Bancos e gangsters (banksters)

                God  save  the …  banks             e           A  gula  bancária 

     As autoridades britânicas anunciaram um conjunto de medidas de emergência para fazer frente à crise da dívida europeia, disponibilizando uma cifra de 100 mil milhões de libras (123,5 mil milhões de euros). O ponto principal deste pacote é um financiamento de 80 mil milhões de libras (cerca de 98,7 mil milhões de euros) do banco central aos bancos comerciais, para as próximas semanas e a um preço reduzido. Paralelamente, o pacote compreende uma injecção de cerca de 5000 milhões de libras por mês nos bancos do centro financeiro de Londres para aumentar a liquidez.

      Todos falam da crise das dividas soberanas (os malvados povos do sul que só querem sol e praia e gastam acima das suas possibilidades), mas o que assistimos actualmente é a uma crise dos bancos, (que dos banqueiros não consta que passem por dificuldades), com os estados a endividarem-se desesperadamente para os capitalizar. Os bancos, os principais responsáveis pela crise de 2009 mas que não os impediu de continuarem a especular, (e surpreendentemente a passar nos testes feitos pelo BCE), chegam finalmente ao momento em que mostram estar descapitalizados e a forçar os governos a injectar muitos milhares de milhões. Quem vai pagar em sacrifícios e austeridade tudo isto? Nós.

 --------

      Os bancos portugueses nunca pediram tanto dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu como no mês passado com o financiamento junto do BCE a atingir já os 58,7 mil milhões de euros, mais 3,3 mil milhões de euros que no mês anterior.

      Não entendo mesmo nada de finanças, mas faz-me confusão que a solução para um país cujo problema é a divida externa  seja uma ajuda de 78 mil milhões, continue a ir aos mercados pedir mais milhares de milhões emprestados e os seus bancos, que acabaram de ser capitalizados com mais 6 mil milhões, aumentem constantemente  a sua dívida.

Mais grave ainda quando se sabe que o crédito mal parado não pára de crescer a grande velocidade e todo este dinheiro que entra na banca acaba para não ser utilizado em empréstimos às empresas e ao desenvolvimento da economia e do emprego.
       Como é possível resolver os problemas do país se o endividamento aumenta, os juros a pagar aumentam e a economia em recessão encolhe?

 O Filme da Semana  (-por  Kaos )



Publicado por Xa2 às 07:47 de 20.06.12 | link do post | comentar |

4 comentários:
De outra vez + BANKSTERS !! a 1 de Julho de 2012 às 11:35

Banksters!

(- por AG, CausaNossa, 28.06.2012)

Bancos covis de gangsters é o que todos os dias descobrimos mais - a crise do capitalismo de casino tem pelo menos o efeito de os ir expondo.
Agora é o supostamente irrepreensível BARCLAYS, mas já se anunciam revelações sobre o envolvimento de outros na mesma tramóia criminosa de declarar taxas de empréstimo entre bancos mais baixas do que as realmente praticadas, para enganar investidores e autoridades. Entre eles os colossos CITYBANK, MORGAN, HSBC, RBS e, vejam lá bem, o germanoasseptico DEUTSCHE BANK (Angelita, filha, olha para a grossa porcaria que tens em casa, não andes só prá i a dizer mal da chafarica dos gregos e outros pigs...).
Mas o casino é tão desbragado que os banqueiros gangsters, apesar de revelada a trama de malfeitorias, continuam sem pinga de vergonha - Bob Diamond, o top executivo do BARCLAYS, ao saber da multa de 450 milhões de dolares que o Banco terá de pagar, limitou-se a adiantar que ele e a direcção prescindiriam de ... bónus no corrente ano.!!!!
Já lá vai o tempo em que um banqueiro era suposto irradiar seriedade, confiança, fiabilidade.
Agora olhem para eles, de fatos Saville Row, camisas Jermyn Street e sapatinhos Church's: são mesmo banksters! nem lhes passa pela cabeça ao menos demitirem-se, depois de terem roubado à fartazana e de serem expostos como ladrões.
E a justiça vai funcionar para estes criminosos de alto coturno, ou só para os pobres pilha-galinhas?
Do poder político nem vale a pena falar - os banksters têm comprados muitos dos governantes, agentes políticos e altos funcionários do Estado que podiam e deviam agir.
Olhe-se para Portugal - dos contratos blindados das PPP aos submarinos, os decisores corruptos foram no fundo executores avençados - por detrás e por baixo estava a engenharia financeira criminosa dos nossos banksters.
E alguém até hoje os incomodou, através da justiça, do regulador ou do poder político?
Claro que não estou a falar dos já incriminados pelos casos de policia que desde sempre foram BPP e BPN: estou a falar dos outros, dos que sabiam desses casos de policia e calaram porque, de forma eventualmente mais refinada, andavam todos ao mesmo: a esmifrar e defraudar o Estado e a UE, a comprar influências e decisões e a ludibriar contribuintes incautos e confiantes.


