14 comentários:
De .Para 'tachos' c. foto Amiga... a 4 de Julho de 2012 às 13:17
O Bilhim não tem crise

«A Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública (CReSAP) foi criada no final do ano passado mas os membros apenas tomaram posse em Abril.
Ao todo, a equipa, constituída por um presidente e três vogais, vai custar aos cofres do Estado 466,2 mil euros, de acordo com as Finanças.
Ficam ainda de reserva oito mil euros para despesas.

A comissão foi alvo de polémica depois da publicação em Diário da República da nomeação de João Bilhim para a CReSAP, que dava conta que o “fiscal das nomeações” ia receber por mês o mesmo que o primeiro-ministro (mais de cinco mil euros).

A pergunta do PS não fazia referência directa aos salários dos nomeados, ainda assim, Vítor Gaspar justificou a opção pelo vencimento mais alto na administração pública:
“Importaria garantir uma remuneração compatível com o currículo, experiência profissional e estatuto remuneratório auferido nas carreiras de origem.”»
[i]

Parecer: Argumento ridículo. «Demita-se o ministro.»


De . Destruir Segurança Social. a 27 de Junho de 2012 às 16:59

Destruição da Segurança Social - check

(-por Sérgio Lavos, Arrastão)

Está a ser conseguido um dos objectivos deste Governo: destruir o Estado Social (e, recorde-se, sem que o défice seja reduzido).

"As contas públicas dos primeiros cinco meses são claras. A destruição do emprego tornou-se numa crise social. Mas os encargos com as pensões de bancários ultrapassam a verba para RSI ou pensões de idosos. (...)

O Governo alega ter sido surpreendido pelo impacto na economia da política seguida, mas as contas da Segurança Social mostram o contrário.
Desde Maio de 2011 - quando o memorando com a troika se tornou público -, o número de novos desempregados inscritos nos centros de emprego começou a subir.
Se, em Abril de 2011, a inscrição de novos desempregados estava a cair 14% face a 2010, no mês seguinte subiu logo 5%.
E continuou a subir todos os meses.
Um ano depois, ainda estava a crescer a um ritmo de 12%. (...)

Olhando para as contas globais, é de antever que o prolongamento desta trajectória terá consequências gravosas para o sistema de protecção.
Enquanto em 2011 (face a 2010), o saldo se manteve positivo porque as despesas se reduziram mais do que as receitas, a situação inverteu-se em 2012.
As receitas apenas crescem à custa do OE e as despesas estão a subir face a 2011, com o saldo em queda.
E como não é de prever que, proximamente, as contribuições subam ou que se reduzam os apoios sociais, o saldo da Segurança Social vai degradar-se até que o emprego volte a subir."

Mas ainda bem que Passos Coelho anunciou ontem o fim da crise...


De .IJustiça, escravidão, protecionismo,... a 27 de Junho de 2012 às 15:15

(Haja) Justiça!
(-por OJumento, 26.6.2012)

Se o país tivesse sido poupado à fraude do BPN muito provavelmente não estaria na situação em que se encontra, o montante envolvido é muito superior ao que o Estado poupa ao espoliar funcionários e pensionistas ficando-lhe com os subsídios.
Mas a nossa justiça não fez o mais pequeno esforço para identificar os responsáveis, limitou-se a fazer um simulacro de investigação e a levar um ou dois a julgamento.
É evidente que não querem que o povo conheça toda a extensão da fraude, os custos sociais que provocou e o nome de todos os beneficiários.

Se o país combatesse eficazmente a evasão fiscal poderia promover justiça fiscal e disporia de recursos financeiros que teriam evitado a crise financeira.
Mas parece que quem manda neste país não quer que assim seja, o país esvai-se em evasão fiscal e o governo faz de conta que o fenómeno não existe, até se dá ao luxo de promover a desorganização da máquina fiscal para promover fusões da treta.
Desde os tempos dos perdões fiscais de Oliveira e Costa, secretário de Estado de Cavaco Silva, que a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais não passa de um serviço de finanças reservado aos mais ricos, ali produz-se legislação onde se multiplicam os truques para que os mais ricos beneficiem de esquemas para que não paguem impostos.

