De Assoc. de Malfeitores a 4 de Junho de 2012 às 18:41
maio 26, 2012

Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?


O governo começou mal e não vai acabar melhor, desde o início que esta dupla maravilha formada por Passos Coelho e Miguel Relvas que anda enredada pelas secretas e pela Ongoing, não se sabe muito bem onde acaba a intervenção dos agora governantes e começa a secreta, nem se sabe quando estamos falando de secretas ou da Ongoing. Se considerarmos que apenas se sabe uma ínfima parte de toda a verdade, começa a ser legítimo questionar até que ponto muito do que sucedeu antes da queda do governo de Sócrates já não teve a intervenção deste trio, que abarange gente muito activa no ódio a José Sócrates como a jornalista Manuela Moura Guedes.

Aos poucos vai-se conhecendo a teia de relações tecida pela dupla que lidera o governo, sendo claro que esta teia serviu para conquistar o poder e depois para o manter, tendo tido um papel muito activo nas escolhas de governantes, como se viu no caso Bernardo Bairrão, e na escolha dos mais altos dirigentes do Estado como resulta dos sms entre os amigos Silva Carvalho e Miguel Relvas.


Percebe-se claramente que a teia montada por Passos e Relvas assentava em dois eixos, agentes secretos, patrões da comunicação social e jornalistas. Não admira que entre os que foram recebidos na São Caetano à Lapa, nos dias em que se estava a formar governo, estivesse o patrão da Cofina e o director do DE certamente em representação dos interesses da Ongoing. Compreende-se agora que o núcleo da Ongoing, onde está a mais poderosa célula de agentes secretos, teve um papel determinante.
Começa-se a perceber que foram criadas várias células jornalísticas em diversos órgãos de comunicação social que têm assumido não só a manipulação da informação em favor de um governo incompetente, como também o trabalho sujo de manter vivo o ataque a Sócrates, o ódio de estimação da direita fascista. É também evidente o papel dos blogues, quer na oposição a Sócrates, quer no apoio a Passos Coelho, nalguns casos até se percebe como a capa de esquerda encobriu o trabalho sujo de alguns agentes de Miguel Relvas.


Já se conheciam os métodos de ataque ao anterior governo, agora sabe-se como se pretendia eliminar ou pressionar a comunicação considerada hostil, parece que vale de tudo, desde investigações secretas clandestinas a ameaças a jornalista usando informação de muito baixo nível.


O problema do país começa a deixar de ser um problema financeiro para passar a ser um problema de higiene. Se o governo já se tinha revelado incompetente no combate à crise financeira e pouco empenhado na promoção ou defesa do bem-estar dos portugueses, começa agora a perceber-se que os seus métodos não são próprios de gente com formação democrática, assemelham-se mais a uma organização de extrema direita. Mistura com serviços secretos, envolvimento de estruturas que se escondem atrás de organizações privadas, destruição de candidatos a governantes com base em informações falsas, investigações clandestinas a patrões da comunicação social considerados hostis, chantagem sobre jornalistas.

Isto é um governo ou uma associação de malfeitores?


De Marionetes e títeres da Finança eTroika. a 6 de Junho de 2012 às 10:06
O despedimento como uma oportunidade
(-por Daniel Oliveira)

Às vezes, para perceber as políticas do Estado, é útil conhecer o percurso de alguns dos que as aplicam. Raramente os que mais nos revelam alguma coisa são os atores principais. Esses apenas dão a cara por uma determinada agenda. São as figuras secundárias que mais contam.

Não, não estou a falar de Miguel Relvas. Relvas faz apenas parte da nossa deprimente elite política. Estou a falar de um homem que nem ministro é mas que tem, na aplicação do programa deste governo, um enorme poder: dirige, de facto, o processo de privatizações e a avaliação das parcerias publico-privadas.

António Borges trabalhou para a Goldman Sachs. Apesar de não se saber ao certo o que lá fazia - o que se faz naquele grupo financeiro dedicado ao tráfico de influências nunca é muito claro -, sabe-se que o grupo teve um papel preponderante na nobre tarefa de ajudar o governo grego a aldrabar as suas contas. E sabe-se que depois de ter contribuído para a crise, tratou de colocar homens seus em lugares chave. Na verdade, eles estiveram sempre nos principais centros de decisão da Europa e do euro.

