Quem manda ... (em)pilhar pessoas

          Quem manda ?      Diz-me quem tem todos os apoios públicos, nacionais e europeus, quem tem toda a capacidade para transferir o stress para os outros, e eu digo-te quem detém todo o poder na economia política. Bancarrotocracia é o seu nome. As suas expressões são múltiplas. O Expresso desta semana aponta algumas: a banca portuguesa é a que cobra taxas de juro mais elevadas na zona euro, ultrapassando mesmo a banca grega, para empréstimos a empresas até 250 mil euros; é claro que esta expropriação financeira também se estende às famílias.
      De resto, esqueçamos a alternativa que Luciano Amaral propõe à socialização efectiva da banca: a “disciplina de mercado” foi tentada aquando do Lehman Brothers e durou dois dias, deixando a economia mundial à beira do colapso. Concentremo-nos antes na sua interpretação da sugestão de Fernando Ulrich, um dos operacionais mais importantes do regime, de se privatizar parcialmente a CGD:
    “Mas repare-se que a sugestão não é privatizar todo o capital da Caixa, apenas ‘uma parte’.  Assim percebe-se melhor: uma vez cotada, a Caixa poderia adquirir bancos, fundir-se ou ser adquirida. E como seria excelente para qualquer banco dito ‘privado’ colocar-se sob a sombra protectora da montanha de depósitos da Caixa e da garantia estatal que a protege e não precisa de ser accionada nem tem custos de comissão. Tinha a vantagem de ser mais explícito do que a ficção actual.”   (-

   Stack 'em up, Joe 

     A solução do Governo para o envelhecimento da população está encontrada: apressar o fim dos velhos. Agora, a "social" cinderela da lambreta, uma das estrelas da companhia emprestadas pelo CDS, vai - repare-se, o DN noticia já uma medida para mais logo - anunciar a criação de 10 000 vagas em lares de idosos. E como? Vai construir mais lares? Construir mais quartos em lares? Ampliar os quartos dos lares para caberem mais idosos? Não. Vai simplesmente colocar mais uma cama nos quartos existentes. É o chamado sistema "empilhadeira" - mas imagino que o preço a pagar pela estadia se mantenha.

     Este país já não era para novos - emigrem. Agora prova-se que também não é para velhos. Pela gripe, pela pobreza, pelo aumento do preço dos serviços básicos de sobrevivência para doentes crónicos - a famosa ideia da hemodiálise paga a partir dos setenta -, um dia este Governo há-de conseguir conquistar o admirável mundo novo: cinco milhões de jovens e saudáveis empreendedores, sem pieguices nem reclamações, votando no PSD/CDS. Os outro cinco milhões?  Temos pena.   (-por Sérgio Lavos)



Publicado por Xa2 às 19:17 de 12.03.12 | link do post | comentar |

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