O que vai na alma ... deste país

A direita não gosta da liberdade de expressão  (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

 Definitivamente: a direita não sabe (nem quer) conviver com a liberdade de expressão, a crítica e, em última análise, a democracia. 
     Dom Januário Torgal Ferreira (bispo das Forças Armadas) voltou a dizer * o que lhe vai na alma sobre a situação no país. Claro que num regime dominado por agências de comunicação e um exército de assessores do Governo contratados a peso de ouro (e a receberem os dois subsídios que o resto da Função Pública nem vai cheirar), isso é crime de lesa pátria. Se da primeira vez a lama foi apenas lançada por amigos de assessores na blogosfera, idiotas úteis de serviço e o Correio da Manhã, o antro pútrido do anti-jornalismo onde a direita se espoja e se alimenta, agora o ódio chegou aos partidos do pote (PSD e CDS) e ao próprio executivo. Desde o ex-presidente do Belenenses ao ministro da Defesa, toda a gente parece estar indignada com as palavras do bispo. Os assessores do Relvas que ainda escrevem em blogues descobrem-se tomados por um (muitas vezes execrado) anti-clericalismo (há quem clame pela assumpção de um Estado laico, uma lata apenas ao alcance de gente que terá esquecido o que é ter uma coluna vertebral, tendo em conta a recente negociação do Governo com o Vaticano a propósito do fim dos feriados religiosos) e vociferam, quais vestais violadas, confundido Estado com Governo. O dito ministro Aguiar-Branco convida o bispo a resignar, numa ousadia que visa calar as vozes críticas de um Governo que começa a cheirar tão mal como uma latrina.  
      Eles mexem-se, mostram os dentes, enraivecem-se. É sinal de que Januário Torgal Ferreira tocou num ponto sensível: os interesses que rodeiam o Estado e que dele se alimentam. Os interesses que este Governo não só não tem a mínima intenção de eliminar como vai alimentando, das empresas privadas que laboram na área da Saúde às que beneficiam com os contratos das PPP's, passando pelas antigas empresas públicas vendidas ao Estado chinês que estão a receber de braços abertos várias pessoas ligadas ao PSD e ao CDS. 
     Passou um ano desde a tomada de posse deste Governo, e o ar já se tornou irrespirável. Esta direita, para além de estar destruir o país com as suas políticas económicas, não gosta de contestação, de críticas, de denúncias. É anti-democrática. Ser corrupta é, como se costuma dizer, um pormenor. Apenas.
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*    "O Governo é profundamente corrupto”, diz D. Januário Torgal Ferreira, que participava no programa 'Política Mesmo' da TVI.   “Eu não acredito nestes tipos, em alguns destes tipos, porque lutam pelos seus interesses, têm o seu gangue, têm o seu clube e pressionam a comunicação social”.   “O anterior Governo, que foi tão atacado, era composto por um conjunto de anjos, ao pé destes diabinhos negros que acabam de aparecer”. 

     Num passado recente, D. Januário Torgal Ferreira fez duras acusações ao Governo de Passos Coelho, comparado com o regime de Salazar. O bispo manifestou-se recentemente “chocado” com as palavras de Passos Coelho, quando o chefe de Governo agradeceu aos portugueses paciência pelas medidas de austeridade. Essas palavras, disse, trazem-lhe à memória “os discursos da União Nacional”.  “O primeiro-ministro pareceu dizer ‘obrigado pela profunda resignação de um povo tão dócil e tão bem amestrado que parece estar num jardim zoológico’.   Pareceu-me que estava a ouvir uma certa pessoa, há mais de 30 anos atrás. Apeteceu-me dizer 'vamos para a rua, vamos fazer Democracia'”, afirmou à TSF.



Publicado por Xa2 às 13:28 de 18.07.12 | link do post | comentar |

12 comentários:
De . o que foi o Salazarismo/Fascismo Pt?. a 4 de Setembro de 2012 às 17:45
---- AntónioPedro Pereira
ao Monje:

O Estado Novo salazarento e fascistóide ainda vos incomoda tanto que não perdem uma oportunidade para justificar que ele nunca existiu.

Agora é a falta de industrialização do país.
Que será amanhã?