De .Func.Púb. de 1ª e de 2ª e 3ª ... a 21 de Junho de 2012 às 16:45
Vá bardamerda senhor Governador ...! De um professor universitário e investigador

Sabiam que o Banco de Portugal comparticipa a ( Eu diria, paga ) 100% as despesas de saúde dos seus funcionários? Quem paga isso? Somos nós os contribuintes, enquanto que a ADSE paga só aquilo que nós sabemos. Eu não sei. Só sei que o meu sistema de saúde é o SNS . Discordo completamente, que haja vários sistemas de saúde.
É por isso que funcionários do Banco de Portugal fazem implantes dentários e os "outros implantes" que estão agora na moda às funcionárias e às mulheres dos funcionários.
Como é isto possível?
E nós que somos os pagantes, ficamos calados???,,,,
Vá bardamerda senhor Governador!Neste país há investigadores universitários que estudam todos os dias até altas horas da noite, que trabalham continuamente sem limites de horários, sem fins-de-semana e sem feriados. Há professores universitários que dão o seu melhor, que prepararam cuidadosamente as suas aulas pensando no futuro dos seus alunos, que dão o melhor e sem limites pelas suas universidades. Há policias que ganham miseravelmente, que não recebem horas extraordinárias, que pagam as fardas do seu bolso e para sobreviverem têm de prestar os serviços remunerados.Toda esta gente e muita mais que poderia ser referida foi eleita como a culpada da crise, denunciada como gorduras do Estado, tratada como inutilidade social, acusada de ganhar mais do que a média, desprezada por supostamente não ser necessária para a direita se manter no poder. Mas há uns senhores neste país que ganham muito mais do que a média dos funcionários públicos, que têm subsídios extras para tudo e mais alguma coisa, que cumprem com incompetência as suas funções, que recebem pensões chorudas, que vivem do dinheiro dos contribuintes como todo o Estado, mas que não foram alvo de nenhuma das medidas de austeridade que até hoje foram aplicadas aos funcionários públicos. São os meninos e meninas do BdP.Ainda as pessoas mal estavam refeitas do anúncio da pilhagem aos seus rendimentos e há um tal Costa, governador do Banco de Portugal, vinha defender que as medidas deste OE deveriam prolongar-se para além de 2014. Isto é, o senhor defende que os cortes se tornem definitivos. No mesmo dia a comunicação social informava que as medidas de austeridade aplicadas aos funcionários públicos não seriam aplicadas aos funcionários do banco de Portugal, o argumento para tal situação era o da independência do banco.Mas se o Governo não pode nem deve interferir na gestão do BdP e o senhor Costa se comporta como um cruzamento entre a ave agoirenta e o Medina Carreira o mínimo que se espera é que ele dê o exemplo pois nada o impede de aplicar aos seus (incluindo os pensionistas do BdP) a austeridade que exige aos outros. No caso do BdP o senhor Costa não só estaria a adaptar as mordomias dos funcionários públicos e pensionistas do BdP à realidade do país como estaria a dar um duplo exemplo, um exemplo porque aplica aos seus a austeridade que exige aos outros e um exemplo porque chama os seus a responder pela incompetência demonstrada enquanto entidade reguladora de bancos como o BPN ou o BPP.Porque razão um professor catedrático de finanças ganha menos do que um quadro do BdP, não recebe subsídio para livros como este e na hora da austeridade perde parte do vencimento e os subsídios enquanto o funcionário público do BdP não corta nada e muito provavelmente ainda recebe um aumento?E já que falamos no BdP que tanto se bate pela transparência das contas públicas e do Estado enquanto o seu governador anda por aí armado em santinha das finanças, porque razão os vencimentos e mordomias do BdP não aparecem no seu site de forma a que sejam conhecidas pelos contribuintes que as pagam? Todas as colocações, subidas de categoria e remunerações dos funcionários públicos são divulgadas no Diário da República mas o que se passa no BDP é segredo, muito provavelmente para que o povo não saiba e assim manterem o esquema.Ainda a propósito de transparência seria interessante saber porque razão os fundos de pensões da banca vão ser transferidos para o Estado e o do Banco de Portugal fica de fora. O argumento da independência não pega, o que nos faz recear que o fundo de pensões seja abastecido de formas pouco aceitáveis para os portugueses