Se o governo cortasse nas famosas gorduras do Estado, se eliminasse os tais instituto que estão a mais e acabasse com a vergonha das fundações privadas que servem para muitos evitarem pagar impostos não teria sido necessário cortar tanto na saúde ou aumentar o IVA nos produtos alimentares.
Mas o governo preferiu sacrificar os mais pobres para que o Estado continue a alimentar os amigos, enquanto corta em vencimentos e investimento.

E como se tudo isto não bastasse o Passos Coelho decidiu ser mais troikista do que a troika e atirar a economia portuguesa para um beco sem saída.
A irresponsabilidade de coca bichinhos universitários e de um primeiro-ministro inexperiente, com fracos recursos intelectuais e sem grande sensibilidade para a realidade social está conduzindo o país para a ruina e o conflito social.

O défice cresce, o fisco corre o risco de colapsar com a evasão fiscal, o desemprego cresce exponencialmente, o país está cada vez em pior situação e bem pior do que estava antes do pedido de ajuda internacional e do que fala o primeiro-ministro?
Não sugere o combate à evasão fiscal, não diz que vai cortar as gorduras do Estado, esqueceu-se das fundações e dos institutos, diz que se for necessário adopta mais austeridade, rodeado de seguranças armados o nosso primeiro-ministro é um homem muito corajoso.
Esta gente ainda não percebeu que já foi longe demais num programa de austeridade que além de inútil promove a injustiça, a discriminação e que visa tirar aos pobres e a alguma classe média para dar aos que por inércia ou incompetência foram incapazes de se manter competitivos num mercado cujas regras defenderam.
Estão a tirar aos que trabalham para darem a empresários que só foram competitivos com escravidão, subsídios e proteccionismo.

Não é mais austeridade que o povo já não aguenta, aquilo que o povo já não estará disposto a suportar durante muito mais tempo é a tremenda injustiça que lhe está sendo imposta.


De .lá vem + Merda, Ladrões e Burlões ... a 27 de Junho de 2012 às 15:35
Zé escorpião • ------ "LÁ VAI ÁGUA"
Este era o aviso , que era feito aos incautos que circulavam nas ruas de Lisboa no século dezoito. Se o pobre se descuidava, lá levava um banho com o conteúdo da chamada "tijela da casa", que era o recipiente onde tudo se despejava.

Pois é este aviso que o nosso primeiro acaba de nos fazer. "se forem necessárias mais medidas de austeridade assim o farei".
Não tenhamos dúvidas com um défice a apontar para os 5,7% do PIB, numa previsão otimista. Preparemo-nos para o que aí vem.

Numa conferência proferida em Faro pelo sr. ulrich (BPI), entre outras pérolas de sapiência afirmou "Um ano depois de assinarmos o memorando da "troika", são impressionantes os progressos que já foram feitos.".
Francamente, que se deve estar a referir à taxa de desemprego galopante, às falências em catadupa, ao corte no financiamento às empresas, à continuação dos escandalosos vencimentos dos "meninos de ouro", que por aí proliferam como cogumelos.

Já mais realista é o Dr. Vasco Vieira de Almeida, que em entrevista ao Jornal de Negócios sublinha "Juntar crescimento a esta austeridade é uma falácia.
Como é que pode haver medidas de desenvolvimento com um sistema fiscal que aumenta os impostos de forma imcomportável, com reduções de salaários, com a miséria que começa a alargar, com um sistema bancário que não pode financiar a economia?"
e continua
"Aquilo que se fez depois do 25 de Abril -dignificar as pessoasa, que passaram a ter liberdade, a poder ir á escola, a ter direito à saúde-,
isso sim constitui um projeto, um valor e uma verdadeira reforma da sociedade".