?! Também não existiu a organização corporativa da sociedade (grémios nacionais e sindicatos nacionais, tudo de inscrição obrigatória e controlados pelo Estado),
Polícia Política (PVDE, PIDE e DGS),
Prisões Políticas (Peniche, Aljube, Caxias),
Campos de Concentração (Tarrafal e S. Nicolau), Camisas Azuis, Os Viriatos (força de 6000 voluntários apoiados e autorizados pelo governo a ajudar Franco na guerra civil)
Legião Portuguesa (tropa de choque ao serviço do regime) e Mocidade Portuguesa (organização paramilitar de enquadramento ideológico da juventude),
ONMP (enquadramento ideológico das famílias), Censura.

Nada disto, porque é típico de regimes «democráticos» e não de regimes de tipo fascista, existiu.

É tudo invenção da esquerdalhada.

------ Antónimo
Está a esquecer-se do mais importante para Portugal nunca ter tido um regime fascista:
Salazar não usava farda ao contrário do Mussolini, do Franco e do Hitler.

E isso é que derruba qualquer tentativa de meter o país no fascimo.
Para os seus defensores e siampatizantes, e como disse um historiador espanhol, o fascismo é um muito apertado sapato de Cinderela.

- - Pouco interessa que em Portugal tenha havido:

Condicionamento Industrial
Acto Colonial
Lei do Indigenato
Campo de concentração
Censura
Livros e obras proibidas
Tribunais plenários
Prisões sem julgamento
Uma sociedade de classes
Assassinatos políticos
Partido único
Câmara corporativa
Elitização do Exército
Polícia política
Milícia estatal
Juventude nacionalista
Exposição nacionalista
Culto da personalidade
Ministério da Propaganda
And so on.

(- em : http://arrastao.org/2612739.html#comentarios )


De .Ditadura Salazarista.«Estado Novo». a 6 de Setembro de 2012 às 12:13
Denegação por anáfora merencória
(-por Sérgio Lavos,4/8/2012)

Um manifesto do escritor Mário de Carvalho contra o esquecimento e o revisionismo histórico e contra o desejo que alguma direita tem de apagar a ditadura fascista de Salazar das páginas da História de Portugal:

"Eu nunca fui obrigado a fazer a saudação fascista aos «meus superiores». Eu nunca andei fardado com um uniforme verde e amarelo de S de Salazar à cintura. Eu nunca marchei, em ordem unida, aos sábados, com outros miúdos, no meio de cânticos e brados militares. Eu nunca vi os colegas mais velhos serem levados para a «mílícia», para fazerem manejo de arma com a Mauser. Eu nunca fui arregimentado, dias e dias, para gigantescos festivais de ginástica no Estádio do Jamor. Eu nunca assisti ao histerismo generalizado em torno do «Senhor Presidente do Conselho», nem ao servilismo sabujo para com o «venerando Chefe do Estado». Eu nunca fui sujeito ao culto do «Chefe», «chefe de turma», «chefe de quina», «chefe dos contínuos», «chefe da esquadra», «chefe do Estado». Eu nunca fui obrigado a ouvir discursos sobre «Deus, Pátria e Família». Eu nunca ouvi gritar: «quem manda? Salazar, Salazar, Salazar». Eu nunca tive manuais escolares que ironizassem com «os pretos» e com «as raças inferiores». Eu nunca me apercebi do «dia da Raça». Eu nunca ouvi louvar a acção dos «Viriatos» na Guerra de Espanha. Eu nunca fui obrigado a ler textos escolares que convidassem à resignação, à pobreza e ao conformismo; Eu nunca fui pressionado para me converter ao catolicismo e me «baptizar». Eu nunca fui em grupos levar géneros a pobres, politicamente seleccionados, porque era mesmo assim. Eu nunca assisti á miséria fétida dos hospitais dos indigentes. Eu nunca vi os meus pais inquietados e em susto. Eu nunca tive que esconder livros e papéis em casa de vizinhos ou amigos. Eu nunca assisti à apreensão dos livros do meu pai. Eu nunca soube de uma cadeia escura chamada o Aljube em que os presos eram sepultados vivos em «curros». Eu nunca convivi com alguém que tivesse penado no Tarrafal. Eu nunca soube de gente pobre espancada, vilipendiada e perseguida e nunca vi gente simples do campo a ser humilhada e insultada. Eu nunca vi o meu pai preso e nunca fui impedido de o visitar durante dias a fio enquanto ele estava «no sono». Eu nunca fui interpelado e ameaçado por guardas quando olhava, de fora, para as grades da cadeia. Eu nunca fui capturado no castelo de S. Jorge por um legionário, por estar a falar inglês sem ser «intréprete oficial». Eu nunca fui conduzido à força a uma cave, no mesmo castelo, em que havia fardas verdes e cães pastores alemães. Eu nunca vi homens e mulheres a sofrer na cadeia da vila por não quererem trabalhar de sol a sol. Eu nunca soube de alentejanos presos, às ranchadas, por se encontrarem a cantar na rua. Eu nunca assisti a umas eleições falsificadas, nunca vi uma manifestação espontânea ser reprimida por cavalaria à sabrada; eu nunca senti os tiros a chicotearem pelas paredes de Lisboa, em Alfama, durante o Primeiro de Maio. Eu nunca assisti a um comício interrompido, um colóquio desconvocado, uma sessão de cinema proibida. Eu nunca presenciei a invasão dum cineclube de jovens com roubo de ficheiros, gente ameaçada, cartazes arrancados. Eu nunca soube do assalto à Sociedade Portuguesa de Escritores, da prisão dos seus dirigentes. Eu nunca soube da lei do silêncio e da damnatio memoriae que impendia sobre os mais prestigiados intelectuais do meu país. Eu nunca fui confrontado quotidianamente com propaganda do estado corporativo e nunca tive de sofrer as campanhas de mentalização de locutores, escribas e comentadores da Rádio e da Televisão. Eu nunca me dei conta de que houvesse censura à imprensa e livros proibidos. Eu nunca ouvi dizer que tinha havido gente assassinada nas ruas, nos caminhos e nas cadeias. Eu nunca baixei a voz num café, para falar com o companheiro do lado. Eu nunca tive de me preocupar com aquele homem encostado ali à esquina. Eu nunca sofri nenhuma carga policial por reclamar «autonomia» universitária. Eu nunca vi amigos e colegas de cabeça aberta pelas coronhas policiais. Eu nunca fui levado pela polícia, num autocarro, para o Governo Civil de Lisboa por indicação de um reitor celerado.
Eu nunca vi o meu ...


