APÓS 38 ANOS

Portugal afunda-se fruto das escolhas políticas.
Será que este Povo merece comemorar a revolução dos
 

 

 
 
 


Publicado por Izanagi às 01:46 de 25.04.12 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Liberdade? a 27 de Abril de 2012 às 15:08
Era meu costume participar na assembleia extraordinária da freguesia, comemorativa do dia 25 de Abril, dia da implantação da liberdade, pois conforme alguém escreveu "não há mais do que isso para ser comemorado".

Este ano decidi, também, não participar visto que já nem a liberdade há para comemorar.

Como se pode comemorar algo que deixou de ser universal e que nem toda a gente no país pode gozar dela?

Acham que quem tem emprego precário ou que não tem pão para por na mesa (se é que tem mesa) pode comemorar a liberdade, que efectivamente não tem?


De Realizar a Democracia e Desenvolvimento. a 25 de Abril de 2012 às 20:09
As tarefas do 25 de Abril

Dos 3 D do 25 de Abril – democracia, desenvolvimento e descolonização –, o último, o da descolonização, é hoje o mais desafiante para um país semi-periférico numa situação a que o Miguel Portas certeiramente apelidou de PROTECTORADO europeu.

É também na libertação do euro-imperialismo, para usar outra expressão certeira, desta vez do Alexandre Abreu, que temos de pensar para SALVARmos a DEMOCRACIA e para podermos recuperar instrumentos de DESENVOLVIMENTO.

(-por Nuno Teles , Ladrões de Bicicletas)


De . Assoc.25 Abril, declaração: . a 27 de Abril de 2012 às 10:21

O 25 de Abril é de todos os que prezam a liberdade, a democracia e a paz social, não de quem usa bandeirinhas hipócritas na lapela
(-por Sérgio Lavos, Arrastão)

Manifesto "Abril Não Desarma", da Associação 25 de Abril,
recusando a associação dos militares de Abril às comemorações oficiais do Dia da Liberdade.
Os Homens que trouxeram a liberdade ao país mostram que o actual triunvirato Troika-PSD-CDS é contrário ao espírito de Abril.
Nem tudo pode passar. Nem tudo passará.

"Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.

Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.

Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.

Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.

A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!

Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.

Porque consideramos que:

Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.

Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.

O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.

O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.

Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.

O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.

Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:

- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;

- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;

Em conformidade, a A25A anuncia que:

- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;

- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;

- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.

Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.

Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.

Nesse mesmo sentido, declaramos ...


De "Abril Não Desarma". a 27 de Abril de 2012 às 10:25

O 25 de Abril é de todos os que prezam a liberdade, a democracia e a paz social, não de quem usa bandeirinhas hipócritas na lapela
(-por Sérgio Lavos, Arrastão)


Manifesto "Abril Não Desarma", da Associação 25 de Abril, recusando a associação dos militares de Abril às comemorações oficiais do Dia da Liberdade. Os Homens que trouxeram a liberdade ao país mostram que o actual triunvirato Troika-PSD-CDS é contrário ao espírito de Abril. Nem tudo pode passar. Nem tudo passará.

...

Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal.
Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo.
Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.

Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:

1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.

2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.

Viva Portugal!

ASSOCIAÇÃO 25 de ABRIL"


---------------
Entretanto, Mário Soares e Manuel Alegre anunciaram que também não estarão presentes. A continuar...


De Macacos ou cidadãos? a 25 de Abril de 2012 às 19:47
O mais grave problema que afecta todos os portugueses é que a falta do exercício de cidadania, a ausência , a demissão das pessoas (cidadãos) nos assuntos que directa ou indirectamente os afecta.

Costumo, com alguma frequência dar o exemplo comezinho do condomínio condomínio , para quem não saiba, é a compropriedades das partes comuns dos prédios em propriedade horizontal, propriedade por fracções ). Toda a gente quer ser proprietário e reclama da falta de limpeza ou dos elevadores avariados, mas toda a gente foge a assumir a responsabilidade da gestão das partes comuns. è a quela máxima do coça para dentro ou o coça de macaco.


