5 comentários:
De .fraquezas do Sindicalismo... CGTP e UGT a 9 de Julho de 2012 às 13:17

NEM CONFORMISMO NEM HIPERATIVISMO SINDICAL !

A nova direção da CGTP saída do Congresso de janeiro ficou com uma missão difícil pela frente.
Um país a empobrecer e um ataque ao mundo do trabalho sem igual nos anos de democracia!

Para piorar as coisas, e após uma greve geral conjunta, a CGTP viu a UGT assinar um acordo social considerado por muitos especialistas a entrega de bandeja ao patronato de algo que há muito este reivindicava como seja
a facilitação dos despedimentos e trabalhar mais e mais barato e com larga flexibilidade nos horários!

Com a situação social a degradar-se e o medo do desemprego nas empresas, os sindicatos da CGTP têm uma vida difícil!
A mobilização fica aquém do esperado tanto nas empresas como na rua!
A UGT vai negociando, ou melhor, aceitando o menos mau e clamando dos incumprimentos deste governo!
Na prática o conformismo!

Neste momento temos as duas centrais sindicais num caminho totalmente divergente.
A UGT preferindo os confortáveis gabinetes do governo
e a CGTP votada para um hiperativismo sindical na rua, com milhares de manifestações, muitas delas apenas de dirigentes sindicais.

Estes dois caminhos extremos podem levar ao descrédito sindical perante os trabalhadores e a um beco sem saída.
Tanto a negociação pela negociação como
a luta pela luta conduzem ao desgaste dos quadros e estruturas,
bem como a um frenesim limitativo do pensamento estratégico.

A UGT ao acomodar-se á negociação com o poder, e ao retrato para inglês ver, vai perdendo o respeito de uma grande parte do bloco dirigente e governamental e, claro, dos trabalhadores sindicalizados nos seus sindicatos.

A CGTP, com o seu frenesim sindical, embora indo ao encontro da sua ala mais radicalizada,
vai chegar a situações difíceis de gerir como temos visto nos últimos dias em manifestações que visam ministros e Presidente da República!


Como descalça a bota uma CGTP tão preocupada em demarcar-se das manifestações mais radicalizadas dos movimentos de trabalhadores precários e de outros movimentos afins?
Mas por acaso podemos brincar com o fogo sem nos queimarmos?
Para onde nos leva a atual direção da CGTP sob a liderança de Arménio Carlos?
Os protestos legítimos dos trabalhadores devem visar mudanças reais e ganhos para os trabalhadores.

Caso contrário, alguns, e já são muitos, vão arreando as bandeiras!
Neste momento nada pior que uma outra divisão nos trabalhadores:
um setor sempre em luta e um outro que nem se mexe!
Unir para resistir é a grande prioridade!
Mas, unir exige sabedoria e saber ouvir….
a direção atual da CGTP sabe ouvir ?
(e a direcção da UGT sabe resistir ?
e os trabalhadores sindicalizam-se, sabem defender-se e lutar por interesses colectivos ...? )


(-por A.Brandão Guedes , 2.7.2012, BemEstarNoTrabalho)


De 'Manual' e dar poder aos Cidadãos. a 13 de Março de 2012 às 10:05
Movimento 12 de Março quer criar academia da cidadania

Os promotores do Movimento 12 de março (M12M) pretendem criar uma academia da cidadania, “para explicar às pessoas o que é a democracia”.
A revelação foi feita hoje (12.3.2012) à Agência Lusa por uma das dirigentes do coletivo, a realizadora Raquel Freire, durante uma ação em Lisboa para assinalar o aniversário da manifestação que, há um ano, na capital, mobilizou mais de 300 mil pessoas.

“O ativismo aprende-se”, justificou a cineasta, explicando depois que a academia propõe-se “dar formação específica” a grupos populacionais tão distintos como crianças, mulheres ou trabalhadores precários.

Pretende ainda produzir um manual para ensinar as pessoas a concorrerem às eleições autárquicas, através da criação de movimentos de cidadãos.

“Temos que perder o medo e assumir a responsabilidade”, acrescentou Raquel Freire.

A ação de hoje à tarde, junto à Loja do Cidadão, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, foi apenas convocada uma hora antes através da rede social Facebook e resumiu-se a quatro ativistas a distribuírem folhetos aos transeuntes.

“O objetivo é pôr as pessoas a falar. Esse é o primeiro passo da resistência ”, resumiu Alexandre Sousa Carvalho, um dos participantes e fundador do M12M.

Raquel Freire apresentaria outro mote, pouco depois: “Uma ação política por dia, não sabe o bem que lhe fazia”.

“Estamos a apelar às pessoas para que façam elas mesmas”, insistiu Alexandre Carvalho ao recordar que o manifesto recentemente apresentado pelo Movimento propõe às pessoas a formação de listas para “assaltarem as autarquias” nas eleições locais do próximo ano.

Questionada sobre o que retém nos contactos com as pessoas na rua, Raquel Freire responde quase automaticamente: ”O medo. É a palavra que mais se ouve”.

“As pessoas têm medo da miséria, de perder o emprego” e estão “desiludidas e enraivecidas”, sintetiza.

(-Diário Digital com Lusa, 13.3.2012)


De .Alternativa e união de esquerda. a 12 de Março de 2012 às 10:41
Novo Partido MAS está lançado (para unir PCP, BE e Socialistas)

O Movimento de Alternativa Socialista (MAS) foi apresentado este sábado, na Voz do Operário, em Lisboa, e quer reunir com o PCP. Não pretende ter nada a ver com o PS, nem de José Sócrates nem de António José Seguro, mas convida socialistas.

