Trabalhadores (do privado e público): Unir e lutar juntos.

                  O  fim  da  democracia   ( formal  ou  falsa )

    

    A decisão do Tribunal Constitucional não só legitima a ilegalidade dos cortes nos subsídios como abre escancaradamente a porta aos cortes dos subsídios no privado. Pedro Passos Coelho não se fez rogado e entrou com tudo, anunciando que o Governo vai estudar a forma de aplicar a equidade exigida pelo Tribunal, isto é, a melhor forma de espoliar o resto dos portugueses dos subsídios de férias e de Natal.

    Tudo perfeito, o país acabou de ser suspenso, portanto eu também acabei de perder todo o respeito pela democracia formal e burguesa. Ainda é cedo para ir para a rua ?

                  (por Sérgio Lavos, Arrastão, 5.7.2012, tags: crime organizado, crise, revolução )
 
                         No mesmo barco          (-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)
      A decisão de cortar os subsídios de Natal e de Férias foi, antes de tudo, um absurdo económico. Associada ao aumento do IVA, é um enorme contributo para o agravar da crise, das falências de Pequenas e Médias Empresas (sobretudo no comércio) e o consequente aumento do desemprego. Não há recuperação possível, na atual crise europeia e internacional, sem mercado interno.

      A decisão foi arbitrária. O mesmo governo que é incapaz de renegociar as Parcerias Público-Privadas foi ao elo mais fraco e daí sacou tudo o que podia.

      A decisão foi irresponsável. Muitos tinham avisado para a inconstitucionalidade da medida, que criava uma desigualdade entre o sector privado e o sector público.

      Claro que o governo pode optar por "resolver" o problema alargando a medida ao sector privado. Seria um absurdo: agravaria de forma brutal a crise económica. Pasos Coelho, dando mais uma vez sinais da sua infinita irresponsabilidade, já deu a entender que é isso que fará. A crise entrará em tal aceleração que a vida política portuguesa mudará muito rapidamente. Não dou muito tempo de vida a este governo depois do dia em que ninguém no privado receber o primeiro subsídio cortado.

      Não espero que este governo aproveite esta decisão para exigir uma imediata renegociação das metas definidas no memorando da troika. Começando por explicar que o país europeu com os salários mais baixos não tem margem para maiores contrações salariais sem tornar inviável o seu crescimento económico e, por consequência, o pagamento futuro das suas dívidas. Mas toda a pressão para que o faça é indispensável.

      Apesar da decisão do Tribunal Constitucional ser, no que é fundamental (a violação da Constituição através de uma medida arbitrária), positiva, não deixa de ter um estranho pressuposto: que a Constituição é intermitente. Como é que uma medida é inconstitucional no próximo ano mas aceitável em 2012 ?! A Constituiição deste ano é diferente da do próximo? O memorano da troika está acima da Lei Fundamental? Fica-se com a sensação de que o TC explica ao governo que não tem de recuar na medida que tomou. Apenas tem de teimar no disparate.

      Para quem, no sector privado, achava que "os malandros dos funcionários públicos" tinham o que mereciam, aqui vem o que muitos tinham dito que inevitavelmente viria: a desgraça para todos. Mas pela primeira vez em muito tempo fica claro, para os trabalhadores do privado e do público, que estão no mesmo barco e que têm de resistir juntos: uns para não lhes cortarem os subsídios, outros para os terem de volta. Isto, claro, se ainda queremos salvar a nossa economia.



Publicado por Xa2 às 07:53 de 06.07.12 | link do post | comentar |

4 comentários:
De MoKa a 10 de Julho de 2012 às 16:27
Pelo vistos o Tribunal Constitucional usa o método do «baralha e dá de novo»... E desconhece que em contabilidade «receita» e «despesa» não são a mesma coisa...
E essa da «equidade» até podia dar vontade de rir, se o caso não fosse tão grave e de chorar...
Felizmente que os nossos «juízes» ganham bem porque assim podemos continuar a ter «palhaços» nos tribunais.


De .Não aos PRIVILÉGIOS de políticos... a 6 de Julho de 2012 às 13:47
Subscrevo…exemplo e coerencia precisam-se

Alteração da Constituição de Portugal para 2012, já em marcha!

Pensam que poderá ser uma ideia interessante?
Se sim, muito bem, toca a actuar.
Se não, paciência, não façam nada. ...e esperem pela ''pancada''.!

Assunto: Alteração da Constituição de Portugal para 2012


Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de contactos, e por sua vez, peça a cada um deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.
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Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender à situação de DEPUTADO, Governante, Presidente da Répública, ... o seguinte, que é da mais elementar justiça:

1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato. .. esta deverá ser uma percentagem relativa ao tempo que esteve no cargo e só deve ser recebida quando obtiver a idade de reforma fixada para todos os trabalhadores.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.


De Não à DITADURA dos Mercados e Fantoches. a 6 de Julho de 2012 às 12:45
Actualmente (sub-)vivemos em DITADURA dos Especuladores e Agiotas dos Bancos (BANKSTERS), sob a MORDAÇA de Governantes FANTOCHES ... que nos ESCRAVIZAM.

Temos de nos LIBERTAR do MEDO e LUTAR em conjunto.


De Jumento a 6 de Julho de 2012 às 11:20
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Isto vai de mal a pior

Tivemos um senhor CS que recebia o ordenado na Universidade Nova e passava o tempo a dar aulas na Universidade Católica.

Depois tivemos um licenciado C promovido a professor catedrático a tempo zero que ficou famoso graças à teoria económica dos pentelhos.

Agora temos um licenciado R honoris causa /novas oportunidades superiores/ superfast para boys.
Um dia destes quando um português nascer recebe uma colecção de canudos universitários e quando for crescido escolhe os que não quer.

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Sabiam que para além do sistema de graus universitários de Bolonha ... também estão disponíveis graus académicos (e outros) pelo sistema de Palermo ?!
(sim, refere-se áquela cidade bem no coração do país da Máfia !! )

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O corte inconstitucional dos subsídios

Em Portugal os funcionários públicos e os pensionistas foram roubados em dois subsídios
porque um primeiro-ministro inventou um desvio para tapar o buraco da Madeira,
o ministro das Finanças foi pouco honesto ao atribuir o desvio ao governo anterior
e o Presidente da República se demitiu da sua obrigação de cumprir e fazer cumprir a Constituição.

Um crime destes não pode ficar impune,
o governo deve ser demitido
e o Presidente da República deve resignar,

se Passos Coelho quer ajudar o negócio dos sifões de retrete na Madeira que o faça com o seu dinheiro

e se Cavaco Silva quer ignorar a Constituição então que vá para a Quinta da Coelho jogar à sueca com os seus amigos do BPN.

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Sindicatos e outras organizações

Foi assim que o primeiro-ministro se referiu aos supostos organizadores das vaias que se vai ouvindo.

Para este iluminado da política o seu governo é tão competente que para se ouvir uma vaia só se for organizadas por sindicatos e outras organizações de má índole.

Para este primeiro-ministro organizar manifestações é coisa própria de gente de má nota e as organizações sindicais só pela sua função desvalorizam qualquer iniciativa, designadamente, o exercício do direito à manifestação.
Agora espera-se que tudo o que é gente ...

(se MANIFESTE, de modo organizado
- com pedido de autorização ao gov.civil/câmara -,
de modo desorganizado ou outro qualquer modo :
caótico, anárquico, selvagem, radical, terrorista, marciano, lunático, virtual, cibernético, ... ??!! )


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