4 comentários:
De IAC - Auditoria Cidadã à Dívida Pública. a 29 de Maio de 2012 às 10:36
A Iniciativa pela Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC) tem encontro marcado para Coimbra na próxima 5ª feira, dia 31.
Na página da IAC pode ler-se:

Houve tempos em que alguém que deixasse de ser capaz de pagar os juros de uma dívida, ou de a amortizar, era reduzido à escravidão.

Depois a humanidade concluiu que isto não podia ser e passou a ser proibido tomar a liberdade de alguém como garantia de pagamento de dívidas.

Os credores tinham de assumir o risco de incumprimento e por isso cobravam para si um juro.

E para a dívida de um país, não haverá também limites aos direitos dos credores?

Deverá uma parte da população de um país ser reduzida ao empobrecimento para que se possa servir a dívida?

Deverão as pensões de reforma deixar de ser pagas?

Deverão ser cortados os subsídios de desemprego?

Deverão ser vendidos a desbarato os bens do Estado?

Além de saber se a dívida pode ser paga, devemos discutir se o deve ser «a todo o custo».

Para isso, encontramo-nos em Coimbra, no dia 31 às 21h00, no Café St. Cruz, para um debate com
o José Dias da Silva (Comissão Diocesana de Justiça e Paz), o Manuel Rocha (Músico), a Olinda Lousã (sindicalista do STEC e membro da Comissão de Auditoria Cidadã à Dívida Pública) e o Rui Duarte (Deputado do PS).


De Mansos até quando ?... a 24 de Maio de 2012 às 16:42
E SE ME DEIXASSEM MORRER EM PAZ ? . . .
Crónica do João Carlos Pereira lida nas “Provocações” da Rádio Baía em 16/05/2012.
Se…

Se os BAIXOS SALÁRIOS, os impostos altos, o trabalho precário e a economia controlada por interesses privados fossem a solução para a crise, a crise nunca teria chegado a Portugal.
Mais: Portugal seria o país mais desenvolvido e próspero da Europa.

Se fosse na inovação TECNOLÓGICA que estivesse o futuro – e a salvação – de Portugal, e estando o país atascado em telemóveis, computadores (sem esquecer os Magalhães), IPODs, IPADs, internet e cliques a torto-e-a-direito, certamente que teria aumentado a produção de carne, cereais, fruta, legumes, aço, leite, sapatos, camisolas, componentes electrónicos, agulhas e alfinetes.
E o peixe pescado por nós seria a nossa principal fonte de proteínas. Um enter e nasce a bezerra; dois cliques e cresce o trigo; um copy and paste e apanha-se um cardume. E seria sempre a aviar.

Se aumentar os IMPOSTOS correspondesse a arrecadar mais receita fiscal, o Estado estaria rico.
Ora, se o Estado, depois de ter aumentado brutalmente os impostos, está a arrecadar menos 5,8% em relação ao que se verificava há um ano, é porque alguém chamado Vítor não percebe nada disto. Ou finge que não percebe.

Se os BANCOS, que são os principais responsáveis pela DÍVIDA externa portuguesa – e não o Estado, como gostam de fazer crer –, já que se financiaram no estrangeiro para, por sua vez, financiarem a compra de casa própria pelos portugueses, se alambazaram ao avaliar as casas e a aplicar os seus vorazes spreads, que resolvam, então, a bolha imobiliária que está a rebentar-lhe nas mãos. Para não sermos todos nós, outra vez, a cobrir os riscos do negócio bancário.
Que é privado, como sabemos. Ou privados serão, apenas, os lucros?

Se, após cinco anos numa empresa, um trabalhador português apenas recebe 34% (cerca de um terço) (de subsídio de DESEMPREGO) do que um alemão recebe quando perde o emprego, e 46,9% (menos de metade) do que recebe um espanhol, está mesmo a ver-se que só quando a indemnização for zero é que Portugal passará a ser um país desenvolvido e próspero.
Calma, que está quase.

Posto isto, recordemos Miguel Torga. Há cinquenta e um anos, afirmou:
É um fenómeno curioso: o país ergue-se INDIGNADO, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma sociedade pacífica de revoltados.

Se isto foi dito há mais de 50 anos, em plena DITADURA (a tal longa noite fascista, que durou 48 anos), e serve que nem luva nos dias que correm, será que vivemos, há 38 anos, uma longa noite… democrática?
E que ainda seremos capazes de aguentar mais dez?

Se não fôssemos tão mansos, o que é que gostaríamos de ser?


De Esquemas do POLVO Financeiro tuga.. a 24 de Maio de 2012 às 16:47
o ESQUEMA ESTÀ MONTADO E SÒ NÃO VÊ QUEM É CEGO....

Mas será inevitável que assim aconteça???
E será que os gregos já viram e sentiram na pele e estão numa de revolta?????
castigando no voto totos os politicos envolvidos na situação?????

Será que é o "povo quem mais manda"?
Os arautos da transparência, têm como adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que se veio agora a saber ter 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.

Como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Nada obsceno para quem é adjunto de PPC, o PM de Portugal !!!

E não é que o bom do Moedas até comprou as participações dos ex-sócios para "oferecer" o bolo inteiro à mulher???!!!!.
Diz ele à Sábado.
Não esquecer ainda que o Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do POLVO FINANCEIRO Mundial, onde estava a trabalhar antes de vir para o Governo.

Também o António Borges é outro ex- dirigente do Goldman e que agora está a “orientar” as PRIVATIZAÇÔES da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

Adoro estes liberais de trazer por casa, dependentes do Estado, quer para um emprego, quer para os seus negócios....e que NEGÓCIOS ...


De .. a 24 de Maio de 2012 às 11:59

. 2012 vai marcar um ponto de viragem" - Vítor Gaspar, há precisamente 116 dias
(-por Sérgio Lavos)

. Portugal vai ter de adoptar mais medidas de austeridade para cumprir metas da troika.

. Desemprego continuará a subir em Portugal até aos 16,2% em 2013.

O Titanic segue de vento em popa. E aquilo já ali à frente - branco, gigantesco e frio - não é um icebergue.

crise, é a economia estúpido, crime


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