspar, Wolfgang Schauble
(# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra)


De .Desaparecer a Classe Média... e equilib a 13 de Fevereiro de 2012 às 11:32
“A classe média está a ponto de desaparecer, como factor de equilíbrio indispensável da nossa sociedade”
-- • Mário Soares, Cimeira quase inútil:

‘E Portugal? Devo reconhecer que a DEGRADAÇÃO da situação portuguesa me preocupa imenso.
Sei que o atual Governo tem apenas um pouco mais de seis meses de vida. E, como diz o povo, "Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Mas é PERIGOSO não ter uma estratégia clara, quanto ao futuro, para dar alento aos portugueses, na situação tão difícil em que se encontram. Ora, o Governo, parece tão-só OBEDECER à troika.
A qual, aliás, se comporta, sem pudor, como se fosse ela a governar. Não é.
Porque cumprir o acordo assinado é uma coisa; ultrapassá-lo, modificá-lo, segundo os interesses e ir além dele, para agradar ou ser "bom aluno", é outra, muito diferente.
Portugal, para além de não deixar de ser um Estado soberano, deve comportar-se como tal. Sobretudo, quando está em jogo a defesa dos INTERESSES portugueses.
É óbvio que a austeridade é necessária, mas está longe de ser tudo. Hoje, todas as pessoas, com bom senso, reconhecem que sem pôr um travão à RECESSÃO e ao DESEMPREGO não iremos a parte nenhuma. (…)

A CLASSE MÉDIA está a ponto de DESAPARECER, como factor de equilíbrio indispensável da nossa sociedade.
Os cortes no Serviço Nacional de Saúde e noutras conquistas sociais são tremendos para os desempregados ou para os pensionistas com pouco dinheiro.
É, por isso, indispensável valer às PESSOAS em estado de verdadeira NECESSIDADE, custe o que custar, como disse o primeiro-ministro, a respeito do cumprimento das instruções da troika.
Porque a troika tem na sua estrutura representantes de três instituições, duas das quais já não pensam só na austeridade, mas também no crescimento e na criação de mais EMPREGO. São o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu.
Portanto, as instruções da troika vão necessariamente mudar. É uma questão de tempo.

Sempre fui CONTRÁRIO, neste momento de crise, a fazer PRIVATIZAÇÔES. Mas já se fizeram duas, sem qualquer debate prévio e sem se saber o que o Estado português ganhou com elas.
Foram, aliás, verdadeiras nacionalizações feitas por empresas de Estados que não primam, por ser democracias.
O que ganhou com isso o povo português? E Portugal? Era importante sabê-lo.
Julgo que o Governo não quer destruir o nosso Estado, não só no plano económico como também geoestratégico. Mas é isso o que parece.

É, pois, necessário que o Governo - não obstante a legalidade que tem, vinda do voto popular - e os partidos que o compõem expliquem claramente ao nosso povo para onde o conduz a política até agora seguida.
Será que em vez de emagrecer o ESTADO, como disse querer fazer, está pura e simplesmente a DESTRUÍ-lo? Que tremenda responsabilidade !
Note-se que, ao contrário do que se diz, há muito dinheiro a circular e a ir para o estrangeiro. Mas não se sabe como nem por quem.
É como a economia paralela. Com os cortes cegos, o dinheiro esvai-se sem se saber como nem porquê...’

(-por Miguel Abrantes em 7.2.12 CamaraCorporativa)


De 'mercados': baixar salários...até escrav a 13 de Fevereiro de 2012 às 10:52
A leitura do Engº Mira Amaral...
(por http://anapaulafitas.blogspot.com/ 11.2.2012)

O Engº Mira Amaral, na edição desta semana do Expresso da Meia-Noite, na SIC Notícias, teve uma prestação que vale a pena registar.,, porém, como ainda é cedo para poder divulgar as suas declarações, (já que a edição do programa ainda não está disponível), sugiro que, se não assistiram à emissão, fiquem atentos e a procurem...
porque Mira Amaral explicou, por outras palavras, o que, há tempos, aqui escrevi, ao dizer que

o decréscimo dos salários a partir do agravamento da crise e da incapacidade política em proteger os direitos dos trabalhadores, é uma estratégia dos mercados para obter, no Ocidente, um cenário de mão-de-obra barata, capaz de competir com os mercados dos países há pouco sub-desenvolvidos e agora, "em emergência"... e disse mais!...

disse, com objectividade e desassombro, que, face à concreta fragilidade das economias nacionais, Portugal só tem, relativamente à Roménia, a vantagem de dominar melhor o inglês e de estar um bocadinho mais habituado às regras do mercado...

"para bom-entendedor, meia-palavra basta" - diz o povo com razão e o Engº Mira Amaral é um bom-entendedor...
resta-nos perceber o significado das suas palavras que a realidade sustenta... infelizmente, claro!... para todos!