Pois meus amigos é tudo isto que estamos perdendo. Devido à cegueira ideológica dos iluminados neo.liberais que nos desgovernam.

Quando todos os Países intervencionados se preparam, par fazer uma frente comum às medidas
impostas por Berlim, o nosso primeiro, continua caninamente, como bicho bem amestrado, a não pôr em causa nenhuma das medidas que nos foram impostas pela "troika".
Esperando que no fim do banquete, do final do mes, da mesa caiam algumas migalhas.

Como em tempos recuados dise Platão
"O mais feio segundo a natureza é sempre o que é mais desvantajoso, neste caso, sofrer a injustiça; segundo a lei, será cometê-la.
A verdade é que suportar a injustiça não é atitude própria de um homem, mas de um ESCRAVO, para quem é melhor morrer do que viver, dado que, perante a injustiça e os ultrajes, não tem qualquer hipótese, nem para si nem para os que lhe são mais caros."

REVOLTEMO-NOS POIS..
Por isso preparemo-nos.
"Lá vem mais água", quero dizer merda, que é o que estes só têm feito.
----------
ccastanho
Jumento, os Portugueses são como os tomates dos porcos: andamos sempre a traz. Se… Se… Se… Se… Se a Justiça respondesse mais rápido no BPN… dizemos hoje. Daqui a dois ou três anos… vamos dizer: Se… Os Portugueses, não tivessem permitido, que um António Borges fosse a cabeça das privatizações que reduziram o País a uma loja de penhores… Hoje (daqui a três anos!) estaríamos ainda com capacidade de imprimir alguma regulação na economia através de algumas empresas emblemáticas de utilidade pública na posse do Estado Português.

Puxo para aqui, a personalidade de António Borges, porque, Marc Roche autor do livro “ O Banco “ que é o Top mundial da prosa económica sobre o Goldman Sachs como dirige o mundo.
... com muita preocupação (do Jornalista) por Borges ser a cabeça das privatizações em Portugal, diz até, que Borges não é transparente acerca do seu passado no Goldman Sachs ...
Marc Roche diz ainda: que estas pessoas não são transparentes, e que o Povo Português tem o dever de questionar o Sr Borges acerca das suas funções no Goldman Sachs por uma questão de conflito de interesses nas privatizações em Portugal.
... Portanto Jumento, Se… Se…Se… Se… Os Portugueses não fossem pategos e parvos… Já tínhamos corrido com esta gente que nos desgoverna ...


De .Polvo financeiro em Portugal... a 27 de Junho de 2012 às 15:43
Goldman & Sachs em Portugal
- Quem é Carlos Moedas?

Goldman and Sachs e Os arautos da transparência...

Os arautos da transparência, têm como adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que se veio agora a saber ter 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.

Como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Nada obsceno para quem é adjunto de PPC!

E não é que o bom do Moedas até comprou as participações dos ex-sócios para "oferecer" o bolo inteiro à mulher???!!!!. Disse ele à Sábado.

Não esquecer ainda que o Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalhar antes de vir para o Governo.

Também o António Borges é outro ex-dirigente do Goldman e que agora está a orientar(!?!?) as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

Adoro estes liberais de trazer por casa, dependentes do Estado, quer para um emprego, quer para os seus negócios.

Lamentavelmente, a política económica suicidária da UE, que resultou nas tragédias que ja todos conhecem, acresce a queda do Governo Holandês (ironicamente, acérrimo defensor da austeridade) e o agravamento da recessão em Espanha.

Por conseguinte, a zona euro vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido e os ataques dos especuladores são cada vez mais mortíferos.
Vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc. apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única.
Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte ­americano levantou um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores.
Ficou também demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efetuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido.
Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes).

Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta.
Entretanto, todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta atividade predatória.
Tudo isto, revoltantemente, acontece com a cumplicidade de governantes e das autoridades reguladoras.
Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos.
Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objetivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos.
Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como condena milhões de pessoas a fome.