De .DesGOV. apoia precariedade e patrões. a 20 de Junho de 2012 às 12:24

Os "reajustamentos na força de trabalho"
(-por Sérgio Lavos , Arrastão)

Quando o ministro Vítor Gaspar confessou a sua surpresa em relação ao diferencial entre as expectativas do Governo para o desemprego e a realidade - parece que o modelo teórico (?) não tinha previsto um aumento tão acentuado - o povo partilhou com Gaspar e os outros governantes um pesar colectivo generalizado.
Mas eis que, passado algum tempo, lá vem o estudo encomendado pelo Governo
- sabe-lá quanto terá custado mais este estudo ao Estado, isto é, aos nossos bolsos -
que explica tudo:
parece que pelo menos 0.5 % desse aumento é explicado pelas dificuldades das empresas no acesso ao crédito.

Curiosamente, há um ano que o Governo anda a tentar estimular os bancos a emprestarem às empresas. Aparentemente, sem sucesso.

As sucessivas recapitalizações dos bancos portugueses - o eufemismo para os subsídios concedidos pelo Estado às entidades financeiras - têm redundado em fracasso.

Mas todo este processo é contraditório; o Governo tanto apela à poupança privada como espera que os bancos emprestem mais dinheiro.
É um problema certamente não previsto nos "modelos económicos" do ministro Gaspar, mas que qualquer regra de bom senso esperaria:
sem dinheiro a circular na economia, as esperanças de crescimento são mínimas.

Com pouco dinheiro nos bolsos, e na expectativa de ainda terem menos, os portugueses consomem muito menos, os bancos emprestam menos - o risco é mais elevado - e a margem para o empreendedorismo é reduzida.
Ninguém quer arriscar em tempos de crise - o termo real para o "reajustamento" de que fala o documento.

Mas o relatório chega a outras interessantes conclusões:
surpreende-se com o facto de o sector mais dinâmico da economia - as exportações - não estar a "criar" mais emprego, absorvendo os desempregados dos sectores da economia em contracção.

Realmente, surpreendente que os empresários não estejam a contratar mais gente e que o crescimento residual das exportações não compense a brutal contracção do consumo interno provocada pela austeridade "além da troika".

E mais surpreendente é outro aspecto do estudo:
a rigidez do mercado de trabalho também contribui para o aumento do desemprego.
Esta conclusão é deveras interessante, sobretudo porque colide de frente com outra conclusão do mesmo estudo:
na expectativa de que o período de "reajustamento" (i.e., crise) seja mais demorado do que o inicialmente previsto, os empresários estarão também a fazer os seus "reajustamentos" na força de trabalho.

Extraordinário exercício de novilíngua, este, que eu descodifico para quem ainda não percebeu.

Os patrões estão a reduzir salários e a despedir pessoas com receio de que a crise ainda vá piorar.
Mas, as leis laborais não são rígidas?
Mas, não é difícil despedir pessoas e baixar salários?
Tudo muito intrigante.

O Governo escolheu o seu lado no combate ao desemprego.
Não o lado de quem produz a mais valia para a economia, os trabalhadores, mas o lado de quem explora essa mais valia, enriquecendo, os patrões.

Uma escolha ideológica, plasmada no fabuloso programa "Estímulo 2012", que no fundo canaliza verbas para subsidiar as empresas que promovem a precariedade.
Para além de mascarar os números do desemprego para inglês ver, não se vê que benefícios possa trazer um programa que prevê o pagamento de parte do ordenado a trabalhadores com contratos a termo certo.
Partilhar custos laborais com os empresários - o ovo de Colombo para resolver os problemas do desemprego.

Não há modelo teórico que preveja tanto adiantado mental a comandar os destinos do país.
Vejamos que outras surpresas nos esperam ao virar da esquina.


De .O pânico dograndes... G20. a 20 de Junho de 2012 às 12:12

O pânico
(-por Sérgio Lavos, Arrastão)

G20 defende menos austeridade na Europa (http://economia.publico.pt/Noticia/g20-defende-menos-austeridade-na-europa-1551008 ).

Ou, por outras palavras, os grandes líderes tentam evitar que Angela Merkel continue a conduzir o mundo em direcção a uma crise económica generalizada, sem precedentes. Boa sorte para eles (e para nós) - a teimosia moralista é pior do que qualquer forma de incompetência.


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