De .IJustiça, escravidão, protecionismo,... a 27 de Junho de 2012 às 15:15

(Haja) Justiça!
(-por OJumento, 26.6.2012)

Se o país tivesse sido poupado à fraude do BPN muito provavelmente não estaria na situação em que se encontra, o montante envolvido é muito superior ao que o Estado poupa ao espoliar funcionários e pensionistas ficando-lhe com os subsídios.
Mas a nossa justiça não fez o mais pequeno esforço para identificar os responsáveis, limitou-se a fazer um simulacro de investigação e a levar um ou dois a julgamento.
É evidente que não querem que o povo conheça toda a extensão da fraude, os custos sociais que provocou e o nome de todos os beneficiários.

Se o país combatesse eficazmente a evasão fiscal poderia promover justiça fiscal e disporia de recursos financeiros que teriam evitado a crise financeira.
Mas parece que quem manda neste país não quer que assim seja, o país esvai-se em evasão fiscal e o governo faz de conta que o fenómeno não existe, até se dá ao luxo de promover a desorganização da máquina fiscal para promover fusões da treta.
Desde os tempos dos perdões fiscais de Oliveira e Costa, secretário de Estado de Cavaco Silva, que a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais não passa de um serviço de finanças reservado aos mais ricos, ali produz-se legislação onde se multiplicam os truques para que os mais ricos beneficiem de esquemas para que não paguem impostos.

Se o governo cortasse nas famosas gorduras do Estado, se eliminasse os tais instituto que estão a mais e acabasse com a vergonha das fundações privadas que servem para muitos evitarem pagar impostos não teria sido necessário cortar tanto na saúde ou aumentar o IVA nos produtos alimentares.
Mas o governo preferiu sacrificar os mais pobres para que o Estado continue a alimentar os amigos, enquanto corta em vencimentos e investimento.

E como se tudo isto não bastasse o Passos Coelho decidiu ser mais troikista do que a troika e atirar a economia portuguesa para um beco sem saída.
A irresponsabilidade de coca bichinhos universitários e de um primeiro-ministro inexperiente, com fracos recursos intelectuais e sem grande sensibilidade para a realidade social está conduzindo o país para a ruina e o conflito social.

O défice cresce, o fisco corre o risco de colapsar com a evasão fiscal, o desemprego cresce exponencialmente, o país está cada vez em pior situação e bem pior do que estava antes do pedido de ajuda internacional e do que fala o primeiro-ministro?
Não sugere o combate à evasão fiscal, não diz que vai cortar as gorduras do Estado, esqueceu-se das fundações e dos institutos, diz que se for necessário adopta mais austeridade, rodeado de seguranças armados o nosso primeiro-ministro é um homem muito corajoso.
Esta gente ainda não percebeu que já foi longe demais num programa de austeridade que além de inútil promove a injustiça, a discriminação e que visa tirar aos pobres e a alguma classe média para dar aos que por inércia ou incompetência foram incapazes de se manter competitivos num mercado cujas regras defenderam.
Estão a tirar aos que trabalham para darem a empresários que só foram competitivos com escravidão, subsídios e proteccionismo.

Não é mais austeridade que o povo já não aguenta, aquilo que o povo já não estará disposto a suportar durante muito mais tempo é a tremenda injustiça que lhe está sendo imposta.


De .lá vem + Merda, Ladrões e Burlões ... a 27 de Junho de 2012 às 15:35
Zé escorpião • ------ "LÁ VAI ÁGUA"
Este era o aviso , que era feito aos incautos que circulavam nas ruas de Lisboa no século dezoito. Se o pobre se descuidava, lá levava um banho com o conteúdo da chamada "tijela da casa", que era o recipiente onde tudo se despejava.

Pois é este aviso que o nosso primeiro acaba de nos fazer. "se forem necessárias mais medidas de austeridade assim o farei".
Não tenhamos dúvidas com um défice a apontar para os 5,7% do PIB, numa previsão otimista. Preparemo-nos para o que aí vem.

Numa conferência proferida em Faro pelo sr. ulrich (BPI), entre outras pérolas de sapiência afirmou "Um ano depois de assinarmos o memorando da "troika", são impressionantes os progressos que já foram feitos.".
Francamente, que se deve estar a referir à taxa de desemprego galopante, às falências em catadupa, ao corte no financiamento às empresas, à continuação dos escandalosos vencimentos dos "meninos de ouro", que por aí proliferam como cogumelos.

Já mais realista é o Dr. Vasco Vieira de Almeida, que em entrevista ao Jornal de Negócios sublinha "Juntar crescimento a esta austeridade é uma falácia.
Como é que pode haver medidas de desenvolvimento com um sistema fiscal que aumenta os impostos de forma imcomportável, com reduções de salaários, com a miséria que começa a alargar, com um sistema bancário que não pode financiar a economia?"
e continua
"Aquilo que se fez depois do 25 de Abril -dignificar as pessoasa, que passaram a ter liberdade, a poder ir á escola, a ter direito à saúde-,
isso sim constitui um projeto, um valor e uma verdadeira reforma da sociedade".

Pois meus amigos é tudo isto que estamos perdendo. Devido à cegueira ideológica dos iluminados neo.liberais que nos desgovernam.

Quando todos os Países intervencionados se preparam, par fazer uma frente comum às medidas
impostas por Berlim, o nosso primeiro, continua caninamente, como bicho bem amestrado, a não pôr em causa nenhuma das medidas que nos foram impostas pela "troika".
Esperando que no fim do banquete, do final do mes, da mesa caiam algumas migalhas.

Como em tempos recuados dise Platão
"O mais feio segundo a natureza é sempre o que é mais desvantajoso, neste caso, sofrer a injustiça; segundo a lei, será cometê-la.
A verdade é que suportar a injustiça não é atitude própria de um homem, mas de um ESCRAVO, para quem é melhor morrer do que viver, dado que, perante a injustiça e os ultrajes, não tem qualquer hipótese, nem para si nem para os que lhe são mais caros."

REVOLTEMO-NOS POIS..
Por isso preparemo-nos.
"Lá vem mais água", quero dizer merda, que é o que estes só têm feito.
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ccastanho
Jumento, os Portugueses são como os tomates dos porcos: andamos sempre a traz. Se… Se… Se… Se… Se a Justiça respondesse mais rápido no BPN… dizemos hoje. Daqui a dois ou três anos… vamos dizer: Se… Os Portugueses, não tivessem permitido, que um António Borges fosse a cabeça das privatizações que reduziram o País a uma loja de penhores… Hoje (daqui a três anos!) estaríamos ainda com capacidade de imprimir alguma regulação na economia através de algumas empresas emblemáticas de utilidade pública na posse do Estado Português.

Puxo para aqui, a personalidade de António Borges, porque, Marc Roche autor do livro “ O Banco “ que é o Top mundial da prosa económica sobre o Goldman Sachs como dirige o mundo.
... com muita preocupação (do Jornalista) por Borges ser a cabeça das privatizações em Portugal, diz até, que Borges não é transparente acerca do seu passado no Goldman Sachs ...
Marc Roche diz ainda: que estas pessoas não são transparentes, e que o Povo Português tem o dever de questionar o Sr Borges acerca das suas funções no Goldman Sachs por uma questão de conflito de interesses nas privatizações em Portugal.
... Portanto Jumento, Se… Se…Se… Se… Os Portugueses não fossem pategos e parvos… Já tínhamos corrido com esta gente que nos desgoverna ...


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