O rosto principal é o de Gil Garcia que, acompanhado de 217 dissidentes do BE, pretende fundar um novo partido. O processo de recolha das 7500 assinaturas exigidas pelo Tribunal Constitucional começa hoje e o ex-bloquista calcula que esteja concluído até ao Verão. Depois, fica a promessa de um pedido de audiência com os comunistas.

Os argumentos são simples. PCP e BE recusam a troika, a austeridade, às alterações à legislação laboral, o corte de vencimentos e subsídios, mas resistem ao entendimento. “Porque é que estão juntos nas votações no Parlamento em muitas matérias e não conseguem apresentar uma proposta de governo conjunta?”, pergunta o líder da Ruptura/FER, que irá apostar em trilhar um caminho de aproximação ao partido liderado por Jerónimo de Sousa.

Há anos em “rota de colisão” com o partido de Francisco Louçã, Garcia confessa ao PÚBLICO que a “gota de água” foi o apoio formal do BE a Manuel Alegre para a Presidência da República, nas eleições de 2011. O MAS quer agora trazer de volta “um partido de causas fracturantes”, como era o BE no início, defende Garcia, e surge para “obrigar os partidos de esquerda a repensar uma unidade e entendimento à esquerda”, eventualmente com socialistas mas sem o PS.

Como causa fracturante, e motor de distanciamento da actual direcção do BE, Garcia elege a suspensão temporária do pagamento da dívida, e não a sua simples renegociação, para que a economia possa crescer e combater o flagelo de “um milhão de desempregados”.

“O país está a ser espremido pelo actual ministro das Finanças, canalizando tudo para o pagamento da dívida e a pagar os juros da dívida, o país não sai da crise”, justifica o ex-bloquista.

Quanto ao futuro do BE, o prognóstico de Garcia é reservado. Com a saída de Francisco Louçã, que prevê que abandone a coordenação do Bloco no final de 2012, o líder da Ruptura/FER diz que o partido ficará “numa encruzilhada” e num “beco sem saída” da responsabilidade da actual direcção.
(- por Rita.B.Guerra, Público, 11.3.2012


De - Dívidas iligítimas NÃO PAGAR. a 12 de Março de 2012 às 09:29
------- "As Dívidas Ilegítimas" - titulo de livro

Uma publicação recente (Fevereiro ) de Temas e Debates - Círculo de Leitores sobre o neoliberalismo, de François Chesnais, professor de Ciências económicas na Universidade Paris-XIII.

Trata-se de um livro importante para se penetrar na história do neoliberalismo.

O título decorre do capítulo 3 onde o autor aborda entre outros temas a crise grega, as características do euro e o BCE , as formas perversas de integração entre países membros do euro,a questão da reestruturação da dívida e o papel da auditoria.

O livro não é só isto, pois nos capítulos anteriores outros temas são tratados como a crise da dívida europeia e a crise mundial, o poder da finança, o papel dos bancos etc.

Trata-se de um livro de leitura acessível e bastante claro

Etiquetas: banca., Dívida pública, neoliberalismo, poder da finança
# posted by Joao Abel de Freitas @ 2012-03-09
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------ Portugal e a Grécia com muito de comum a analisar

"É de loucos que Portugal não estude as opções que a Grécia teve" afirma Mitu Gulati.
Quem é este senhor?

Se a resposta vier do campo do governo actual, este académico reputado como um dos especialistas mundiais de reestruturações de dívidas de países não passaria de um "perigoso comunista" porque aquela velha táctica de quem não tem as nossas ideias, durante 50 anos tão solidificada em Portugal com Salazar e Caetano, ainda pega.

Este académico dá uma entrevista ao DN de hoje e hoje também fala na U.Católica desdiz que não é pelo facto de um País reestruturar a dívida que fica afastado dos mercados financeiros e dá dois exemplos de sucesso. O Uruguai que voltou aos mercados menos de um ano depois de reestruturar a sua dívida e a Argentina.

Por conseguinte, mais uma vez, os defensores da não reestruturação da dívida portuguesa não têm razão em querer resolver os problemas da dívida pela austeridade que em nada resolve e o caso da Grécia ensina-nos bem isso e tentam enganar-nos com falsos argumentos como o afastamento dos mercados.

Agora que o processo de reestruturação é complexo e a exigir muitos punhos de renda e firmeza é um facto.

Etiquetas: Grécia, Portugal, Reestruturação dívida
# posted by Joao Abel de Freitas


De .Comité contra a Dívida ilegítima. a 13 de Março de 2012 às 11:07
SOBRE as dívidas ilegítimas

A Grécia é o único país que criou o comité grego contra a dívida e já conta com vários comités locais.

O que pretende este comité?
Forçar uma AUDITORIA da dívida pública grega.

Sem transcrever na íntegra os objectivos definidos pelo comité grego e que vêm publicados no livro referido no poste "As Dívidas Ilegítimas". cito alguns:

" o primeiro objectivo de uma auditoria é clarificar o passado...
Que aconteceu ao dinheiro de um determinado empréstimo, sob que condições foi acordado esse empréstimo?
Quais os juros que foram pagos, a que taxa, que parte do capital foi já reembolsado?
Como é que a dívida aumentou sem que tal beneficie o povo?
Que caminhos seguiram os capitais?
Que parte foi desviada por quem e como?....

Como é que dívidas privadas se tornaram "públicas"?"

O texto é bastante maior.
Muitas/todas estas questões aplicam-se sem necessidade de qualquer adaptação à situação portuguesa

(# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra)


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