10 comentários:
De .PIIGS desgraçados pela Finança-Agiota . a 14 de Junho de 2012 às 11:11

[Hoje, JUROS subiram para 7% e desceu 3 níveis no rating, quase "lixo" (e Itália para 6%).]

Os espanhóis já estão a pagar o resgate aos bancos
(-por Daniel Oliveira, 14.6.2012, Arrastão)


A Espanha não tinha um problema de dívida pública. Não tinha mas terá.Porque o resgate europeu à banca espanhola foi uma condenação do Estado espanhol a assumir as dores do seu sistema bancário em mais uma nacionalização dos seus encargos. Os problemas do sistema financeiro passaram a ser um problema do Estado que, na prática, assumiu como dívida sua. Sem qualquer certeza de que isto sequer venha a resultar.



É provável que os bancos espanhóis, em troca, venham a emprestar dinheiro ao Estado. Se assim for, estamos perante um "resgate" indireto ao Estado. E é possível que haja condições, por parte da União Europeia, para este resgate, que não conhecemos.



A prova de que se trata de uma transferência de fundos do Estado para o sistema financeiro foram os efeitos imediatos que esta operação teve no rating da dívida soberana espanhola. Isto apesar de, tal como se diz em relação às injeções de capital no BPI e BCP, todos garantirem que as condições para o Estado são excelentes e os contribuintes ainda vão lucrar com o negócio. Os espanhóis vão já começar a pagar, no aumento dos juros de compra de títulos do tesouro (que nem os prováveis empréstimos da banca espanhola irão resolver), os custos do financiamento público ao sistema bancário. A Moody's explica que, ao recorrer àquilo que Rajoy eufemisticamente chama de "linha de crédito", se aumentou o peso da dívida do País. Quem ainda não o tinha percebido?



A parte interessante de tudo isto é como o discurso sobre a necessidade dos Estados contraírem as suas despesas e não se endividarem mais desaparece quando estão em causa os bancos. E como, em troca de tanta generosidade e despesismo público, não se fazem verdadeiras "reformas estruturais" na forma como a banca continua a funcionar.



Ao que parece, os países não podem viver sem um sistema bancário saudável. Mas podem viver sem crescimento, sem consumo interno e com um desemprego acima dos 20%. Salvamos os bancos? Duvido que, sem crescimento, não se trate apenas de adiar a sua morte. Mas mesmo que resultasse, se ao mesmo tempo dizimamos as economias europeias, eles vão servir para financiar exatamente o quê?
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[Hoje, JUROS de Espanha subiram para 7% e desceu 3 níveis no rating, quase "lixo" (e juros de Itália para 6%)...]


De .Próximo... a ir à faca. Desunidos ... a 14 de Junho de 2012 às 11:41
Próximo

Juros disparam em leilão em Itália.
Mário Monti já começou implicitamente a dizer que não é a Espanha.
Sinal de que se aproxima mais um “resgate” de quem é grande demais para a frágil e tóxica rede criada para apanhar uma crise que seria da responsabilidade de pequenos países mal comportados.
O ordoliberal Monti garante que os bancos são mais robustos e a taxa de desemprego é mais baixa. Do que em Espanha, depreende-se.

Isto é tudo muito dinâmico, claro. De resto, é sabido que a Itália, juntamente com Portugal e o Haiti, foi o país que menos cresceu a nível mundial na primeira década do milénio,
sofrendo com um euro que não foi feito para servir as necessidades da sua economia e com o facto de não ter conseguido arranjar eufóricas bolhas para disfarçar este facto,
tal qual Portugal, e ao contrário de uma Espanha com produtividade estagnada, mas com pujante acumulação extensiva de betão.

Seja como for, a crise, a austeridade e a total ausência de instrumentos de política para debelar os desequilíbrios criados garantem o mesmo destino.

Pena é que governos subalternos não tenham tido a capacidade de extrair as conclusões políticas deste facto há pelo menos dois anos atrás.

