10 comentários:
De JoãoVasco a 8 de Junho de 2012 às 11:41
As declarações de Januário são de louvar?

Pelo pouco que conheço, simpatizo pessoalmente com a figura de Januário Torgal
(a ausência do termo reverencial «Dom» deve-se ao fim dos títulos nobiliárquicos em Portugal, faz já mais de cem anos).
Parece-me um indivíduo com empatia pelos mais desfavorecidos, e com vontade de afrontar as injustiças e abusos dos poderosos.

Portanto, quando faz críticas severas a este terrível Governo, e estas terríveis políticas, desde as mais recentes
(«No fim ainda aparece um senhor, que pelos vistos ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo um obrigado à profunda resignação de um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico.»)
até às muitas outras que tem vindo a fazer, apelando à mobilização cívica, à defesa da Democracia, a minha primeira reacção é de aplauso.

Mas depois percebo o meu erro. Pelo papel que tem, Januário não deveria fazer esse tipo de declarações.
Eu não gosto quando o Bispo da Madeira fala no «Dragão do Comunismo», tentando condicionar os votos dos madeirenses usando para tal o seu papel de autoridade religiosa.
E esta situação é uma de muitas, reais ou hipotéticas.
A lei actual limita a liberdade de expressão dos sacerdotes para se imiscuírem nas questões político-partidárias.
Pelos vistos considerou-se que o poder de dizer, de forma credível para muitos devotos,
«se votas no partido X vais para o Inferno, se votas no Z Deus recompensar-te-á», é um poder excessivo e que a lei tem de proibir o seu abuso.
É um debate interessante saber se a lei deveria ser desta forma ou não.
Mas enquanto for, creio que não deveria aplaudir quem a viola, mesmo que concorde com as suas palavras e as considere bem intencionadas.


De .Bispo FA e Manipulação do CM. a 11 de Junho de 2012 às 10:40
----Antónimo
... ( 3687 euros, a que se somam 737 euros do suplemento da condição militar. Por mês, o bispo das FA aufere 4423 euros) é o salário de um major-general, um alto posto da hierarquia militar, alguém que tem sob o seu comando alguns milhares de homens, como se fosse o gestor de uma grande empresa.

O Serviço de Assistência Religiosa é mais pequeno mas a sua criação decorre de uma obrigação portuguesa assumida perante os ingleses para participarmos na I Guerra Mundial.

Como por questões de dignidade hierárquica mas também de missão e funcional (repare-se que numa fábrica um director de qualidade ganhará o mesmo que o director de produção e um deles tem mais homens comandados directamente) todos os serviços militares, maiores ou mais pequenos, têm como chefe um general de duas estrelas.

No exército, os chamados serviços são semelhantes às armas, infantaria, cavalaria, artilharia,, etc., mas com missões menos de operação e mais de logística. E alguém se admira por haver generais à frente da Infantaria?

Acontece o mesmo com a classe de construtores navais na Armada, com o serviço de saúde militar no exército ou com os serviços de administração ou intendência.

Claro que os detalhes tramam o CM, mas por lá nunca ninguém se preocupou muito com isso.
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Torgal Ferreira fará o mesmo que outros generais e que centenas e centenas de professores do ensino superior que ganham exactamente a mesma coisa.
São postos altíssimos e especializados dentro da função Pública, gente que apesar dos níveis tb desconta muito sobre esses salários.
Não são Borges ou Catrogas que ganham dez vezes mais e fogem com o grosso do bolo aos impostos.

Mais que isso ganha cada um dos directores do CM, para em vez de informar servir de caixa de ressonância e de promoção à demagogia que nos conduziu aqui.
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Torgal Ferreira ganha o que ganha, como oficial-general, um quadro de topo do Exército, tal como existem esse tipo de salários para muitos e muitos funcionários públicos, de magistrados a professores universitários e directores-gerais de ministérios.

É gente com uma longa carreira contributiva, fazendo descontos, com responsabilidades altas e vivendo dos seus salários. Não estamos a falar de gente que sem currículo e carreira que se veja ao serviço de outros interesses, devido a ligações partidárias certas, seja nomeada para determinado cargo.

Parecendo que não, magistrados, professores universitários e militares ainda vão sendo nomeados e fazendo carreira em função da competência técnica - como em tudo, melhores uns que outros, e uns até bastante maus, fazendo e prestando provas e sujeitando-se a avaliações- fora do caciquismo partidário do bloco central alargado.

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Técnicas de Manipulação Mediática

O Correio da Manhã aka da Correio da M.3.r.d.@ ao publicar esta não-notícia, completamente descontextualizada sobre o Major General que também é Bispo, prestou um Péssimo serviço de jornalismo, mas desenvolveu um excelente serviço de manipulação de massas defenido por Naom Chomsky in "Top 10 Estratégias de Maniulação Mediática" (http://revoltatotalglobal.blogspot.com/2011/05/noam-chomsky-top10-estrategias-de.html)

1. A estratégia da distracção.
- O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
"Manter a ATENÇÃO do público DISTRAÍDA, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.

MANTER o público OCUPADO, ocupado, OCUPADO;
sem nenhum tempo para pensar;
de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


De .Resposta a calúnias do CManha. a 12 de Junho de 2012 às 16:12
Bispo responde a golpe baixo

«O Bispo das Forças Armadas diz-se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro.

Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais.
“É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado.
“Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro:
vai para espiões e para empresas privadas”, critica.

O bispo garante ainda que uma reforma de 2500 euros “depois de décadas de trabalho” não “é nenhuma fortuna” e que a maior parte da pensão que aufere diz respeito aos anos em que foi professor assistente e regente na Faculdade de Letras do Porto. “Fui professor desde Fevereiro de 1971 e até 1989. Saí quando entrei para as Forças Armadas”, explica.

Ontem, o “Correio da Manhã” adiantava que, além da reforma, D. Januário Torgal tem também direito a um conjunto de regalias – como um gabinete de apoio, carro, motorista, secretária e telemóvel.
“O que também é completamente falso”, assegura o bispo.
“Quando pedi a reforma, há quatro anos, abdiquei de tudo isso e nunca tive, sequer, secretária ou motorista”, diz, acrescentando: “E não sou nenhum herói por abdicar dessas regalias. Fiz aquilo que qualquer cidadão deve fazer.”» [i]

Parecer do Jumento:
Quem (CM) respondeu às críticas do bispo é, no mínimo, um bandalho fascista.
«Pergunte-se a Miguel Relvas se foi ele que encomendou o trabalho sujo.»


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