De Não querem VER, o beco sem saída.!. a 27 de Junho de 2012 às 11:12
A não-solução e as alternativas

«Aquilo a que o governo chama pomposamente “reformas estruturais” não passa de um eufemismo de “empobrecimento generalizado da população”.

Um ano depois de Passos Coelho ter tomado posse é claro que este rumo não consegue sequer aquilo que garante fazer:
Portugal não vai cumprir as metas draconianas que acordou com a troika. (...)
Hoje confirma-se aquilo que muitos diziam sobre esta política ideológica e cega:
não só NÃO SERVE, como nem sequer é capaz de atingir os números que se propõe.
O austeritarismo conduziu-nos a uma armadilha:
aquilo que cortamos em despesas e aumentamos em impostos foi engolido por tudo o que perdemos em produção e emprego.
O resultado é um país mais pobre e menos capaz de criar a riqueza de que necessita para viver.»

Do artigo «Um país de coelhos», de Nuno Ramos de Almeida, que merece ser lido na íntegra.
Perante as evidências crescentes do fracasso da solução austeritária – que não só não resolveu os problemas como agravou a situação do país, obrigando-o a entrar numa calamitosa espiral recessiva –
continua a preparar-se o terreno (sem subtilezas possíveis), para decretar novas medidas de austeridade.

A frase «não há alternativa», proferida até aqui por crentes convictos e por crentes resignados ao austeritarismo, começa agora a assumir os matizes próprios da auto-justificação («não havia alternativa...»).

Como se estivessem ainda, apesar de tudo, a falar de uma receita credível, para assim a distinguir de outras, que tomam como inviáveis logo à partida.

(-por Nuno Serra, Ladrões de B., 27.6.2012)


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