Um a um, os PIIGS vão sendo postos em cima da mesa...

(-por João Rodrigues , 13.6.2012, Ladrões de B.)


De Cinzas na Europa a 15 de Junho de 2012 às 11:36
O tempo das consequências


«Os mercados demoraram apenas quatro horas a perceber que o "resgate leve" da banca espanhola era mais uma moeda falsa posta em circulação pela comissão liquidatária que governa os destinos da UE.

A ameaça do ministro das Finanças de Madrid, na reunião do Eurogrupo que deu o aval ao pedido espanhol de ajuda, chamando a atenção para o facto de que recusar o resgate bancário no valor indicativo de 100 mil milhões conduziria a Zona Euro a ser obrigada a aceitar um duplo resgate total de Madrid e Roma num valor doze vezes superior, deixou de ser um argumento negocial, para se transformar numa profecia.

O mercado da dívida continua implacável para com Espanha e Itália, com taxas insuportáveis a todos os prazos, em particular no período de referência a 10 anos.
Barroso avança com uma proposta de União Bancária, mas parece ser demasiado tarde.
Com as doenças agudas da terceira e da quarta economias da Zona Euro, a eleição grega no próximo domingo, quase que passa para segundo plano.

Mas tudo indica que Atenas está condenada a ocupar um lugar decisivo no desmoronamento deste edifício cheio de fissuras que é a União Económica e Monetária.
O guião é germânico, mas o rastilho será grego.
A sinergia entre a falência da Grécia, a debilidade bancária da periferia europeia, e a insustentabilidade das dívidas de Madrid e Roma, ameaça fazer do colapso da Zona Euro uma apoteose wagneriana.

O verão de 2012, na sequência dos estios de 1914 e de 1939, poderá ficar na história como o terceiro suicídio da Europa em menos de cem anos.

Só a Alemanha poderá evitar o pior.
Se nada fizer, arcará com as consequências na altura em que a Fénix europeia se reerguer das cinzas.»

[DN] Viriato Soromenho-Marques.


De Revisão das condições de "resgate"... a 11 de Junho de 2012 às 09:14
Irlanda e a Tróika

A Irlanda já anunciou que vai exigir a revisão das condições de resgate face ao bónus relativo condedido a Espanha.

No caso da Irlanda, a situação é cópia da de Espanha que no conjunto está bem pior que a Irlanda pois tem a dívida das autonomias à perna.

Porque razão não deve beneficiar das condições de Espanha?

Em Portugal é que o governo precisa de luz verde de Merkel. Nada de contrariar a todo poderosa.

Mas é perfeitamente justo que seja tudo revisto. Já aqui escrevi que na Europa havia três enteados: Grécia, Irlanda e Portugal.

Penso que haverá dois enteados a refilar. A Irlanda já anunciou. A Grécia dará a resposta nas eleições e Portugal de cócoras. É o que tudo indica.

# Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra


De + Pobres +muros altos + alarmes ... a 11 de Junho de 2012 às 08:56
Filipe Castro , Junho 08, 2012

Quando os ricos que mandam no Durão Barroso tiverem transformado os salários todos em salários de fome, ninguém vai poder comprar nada e a economia para.
E os ricos vão ter de construir muros mais altos e terminais mais discretos nos aeroportos e contratar mais guarda-costas e meter mais alarmes...
Mesmo assim a coisa claramente compensa, e o paraíso da Merkel e do António Borges continua a ser uma republica das bananas, como o Panamá ou a Costa Rica.
Gostos não se discutem...


De Europa na merkel a 11 de Junho de 2012 às 09:08
--------------- Stop Merkel !
(-por AG, 8.6.2012 CausaNossa)

Twitam milhares em Espanha e na Europa.
Parem-na já.
Para que ela, e os invertebrados que se lhe colam às calças, não continuem a parar a UE e a destroçar-nos a Europa!