De ..Ditadura Salazarista./«Estado Novo». a 6 de Setembro de 2012 às 12:19
(cont. de:

Denegação por anáfora merencória


Um manifesto do escritor Mário de Carvalho contra o esquecimento e o revisionismo histórico e contra o desejo que alguma direita tem de apagar a ditadura fascista de Salazar das páginas da História de Portugal:

"Eu nunca ...
...
Eu nunca vi o meu pai ser julgado por um tribunal de três juízes carrascos por fazer parte do «organismo das cooperativas», do PCP, com alguns comerciantes da Baixa, contabilistas, vendedores e outros tenebrosos subversivos. Eu nunca fui sistematicamente seguido por brigadas que utilizavam um certo Volkswagen verde. Eu nunca tive o meu telefone vigiado. Eu nunca fui impedido de ler o que me apetecia, falar quando me ocorria, ver os filmes e as peças de teatro que queria. Eu nunca fui proibido de viajar para o estrangeiro. Eu nunca fui expressamente bloqueado em concursos de acesso à função pública. Eu nunca vi a minha vida devassada, nem a minha correspondência apreendida. Eu nunca fui precedido pela informação de que não «oferecia garantias de colaborar na realização dos fins superiores do Estado». Eu nunca fui objecto de comunicações «a bem da nação». Eu nunca fui preso. Eu nunca tive o serviço militar ilegalmente interrompido por uma polícia civil. Eu nunca fui julgado e condenado a dois anos de cadeia por actividades que seriam perfeitamente quotidianas e normais noutro país qualquer; Eu nunca estive onze dias e onze noites, alternados, impedido de dormir, e a ser quotidianamente insultado e ameaçado. Eu nunca tive alucinações, nunca tombei de cansaço. Eu nunca conheci as prisões de Caxias e de Peniche. Eu nunca me dei conta, aí, de alguém que tivesse sido perseguido, espancado e privado do sono. Eu nunca estive destinado à Companhia Disciplinar de Penamacor. Eu nunca tive de fugir clandestinamente do país. Eu nunca vivi num regime de partido único.

Eu nunca tive a infelicidade de conhecer o fascismo."



*Publicado hoje na sua página do Facebook.

tags: fascismo, salazarismo
por Sérgio Lavos


De .2º bispo a criticar interesses gangs.. a 26 de Julho de 2012 às 12:07
A "paciência" terá limites?

«Em poucos dias, já são dois os bispos a sair da sacristia, onde era suposto deverem estar confinados a tratar em dedicação exclusiva de assuntos divinos, para apontar o dedo acusador a César, responsabilizando-o pela tragédia social que se abateu sobre o país, cuja verdadeira dimensão a Igreja, através da sua obra assistencial, conhece provavelmente melhor do que ninguém.

