8 comentários:
De anónimo a 29 de Junho de 2009 às 10:35
Pois é ...
mas a concelhia de Lisboa, a FAUL (que grande treta de federação !), os congressos, os órgãos nacionais do PS não quiseram ver isso, não querem ver, não querem mudar métodos, não querem assumir culpas ... apenas querem vitórias e tachos a cair-lhes do céu.

Mas muitos militantes, porque já não acreditam nos ''líderes'', nos métodos, nas propostas,... porque desacreditam desta sua maneira de gerir o partido e de ''trabalhar com camaradas''... deixam de ser militantes, deixam de frequentar secções, deixam de pagar quotas, deixam de apoiar e propor e colaborar, deixam de votar ... e alguns votam mesmo nos ex-adversários.

Percebam isto:
ou o PS muda ... ou os militantes mudam-se !


De Militante (ainda) a 29 de Junho de 2009 às 12:22
Não há razões para alarme e preocupação. As sondagens são favoráveis. Os militantes não precisam de se mudar, porque o próprio PS se incumbe dessa tarefa. Ficarão apenas os necessários, enquanto houver tacho.
As Secções, as que funcionavam, poucas, funcionavam a meio gás. Pois bem, agora parte dessas deixaram também de funcionar. Veja-se o que se passa na Secção da Charneca, Ameixoeira e Lumiar. Sendo realista há que reconhecer que entre aquilo que fazia e nada, o encerramento acaba por ser um desfecho positivo, já que evita despesas inerentes á abertura da mesma. Não digo, e não é por esquecimento, despesas de funcionamento, mas sim, repito, de abertura.
A Concelhia revela-se nos períodos eleitorais, apelando aos militantes para serem interventivos e solidários, tudo aquilo que ela, Concelhia, não pratica.
A Federação há que questionar o porquê da sua existência. Será que existe mesmo? Há sim, para indicar candidatos a deputados, trabalho árduo que justifica a sua hibernação por mais quatro anos.
Mas será isso importante, num partido que deixou de pensar no colectivo, para se dedicar exclusivamente ao individualismo?


De Nova Esquerda a 29 de Junho de 2009 às 15:42

NovaEsquerda - Carta de Princípios …http://www.novaesquerda.org/quem_somos_doc.asp?id=7… 22.6.2009

Movimento Político e Social de Transformação e Renovação da Esquerda e do Sistema Político em Portugal
CARTA DE PRINCÍPIOS
O ponto de encontro de gerações que acreditam num novo projecto para o país:
Um Portugal para todos

01.
A liberdade como motor da história
porque entendemos a história e o progresso como significado da libertação do homem de todas as servidões, somos defensores radicais da liberdade de opinião, de associação e acção cívica. Porque o motor da história é a luta dos homens e das mulheres em nome da liberdade como construtores de um mundo melhor.
Porque entendemos o conceito de liberdade numa perspectiva ética e recíproca, completada pelo primado da razão, sem antagonismos entre cidadãos, excluímos a liberdade que se afirma egoísta como direito á subjugação e opressão do próximo.

02.
Defesa da democracia participativa
as taxas de abstenção e do número de votos brancos e nulos, mostram bem o afastamento entre os cidadãos e os seus representantes políticos eleitos em cada eleição. Este problema muito grave, do nosso sistema político, aponta para uma crescente crise de legitimação da democracia representativa. Daqui decorre a necessidade de um maior aprofundamento da nossa, ainda frágil e jovem, democracia, quer por via da melhoria do sistema democrático representativo, quer por via do desenvolvimento da democracia participativa. A afirmação prática e a criação da democracia participativa implica uma mudança cultural e de comportamentos, em todos os domínios da actividade cívica e política, com o fortalecimento da sociedade civil, dos activismos sociais e da cidadania. É fundamental e decisiva a participação de todos os cidadãos.

03.
Defesa da ética republicana no exercício de cargos públicos
defendemos a criação de um código de conduta ético para todos os cidadãos que exerçam cargos políticos. Entendemos que o espírito de serviço público, dos nossos eleitos, se encontra há muito afastado da missão que lhes foi concedida pela sua simples eleição, por isso, exigimos um novo contrato cívico e de serviço público a todos os eleitos políticos e que ocupem cargos públicos. A actividade política deve recuperar a dignidade há muito perdida entre os cidadãos, não podendo continuar a ser entendida com desdém e crítica fácil. Os políticos devem transmitir exemplos positivos para toda a sociedade e serem os catalizadores da mudança social que o país precisa.