------------ EUA na merkel...
(por AG )
É o que se conclui da advertência publica que o Presidente Obama hoje fez aos governantes europeus, para que se deixem de merkels e tratem de tomar urgentemente as medidas que se impõem para evitar que o aprofundamento da crise do Euro em Espanha, a crise da sua colectiva barroso-merkelice, empeste as praças americanas, afogue as chinesas e rebente com a economia global.
É preciso explicar em alemão?
ACHTUNG, FRAU MERKEL!!!! ES IST GENUG!!!! ES IST SEHR GEFÄHRLICH!!!!


De Zé da Póvoa a 8 de Junho de 2012 às 11:11
Curioso:
Tanto D.Januário como D.Manuel Martins (bispo emérito de Setubal), quando jovens, foram colaboradores directos de D.António Ferreira Gomes (bispo do Porto) que foi perseguido pela PIDE e pelo regime fascista e teve que se exilar.

Ambos (D.Januário e D.Manuel) sabem o que é ser perseguido pela PIDE, por experiência própria e pelo que viram fazer.

Nos tempos que correm terão que ter maiores cautelas porque os esbirros do Relvas também andam por aí a fazer relatórios e a enviá-los ao chefe a pedir orientação !


De JoãoVasco a 8 de Junho de 2012 às 11:41
As declarações de Januário são de louvar?

Pelo pouco que conheço, simpatizo pessoalmente com a figura de Januário Torgal
(a ausência do termo reverencial «Dom» deve-se ao fim dos títulos nobiliárquicos em Portugal, faz já mais de cem anos).
Parece-me um indivíduo com empatia pelos mais desfavorecidos, e com vontade de afrontar as injustiças e abusos dos poderosos.

Portanto, quando faz críticas severas a este terrível Governo, e estas terríveis políticas, desde as mais recentes
(«No fim ainda aparece um senhor, que pelos vistos ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo um obrigado à profunda resignação de um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico.»)
até às muitas outras que tem vindo a fazer, apelando à mobilização cívica, à defesa da Democracia, a minha primeira reacção é de aplauso.

Mas depois percebo o meu erro. Pelo papel que tem, Januário não deveria fazer esse tipo de declarações.
Eu não gosto quando o Bispo da Madeira fala no «Dragão do Comunismo», tentando condicionar os votos dos madeirenses usando para tal o seu papel de autoridade religiosa.
E esta situação é uma de muitas, reais ou hipotéticas.
A lei actual limita a liberdade de expressão dos sacerdotes para se imiscuírem nas questões político-partidárias.
Pelos vistos considerou-se que o poder de dizer, de forma credível para muitos devotos,
«se votas no partido X vais para o Inferno, se votas no Z Deus recompensar-te-á», é um poder excessivo e que a lei tem de proibir o seu abuso.
É um debate interessante saber se a lei deveria ser desta forma ou não.
Mas enquanto for, creio que não deveria aplaudir quem a viola, mesmo que concorde com as suas palavras e as considere bem intencionadas.


De .Bispo FA e Manipulação do CM. a 11 de Junho de 2012 às 10:40
----Antónimo
... ( 3687 euros, a que se somam 737 euros do suplemento da condição militar. Por mês, o bispo das FA aufere 4423 euros) é o salário de um major-general, um alto posto da hierarquia militar, alguém que tem sob o seu comando alguns milhares de homens, como se fosse o gestor de uma grande empresa.

O Serviço de Assistência Religiosa é mais pequeno mas a sua criação decorre de uma obrigação portuguesa assumida perante os ingleses para participarmos na I Guerra Mundial.

Como por questões de dignidade hierárquica mas também de missão e funcional (repare-se que numa fábrica um director de qualidade ganhará o mesmo que o director de produção e um deles tem mais homens comandados directamente) todos os serviços militares, maiores ou mais pequenos, têm como chefe um general de duas estrelas.

