Viva a Europa dos Cidadãos !

A  EUROPA  não quer  ser  sangrada !

 
Hoje, os europeus espreguiçaram-se. De acordo com sondagens à boca das urnas.
      1. Hollande bateu Sarkosy por 6% de vantagem.
      2. Os dois maiores partidos gregos ficam claramente abaixo do 40%, passando o PASOK a ser o segundo partido da esquerda grega atrás de um dos partidos de uma esquerda mais radical. Os neo-nazis entram no parlamento grego.
    E agora , ó tróikos, encarregados de sanguessugar a Grécia ?
      3. No Estado Federado alemão do Schleswig-Holstein os partidos da coligação que no plano federal suportam a Srª Merkl e que governavam este estado, foram hoje derrotados.


Publicado por Xa2 às 07:35 de 14.07.15 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Rebelião das massas vs políticos à deriv a 15 de Julho de 2015 às 15:56
À deriva

Em 1930, Ortega y Gasset publicou o seu livro mais famoso: “A rebelião das massas”.
É impressionante a actualidade de algumas das suas intuições. O objectivo de Gasset era fazer um diagnóstico do “nosso tempo”, da “vida actual”.

Para Gasset, o facto característico, o mais importante da vida europeia, é o advento das massas.
A rebelião das massas consiste na obliteração das almas médias. O homem-massa não é tonto; ao invés,
tem ideias taxativas sobre tudo, perdeu o sentido da audição, não tem referências, não respeita nada nem ninguém, não tem interesse nenhum pela história
- segundo Gasset, é a história que nos distingue dos outros animais ao permitir-nos não ter que começar sempre do zero.
O homem-massa só tem direitos e nenhuma obrigação, e está muito satisfeito consigo próprio.
É um menino mimado. Isto leva à barbárie no sentido literal do termo:
ausência de normas e de possível recurso.
Gasset define ainda a subespécie dos
“bárbaros especialistas”, pessoas que, por dominarem uma pequena parcela do saber, falam com petulância e autoridade sobre tudo o que desconhecem.

Curiosamente, Gasset achava que a unidade da Europa era inevitável.
As nações haviam-se tornado insuficientes e pequenas, era por isso necessário integrá-las numa Europa Unida. Gasset não fazia ideia que tipo de Estado europeu nasceria, mas falava de uma supernação que manteria a pluralidade.
De qualquer maneira, Gasset ficaria decerto horrorizado com a actual burocracia europeia, que dedica o tempo a normalizar o tamanho das gaiolas dos grilos e outros assuntos que tais.
Talvez volte um dia à visão de Gasset sobre uma "Europa unida", mas não é isso que me interessa agora (uma pessoa começa a escrever com uma ideia e quando dá conta já está a caminho da China).

Gasset achava que viver é “sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo”.
É, pois, falso dizer que são as circunstâncias – as possibilidades do mundo - que decidem. Pelo contrário:
“as circunstâncias são o dilema, sempre novo, perante o qual temos de decidir. Mas é o nosso carácter que decide.”

Esta ideia aplica-se também à vida coletiva.
As escolhas feitas pela sociedade dependem do seu carácter ou do tipo de homem dominante nela. No nosso tempo, domina o homem-massa: “é ele quem decide.”

Especialmente nos países em que o triunfo das massas é mais evidente (nos países mediterrânicos segundo o autor), a vida política é vivida ao sabor dos acontecimentos diários.
O poder está nas mãos dos representantes das massas.
Estes são tão poderosos que aniquilam qualquer oposição.
O poder público, o governo, vive sem programa de vida, sem projecto.
Não sabe para onde vai, porque, em rigor, não vai a lado nenhum, não tem um caminho definido, uma trajectória percetível.
Este poder público não evoca o futuro, refugia-se no presente e assume que o seu modo anormal de governo é imposto pelas circunstâncias.
Isto é, pela urgência do presente e não por avaliações em relação ao futuro.

Daí que a acção do poder público se reduza a esquivar-se aos conflitos e aos problemas de cada dia ou de cada hora.
Não se trata de resolver os problemas, trata-se de escapar aos problemas de cada momento.
Para o efeito, recorre-se a todos os métodos e expedientes necessários, mesmo que
isso implique acumular problemas e conflitos maiores para o dia de amanhã ou para a hora seguinte.
O poder público é sempre assim quando é exercido pelas massas: “omnipotente e efémero”.
Segundo Gasset, o “homem-massa não tem projectos, anda constantemente à deriva.”