De LEVANTAR, UNIR e LUTAR em toda Europa. a 13 de Fevereiro de 2012 às 10:42

«O Povo é sereno »...x.. «Peoples of Europe RISE UP ! » ( Povos da Europa LEVANTEM-SE ! )

------Ana

Um apelo que faz cada vez mais sentido.

Combater o que de errado tem a hipócrita globalização financeira dos senhores do mundo com a globalização dos povos contra esta visão de vida -
despedimentos, recuos sociais vários e profundos, legislações laborais manhosas, velhos empecilhos e descartáveis, emigração de jovens qualificados.
E esta imposição de CULPA e do MEDO.

Peoples of Europe! Rise up!

-----Luís Manuel Silva Ferreira
Eu concordo que se proteste pacificamente.
Sou pelo diálogo, enquanto ele é possível, porque com estes capitalistas "senhores do mundo" e com aqueles que os seguem não há possibilidade de diálogo.

sou contra à violência, ainda assim compreendo que ela exista em situações limite.
Por exemplo na Grécia, neste momento estão a acontecer pilhagens , incêndios, violência, etc. mas em situações de desespero pode acontecer.

Se me tirassem o pão da boca, o posto de trabalho de um dia para o outro, eu iria reagir e não se sabe como.

Aproveito para deixar um abraço a todos os que na Europa lutam contra à tentativa de instalaçao deste modelo de sociedade baseado no trabalho sem regras, na exploraçao e no consumo desenfreado e por vezes obrigatório, ou seja numa nova forma de escravatura.

Mando também um forte e solidário abraço aos meus irmãos gregos nesta hora difícil para eles, daqui a algum tempo poderemos ser nós.

-----

Podem ter a certeza... nós portugueses vamos a seguir , e depois os espanhois, italianos, ...
se não nos UNIRmos e LUTARmos pelas causas comuns, seremos, um a um, derrotados e escravizados !

? Sabiam que desta vez na praça Sintagma a POLÍCIA utilizou (entre bastonadas, gás lacrimogéneo, cães, ...) ARMAS LASER cuja luz provoca nauseas e cegueira... (parece que só usando reflectores/espelhos é que pode haver alguma protecção...).?!!

fonte:
vídeo STOPCARTEL TV-GR e comentários/chat ... Watch live streaming video from stopcarteltvgr at livestream.com
via:
«Em directo da Grécia, onde se luta pela dignidade e pela democracia contra a ditadura da troika»
(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 10.2.2012)


De GREGOS de todo o mundo: UNI-vos. a 13 de Fevereiro de 2012 às 10:39
Somos todos gregos

A austeridade da troika DESTRÓI literalmente a saúde dos gregos, uma crise humanitária que se regista sempre que privatização, destruição dos serviços públicos de saúde e aprofundamento da injustiça social se combinam.
O DESEMPREGO triplica em três anos, atingindo mais de 20%, com o sector público contribuir com cada vez força para este problema.
A FOME e a desnutrição infantil regressam.
Exige-se um corte de mais de 20% no salário mínimo, o que só aumentará a POBREZA LABORAL e deprimirá ainda mais a procura.
Destrói-se a CONTRATAÇÂO COLECTIVA e garantem-se anos a fio de perda generalizada do poder de compra.

Para uma certa opinião tudo isto, que é o que importa, são danos colaterais, porque os interesses dos credores devem ter sempre prioridade na definição das políticas, custe o que custar.
Tem a palavra a jornalista Eva Gaspar do Negócios:
“Nesta fase do drama grego, dar estatuto prioritário aos credores não É ROUBAR mais soberania da Grécia. É pedir mais responsabilidade a quem a vai governando. É pôr as coisas em pratos mais limpos.”

A combinação de incompetência e de ideologia produz resultados desastrosos. Ponham antes os olhos nesse farol da esquerda que é o Financial Times e em Wolfgang Munchau, que ocupa aí o lugar que Eva Gaspar ocupa no Negócios, comentando questões europeias.
Um mundo de diferença:
a AUSTERIDADE europeia é um FRACASSO total, o incumprimento é inevitável e depois dele o fundo de resgate tem de ser aumentado e usado para reconstruir a economia dentro do euro, caso contrário a saída da Grécia da Zona Euro tornar-se-á politicamente inevitável.
E, claro, diz Munchau, PORTUGAL está na mesma DESOLADORA situação.

Enfim, saímos dos limites fixados pelos jornais económicos e leiamos um excelente artigo de Stathis Kouvelakis na New Left Review sobre
a crise do capitalismo na Grécia e sobre os impasses estratégicos da esquerda grega.

A ESQUERDA grega que não alinha com o PASOK (o PS local), com mais de 40% nas intenções de voto, está destinada a desempenhar um papel cada vez mais importante.
A Grécia ainda pode mostrar o caminho ao resto da Europa.
Haja esperança.
(-por João Rodrigues , Ladrões de B., 12.2.2012)


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