2 comentários:
De Falar, Viver a Cidadania ou FAZER ... a 22 de Maio de 2012 às 12:18
-------De Moka a 9 de Maio de 2012

Ora tá a ver como eles se entendem todos... no que lhes convém, claro!
Qual petições, qual ACP, qual indignados... somos todos é um bando de acomodados ao sistema.

Em que uns acham que por dizerem nos blogues uma balelas muitos, outros por fazerem greves ou manifestações de indignação, estão fazer alguma «coisa» para mudar o estado lastimável a que se chegou...

Tretas, tretas e + tretas é só para «lavar» a consciência (a própria) e mostrar aos outros que é do contra...
Ora se fossem, mas era dar uma curva!

Ou melhor fazer mesmo alguma coisa para acabar com este «vespeiro» de políticos porque estamos rodeados...
E quando digo fazer, é mesmo FAZER, percebem?

-------De Miguel Torga a 11 de Maio de 2012

«É um fenómeno curioso:
O país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo da agressão.
Somos, socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados»
[Miguel Torga]


-----De Ajudar à festa a 11 de Maio de 2012

É claro que para ajudar à festa a maioria,
com a benevolente abstenção do PS (ainda não foi capaz (nem saberá quando o conseguirá) de se libertar do cadáver socrático que a todos nos atormenta ,
foi hoje aprovada, na Assembleia da Republica, mais uma grave alteração ao código do trabalho.

São demasiadas benesses para os trabalhadores, não sei se os empresários aguentam, sobretudo certos supermercados da nossa praça.

-------De Moka a 9 de Maio de 2012

Ora tá a ver como eles se entendem todos... no que lhes convém, claro!
Qual petições, qual ACP, qual indignados... somos todos é um bando de acomodados ao sistema.

Em que uns acham que por dizerem nos blogues uma balelas muitos, outros por fazerem greves ou manifestações de indignação, estão fazer alguma «coisa» para mudar o estado lastimável a que se chegou...

Tretas, tretas e + tretas é só para «lavar» a consciência (a própria) e mostrar aos outros que é do contra...
Ora se fossem, mas era dar uma curva!

Ou melhor fazer mesmo alguma coisa para acabar com este «vespeiro» de políticos porque estamos rodeados...
E quando digo fazer, é mesmo FAZER, percebem?

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Hoje, dia de greve do Metro, enquanto fazemos a pé a parte do percurso que nos é comum, um amigo diz-me :
«Eu não nasci rico, comprei o passe (de Metro...) e não sou de "direita",
mas estas greves só incomodam outros trabalhadores (não os administradores/ patrões/ accionistas/ "Estado") ...
bolas ! (em vez da greve...) deviam era dar cabo dos carros "deles", ou dar-lhes uma "trancada"... ou por-lhes uma bomba !!
Só assim é que "isto" mudava ! »

Ia responder-lhe que os sindicatos e a greve 'bla bla'... e que os trabalhadores não têm outros meios de actuação legal ... e que não há «anarco-sindicalistas», nem «carbonária», ... e cada vez menos «operários da ferrugem» (foi desmantelada a nossa indústria, ...) e que estas décadas de democracia de centrão (antecedidas por décadas de submissão ditatorial) moldaram os portugueses em cidadãos de sofã... individualistas, amorfos, medrosos, ...
até um dia ...

Mas nada disse, era tempo do "xau, até depois" e de cada um seguir a sua caminhada...


De Democracia, hipócritas e abismo da UE. a 22 de Maio de 2012 às 09:50
Democracia
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 22Maio2012)

A direita europeia tem passado as duas últimas semanas a chantagear o povo grego e a demonizar o líder do Syriza, Alexis Tsipras;
e reafirmando um poder de soberania que manifestamente os gregos não admitem.
Desde Merkel até Lagarde, passando pelo inefável José Manuel Barroso, todos parecem querer ter uma palavra a dizer sobre o destino da Grécia.

Não se pode negar que tenham.
O que preferem querer esquecer é que ao destino de Grécia está intimamente unido o futuro do Euro e da União Europeia.
Por isso não se percebe a posição de força desta direita que oscila entre a cegueira ideológica e a orgulhosa teimosia.
Todos os dias se repetem as ameaças:
as medidas de austeridade são para cumprir.
Ignorando que foram essas medidas de austeridade que levaram ao descalabro económico da Grécia e, estranhamente, de acordo com as belas cabecinhas pensadoras desta gente, à ascensão dos partidos de protesto nas legislativas.
É como se a Europa estivesse a seguir disparada em direcção ao ABISMO, ignorando todos os sinais alertando para o fim da linha.

Ao ouvirmos o discurso extremista, violento, xenófobo destes líderes europeus - os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Finanças alemães conseguem ir mais longe do que Merkel, neste aspecto - quase que nos surprendemos com a articulação e sensatez do líder da esquerda radical grega.
Tsipras tem aproveitado o foco mediático para fazer passar a sua mensagem.
Não só internamente - estando a conseguir convencer os gregos a votarem útil no Syriza - mas sobretudo no exterior.
Fluente na língua inglesa, tem concedido várias entrevistas a jornais e televisões um pouco por todo o lado.
E o que tem dito ele? O evidente.
Que a crise na Grécia é também europeia e que uma eventual saída do Euro irá provocar um efeito dominó de imprevisíveis proporções;
que a criminosa austeridade imposta aos gregos não leva a lado nenhum
e está a provocar uma crise humanitaria no país;
e que sem crescimento económico, a Grécia nunca conseguirá pagar a sua dívida.

Reafirmando a sua condição de europeísta e de defensor da moeda única,
recusando a via argentina da suspensão total do pagamento da dívida,
Tsipras vai aplicando cirurgicamente bofetadas de luva branca nos líderes europeus
que enchem hipocritamente a boca de "espírito europeu" mas fazem o contrário do que esse espírito significa.

As lições de Tsipras poderão não vir a ser aplicadas na Grécia - não é garantido que o Syriza venha a formar Governo -
mas a verdade é que os gregos estão ensinar ao resto da Europa como deve funcionar a democracia, evocando a famosa frase de Abraham Lincoln,
"a democracia deve ser o governo do povo, pelo povo, para o povo".
Quando mais de 23% da população está desempregada,
mais de metade na pobreza
e deixa de haver esperança num futuro,
que sentido fará para o povo grego continuar a votar em quem apenas consegue prometer a continuidade deste empobrecimento?
Parece tão simples, não é?


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