De cortes de feriados e banalizações a 25 de Abril de 2012 às 18:18
NO 25 DE ABRIL: o sonho!

Há tempos tive um sonho que me incomodou muito, pese a pouca importância que normalmente dou aos sonhos, a maioria dos quais como acontece com toda a gente, nem me lembro no dia seguinte. Todavia, este ficou até ao meu levantar para o trabalho e não gostei nada!


Sonhei que um governo sem rosto queria suprimir o feriado do 25 de Abril.
As razões apresentadas eram as de sempre:
pouca gente comemorava a efeméride, era uma data histórica mas longínqua no tempo, o país precisava de mais trabalho, enfim, as novas gerações tinham outros eventos mais recentes para comemorar.
Sei que me esforçava todo para contrariar os argumentos apresentados, chegando a arfar e mexer-me violentamente na cama, falando palavras impercetíveis segundo me disseram mais tarde!

É óbvio que este sonho premonitório tem a ver com a nossa atual realidade política, nomeadamente com os cortes de feriados e com a banalização e ritualização da maioria, se não de todas, as comemorações!

As classes e grupos dominantes, para melhor atingirem os seus objetivos, procuram varrer da memória ou recuperar todos os acontecimentos carregados de subversão e rebeldia dos dominados!
Com um discurso aparentemente do bom senso, do lugar- comum, procuram retirar sentido ao que o povo em tempos deu sentido!

Todavia, os próprios adeptos de uma comemoração, neste caso do 25 de Abril, podem contribuir para o esvaziamento dessa mesma comemoração.
Em primeiro lugar pela ritualização do acontecimento. Um ritual que é muitas vezes o centro das comemorações.

A esquerda teima em ritualizar as comemorações do 25 de Abril mas tarda em retomar o processo da liberdade que em vários aspetos está em perigo e em retrocesso!
As condições em que vive hoje o país, devidas aos compromissos internacionais e a uma maioria política de direita quase radical, são de degradação das liberdades e direitos económicos e sociais.
Para a esquerda os direitos económicos e sociais são parte constituinte da liberdade.
Ora estes direitos estão a ser liquidados!

Neste quadro uma verdadeira comemoração de ABRIL é desenvolver um processo que altere a relação de forças, através de um compromisso social e político que permita um outro caminho para o País.
O caminho da dignidade, sem dúvida, mas também do crescimento, do combate á pobreza e ás desigualdades.
Sem este caminho a comemoração de Abril é puro ritual de velhos que comemoram apenas os sonhos passados!
Compete aos partidos políticos avançarem com este processo. Neste regime são os partidos os constituintes de alternativas de poder. Que andam a fazer?
(- por A.Brandão Guedes em Bestrabalho.blogspot.com)

Por isso, muito bem fez a '' Assoc.25 Abril '' (e vários 'históricos') que este ano decidiu boicotar as comemorações oficiais (PR-AR-Gov.) e fazê-lo junto do Povo.


De Zé T. a 25 de Abril de 2012 às 17:12
Concordo que a situação e os 'nossos governantes' (mas também a maioria dos eleitores...) desanimam, fazem desesperar ... e desacreditar na Política, na Democracia -Liberdade -Igualdade de direitos e acessos ...
mas continuo a pensar que Há Alternativa(s) e podemos/devemos ser cidadãos activos.


De MoKa a 25 de Abril de 2012 às 11:23
O problema é que, infelizmente, não há escolha política nos atuais representantes dos partidos políticos nacionais.
O 25 de Abril está por cumprir.
E jamais poderá ser cumprido com cravos.
Terá que ser cumprido com sentido de dever e honra.Que é uma «coisa» que pelos vistos acabou por cá!
E não a pena ter esperança. Porque a esperança só adia a resolução dos problemas que enfrentamos.
O que vale a pena é fazer alguma coisa para alterar este estado lastimoso a que nos deixámos chegar...


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