Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

Como em 2020 já não haveria dinheiro para pagar as reformas, dado que uma elevada quantidade de velhos (sobretudo velhas - as mulheres têm/tinham maior esperança de vida) teimam em não querer morrer, então o actual governo pensou e implementou uma solução.

Através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), supostamente público e tendencialmente gratuito (pelo menos é assim que está escrito na constituição - art.º 64º), o governo recusa, através do encerramento de centros de saúde, da implementação de elevadas taxas moderadoras, de corte nos transportes dos doentes, de proibição de cirurgias e outros tratamentos hospitalares, os reformados, pouco tempo depois de terem conseguido o direito ao mais que merecido repouso, vão definhando até as suas mortes chegarem.

Dois casos graves, conheço eu, de recusa de intervenção cirúrgica pela administração de um hospital de Lisboa, com a justificação de serem de custo elevado e os pacientes (pela sua idade ou falta de relevo pessoal) foram considerados insignificantes para o esforço a despender pelo SNS. Ao que chegamos!

Assim, o actual governo, na ânsia de ir mais além do que a própria tróica, para salvar os bancos e o sistema de agiotagem, não se coíbe de mandar emigrar jovens licenciados e trabalhadores indiferenciados além extinguir reformados e pensionistas. Já não é caso para se dizer, perdão escrever, “e viva o velho!”.



Publicado por Zé Pessoa às 14:25 | link do post | comentar

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