No que toca a canibalização económica de um país a fórmula é simples:
o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-o, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas.
Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse pais.
De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a abrir os seus sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais.

Como as empresas nacionais estão bastante fragilizadas e depauperadas pelas medidas de austeridade e da consequente recessão não conseguem competir e acabam por ser presa fácil das grandes corporações internacionais.

A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente. Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu


De .Império da Banca -vs- Democracias. a 27 de Junho de 2012 às 16:15

Império da Banca mundial especuladora agiota, predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, ...
...

A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente.
Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais,
de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações.

Desta maneira, dos cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs.

E na UE estão:
Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respetivamente), entre outros.

Alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs.

Este poderoso IMPÉRIO do MAL, que se exprime através de SOCIEDADES ANÓNIMAS (com sede em OFF SHORES / paraísos fiscais), está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias.

Texto de Domingos Ferreira
Professor/Investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa In

https://www.google.pt/search?sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=Os+arautos+da+transpar%C3%AAncia%2C+t%C3%AAm+como+adjunto+do+primeiro-ministro


De Não querem VER, o beco sem saída.!. a 27 de Junho de 2012 às 11:12
A não-solução e as alternativas

«Aquilo a que o governo chama pomposamente “reformas estruturais” não passa de um eufemismo de “empobrecimento generalizado da população”.

Um ano depois de Passos Coelho ter tomado posse é claro que este rumo não consegue sequer aquilo que garante fazer:
Portugal não vai cumprir as metas draconianas que acordou com a troika. (...)
Hoje confirma-se aquilo que muitos diziam sobre esta política ideológica e cega:
não só NÃO SERVE, como nem sequer é capaz de atingir os números que se propõe.
O austeritarismo conduziu-nos a uma armadilha:
aquilo que cortamos em despesas e aumentamos em impostos foi engolido por tudo o que perdemos em produção e emprego.
O resultado é um país mais pobre e menos capaz de criar a riqueza de que necessita para viver.»

Do artigo «Um país de coelhos», de Nuno Ramos de Almeida, que merece ser lido na íntegra.
Perante as evidências crescentes do fracasso da solução austeritária – que não só não resolveu os problemas como agravou a situação do país, obrigando-o a entrar numa calamitosa espiral recessiva –
continua a preparar-se o terreno (sem subtilezas possíveis), para decretar novas medidas de austeridade.

A frase «não há alternativa», proferida até aqui por crentes convictos e por crentes resignados ao austeritarismo, começa agora a assumir os matizes próprios da auto-justificação («não havia alternativa...»).

Como se estivessem ainda, apesar de tudo, a falar de uma receita credível, para assim a distinguir de outras, que tomam como inviáveis logo à partida.

(-por Nuno Serra, Ladrões de B., 27.6.2012)


De MoKa a 27 de Junho de 2012 às 10:58
Bom post.
É o chamado «vira-o-disco-e toca-sempre-aos-mesmos».
Só não entendo como é que o «Zé Povinho» atura isto sem se revoltar...
Ou será que já são os «Zé Povinho» que estão no poder?
Como se chamará então o regime em que vivemos? Ditadura Popular ou Democracia do Proletariado? Ou o quê? Porque Democracia não é de certeza absoluta...

Ou será como ironizava o poeta Millôr Fernandes:
«Democracia é quando eu mando em você e Ditadura é quando você manda em mim.»


De São sempre os mesmos a 26 de Junho de 2012 às 10:25
Por: Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

Enquanto os arautos da desgraça carregam na inevitabilidade de mais austeridade, esse inescapável castigo para a imensa maioria dos trabalhadores por conta de outrem, a agenda oculta do verdadeiro poder permanece intocável.
Pelo que se vê, nada mudou para os próceres sombrios que fazem e desfazem governos, sejam tais executivos do PSD ou do PS. As privatizações feitas ou que hão--de vir são fatias do grande bolo que está à disposição dos ‘senadores’ de toda a vida. São sempre os mesmos e têm as fortunas a salvo de qualquer crise, fisco ou justiça. São os velhos e novos barões do sempre renovado Bloco Central de Interesses, bichos imunes a qualquer alteração de ciclo político.


