Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Não é previsto que acabe o mundo nem que se verifique a ressurreição de nenhuma vida daquelas já acabadas, ou seja a chegada de nova vida para além da morte como muita gente, ainda, acredita e algumas igrejas apregoam.

Pondo de lado, com o devido respeito, crenças e religiões chama-se à atenção dos portugueses para a importância, quase vital, do ano de 2018.

Segundo suas santidades o papa Pedro Passos, os cardeais Gaspar e Relvas, além de outros bispos governativos, 2018 será o ano sagrado do regresso do período das luzes dos portugueses e de Portugal.

Ele é o regresso dos feriados, ainda não retirados totalmente, já é prometido para aquele sagrado ano o seu retorno;

É a devolução, ainda que sem reposição do sacado e provavelmente não na totalidade, dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e outros similares que nem como tal eram considerados face à lei de vínculo laboral;

É o ano da devolução dos benefícios fiscais e das taxas moderadoras aos níveis do século passado;

É o ano do regresso das taxas de desemprego a níveis inferiores de cinco por cento considerada como taxa técnica admissível numa economia desenvolvida e em pleno funcionamento;

É o ano do regresso dos preços dos transportes públicos de passageiros e dos respectivos descontos a reformados e pensionistas, a jovens e famílias de fracos recursos económicos;

É o ano do regresso do funcionamento competente e em tempo útil dos tribunais;

É o ano do regresso do respeito pelos mais elementares princípios de justiça económica e social, segundo as capacidades e as responsabilidades que a cada um devem ser inculcadas;

É o ano do regresso da aplicação e respeito pelos mais elementares direitos e obrigações consagrados na Constituição da República e nas leis com ela conexas;

Enfim, a esperança é (deve ser) a ultima a desfazer-se e 2018 é um ano de esperança, pelo menos para o governo e para a igreja católica a avaliar pelo acordo em torno dos feriados, e não só.



Publicado por DC às 10:47 | link do post | comentar

3 comentários:
De Moka a 11 de Maio de 2012 às 11:54
Só lhes falta dizer que 2018 é o ano em que o Sporting vai ser campeão... sim que o dr. relvas é lagarto, logo também deve ter esperança....
É que eu Esperança, só tive uma tia minha e que quando a conheci era velha como o caraças e já «à canos» que morreu!


De Ajudar à festa a 11 de Maio de 2012 às 15:01
É claro que para ajudar à festa a maioria, com a ben evolente abstenção do PS (ainda não foi capaz (nem saberá quando o conseguirá) de se libertar do cadáver socrático que a todos nos atormenta , foi hoje aprovada, na Assembleia da Republica, mais uma grave alteração ao código do trabalho.

São demasiadas benesses para os trabalhadores, não sei se os empresários aguentam, sobretudo certos supermercados da nossa praça.


De Miguel Torga a 11 de Maio de 2012 às 15:59
«É um fenómeno curioso: O país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo da agressão.
Somos, socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados»
[Miguel Torga]


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