E se D. Januário Torgal Ferreira falou, referindo-se a alguns membros do actual Governo, de "tipos que lutam pelos seus interesses, têm o seu gangue, têm o seu clube e pressionam a comunicação social",

o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, fala de políticos para quem "muitas vezes e quase sempre, vale apenas o [seu] bem-estar pessoal ou, quando muito, do seu grupo ou partido".

Tudo indica que o primeiro-ministro se terá precipitado quando agradeceu ao bom povo português a "paciência" com que vem suportando as medidas de austeridade impostas ao país pelo seu Governo, a pretexto de uma crise de que são responsáveis e principais beneficiários os "interesses", "gangues", "grupos" e "partidos" de que falam os bispos.

Talvez tenha sido justamente esse agradecimento que, por soar excessivamente a hipocrisia, terá feito saltar finalmente a tampa, já não digo do bom (e, a crer no primeiro-ministro, "piegas") povo português, mas do povo de Deus ou, pelo menos, dos seus representantes.»

[JN] Manuel António Pina.


De Corrupção prós Amigos, sócios, familiare a 24 de Julho de 2012 às 14:48

Falemos de corrupção (4)
(-por Sérgio Lavos, 24.07.2012)

Empresa de amigo de Vítor Gaspar contratada para assessorar privatização da EDP e da REN.

"A contratação da firma norte-americana esteve desde o início envolta em polémica. Não só por se tratar de uma empresa, alegadamente, sem experiência em privatizações e sem historial de conhecimento da área da energia, mas também porque o seu nome foi posto em cima da mesa pelo ministro das Finanças", escreve o Público. "E já depois de ter sido elaborada uma lista restrita, com nomes de assessores financeiros, que não incluía a Perella. A exclusão dos candidatos portugueses, como o BESI (que seria contratado pelos grupos que venceram as duas privatizações), o BCP e estrangeiros, levou alguns deles a questionar a opção governamental."

Os responsáveis pela assessoria do Estado nas duas privatizações foram a Caixa BI e a Perella Weinberg, empresa contratada por ajuste direto pela Parpública em agosto de 2011. Os compradores foram assessorados pelo BESI. Os mandados estavam sustentados na suspeita da prática de crimes de fraude fiscal qualificada, tráfico de influências, corrupção e abuso de informação privilegiada."

Vítor Gaspar, o tal brilhante ministro "não-político", na origem de mais um "não-assunto". Quem não gosta de ir ao pote do Estado?

“Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir” - D. Januário Torgal Ferreira, 16/07/2012.

tags: corrupção, crime organizado
-------------

----Antónimo

escolheram na mesma uma empresa de amigos de sempre, desta vez a empresa de um amigo de sempre do vitor gaspar.

já vi que é um adepto da queda sistemática de consecutiva e acelerada de todos os governos.
Na sua perspectiva como todos os ministros que lá vão parar são corruptos (não o vejo contrariado com a corrupção, apenas com o facto de que ela possa estar não ser levada a cabo pelo PSD ou pelo CDS-PP), e quanto a isso nada há a fazer,
o melhor é que passem por lá muitos ministros por forma a que variando os ministros vão variando também os amigos com empresas para se entregarem os trabalhos que o Estado poderia desenvolver com os seus próprios meios.

no fundo é isto que está a dizer, certo?

---- Joe Strummer

No minimo estranho:

"Apesar da discordância manifestada pelos responsáveis do banco sobre a escolha dos assessores, a Caixa BI acabou por subcontratar a empresa Perella Weinberger Partners, após parecer positivo dos serviços jurídicos.

"O acordo fixou que a Caixa BI e a Perella repartiriam em igual percentagem as comissões cobradas ao Estado.
O negócio rendeu 15 milhões de euros a dividir entre ambos",
diz o Público, que assinala que o sócio da empresa norte-americana Paulo Cartucho Pereira, amigo de Vítor Gaspar, esteve em Portugal entre setembro e fevereiro, no decurso das privatizações da EDP e da REN." fonte: RTP

mas claro, tudo legal. Como a licenciatura.

Perella deve ser a corruptela de Pereira. Nome a reter quando os actuais ministros abandonarem o actual serviço pubico.

---- Toni Bolor

Tony Blair defende os banqueiros!

“Enforcar os banqueiros não ajuda.”

Diz + aqui http://goo.gl/G81h4

Tony Blair é consultor do JP Morgan e Zurich Financial Services. Ganha nestas funções 20 milhões de libras anuais.

