De .Resgatar Estados das garras dos Bancos. a 18 de Junho de 2012 às 14:49
A conspiração alemã
(- por AG , CausaNossa, 16.6.2012)

Descreve-a Floyd Norris, o correspondente chefe para os assuntos económicos do New York Times, no artigo "As Europe's currency union frays, conspiracy theories fly", ontem publicado.

Uma conspiração que está a destruir o euro e a UE, visando conseguir pela via financeira o que não foi conseguido pelas armas: uma Europa alemã.

Exagero ofensivo, acusarão alguns. Mas, se não é, parece!

Com a procrastinação (adiar/atrasar sempre) de Merkel em relação a várias saídas apontadas para a crise - o BCE como verdadeiro Banco Central e com mandato para emprestar aos governos, a garantia de depósitos comum, os eurobonds ou um fundo de amortizaçao da divida...
E a obstinação de Merkel em impor a receita de austeridade recessiva e punitiva, enquanto os seus Bancos e empresas exportadoras - que muito instigaram o despilfarro orçamental, as bolhas imobiliárias e o endividamento das famílias na Europa - entretanto tratam de limpar as suas carteiras de investimentos tóxicos.

Como sublinha o articulista, com conspiração ou sem ela, o resultado é o mesmo:
o Euro está a criar o contrário da prosperidade, cooperação e integração que era suposto criar e a Alemanha está a fomentar recessão, ressentimento e raiva na Europa.
E o impacto devastador abala à escala mundial.
Não será, esperemos, inicio da III Grande Guerra. Mas uma certa guerra já começou...

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Resgate dos Estados das garras dos bancos
(-por AG , 15.6.2012)

No rescaldo do resgate espanhol, o Governo português deve pedir à Troika a reconsideração das condições e do prazo de reembolso do empréstimo a Portugal, na linha do que serão as aplicaveis para outros países.
Irlanda e Grécia já estão a exigi-lo, só o Governo de Passos Coelho é que continua amestradamente submisso, pagando duramente os portugueses.

Defendi esta linha de pensamento na edição de 12 de Junho da rubrica Conselho Superior na rádio pública ANTENA 1, por entender ser mais do que tempo de Portugal reivindicar condições de ajustamento que deixem meios para investir no crescimento e no emprego.

Como é tempo para o Governo obrigar a banca nacional a emprestar às Pequenas e Médias Empresas, sobretudo às exportadoras ou orientadas para substitutir importações.

Alem dos antros de criminalidade que eram o BPN, o BPP, outros bancos, como o BES por exemplo, foram cúmplices ou, pelo menos, instigadores do despilfarro que contribuiu para o endividamento dos cofres públicos.

Refiro-me a despesas com estádios, submarinos, parcerias público-privadas, etc. ...
em que os bancos nacionais se encarregaram das engenharias financeiras desastrosas para o Estado....

Em toda a Europa sucedeu o mesmo.
A falta de credibilidade e seriedade na gestão dos bancos (espanhóis, franceses, alemães...) colocou-os no epicentro da crise.

O Parlamento Europeu já o tinha assinalado em Junho de 2010 e então exigido e proposto medidas para separar
as dividas dos Estados
das dividas dos bancos - num relatório da eurodeputada portuguesa Elisa Ferreira, a que, na altura, Comissão Europeia e Conselho fizeram ouvidos de mercador.

Exijamos que se redimam na próxima Cimeira Europeia, agora que Chipre e Itália também estão na iminência de precisar de resgate.


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