Oposição
 
O que o jornal EXPRESSO diz, que deveria dizer o PS, enquanto oposição

Na oposição, Passos exigia um corte nos impostos dos combustíveis. Portas queria isso e mais. Agora dizem que não é com o Governo

Na semana em que o preço da gasolina voltou a bater máximos históricos, os partidos da coligação assumiram duas iniciativas: o PSD levou o presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) ao Parlamento; o CDS apresentou um projeto de resolução, coassinado pelos sociais-democratas, para que o Governo "sensibilize os revendedores de combustíveis para a necessidade imperiosa de aumentar a presença de combustíveis não aditivados no mercado". A audição de Manuel Sebastião — mais uma — serviu para o presidente da AdC repetir que nada pode fazer e que a redução dos preços dos combustíveis "não é possível, a menos que sejam tabelados". O projeto de resolução é a maioria parlamentar a lembrar ao Governo o que está no seu próprio programa sobre combustíveis low cost, remetendo, de caminho, as responsabilidades para os revendedores. A resposta do Executivo, essa, já era conhecida desde que o primeiro-ministro declarou que o preço dos combustíveis "não depende da intervenção do Governo".

Conclusão provisória: a chegada ao poder tornou bastante modestas as ambições do PSD e do CDS sobre a questão do preço dos combustíveis. Mas, quando estavam na oposição, Passos Coelho, Paulo Portas e os seus partidos tinham ideias claras sobre o que o Governo podia fazer para aliviar os bolsos dos contribuintes da fatura da gasolina e do gasóleo. Antes de junho de 2011, nem Passos nem Portas achavam que esta fosse "uma matéria que não depende da intervenção do Governo", e até exigiam a redução da carga fiscal (ver textos ao lado).

Passos propôs, preto no branco, a descida do IVA sobre os combustíveis e, uns dias depois, corrigiu o tiro e defendeu um corte no imposto sobre produtos petrolíferos. Portas foi mais elaborado. Num plácido sábado de maio de 2008, meteu-se num carro, cruzou a fronteira e, com os jornalistas atrás, só parou numa bomba de gasolina em Badajoz. Cruzou-se com dezenas de portugueses que iam à procura de combustíveis mais baratos. Da experiência concluiu que "a teimosia de Sócrates leva apenas a isto: Zapatero enriquece e agradece e perdemos todos nós".

O CDS foi o partido que mais se insurgiu contra o aumento dos combustíveis quando Sócrates governava. E não foi há 3 ou 4 anos — foi até vésperas das legislativas. Entre janeiro e abril de 2011 (quando o Parlamento foi dissolvido), todos os meses o CDS fez declarações no plenário sobre o assunto. A principal iniciativa foi um projeto de resolução com "várias medidas concretas no sentido de levar o Governo a agir nesta matéria", conforme então explicou o porta-voz do CDS, João Almeida. A principal reivindicação era "que o Governo reveja, com urgência, toda a política fiscal que incide sobre o preço dos combustíveis". Trata-se do mesmo CDS cujo projeto de resolução agora entregue no Parlamento parte do pressuposto de que o Governo não poderá "alterar a fiscalidade dos combustíveis" — por causa da troika. O mesmo partido que diz agora ter "noção de que o preço dos combustíveis depende do valor do barril de petróleo nos mercados internacionais e do cruzamento entre a curva de oferta e procura de combustíveis nesses mesmos mercados".

Mas havia mais três "medidas concretas" que o CDS propunha há um ano:

1) a publicação, "com urgência", de um decreto-lei específico para o subsector do petróleo;

2) a realização de um estudo por uma entidade independente, "suficientemente profundo sobre a formação do preço dos combustíveis, retirando conclusões muito concretas sobre a existência, ou não, de um clima de verdadeira concorrência.”

3) definir entre o Governo e as transportadoras as “medidas necessárias” para reduzir ao máximo possível o impacto da escalada dos preços no sector dos transportes.

O projeto do CDS descansa, até hoje, nos arquivos do Parlamento.

 

O que militantes do PS dizem e não deviam dizer

 

Mário Soares

 

Foi apanhado a 200 à hora na autoestrada (em carro do Estado conduzido por motorista). A resposta que deu às autoridades: "O Estado é que paga a multa."