---- Joe Strummer

Conhecendo Mr. Blair, pode-se acrescentar com segurança que a opinião dele só é valida até ao dia em que assine um contracto de PR com uma empresa que fabrique cordas.
Alias o apelo é evidente. Business as usual.


De .Corruptos, vendilhões, burlões,... a 23 de Julho de 2012 às 10:35

Falemos de corrupção

(por Sérgio Lavos, 20.7.2012, Arrastão; Via Facebook de Ana Nicolau. )

1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;

2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;

3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);

4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);

5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).

Vamos ver então a quem será "vendido" o negócio da saúde da CGD. Está nas mãos do Governo provar que o bispo poderá não ter razão...

tags: crime organizado, crise


De .Pulhíticos, Reformas douradas e Acumul. a 23 de Julho de 2012 às 11:18
Rendimento máximo ( -por Sérgio Lavos, Arrastão)

Paulo Morais sobre a quadrilha de aposentados que nos/se governa:
"O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro.
É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados.

A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular - também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador.

E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar."


De .Justiça ?! provas ?! neste país ?!!... a 20 de Julho de 2012 às 11:41

Todos percebemos o recado da justiça
(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 19.7.2012)

Para quem pede provas ao bispo Januário Torgal Ferreira, gostava de recordar que o último que as recolheu, de forma clara, rigorosa e sem margem para dúvidas, foi Ricardo Sá Fernandes.
Estava lá tudo.
Acabou ele processado. O
corrupto, esse, saiu a sorrir do tribunal a dizer que continuaria a fazer tudo como antes.
Acabou condenado, apenas no Supremo, mas a quem o acusou ninguém tirou o calvário judicial que teve como prémio.

A ver se nos entendemos:
a justiça já deixou bem claro que acha intolerável que os cidadãos contribuam para o combate à corrupção.

Que isso é tarefa para ela não cumprir.
-----------------

-----Rui F
Ora bem.
Prova para quê num Portugal podre de evidências?
Há uns anos trás, não calaram à bomba um Padre lá em cima no Norte?
...se refere ao padre Max, Maximiano, assassinado à bomba num míni, daí resultou também a morte de uma estudante. Creio que o assassinato foi atribuído ao MDLP, num processo reaberto 2 ou três vezes.

-------Nadinha
O grande problema não é só a corrupção, é o facto, de a grande maioria ter o "rabo preso".

O que se passou com o Ricardo Sá Fernandes demonstra a "podridão" existente na política e no sistema judiciário!
(não são todos mas a grande maioria, deve ser, mais uma vez paga o justo pelo pecado!)

Este tipo de situações faz com que as pessoas não tenham vontade de se expor, e de denunciar estes casos.


De .(des)Governo CONDENADO.. a 19 de Julho de 2012 às 11:23
O bispo que não se esconde

«O que o bispo D. Januário disse na TVI não foi, como clama o jornalismo de "soundbyte", que "este Governo é profundamente corrupto".

Disse que "há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção, este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir".
Há uma diferença essencial.
E há uma desonestidade igualmente essencial quando se retiram da frase algumas palavras omitindo o resto.

Por coincidência, no mesmo dia o vice-presidente da Transparência Internacional afirmava que
os envolvidos nas privatizações da EDP e da REN devem ser chamados a responder pelo que se terá passado "atrás da cortina".
E, no dia anterior, fora noticiado que a PJ e o DCIAP fizeram buscas nos bancos ligados a essas privatizações,
não decerto por estarem seguros de que tudo se terá passado sem as "habilidades" ou sem a "corrupção" de que fala o bispo.

A reacção do ministro Aguiar-Branco, tomando as dores dos "alguns" a quem D. Januário insistentemente se reporta, traiu-o: mandou o bispo escolher entre "ser bispo (...) e ser comentador político". O mesmo que Salazar queria que D. António Ferreira Gomes fizesse.

E imagino o que diria Aguiar-Branco se D. Januário também tivesse, como o bispo do Porto, condenado
o "financismo 'à outrance'",
o "economismo despótico",
o "benefício dos grandes contra os pequenos",
a "opressão dos pobres" e
o "ciclo da miséria"
hoje promovidos pelo Governo.»

[Jornal de Negócios], Manuel António Pina.


De .Tráfico d'influências e manipula.preços a 19 de Julho de 2012 às 11:46
O quê?

«Suspeitas de tráfico de influências e manipulação de preços
levaram o DCIAP a abrir uma investigação às privatizações da EDP e da REN. Na mira da justiça estão já o CaixaBI, o BESI e a Parpública.