04.
A reforma do papel do Estado
defendemos o aprofundamento da reforma democrática das instituições do estado, de forma a garantir a sua solidez e independência. O estado deve dispor de meios financeiros e estratégicos adequados e ter contas públicas sólidas e sustentáveis, de forma a poder garantir serviços públicos de qualidade. O estado deve garantir a coesão social e o suporte das políticas públicas sufragadas, nos domínios do sistema financeiro, da informação, da segurança social, da educação, da saúde, da justiça, da defesa e da energia. Estas são áreas estratégicas de afirmação pública que devem ser preservadas. Lutaremos, intransigentemente, contra a partidarização do Estado e do seu controlo por grupos de interesses privados que se alimentam dos privilégios garantidos pela corrupção, e pelo tráfico de influências.

...(cont.)


De Carta de Prncípios a 29 de Junho de 2009 às 15:45
http://www.novaesquerda.org
Nova Esquerda - Carta de Princípios
...
05.
Economia e cidadania: uma economia de rosto humano
os critérios de desenvolvimento económico devem ser redefinidos privilegiando análises de desenvolvimento qualitativas, que contemplem a forma como é feita a distribuição da riqueza, mas também a cultura, o nível de escolaridade e da qualificação profissional ao longo de todos os ciclos de vida, a participação cívica, as políticas de sustentabilidade entre outras. É fundamental contrariar a tendência de empobrecimento crescente e a desigualdade inqualificável que atravessa o nosso país ao longo das últimas décadas.
Defendemos a ecologia a biodiversidade do planeta e a sua sustentabilidade perante as gerações futuras. A globalização económica dos mercados deve ser compatibilizada com uma estratégia de desenvolvimento nacional auto-sustentável em recursos essenciais estratégicos (energia, alimentação e serviços públicos), respeitando a nossa identidade, diversidade cultural e histórica. Criticamos o modelo agora imposto pelo capital financeiro internacional, globalizado e sem rosto, que tudo transforma em mercadoria, que nos tem transformado num país de serviços incaracterístico, totalmente dependente do exterior. Criticamos os valores do consumismo cego, sem referências sociais e de sustentabilidade.

06.
Economia de mercado com intervenção do estado
somos defensores da economia livre de mercado, contudo, acreditamos
que o estado e o investimento público devem ter um papel muito relevante no desenvolvimento do país. Revemo-nos nos modelos de desenvolvimento sociais-democratas dos países nórdicos da Europa que se tornaram numa referência mundial pelo seu estado social forte. Um estado entendido como agente central no processo de desenvolvimento. Não aceitamos as rendições e aprisionamentos que os interesses financeiros e mercantis, através das práticas neo-liberais, realizaram no importante papel dos estados.
Não nos enquadramos ou revemos em qualquer modelo dogmático ideológico de organização de sociedade. Consideramos que o desenvolvimento pleno da liberdade, em democracia participativa, se encarregará de gerar uma nova economia mais racionalizada e sustentável.
Opomo-nos á estatização burocrática da economia que conduz a um capitalismo de estado e a uma ditadura de partido único.
Denunciamos os off-shores, o aproveitamento de trabalho escravo e os modelos de desenvolvimento que são responsáveis pela destruição dos recursos naturais, naquilo que por norma se costuma designar de capitalismo selvagem. Defendemos a aproximação da cidade do campo e lutaremos contra o despovoamento do interior do país tornando-o atractivo para fixação das populações mais jovens. Somos contra qualquer sistema ou forma de totalitarismo.
Defendemos o valor essencial dos sindicatos, das comissões de trabalhadores e de outras organizações e associações de classe, como parceiros sociais do mais elevado significado social, político e económico, para a elaboração de políticas de desenvolvimento socialmente mais justas e que promovam, mantenham e dignifiquem o emprego.

