De (neo)Liberais de m... a 4 de Maio de 2012 às 13:33
DEO, ir além do PEC IV e do Memorando
(OJumento)

O governo está revelando um total desprezo pelos trabalhadores portugueses em favor dos empresários, está corrrendo o risco de conduzir o país para o conflito social, tudo porque pretende iludir os eleitores durante quatro anos, levando-os a aceitar a agenda económica da direita mais conservadora. O conjunto de medidas que o governo está a forçar os portugueses a aceitar não ´+e nem mais nem menos do que hoje seria Portugal se não tivesse havido 25 de Abril, Como não tem uma polícia política ao seu dispor a direita conservadora usa o medo da crise financeira para impor a sua política.

Chamar a esta política liberal é ofender o liberalismo, os liberais defendem a democracia enquanto esta gente trata a democracia como se fosse uma forma manhosa de ditadura, os liberais defendem a transparência enquanto esta gente fundamenta as suas políticas em mentiras, os liberis são defensores da concorrência enquanto esta gente é defensora de esquemas como os da EDP, os liberais defendem os mercados enquanto esta gente promove a compra de empresas privadas por outras empresas privadas usando o poder do Estado e substituindo o mercado por reuniões secretas entre os falsos liberais Gaspar e Borges e os representantes dos brasileiros endinheirados, os liberais defendem a propriedade privada enquanto esta gente não hesita em vender empresas estratégicas ao Partido Comunista da China desde que em troca os comunistas chineses ofereçam alguns lugares aos amigos.

O DEO (Documento de Estratégia Orçamental) é uma obra-prima da hipocrisia do governo, como assenta no dogma da infalibilidade do Chefe e este foi apanhado na ignorância, o que , aliás, sucede quase sempre que vai ao parlamento, foi necessário negar a existência de um PEC. Ainda bem que não se designa por PEC pois este DEO vai muito além de qualquer PEC ou do Memorando, tudo o que foi adoptado a título temporários para cobrir falsos desvios foi consolidado como medidas definitivas ou quase definitivas.

O que o governo pretende com o DEO é consolidar num documento aprovado em Bruxelas a estratégia de Passos Correia e de Gaspar de ir muito além da Troika. Iniciam com um memorando, inventam desvios para irem muito além do memorando e agora inventam o DEO para que deixe de existir um memorando e passe a haver o DEO, só que o DEO já não é a estratégia da troika mas sim a do Gaspar.

É preciso dizer basta, em Portugal há uma democracia, os portugueses não foram todos acometidos da doença de Alzheimer e uma maioria parlamentar não se substitui Às eleições legislativas. O mandato deste governo é o que resulta das eleições legislativas, dos compromissos internacionais e do programa de governo feito com base no programa eleitoral. Desde então a crise internacional não se agravou, não ocorreu qualquer grande calamidade, pelo que se o Governo quer adoptar medidas para além a actual legislatura, consolidando-as em negociações internacionais terá de ter uma legitimidade maior do que a que decorre da maioria parlamentar, ou vai a eleições ou consegue um consenso mais alargado.

Não está em causa aceitar ou não a agenda do Gaspar, está em causa o bem-estar da generalidade dos portugueses, o seu modo de vida, um modelo social e a paz, bens demasiado valiosos para que um qualquer Gaspar ou Passos Coelho os possa pôr em causa usando a chantagem sobre um povo e sobre a própria democracia.


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