De Duarte Lama ex. do novo-rico do centrão a 26 de Junho de 2012 às 11:35
DUARTE LIMA - Uma história cujo enredo vai sendo desvendado...
Desde os anos 80 que Duarte Lima está envolto em negócios e em contradições.Enriqueceu rapidamente e, apesar dos rendimentos inexplicados e de aparentes esquemas para esconder o património, nunca foi acusado pela Justiça

BOLSA
Esta é a versão para ter começado a enriquecer: em 1987 apostou 20 mil contos (¤100 mil) na Bolsa de Lisboa.Em dois anos..., terá tido 80 mil contos de lucro líquido, aproveitando a euforia dos mercados.

VIA VENETTO
Nesse ano, o advogado compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, situado na avenida João XXI, em Lisboa (antes vivia num modesto andar em Linda-a-Velha, que venderia por 8 mil contos em 1989). Com uma área de 300m2. Lima disse que o comprou por 36 mil contos. O construtor afirmou que foi por 50 mil contos. Nunca se soube ao certo o valor real. O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um buraco na lei, também não pagou o imposto de sisa. O Via Venetto é do construtor José Cristóvão, que se recusou a falar ao Expresso.

DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS
entregue ao Tribunal Constitucional (TC) em 1991, mantém como património o apartamento de Linda-a-Velha (que já tinha sido vendido) e uma moradia em Miranda do Douro, que tinha comprado para a mãe em 1978. Esqueceu-se do Via Venetto.

EDIFÍCIO VALMOR
Em 1993, Os dois apartamentos do 11a andar no Edifício Valmor foram geminados e têm 600m2, com um valor que na altura rondaria os 230 mil contos. declarou 45 mil contos na escritura e só por um dos apartamentos. O outro andar ficou em nome da mãe do seu adjunto no Parlamento e sócio no escritório de advogados, Vítor Fonseca. Apesar de o piso inteiro ter sido desenhado de origem para ser um único apartamento.Em sua defesa, Lima alegou que tinha um contrato de aluguer de 200 contos por mês com Emília Fonseca.

QUINTA DE NAFARROS
Entre 1993 e 1994, Lima comprou seis terrenos em Nafarros, Sintra, juntando-os numa única propriedade de três hectares. As escrituras foram feitas em nome de Alda Lima de Deus, uma sobrinha (que também não falou ao Expresso) sem rendimentos.As escrituras referiam 31 mil contos, mas, segundo uma investigação do jornal "O Independente", na altura terão sido gastos 141.500 contos com as compras. Quer Alda quer os vendedores tinham como procurador Vítor Fonseca, o homem de confiança do advogado. O arquiteto que desenhou os muros da quinta admitiu que foi Lima quem o contratou. O então deputado argumentou que a sobrinha representava um empresário do norte, que também não quis falar com o Expresso.

CRÉDITO E BMW
Na sequência do escândalo de Nafarros, deixa a liderança da bancada laranja, sendo substituído por Pacheco Pereira. O novo líder parlamentar mandou suspender um cartão de crédito do PSD que Lima usava e que não tinha limite de gastos e mostrou o desagrado pelo facto de ter devolvido tardiamente o BMW de serviço. O advogado só terá conseguido justificar um terço dos gastos feitos com o cartão.

DÍVIDA AO FISCO
Ao jornal "O Independente", Duarte Lima disse que o seu património e os seus rendimentos foram objeto de inspeção pelas Finanças e que nenhuma irregularidade tinha sido encontrada.O jornal desmentiu-o, com a confirmação do diretor-geral dos Impostos, de que estava em andamento uma execução fiscal contra o advogado por uma dívida de 800 contos de IVA.