(-por José Carlos Alexandre, 14/7/2015, http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2015/07/a-deriva.html#comment-form )


De .Eleições com interesse. a 8 de Maio de 2012 às 09:29
Ainda falta a terceira volta

«Ontem vinguei-me do nosso atraso tradicional em relação a Paris. Eça dizia que a modernidade nos chegava de lá, nos caixotes com livros, vindos pelo Sud-Express.
Ontem, sentado no meu sofá lisboeta, vi parisienses inquietos e expectantes, na Mutualité, no coração do Quartier Latin (de onde saíam as novidades que Eça recebia muitos meses depois).
Eram minhas 18.58, deles quase oito, hora do fecho das urnas, e eu tinha, já há duas horas!, a resposta que eles procuravam:
Nicolas Sarkozy perdera.
A lei francesa interdita que no dia das eleições se divulguem prematuramente sondagens, mas as sondagens fazem-se e são publicadas nos países vizinhos.
As leis são teimosas, negando- -se a reconhecer o "e pur si muove", célebre frase de Galileo Galilei, inventor da Internet, para fustigar os que recusam a realidade mesmo quando ela lhes entra pelos olhos dentro.
O dia intenso de ontem também me abriu o apetite para a terceira volta.

Esta é uma originalidade francesa:
passadas as duas voltas presidenciais, seguem-se (já em junho) as legislativas que aumentam ou diminuem o poder ao Presidente (e, lá, também chefe do Governo).
Se François Hollande conseguir uma maioria que lhe permita um governo forte, talvez faça ouvir na Europa a sua tese de "crescimento".
Mas se Hollande perder a terceira volta, a notícia que ontem recebi com avanço sobre os franceses, devolvo- -a de imediato porque é assunto meramente interno.
Para cá, sem interesse.»
[DN]Ferreira Fernandes.

---------------------
E para a Grécia também não está claro o que vai ser o futuro (ou quem vai governar...),... talvez seja necessário haver novas eleições ... ou ...


De Grécia da Democracia ou da DitaTróica... a 7 de Maio de 2012 às 18:08
Na Grécia, a troika quer governar com 33% dos votos (atualizado)
(-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)

Os títulos dos jornais deram a vitória à direita grega.
Mas isso está longe de ser a notícia. A verdade é que todas as previsões ficaram aquém do que realmente aconteceu nas eleições gregas.
O bloco pró-troika ficou com uma maioria muito estreita de deputados (à hora que escrevo tinham metade do parlamento).
Apesar da Nova Democracia (de centro-direita) ter conseguido o primeiro lugar (19%), o PASOK foi quase dizimado (13%, quando nas últimas eleições teve 44%).
A moleza que tem caracterizado o centro-esquerda europeu foi duramente punida.

Sendo claro que os Gregos Independentes (dissidência anti-austeridade da Nova Democracia, com 10,5%) e o Syriza (de esquerda) não aceitarão juntar-se a um governo com a mesma política do anterior, ND e PASOK preparam-se para negociar a formação de um governo de austeridade que representa 33% dos gregos (o sistema eleitoral dá um bónus de 50 deputados ao partido mais votado).
Ou seja, a esmagadora maioria dos gregos votou contra uma política que poderá continuar a ser-lhe imposta.

Em segundo lugar ficou o Syriza (o Bloco de Esquerda lá do sítio, com 16,5%), que conquistou uma brutalidade de votos aos socialistas.
A Esquerda Democrática, resultado de dissidências do PASOK e do Syriza, chegou a ser uma promessa, com quase 20 por cento nas sondagens.
Mas a sua hesitação em relação ao programa da troika, durante a campanha, saiu-lhe cara. Morreu antes de nascer (ficou-se pelos 6%).
Os comunistas do KKE, que lideraram muitas das manifestações de contestação, ficaram-se pelos 8,5%.
Assustador é o resultado da Aurora Dourada, o primeiro partido indiscutivelmente neonazi a conseguir representação parlamentar num país da União Europeia (7%).
A extrema-direita que estava no governo não conseguiu chegar ao parlamento.

Se Berlim (já não faz grande sentido continuar a falar de Bruxelas) precisa de mais recados sobre a inexequibilidade dos seus programas de austeridade criminosa em democracia, então a cegueira é ainda maior do se julga.
A troika, que continuará a governar, foi esmagada pelo voto popular.
Já não há chantagem que resulte e não sobra qualquer autoridade democrática para impor este absurdo aos gregos.
Merkel tem duas possibilidades:
fingir que não vê o que se está a passar e atirar a Europa para o caos ou arrepiar caminho.

François Hollande (sobre França escreverei amanhã) pode ter a chave para o problema:
rever o pacto de submissão com a senhora Merkel e dar o grito do Ipiranga para uma refundação europeia.
Se não o fizer será o derradeiro coveiro da social-democracia e da Europa.

ATUALIZAÇÃO:
Os partidos da troika não conseguiram, mesmo com o bónus de 50 deputados, maioria no parlamento. Precisa da Esquerda Democrática, o que os obrigará da mudar muita coisa.
Neste momento a situação é difícil.
A esquerda, liderada pelo Syriza, tem 138 deputados (são necessários 150), isto contando com o PASOK.
Teria de juntar os dissidentes da ND (Gregos Independentes), que apesar da proximidade em matéria económica, estão distantes em questões como a imigração.
E os comunistas do KKE já vieram acusar o Syriza de ser social-democrata e querer impedir a radicalização do povo. Ou seja, estão fora.
A direita só poderia governar com os neonazis da Aurora Dourada e andar com as sua milícias violentas ao colo. Impensável.
Fala-se de novas eleições, o que seria difícil de aceitar.