07.
Política internacional, Europa e lusofonia
defendemos o reforço e revitalização do papel das nações unidas, como entidade central na gestão dos frágeis equilíbrios mundiais, conferindo-lhe a legitimidade exclusiva na intervenção dos conflitos locais e internacionais. Lutaremos pelo desarmamento global e pela destruição de todas as armas de destruição maciça.
Defendemos a criação de uma política de solidariedade activa com os países menos desenvolvidos do mundo. Apoiaremos a criação de uma política mundial consertada contra o tráfico de pessoas e de drogas. Defendemos a concertação internacional contra o aquecimento global e a defesa da biodiversidade. Acreditamos e defendemos o aprofundamento da cidadania europeia, aproximando todos os povos da Europa, mas respeitando a sua diversidade e cultura próprias. Defendemos o desenvolvimento, a ampliação e consolidação da Europa social e do modelo social europeu, pedra angular de todo o desenvolvimento europeu. Defendemos uma maior aproximação dos cidadãos ás instituições e órgãos de decisão europeus. Defendemos o respeito pela diversidade de produtos e as tradições de cada país europeu.
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De http://www.novaesquerda.org a 29 de Junho de 2009 às 15:47
http://www.novaesquerda.org
Nova Esquerda - Carta de Princípios
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08.
Relação com outros partidos, organizações e credos religiosos
defendemos um estado laico e republicano que valorize os ideais da liberdade, igualdade e fraternidade. Lutamos contra todas as formas de xenofobia, racismo e exclusão. Defendemos o diálogo e a convergência das esquerdas contra todas as formas de sectarismos e de dogmas. Defendemos as candidaturas de movimentos de cidadãos e de listas de independentes a todas as eleições, incluindo as eleições legislativas. Defendemos a liberdade religiosa, o multiculturalismo e a colaboração estreita entre o estado as suas instituições e todas as ong´s que se envolvam em acções humanistas.

09.
Maior dignidade humana ao longo da vida
comprometemo-nos a lutar pela dignidade e qualidade de vida de todos, garantindo aos mais velhos uma melhoria das suas pensões de reforma, promovendo serviços multidisciplinares de apoio técnico, médico-sanitário e social, apoiando as ong´s que já hoje actuam no terreno e criando uma rede adicional de apoio público, de modo a manter os idosos e os doentes crónicos, até ao mais tarde possível, com as suas famílias e nas habitações, enraizados cultural, social e afectivamente.

10.
Um país jovem e virado para o futuro
os jovens devem integrar todos os organismos de decisão. Apoiaremos as lutas que intensifiquem o rejuvenescimento das instituições sem interesses partidários e de quotas. Defendemos a criação de organizações para combater as causas psicossociais e económicas subjacentes ao problema da toxicodependência. Defendemos o desenvolvimento de novas organizações e formas empresariais de jovens que podem combater a falta de aproveitamento das suas capacidades, em actividades desajustadas da sua formação. Defendemos a criação de mecanismos que permitam uma maior independência económica, face aos pais, melhorando as perspectivas de um futuro melhor face ao emprego e á constituição de uma nova família. Apoiaremos políticas que permitam a defesa dos interesses das famílias, ajustando os interesses do trabalho e de lazer, porque todos temos direito a uma vida melhor.


De Anónimo a 29 de Junho de 2009 às 16:30
Um socialista de bom senso

Segundo o Publico divulga hoje, Rui Oliveira e Costa defende menos deputados na Assembleia da República e a possibilidade de candidaturas independentes ao Parlamento, são duas das propostas de alteração à Lei Eleitoral. As sugestões constam de um livro que é lançado esta terça-feira.
Começou como uma tese de mestrado, defendida no ano passado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, depois foi apresentada aos partidos com assento parlamentar e agora está transformada um livro.

O politólogo e responsável pela Eurosondagem Rui Oliveira e Costa elaborou uma proposta de alteração da Lei Eleitoral para a Assembleia da República, na qual apresenta uma configuração de círculos uninominais. As grandes mudanças passam pela redução dos actuais 230 para 215 deputados e introdução de círculos uninominais.

Será que alguém o ouve e dá alguma atenção às suas propostas?


De Sondagens a 30 de Junho de 2009 às 10:05
As sondagens valem o que valem e por vezes são enganadoras, mas...

São mais do dobro dos votos. Numa sondagem elaborada pela Universidade Católica para o JN/DN/RTP e Antena 1, em que é calculada a intenção de voto dos votantes na cidade do Porto, a coligação PSD/CDS reforça a maioria e deixa o Partido Socialista a uma distância gigantesca.

Se as eleições fossem hoje, Rui Rio alcançaria os 58% (teve 46,2 em 2005), enquanto Elisa Ferreira ficaria nos 25% (quando o PS chegou aos 36,1% com Francisco Assis). O Bloco confirmaria a ascensão nacional, com João Teixeira Lopes a atingir os 8% (nas anteriores teve 4,2%), enquanto a CDU não ultrapassaria os 5% (nas últimas eleições atingiu os 9%).



De Separar de águas e clareza a 30 de Junho de 2009 às 12:45
Manuela Ferreira Leite já deixou claro que os eleitos nas autárquicas, que decorrem quinze dias após as legislativas, a 11 de Outubro, têm a obrigação de manter o seu compromisso com o eleitorado. Por esse motivo também não admite duplas candidaturas aos municípios e à Assembleia da República.

A avaliar pelos resultados das sondagens no Porto a posição de "coerência" parece dar resultados.


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