Recordo o que já escrevi no "Expresso", em Novembro de 2011: Otmar Issing foi, como membro da administração do Bundesbank e do Banco Central Europeu, um dos principais arquitetos do Euro e da política monetária europeia. É um dos mais importantes conselheiros da Goldman Sachs. Peter Sutherland, ex-procurador-geral da Irlanda, foi comissário europeu para a concorrência e teve um papel central no resgate à banca irlandesa. Até colapsar e ser nacionalizado, foi diretor não executivo do Royal Bank of Scotland. É diretor não executivo da Goldman Sachs. Mario Draghi é presidente do Banco Central Europeu. Antes de regressar ao Banco de Itália foi, entre 2002 e 2005, vice-presidente da Goldman Sachs. Mario Monti é o primeiro-ministro não eleito de Itália. Foi conselheiro sénior da Goldman Sachs. O Banco Nacional da Grécia (privado) foi quem tratou, com a Goldman Sachs, da maquilhagem das contas públicas. E à sua frente estava Petros Christodoulou, que começou a sua carreira na Goldman Sachs. Dirigiu, já depois da intervenção externa, a agência governamental da dívida pública grega. E, por fim, o nosso António Borges: até há pouco tempo, era o responsável do FMI para a Europa. Agora trata das nossas privatizações. Foi vice-presidente da Goldman Sachs.

Dirão que serei injusto se considerar que homem não tem credenciais, pata além desta respeitável instituição financeira, para tratar desta empreitada. Que Borges tem currículo. Coisa que a enorme responsabilidade que lhe foi dada no Fundo Monetário Internacional prova. O bem informado correspondente do "Le Monde" em Londres, Marc Roche, não concorda. Garante que Borges foi despedido por incompetência. E, chegado a Portugal para lançar o seu livro "O Banco - Como a Goldman Sachs dirige o Mundo" (que ainda não li), manifestou a sua estupefação por ver que era este mesmo homem que estava a tratar das privatizações.

António Borges disse, a semana passada, que "a diminuição de salários não é uma política, é uma urgência, uma emergência". Afirmou mesmo que os salários portugueses, que tiveram, nos últimos dez anos, uma perda real quase permanente, aumentaram de forma brutal e irresponsável. Isto num país onde a maioria das pessoas vive com menos de 800 euros. E quando se prevê uma perda salarial acumulada, entre 2011 e 2013, de 12,3%. Sabemos porque Borges acha que a sua opinião "não é uma política", mas uma "urgência". É assim que esta gente vende a sua agenda: tudo o que defendem é inevitável e indiscutível. Mas de onde vem esta estranha ideia de que os portugueses ganham bem? E percebemos: António Borges recebeu, em 2011, 225 mil euros livres de impostos. E era incompetente para o lugar. Imaginem se fosse bom.

Se António Borges fosse ministro, como tem de ser quem realmente decide o que se vai fazer com o património público, teria muitas coisas para explicar. Primeira: o que andou a fazer numa empresa financeira que se dedica ao tráfico de influência política e que teve um papel central na crise económica internacional? Segunda: quais foram as verdadeiras razões que levaram ao seu despedimento do FMI?
...
http://arrastao.org/2551579.html#com


De MoKa a 6 de Junho de 2012 às 10:21
Claro que o despedimento pode ser uma oportunidade:
- Então se o «despedido» for do «governo» ou da «cor» conveniente é mesmo uma oportunidade mas encher os bolsos. Lembram-se daqueles senhores que pertenciam a uma comissões e que se autodespediram e receberam chorudas indemnizações? Foi ou não foi uma oportunidade de encher os bolsos? E lembram-se, por ventura, de algum dirigente político ou governamental que ao ser destitudo não tenha «saltado» para um tacho num qualquer banco, construtora, ou similar? Lembram-se de alguém assim? Então digam-me lá que não foi uma boa oportunidade para esses cavalheiros?
Vocemecês é que vêm mal em tudo o que o nosso PM diz. São mesmo uns mal formados e vermelhucos!


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