No exército, os chamados serviços são semelhantes às armas, infantaria, cavalaria, artilharia,, etc., mas com missões menos de operação e mais de logística. E alguém se admira por haver generais à frente da Infantaria?

Acontece o mesmo com a classe de construtores navais na Armada, com o serviço de saúde militar no exército ou com os serviços de administração ou intendência.

Claro que os detalhes tramam o CM, mas por lá nunca ninguém se preocupou muito com isso.
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Torgal Ferreira fará o mesmo que outros generais e que centenas e centenas de professores do ensino superior que ganham exactamente a mesma coisa.
São postos altíssimos e especializados dentro da função Pública, gente que apesar dos níveis tb desconta muito sobre esses salários.
Não são Borges ou Catrogas que ganham dez vezes mais e fogem com o grosso do bolo aos impostos.

Mais que isso ganha cada um dos directores do CM, para em vez de informar servir de caixa de ressonância e de promoção à demagogia que nos conduziu aqui.
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Torgal Ferreira ganha o que ganha, como oficial-general, um quadro de topo do Exército, tal como existem esse tipo de salários para muitos e muitos funcionários públicos, de magistrados a professores universitários e directores-gerais de ministérios.

É gente com uma longa carreira contributiva, fazendo descontos, com responsabilidades altas e vivendo dos seus salários. Não estamos a falar de gente que sem currículo e carreira que se veja ao serviço de outros interesses, devido a ligações partidárias certas, seja nomeada para determinado cargo.

Parecendo que não, magistrados, professores universitários e militares ainda vão sendo nomeados e fazendo carreira em função da competência técnica - como em tudo, melhores uns que outros, e uns até bastante maus, fazendo e prestando provas e sujeitando-se a avaliações- fora do caciquismo partidário do bloco central alargado.

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Técnicas de Manipulação Mediática

O Correio da Manhã aka da Correio da M.3.r.d.@ ao publicar esta não-notícia, completamente descontextualizada sobre o Major General que também é Bispo, prestou um Péssimo serviço de jornalismo, mas desenvolveu um excelente serviço de manipulação de massas defenido por Naom Chomsky in "Top 10 Estratégias de Maniulação Mediática" (http://revoltatotalglobal.blogspot.com/2011/05/noam-chomsky-top10-estrategias-de.html)

1. A estratégia da distracção.
- O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
"Manter a ATENÇÃO do público DISTRAÍDA, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.

MANTER o público OCUPADO, ocupado, OCUPADO;
sem nenhum tempo para pensar;
de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


De .Resposta a calúnias do CManha. a 12 de Junho de 2012 às 16:12
Bispo responde a golpe baixo

«O Bispo das Forças Armadas diz-se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro.

Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais.
“É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado.
“Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro:
vai para espiões e para empresas privadas”, critica.

O bispo garante ainda que uma reforma de 2500 euros “depois de décadas de trabalho” não “é nenhuma fortuna” e que a maior parte da pensão que aufere diz respeito aos anos em que foi professor assistente e regente na Faculdade de Letras do Porto. “Fui professor desde Fevereiro de 1971 e até 1989. Saí quando entrei para as Forças Armadas”, explica.

Ontem, o “Correio da Manhã” adiantava que, além da reforma, D. Januário Torgal tem também direito a um conjunto de regalias – como um gabinete de apoio, carro, motorista, secretária e telemóvel.
“O que também é completamente falso”, assegura o bispo.
“Quando pedi a reforma, há quatro anos, abdiquei de tudo isso e nunca tive, sequer, secretária ou motorista”, diz, acrescentando: “E não sou nenhum herói por abdicar dessas regalias. Fiz aquilo que qualquer cidadão deve fazer.”» [i]

Parecer do Jumento:
Quem (CM) respondeu às críticas do bispo é, no mínimo, um bandalho fascista.
«Pergunte-se a Miguel Relvas se foi ele que encomendou o trabalho sujo.»


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