De .Secretas d'interesses não-públicos.. a 8 de Maio de 2012 às 15:38

O lugar dos criminosos não é no Estado, é na prisão

O DIAP informou ontem que foram acusados três arguidos do recente caso das «secretinhas».
Acusados dos crimes de «acesso ilegítimo agravado, abuso de poder, violação do segredo de Estado e corrupção passiva e ativa para ato ilícito».
Note-se:
um deles é o pomposo ex-director do não menos pomposo «Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa». Director.

Vou repetir a minha repetição:
há anos que aviso.
O problema não é de esquerda nem de direita. É de República.
A pretexto do 11 de Setembro, as democracias deixaram crescer um monstro destinado teoricamente a vigiar islamistas mas que rapidamente se dedicou a vigiar tudo e todos.
Em Portugal, o ovo saiu da serpente com Barroso, cresceu com Sócrates e tem engordado com Coelho.

Os governos permitiram que uma quadrilha de criminosos entrasse no Estado, criasse uma cultura de abuso de poder e troca de favores, e que cometesse actos à margem da lei ou abertamente criminosos, com a «desculpa» de que o mundo estava em perigo por causa do sr. Laden (já morreu, sabiam?).
Até lhes deram força quando a quadrilha reivindicou a alteração da Constituição para poder fazer escutas sem mandado legal.
A pretexto dos islamistas, iam poder escutar Conselhos de Administração.
E vender a informação por bom preço.
Talvez, quem sabe, ainda tenham escutado partidos, sindicatos e associações.

Infelizmente, tarda-se em tirar conclusões.
O Parlamento ainda há meses achou normal que um fiscalizador das «secretas» prometesse não fiscalizar: elegeu-o.
E, como se sabe, nos últimos meses os relatórios alarmistas produzidos pelos lunáticos do Forte da Ameixoeira têm piorado gravemente a relação entre a polícia e os cidadãos, ajudando a uma escalada que pode acabar com mortos nas ruas.
O SIS e o SIED são causa de insegurança.
A única boa solução é extinguir estes serviços do Estado (que não são, insista-se, serviços públicos).

E um dia talvez ainda se descubra que em 2006 um certo Sofiane Laib foi torturado em calabouços lá para Plovdiv pelos esbirros do SIS, levado de Portugal. Por «funcionários públicos» portugueses.

-por Ricardo Alves, http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2012/05/o-lugar-dos-criminosos-nao-e-no-estado.html#comment-form


De Gr. Opus e Loja d'amigos e confrades a 10 de Maio de 2012 às 15:59
. Inútil
(mas perigosas e caras são as "secretas" para uma República justa, livre e democrática; mas podem ser muito bem manipulada e úteis para as oligarquias e organizações discretas que sugam os cidadãos e recursos de um país !!)

(-por Sérgio Lavos, Ladrões de B., 10.5.2012)

O senhor dos aventais e ministro da propaganda, Miguel Relvas, certamente imbuído de uma extraordinária boa-fé, recebia clippings e propostas de nomes para as secretas de Silva Carvalho, o espião caído em desgraça.
Nada que surpreenda. Ninguém admite, ninguém fala, todos negam.
Sabendo que certamente a culpa uma vez mais irá morrer solteira, vamos todos falar durante algum tempo da ignomínia de alguém ter usado de forma abusiva dados absolutamente confidenciais do Estado para promoção profisional, esquecendo a essência da questão:
a evidência de promiscuidade entre um determinado poder subterrâneo - sim, a Maçonaria -, as grandes empresas e o Estado.
Tudo é uma Grande Loja para amigos, confrades e companheiros.
Três dos líderes parlamentares - PSD, PS e CDs - são maçons. Grande parte das bancadas também.
João Proença, que cedeu nas negociações da concertação social, também gosta de usar avental em determinadas ocasiões.

Depois de uma suposta reunião com Relvas, o grande obreiro do Governo. Sabe-se tudo de toda a gente sem se saber nada.
E tudo mudará, para ficar na mesma.
Donos de Portugal?
Não brinquem, a indignação é, e será sempre, inútil.

tags: maçonaria, serviços secretos, opus dei, partidos centrão, gr. empresários, gr.soc.advogados, 'jornalistas', ...
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Num país normal, qualquer chefe de uma 'secreta', acusado do mesmo que Silva Carvalho, seria imediatamente e preventivamente detido.
Aqui, temos esta bandalheira!...


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