De .Eleições com interesse. a 8 de Maio de 2012 às 09:29
Ainda falta a terceira volta

«Ontem vinguei-me do nosso atraso tradicional em relação a Paris. Eça dizia que a modernidade nos chegava de lá, nos caixotes com livros, vindos pelo Sud-Express.
Ontem, sentado no meu sofá lisboeta, vi parisienses inquietos e expectantes, na Mutualité, no coração do Quartier Latin (de onde saíam as novidades que Eça recebia muitos meses depois).
Eram minhas 18.58, deles quase oito, hora do fecho das urnas, e eu tinha, já há duas horas!, a resposta que eles procuravam:
Nicolas Sarkozy perdera.
A lei francesa interdita que no dia das eleições se divulguem prematuramente sondagens, mas as sondagens fazem-se e são publicadas nos países vizinhos.
As leis são teimosas, negando- -se a reconhecer o "e pur si muove", célebre frase de Galileo Galilei, inventor da Internet, para fustigar os que recusam a realidade mesmo quando ela lhes entra pelos olhos dentro.
O dia intenso de ontem também me abriu o apetite para a terceira volta.

Esta é uma originalidade francesa:
passadas as duas voltas presidenciais, seguem-se (já em junho) as legislativas que aumentam ou diminuem o poder ao Presidente (e, lá, também chefe do Governo).
Se François Hollande conseguir uma maioria que lhe permita um governo forte, talvez faça ouvir na Europa a sua tese de "crescimento".
Mas se Hollande perder a terceira volta, a notícia que ontem recebi com avanço sobre os franceses, devolvo- -a de imediato porque é assunto meramente interno.
Para cá, sem interesse.»
[DN]Ferreira Fernandes.

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E para a Grécia também não está claro o que vai ser o futuro (ou quem vai governar...),... talvez seja necessário haver novas eleições ... ou ...


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