CEM CONTAS
No decurso da investigação aos negócios imobiliários (que viria a ser arquivada), a PJ descobriu, em 1997, que o advogado tinha cem contas bancárias, em Portugal e no estrangeiro. Lima tinha dito às autoridades que só possuía meia dúzia. Foi apurado que, entre 1986 e 1994, recebeu um milhão de contos em depósitos (750 mil em cash), valor muito superior ao declarado às finanças (entre 1987 e 1995 declarou 180 mil contos). Na altura, justificou ao Expresso: "Os depósitos nas contas não significam que sejam sempre rendimentos tributáveis".

QUINTA DO LAGO
Entre 2002 e 2003, construiu uma mansão , que registou em nome de uma offshore com o valor de ¤5,8 milhões. Essa casa está agora à venda por 10 Milhões


De .. a 26 de Junho de 2012 às 11:52
CAVACO, o pai da destruição...

ou do monstro, segundo Miguel Cadilhe, seu ex-ministro das finanças.

COMO PODERÁ CONSTATAR-SE, AQUELES QUE EXERCERAM OU EXERCEM CARGOS POLÍTICOS OU PÚBLICOS DA ÁREA DO PPD,
NOMEADAMENTE PRÓXIMOS DE CAVACO, ESTÃO TODOS RICOS OU BEM NA VIDA. OU SEJA,
ESTA GENTE FOI/VAI PARA A POLÍTICA PARA DELA COLHER BONS PROVENTOS.

PORTUGAL NÃO PODE AGUENTAR MAIS ISTO, À CUSTA DOS RENDIMENTOS DO TRABALHO, PRINCIPALMENTE DA CLASSE MÉDIA, QUE ESTÁ A SER A GRANDE VÍTIMA ! !!



De desalinhado a 27 de Junho de 2012 às 09:55
E aqueles que exerceram cargos públicos quando o PS foi governo? Não estão ricos? e não falo só dos "independentes " do PS, dirijo-me sobretudo a militantes com responsabilidades diretivas.
Mas quem sou eu para os criticar se a “essência” da democracia, o Povo, essa massa anónima e esclarecida, continua a votar neles.
Concluo que o desalinhado sou eu.


De Tirano paga a traidores, boys, capatazes a 27 de Junho de 2012 às 10:21

CRESPO AO FRESCO

Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN
e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos assuntos parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses.

Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98.
O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários:
1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro.
2) A direcção de informação selecciona os candidatos.
3) Um júri avalia.
4) A administração avaliza a escolha final.

Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos.
Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys.
Lembram-se do que Mário Crespo disse do Governo de Sócrates?
Do que ele afirmou sobre as perseguições, intimidações, censuras e tentativas de interferência do poder político no jornalismo?
Da t-shirt que levou à Assembleia da República para denunciar as malévolas intenções governamentais?

Pois bem:
o ministro Miguel Relvas atropelou a administração e a direcção de informação da RTP e convidou Mário Crespo para correspondente da estação pública em Washington.

A RTP, não sei se estão recordados, é aquela estação que estava para ser privatizada, perdão, reavaliada.
Sobre o convite, Crespo, cândido e enternecido, declarou:
«É um lugar que me honraria muito nesta fase da minha carreira e para o qual me sinto habilitado».
Curioso.
Pensei que ia recusar com base numa alegada interferência do poder político no jornalismo, mas não.

E na RTP, já agora, ninguém se demite?
Confesso:
Cada vez tenho mais respeito por algumas meretrizes.