Publicado por Izanagi às 23:30 de 08.04.12 | link do post | comentar |

4 comentários:
De (ex-)políticos GATUNOS !. a 9 de Abril de 2012 às 11:03
Portugal está cada vez mais um País Pobre, em que alguns conseguem ficar ricos !

ELES NÃO TÊM VERGONHA?. A MIM ATÉ ME CUSTA A CRER QUE ISTO SEJA VERDADE.

INFELIZMENTE É VERDADE !
(ex-)POLÍTICOS GATUNOS !!!

Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......???
Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.
Correcto???? Se pensa que não, vejamos:

EIS A LISTA :
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Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

----------
Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço) e Presidente do Conselho Executivo da FLAD

----------
Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, depois Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...) Aos 46 anos passou à situação de reforma, por incapacidade física; anos depois, aprece com novo "tacho",agora na EDP! Por isso, para alimentar este bando de tubarões, o preço da energia eléctrica nos custa os olhos da cara!...
Agora – Novo administrador da Comissão Executiva da EDP

--------
Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)
Antes - Ministra da Justiça, depois vogal do CA da CGD
Agora - Nova administradora da Comissão Executiva da EDP

---------
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

----------
João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).

----------
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES

--------------
Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, que queria e quer "abotoar-se" (não está resolvido) , em dobro, com os cinco milhões da cobrança do mês de Agosto na Ponte 25 de Abri, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA). O Estado Português e os fundos da União Europeia, custearam as obras da Ponte (faltam cerca de 200 milhões) para, depois entregarem a sua exploração a uns quantos capitalistas.Será que não seria mais vantajoso para os contribuintes portugueses que o Estado chamasse a si a responsabilidade do pagamento daquela verba, já que as receitas de portagem dão bem para amortização da dívida,em vez de estar a "engordar" uns poucos?

--------------
Eduardo Catroga:
Antes – Foi Vice Presidente da Quimigal, Presidente do CA da SAPEC e Ministro das Finanças do 12º Governo de Cavaco Silva
Agora – Novo Chairman da EDP, com mais de 600.000 € por ano, que acumula com Administrador não Executivo da NUTRINVESTE e do BANCO FINANTIA (não prescinde de receber todas as reformas e pensões a que tem direito, pudera também eu!!!!!!).
Era dos que vinha para as televisões dizer aos portugueses que tinham de fazere sacrifícios!

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Nogueira Leite: antes, desempenhou funções governativas; hoje está com um "tacho" de 20.000 € por mês, como administrador na Caixa Geral de Depósitos, que antes tinha 7 administradores e agora tem mais 4, em acumulação com mais 10 outros "tachos de administrador executivo em outras empresas. Falam contra o Estado (todos nós e, sempre que p+odem, "mamam" do Estado)... Vinha para as televisões dizer aos portugueses que tinham de fazer sacrifícios!

----------
Mira Amaral: antes ministro de Cavaco Silva, em diversos governos. Hoje, presidente do tristemente célebre BPN (o conhecido Banco do PSD), onde ocorreu o maior roubo de que há memória em Portugal (quase 10.000 milhões de euros). O que é feito dos ladrões? Onde está o dinheiro que roub


De (ex-)políticos LADRÕES ... a 9 de Abril de 2012 às 11:07
...
O que é isto ?
Cunha ?
Gamanço ?

É Portugal no seu esplendor .

...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar esta canalha nojenta !
Não te cales, DENUNCIA!

Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal.

(Eu faço a minha parte. Por mim estes sangue-sugas já os tinha posto a trabalhar na estiva...)

--Sabes quem é que tem a culpa desta roubalheira?

És tu, sou eu, somos todos nós, que permitimos todas estas situações.

--Como é que estes gatunos ainda nos pedem sacrifícios?
Será que continuamos a ser, como dizia um monarca português, um "País de bananas governados por ladrões"....ops, desculpem eu não queria escrever ladrões mas sacanas.


"Em nome dos cortes salariais e do roubo, do subsídio de férias e Natal, vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA! E PORQUE NÃO, EM PORTUGAL?

Exigimos:

Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%.

Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.

Limitar o salário dos cargos políticos, ao valor de 5 salários mínimos (+/- 2.500 ¤ ?)

Apenas poderão auferir UM salário.

Reforma para os políticos aos 65 anos de idade, como todos os outros portugueses.

ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!

Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...
JP


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