De .Grécia e neoliberais.. a 7 de Maio de 2012 às 18:11
Alhos e bugalhos
(-por Sérgio Lavos, Arrastão)

O neoliberal* Tiago Loureiro tem uma dúvida existencial:
se na equação democrática que deu aos partidos pró-troika um evidente cartão vermelho entra o partido neonazi que chegou aos 6% na Grécia.
Pois é, a democracia é uma coisa aborrecida porque aceita no seu seio partidos anti-democráticos, partidos que são a própria negação do sistema que parasitam.
Como lembra antes no mesmo blogue o Ricardo Lima, foi assim que o partido nazi ascendeu ao poder na Alemanha dos anos 30.
Mas se calhar os dois deveriam reler alguns livros de História:
como chamei a atenção neste texto escrito há uns meses, um dos principais factores que levaram à ascensão do populismo de direita na Alemanha foram as duríssimas medidas de austeridade aplicadas pelo chanceler conservador Heinrinch Brüning.
Quando um Governo aplica medidas contra o bem comum das populações, parece-me perfeitamente natural que estas se revoltem, e aí reside o grande perigo de uma Europa cuja única medida de bom governo é a austeridade puritana imposta por Merkel.

Governar destruindo o mínimo bem estar social no imediato com a intenção de melhorar a sociedade num futuro mais ou menos próximo está muito próximo de um qualquer plano quinquenal.

Não vale a pena culpar a democracia por uma preocupante minoria votar num partido que nega o sistema democrático.
Vale bastante a pena pensar nas lições da História e evitar que as tragédias do século XX se repitam.
O único caminho possível é a união e a solidariedade entre os povos da Europa.
O que está na génese da União Europeia é o contrário do que tem acontecido nos últimos anos, sob a batuta de Merkozy.
A paz social só se conquista com o bem-estar social.
É assim que conseguimos calar os extremismos de direita.

*Aparentemente, os insurgentes gostam tanto desta designação como eu gosto da expressão "esquerda caviar".
Preferem ser chamados de quê? Hayekianos? Friedmanianos? Anarco-liberais? Liberais radicais? Ou o mais científico radicais livres?
Ou simplesmente "right-wing conservatives", dado que tanto defendem o liberalismo económico total como escrevem contra a despenalização do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo e outros costumes mais "liberais" (à maneira de um Reagan ou de uma Thatcher, ou até de um Pinochet)?
Pensando bem, num blogue com tanta gente próxima do CDS, esta será talvez a melhor etiqueta.


De Nacionalizar, auditar divida, desimunida a 8 de Maio de 2012 às 14:38
O líder da Coligação da Esquerda Radical, que foi mandatado para formar governo, quer que partidos renunciem ao acordo com a ‘troika'.

O líder do Syriza (Coligação da Esquerda Radical) apresentou hoje as condições para formar um governo de coligação com os partidos gregos que assinaram o memorando com a ‘troika', segundo a imprensa helénica.
Alexis Tsipras, que recebeu um mandato do presidente para formar governo após os conservadores da Nova Democracia terem reconhecido que não tinham condições para o fazer,
pretende ainda nacionalizar os bancos e que uma comissão internacional defina se a dívida grega é ou não legal.

Tsipras pretende que a Nova Democracia e o Pasok, que assinaram o acordo com a ‘troika', escrevam uma carta a Bruxelas a renunciar ao memorando de entendimento.
"O veredicto popular indicou claramente que o ‘bailout' é nulo", referiu Tsipras citado pelo Athens News.
Pretende ainda que enquanto durar a auditoria internacional à dívida grega, a Grécia faça uma moratória suspendendo os pagamentos de dívida.
O líder do Syriza pretende ainda abolir a lei que dá imunidade aos deputados e uma investigação aos bancos do país.

O Syriza conseguiu o segundo lugar das eleições de Domingo, com 16,78% dos votos, conseguindo 52 deputados. Tsipras já referiu que irá aproveitar o mandato para formar governo concedido pelo presidente para falar com todos os partidos, tendo em vista uma eventual coligação. O líder do Syriza pretende encontrar-se com os responsáveis por outros partidos de esquerda e com a Nova Democracia e o Pasok. Mas excluiu negociar com os ultranacionalistas da Aurora Dourada, que recolheram 6,97% dos votos, conseguindo 21 deputados.

A Esquerda Democrática, que conseguiu eleger 19 deputados, já deu o seu apoio a Tsipras, segundo o jornal Ekhatimerini.

Para se conseguir uma maioria parlamentar na Grécia são necessários 151 deputados. O Nova Democracia venceu as eleições com 18,85% dos votos e 108 deputados, enquanto o Pasok ficou em terceiro lugar, elegendo apenas 41 deputados.

Caso não se consiga constituir um governo com condições para governar, deverão ser marcadas novas eleições legislativas.


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