De 'jotas e boys' governantes e deputados.. a 27 de Junho de 2012 às 12:29
Fanatismo, despudor e incompetência
por Sérgio Lavos

"Sair da zona de conforto" tornou-se um dos lemas de um Governo a braços com um aumento do desemprego que, para além de não conseguir controlar, é olhado como uma praga que apenas se resolve subsidiando os patrões que estimulam a precariedade - o "Programa Estímulo 2012" - ou empurrando a geração mais bem qualificada do país para fora do barco. Incompetência na gestão de um problema agravado pelas políticas de austeridade e fanatismo ideológico nas escolhas políticas feitas são a face visível das políticas de emprego de Álvaro e dos outros governantes. Para além do mais, o que irrita mesmo é a sobranceria e o despeito com que estes políticos incompetentes olham para gente que é mais qualificada do que eles são, do que eles alguma vez serão. Jovens que estudaram, licenciaram-se, fizeram mestrados, muitos doutoraram-se e mesmo assim não conseguem encontrar trabalho na sua área de formação. Muitos jovens que acabam cursos com médias elevadas e têm de arranjar emprego muito abaixo das suas qualificações, sujeitando-se a uma precariedade agravada pela crise - os relatos de patrões que, aproveitando a desculpa do clima económico, abusam dos seus direitos, multiplicam-se. Jovens que, na altura em que poderiam ter-se inscrito numa juventude partidária do centrão e terem a garantia de um tacho perpétuo, preferiram estudar, pensando que essa deveria ser não só a melhor maneira de arranjar trabalho, mas sobretudo porque acreditavam que uma formação de excelência seria mais importante do que os conhecimentos em determinados meios.

Ainda assim, há energúmenos que continuam a vergastar esta geração de precários subaproveitados. E depois olhamos para o currículo desta gente, e é o espanto, ou melhor, a confirmação de que os jovens que estudaram estavam redondamente enganados. Desde o primeiro-ministro Passos Coelho, que passou uma vida à sombra de cargos arranjados pelo partido ou pelo padrinho Ângelo Correia, até Miguel Relvas, que subiu na hierarquia política à conta também da sua passagem pela JSD e aproveitando as vantagens que o uso do avental lhe trouxe, há poucos governantes e políticos de destaque cuja carreira política se deva única e exclusivamente ao seu currículo académico ou profissional. E os partidos do centrão - PSD, PS e CDS - continuam a produzir fornadas de inúteis parasitas do Estado (e que não se cansam de pedir menos Estado), forjados nas juventudes partidárias, gente que, se não fosse este cadinho de boys, poucas possibilidades teria de se evidenciar ou ter uma carreira, gente que realmente nunca saiu da "zona de conforto" proporcionada pelos partidos a que pertence.

A última criatura a entrar neste invejável rol é o deputado-maravilha do CDS-PP, Michael Seufert de seu nome, que em entrevista ao P3 volta a exortar os jovens a sairem da sua zona de conforto. A cabeça, para além de sugerir que até aos 30 anos não sejam feitos descontos para a Segurança Social, repete a frase: "É evidente que há pessoas que precisam de sair da sua zona de conforto". E o currículo deste "empreendedor", qual é? A frequência de um mestrado* e uma carreira como jotinha que teve como cúmulo a passagem pela liderança da Juventude Popular. Parece que a principal preocupação deste produto do carreirismo partidário é o empreendedorismo. O que me parece fantasticamente acertado, tendo em conta o percurso profissional de tão brilhante deputado. Sim, são pessoas assim que estão a decidir por nós no parlamento e no Governo. Gente que tem uma opinião sobre a vida das pessoas sem saber minimamente o que é na realidade viver. Uma afronta ao mandato que receberam do povo. Uma vergonha.

*Parece que terá sido uma licenciatura pré-Bolonha que se transformou num mestrado pós-Bolonha com o passar do tempo.

Adenda:
não está em causa, por si só, o currículo de quem quer que seja, nem a escolha de quem se dedica a tempo inteiro a uma carreira política, mas a contradição entre ideias políticas e esse currículo. Não sei como alguém pode ter cara para defender o empreendedorismo quando na sua própria vida não arriscou um milímetro que fosse para além da sua carreira partidária. ...
economia real sem nunca com ela ter contactado e através do prisma do enviesamente ideológico desmiolado.


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