7 comentários:
De .vá p.pqp... a 16 de Maio de 2012 às 13:20
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Mas, se por outro lado o mercado estivesse bem, provavelmente preferia ter continuado o meu percurso normal.

Ou seja, não vejo o meu autoemprego como uma oportunidade, mas sim como uma fuga à falta de direitos que tinha.

----- "Pirralha...eu?"

Por falar de conselhos e família, já houve alguém que até foi presidente do conselho e tinha as suas conversas em família na RTP.

Agora, os assessores da Troika fazem-nas através de episódios diários nos vários canais, com destaque para o Grande Irmão Miguel relVasconcelos…
Cristina

---------- José Pires
Passos Coelho foi modesto, como é, aliás, de seu timbre.
Ele e o governo dele não estão apenas, como modestamente afirma, a oferecer-nos, através do desemprego, uma oportunidade para mudar de vida.

Estar desempregado não é ter uma oportunidade para mudar de vida. Estar desempregado É mudar de vida.

É abandonar esse hábito burguês de ter 3 refeições diárias, mantendo, quando muito uma
(a não ser que as escolas, contra a opinião da Dra. Helena Matos, continuem a dar o pequeno almoço aos petizes, numa inadmissível interferência do Estado na formação deles);

é deixar de poder pagar a escola dos filhos e contribuir para o combate ao excesso de doutores e de engenheiros, assegurando o regresso ao bom velho hábito de “eu só tenho a 4.ª classe mas sei de cor o nome dos rios e as linhas de caminho de ferro”;

é deixar de pagar os empréstimos do carro e da casa (ou a renda da casa, conforme aplicável) e poder enfim despojar-se de bens materiais supérfluos;

é, por último, poder concretizar o sonho de uma vida ao ar livre, na almejada condição de sem abrigo.

Tudo isto está Passos Coelho a proporcionar-nos. Não sejamos, por isso, ingratos.
Na próxima eleição permitamos, também, a Passos Coelho a concretização de uma mudança de vida nos termos expostos.
Há, é certo, escolhos nesse caminho, já que, provavelmente, existirá sempre um lugarzito nas empresas de Ângelo Correia.
Mas dêmos-lhe, ao menos, a oportunidade.

------- Pisca
Uma continha ao acaso:

800 mil desempregados a correr para a Empresa na Hora, cada Unipessoal custa 360.euros, fora mais uns poses
Dinheirito a entrar nos cofres: 288 Milhões

Fora o que vem atrás
Depois de falidas ainda vai ser necessário pagar mais
Não é um boa ideia ??

-------- Zuruspa
Mais uma resposta do fundamentalista religioso dos mercados. Daniel, näo vale a pena gastares argumentos válidos com fanáticos, eles näo ouvem.
Nem perguntar como fez o outro economista, que o sector privado näo é assim täo mais eficiente que o público (a realidade é que o sector privado só é marginalmente mais eficiente que o sector público local que lhe serve de bitola, e por isso o sector privado português é menos eficiente que o sector público escandinavo).

Os fanáticos querem que a realidade se molde às suas crenças. Säo capazes de tudo, até de dizer que a Grande Depressäo foi causada por haver "Estado a mais na economia", quando o que aconteceu foi que só quando o Estado re-entrou, e muito bem, na economia a Grande Depressäo foi ultrapassada.

Ah, mas que interessa a realidade para os talibans do mercado?


De .. a 16 de Maio de 2012 às 16:59
------Daniel Oliveira
É extraordinário como, tendo acontecido o que aconteceu nos últimos anos na Europa,
a tese de que reduzindo o Estado o sector privado floresce ainda faz o seu caminho.
Como ainda não se aprendeu com a Grande Recessão e não se percebeu que a economia não é uma balança entre Estado e Privados.
Pelo contrário: em momentos recessivos a redução de investimento privado tem de ser compensada pelo investimento público para conseguir inverter a situação.

Fica um pedido:
dê-me um exemplo em que a redução do Estado na economia tenha resultado num crescimento económico baseado nas actividades produtivas (esqueça os casos das bolhas financeiras, como a Irlanda e a Islândia, que sabemos bem para onde nos levam).

