De .Dumping: arrasar p. monopolizar. a 10 de Maio de 2012 às 15:13

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. DUMPING é uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando comprovado. Esta técnica é utilizada como forma de ganhar quotas de mercado.

Como exemplo, pode-se constatar a prática de dumping se a empresa A, localizada no país X, vende um produto nesse país por US$ 100 e o exporta para o país Y por US$ 80, sempre levando em consideração a existência de condições comparáveis de comercialização (volume, estágio de comercialização, prazo de pagamento etc.)

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O dumping é proibido porque destrói a concorrência"

Imaginemos um grande empresa capaz de suportar prejuízos por longos períodos. Se essa empresa vender abaixo dos preços de custo irá ter prejuízo, mas irá forçar os seus concorrentes directos a vender também abaixo do preço de custo... ou a não vender. As empresas mais frágeis irão resistir menos tempo e acabar por falir primeiro. A grande empresa terá eliminado assim a concorrência pelo processo de "dumping". O dumping é portanto o processo de venda abaixo do preço de custo por um período de tempo suficientemente longo para liquidar a concorrência. Falar de dumping referindo-se a uma situação pontual, de uma promoção em um dia específico, é de quem não sabe o que está a dizer.

"Em Portugal não nos faltam - fiquemos na eletricidade - exemplos do preço que pagamos por monopólios privados."

É verdade, estamos até a pagar a preço de ouro a energia eólica que os amigos do Eng. Sócrates produzem. Isto sim, um verdadeiro roubo, obrigar o consumidor a comprar algo que ele não quer comprar, com lucros fabulosos para as empresas amigas dos governantes de então.
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Tocaste no fundamental

Não se pode é confundir liberalismo económico - que faz falta numa sociedade que se pretende livre, justa e redistributiva - com selvajaria.

Obviamente que esta monopolização da grande superficie, não existe por essa Europa onde há muito mais respeito pelos actores económicos, apesar de aparentemente as sociedades serem mais liberais.

E um liberalismo desmiolado e desregrado que existe em alguns sectores da nossa sociedade, aplicado a um país pobre como o nosso, tende a criar este miserável fosso entre uns e outros, ficando à mercê de uns tubarões que logicamente aparecerão em vorazes cardumes, aqui e ali.
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Slint
Adoro estas pessoas que falam da URSS como se lá estivessem estado mas depois no final de contas leram tudo o que sabem num artigo da Time na altura do Red Scare ou algo do género.

Mas por acaso acho que sim, anarco-capitalismo é que é o caminho, não devia haver regulamentos, nem impostos, cada hipermercado cobra o que lhe apetece, tipo a gasolina claro que obviamente depois todos combinam os preços tipo as gasolineiras
e depois aparece a malta democra-cristã a dizer "ahhh não podemos fazer nada, nós não decidimos os preços" sim é verdade não podem fazer nada, porque se fizessem estavam a ir contra aquilo que defendem do mercado sem regras e para aumentar o preço do petroleo basta uma mosca peidar-se na arabia saudita para haver logo escandaleira, então como seria nos hipermercados?
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