De GREGOS de todo o mundo: UNI-vos. a 13 de Fevereiro de 2012 às 10:39
Somos todos gregos

A austeridade da troika DESTRÓI literalmente a saúde dos gregos, uma crise humanitária que se regista sempre que privatização, destruição dos serviços públicos de saúde e aprofundamento da injustiça social se combinam.
O DESEMPREGO triplica em três anos, atingindo mais de 20%, com o sector público contribuir com cada vez força para este problema.
A FOME e a desnutrição infantil regressam.
Exige-se um corte de mais de 20% no salário mínimo, o que só aumentará a POBREZA LABORAL e deprimirá ainda mais a procura.
Destrói-se a CONTRATAÇÂO COLECTIVA e garantem-se anos a fio de perda generalizada do poder de compra.

Para uma certa opinião tudo isto, que é o que importa, são danos colaterais, porque os interesses dos credores devem ter sempre prioridade na definição das políticas, custe o que custar.
Tem a palavra a jornalista Eva Gaspar do Negócios:
“Nesta fase do drama grego, dar estatuto prioritário aos credores não É ROUBAR mais soberania da Grécia. É pedir mais responsabilidade a quem a vai governando. É pôr as coisas em pratos mais limpos.”

A combinação de incompetência e de ideologia produz resultados desastrosos. Ponham antes os olhos nesse farol da esquerda que é o Financial Times e em Wolfgang Munchau, que ocupa aí o lugar que Eva Gaspar ocupa no Negócios, comentando questões europeias.
Um mundo de diferença:
a AUSTERIDADE europeia é um FRACASSO total, o incumprimento é inevitável e depois dele o fundo de resgate tem de ser aumentado e usado para reconstruir a economia dentro do euro, caso contrário a saída da Grécia da Zona Euro tornar-se-á politicamente inevitável.
E, claro, diz Munchau, PORTUGAL está na mesma DESOLADORA situação.

Enfim, saímos dos limites fixados pelos jornais económicos e leiamos um excelente artigo de Stathis Kouvelakis na New Left Review sobre
a crise do capitalismo na Grécia e sobre os impasses estratégicos da esquerda grega.

A ESQUERDA grega que não alinha com o PASOK (o PS local), com mais de 40% nas intenções de voto, está destinada a desempenhar um papel cada vez mais importante.
A Grécia ainda pode mostrar o caminho ao resto da Europa.
Haja esperança.
(-por João Rodrigues , Ladrões de B., 12.2.2012)


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres