De Esta austeridade NÃO funciona: Romper Tr a 8 de Maio de 2012 às 14:12
Lisboa, 08 mai (Lusa) - O fundador do PS e antigo Presidente da República Mário Soares defende que o Partido Socialista deve ROMPER com o acordo da 'troika', alegando que a situação evoluiu e que a austeridade não funciona no país.

Em entrevista hoje publicada no jornal i, Mário Soares diz que o CAMINHO certo para o PS e para o socialismo europeu é cortar com o programa da 'troika' constituída pelo Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Europeia.

"Acho que é esse o caminho.
A austeridade, tal como a definem, não tem sentido", afirma, considerando que a obrigação já foi assumida há um ano, mas que "chegou ao fim".

Para Mário Soares, não há razões para o PS se manter fiel ao acordo assinado em 2011 com aquela entidade, porque
"tudo evoluiu: o acordo da 'troika', a 'troika' e o país".

Admitindo que a obrigação de cumprir o acordo que o PS sentiu durante um tempo fez sentido - já que o pedido de ajuda financeira foi feito pelo então primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates -, Mário Soares refere que, hoje, se vive uma situação de PRÉ-RUPTURA.

Se a ruptura não acontecer devido ao PS, "poderá ser a própria 'troika' que vai ao ar", afirmou o ex-Presidente da República.

"A 'troika' está dividida.
O Fundo Monetário Internacional tem uma posição, o banco Central Europeu tem outra, a Comissão Europeia tem outra", afirmou, considerando que esse desacerto de posições e a situação que a Europa atravessa podem levar à implosão da 'troika'.

"Os dirigentes europeus, quase todos já perceberam que reduzir a União Europeia à austeridade e aos equilíbrios financeiros para FAVORECER os mercados USURÁRIOS
e sem ter em conta a recessão económica e o desemprego avassalador que está a crescer implica que a Europa vai de MAL a PIOR", considerou.

PMC. Lusa/Fim


De .GOV. DESTRÓI PORTUGUESES.. a 8 de Maio de 2012 às 14:19
Coimbra, 05 mai (Lusa) -
O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de contar uma história da "carochinha" aos portugueses na questão da reintrodução do pagamento dos subsídios de Natal e de férias à função pública e aos reformados.

Em Coimbra, no encerramento da sétima assembleia regional do partido, Jerónimo de Sousa acusou o executivo de Passos Coelho de ter "um projeto de AFUNDAMENTO do país, assente numa falaciosa PROPAGANDA que anuncia um curto período de sacrifícios, mas que à medida que o tempo passa vai alargando com afirmações capciosas".

Segundo o líder comunista, "o ministro das Finanças, secundado por Passos Coelho, no seguimento do Conselho de Ministros que aprovou o documento de estratégia orçamental,
vieram contar uma espécie de história da carochinha acerca dos subsídios de Natal e das Férias".

"Confirmaram, depois de muitos lapsos e trocadilhos, que os subsídios serão repostos a partir de 2015 a um ritmo de 25 por cento ao ano, mas agora dizendo mais:
diz Vítor Gaspar que esta é uma hipótese de trabalho, não um compromisso político, nem uma decisão política que estará condicionada pela existência de espaço orçamental", enfatizou o dirigente.

Para Jerónimo de Sousa, "trata-se da mais ardilosa e fraudulenta forma de jogar com a vida dos portugueses, com o ar mais sério deste mundo".

"Amanhã dirão que a situação se complicou ou que não é possível concretizar a hipótese de trabalho:
quem é que pode acreditar nestes MANOBRAdores de expetativas sem princípios", questionou o secretário-geral do PCP.

O dirigente comunista lembrou que, antes das eleições, o primeiro-ministro, Passos Coelho, dizia que acabar com o 13.º mês era um "DISPARATE, para de seguida fazer o que fez, depois passou a dizer que 'se nós pudéssemos não retirávamos os subsídios aos portugueses'".

Depois, acrescentou, vieram dizer que "'vamos tentar repor os subsídios o mais depressa possível', uma frase pomposamente repetida com que o Governo procura atirar poeira aos olhos dos portugueses".

"O TRUQUE é velho, primeiro diz-se que estávamos perto da BANCARROTA, que não havia dinheiro para pagar a professores, a médicos, às polícias, que o défice público era muito grande, para criar um CLIMA de aceitação e RESIGNAÇÃO perante draconianas medidas sobre os salários, as pensões, os subsídios e serviços públicos", sublinhou.

Perante a plateia que o escutava, Jerónimo de Sousa defendeu que o Governo tem condições para repor imediatamente os subsídios de férias e de Natal e outros direitos sem "agravar o défice orçamental.

Para isso, frisou, é preciso que o Governo "deixe de ser o principal agente de desENDIVIDAMENTO do setor FINANCEIRO, quer direta quer indiretamente, pela subserviência à política do banco central Europeu,
e faça pagar às grandes fortunas, aos grandes acionistas, às grandes empresas e aos bancos uma fatia do muito que recebem".
AMV


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