--------- Um leitor
seria também importante deixarmos de olhar para a américa e países escandinavos como coisas que nos são muito estranhas, ou como cosias idílicas e puras de "empreendedorismo" e o raio que o parta,
e começar a pensar no porquê de sermos como somos e de termos o país que temos.
isto implicará mais do que simples divisões ideológicas esquerda/direita e terá de ser feito por nós porque está visto que o passos coelho não percebe muito do assunto.

É que o outro país que está à nossa frente no auto-emprego, segundo a ocde, é o méxico - talvez não por acaso um país com tantas questões mal resolvidas, da emigração ao narcotráfico.
posto isto,
acrescente-se que Portugal continua a ter outra questão endémica por compreender/resolver:
a qualificação entre os trabalhadores portugueses é, em média, superior à qualificação dos nossos patrões
- o que na prática significa que são muitos dos nossos patrões (, e uso o termo sem raiva ou qualquer sentido pejorativo associado,) quem na prática não está tão preparado quanto se desejaria para os desafios da economia actual.

isto é certamente reflexo de um país que trabalhou, e a meu ver bem,
na procura de uma nova geração mais bem formada. mas que, claramente, não a tem conseguido integrar devidamente
- e não tem a ver com cultura de risco, se eu tivesse dinheiro arriscava mil coisas, mas o tempo que vou demorar a juntá-lo, por mais horas que trabalhe, só lá para 2030 (e estou a ser positivo) é que vai dar para arriscar alguma coisita.

o discurso da crise pela crise não pode servir de explicação para tudo.

temos uma classe média ferida - e é a classe média que sustenta boa parte do mercado de consumo e boa parte da estabilidade democrática -
e pelo meio estamos a aceitar cada vez mais divisões sociais,
sendo que perdemos no nosso horizonte a ideia de um bem-estar comum como objectivo colectivo.

passos coelho é um idiota irrelevante, é tipo ignorante, mais um fenómeno de alguém que cresceu na nossa política sem ponta de mérito ou o mínimo interesse em dedicar-se à causa pública.

precisamos de nós próprios, mais capazes, mais seguros, mais confiantes e, acima de tudo mais lúcidos e conscientes do desafio,
e precisamos de tudo isto quanto precisamos de dinheiro.
posto todo este testamento, pergunto-lhe,
- é assim tão mau o que o DO faz: esclarecer quão palerma é PPC?

é que perceber isso é um dos primeiros passos para outro tipo de alternativas políticas (e não falamos de simples ideologias), feitas por quem efectivamente esteja interessado em conhecer Portugal e os portugueses.
E dava jeito que fosse rápido.
Enquanto o PPC dá conselhos idiotas, há mais um par de jovens portugueses bem formados e com vontade de trabalhar, a fugir do país
- e este número cresce de tal maneira que nem sabemos quantos já partiram e quantos estão de partida.
E como não o hão-de fazer?
Com esta mentalidade do nosso tonto líder, com esta total ignorância sobre o nosso próprio país, que é que PPC tem para nos dar para além daquilo que não controla (como o sol bonito ou uma gastronomia agradável).
Precisamos de mais.
Não resolve tudo: mas menos PPC é um bom caminho - nem que seja alguém sentar-se com o senhor e dizer-lhe, pshh, cala-te e 'tá quieto!, que há aqui quem queira fazer algo.

-------MetroidSamus

Vá, 'bora todos fazer multinacionais.
E quem não conseguir nem merece viver.


De Austeridade é + Desigualdade a 16 de Maio de 2012 às 17:33
Pobres gestores


No país onde os trabalhadores vão ser obrigados a dar mais quatro dias de trabalho à borla porque está à beira do colpaso económico,
é o que dizem os governantes,
os gestores das empresas cotadas na bolsa ganharam mais 5,3% em 2011. (e) os salários dos trabalhadores das vinte maiores empresas nacionais (do PSI20) caíram 11% em 2011.
Ou seja:
a austeridade aumenta a desigualdade.
Esse aumento também é da natureza deste tipo de austeridade.


Querem melhor definição de filho da puta?
(OJumento)


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