Mas outras instituições envolvidas na venda das empresas de energia a investidores chineses, que o Governo apresentou como sucessos, deverão também vir a ser investigadas.

Indícios de tráfico de influências e de manipulação de preços nas operações de privatização da EDP e da REN estão na base da investigação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) que, na sexta-feira e ontem, levaram procuradores do Ministério Público (MP) a fazerem buscas no Caixa Banco de Investimento (CaixaBI), Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) e Parpública.

Ao que o Negócios apurou, o processo está a ser liderado pelo juiz Carlos Alexandre, magistrado que tem estado à frente de diversas investigações mediáticas, entre as quais o caso conhecido como "Face Oculta" ou as irregularidades no BPN.

Além das três entidades que já foram alvos de busca, outras instituições directa ou indirectamente envolvidas nas operações de venda da EDP e da REN são objecto da investigação do DCIAP.

Além dos assessores financeiros, poderão estar na mira do MP os assessores jurídicos que ontem, à hora de fecho desta edição, ainda não tinham sido contactados pelo DCIAP.

A investigação apanhou de surpresa o CaixaBI, o BESI e a Parpública, dado o seu carácter inédito.
Outra das estranhezas diz respeito à autoria da denúncia que esteve na origem do processo e cuja identidade não foi possível apurar até ao fecho desta edição.

As vendas da EDP e da REN foram apresentadas pelo Governo como uma demonstração da "habilidade da economia portuguesa em oferecer boas oportunidades de investimento", afirmou o ministro das Finanças na assinatura do contrato de venda da REN, em Fevereiro.
Contactado, o gabinete de Vítor Gaspar recusou fazer comentários sobre a investigação.
A Parpública e o BESI confirmaram as diligências do DCIAP, manifestando disponibilidade para colaborarem com as autoridades.
Fonte do DCIAP confirmou ao Negócios a existência da investigação e a realização de buscas, mas fonte oficial da Procuradoria-Geral da República afirma que, "neste momento, não é possível prestar informações".

As privatizações da área da energia permitiram ao Estado arrecadar 3,3 mil milhões de euros, cerca de 60% das receitas totais previstas para o plano de alienações de participações do Estado a concluir até final de 2014.
Além disso, foram assumidas pelo Governo como uma demonstração do empenho português no cumprimento das exigências da troika internacional.

O CaixaBI, juntamente com a Perella Weinberg Partners, foi um dos assessores financeiros do Estado nas vendas da EDP e da REN.
O BESI esteve do lado do vencedor da privatização da Energias de Portugal, a China Three Gorges (também assessorada pelo Crédit Suisse) e de um dos compradores dos 25% da REN, a State Grid (que tinha ainda apoio do Deutsche Bank).
Já a Parpública é a "holding" do Estado que tinha as participações alienadas.» [Jornal de Negócios]

Parecer:
Mas o negócio não tinha sido exemplar?

«Sorria-se enquanto se espera para ver.»


De .Mansos, cobardes, ... até ao ALVO certo a 19 de Julho de 2012 às 11:58

Um povo de cornos mansos?
(cobardolas ? ... até à REVOLTA ou tiros nos governantes e seus sabujos !! )


Um dos aspectos mais indignos do programa de austeridade que está a ser imposto aos portugueses é o facto de no discurso de muitos políticos, incluindo estrangeiros, estar presente o pressuposto de que os portugueses, são cornos mansos, uns cobardpolas.

Publicamente ninguém o diz, preferem chavões politicamente correctos, dizem que os portugueses são mais compreensivos, mais empenhados, mais responsáveis, mas em privado a palavra que todos usam é cobarde.

Há muito que comparando o povo português com outros aparentemente mais aguerridos, como o espanhol ou o grego, se diz que somos mais mansos, mais cobardolas, em suma, que somos cornos mansos.

O próprio governo foi bem mais longe do que a troika porque depois de devidamente amedrontado os portugueses aceitam tudo, até aceitam que os enfermeiros com verdadeiras licenciaturas sejam gozados por políticos com falsas licenciaturas e aceitem empregos ou ganham menos do que empregadas domésticas.

Não admira que a principal competência do “p”residente da República seja a de dar indicações ao governo sobre se pode ou não meter mais carga em cima do burro.
Ao “p”residente da República pouco importa se as medias são ilegais, injustas ou abusivas, o seu papel é ir informando o Gaspar e o Passos Coelho sobre o estado físico do burro de carga que é o povo português.
É por isso que vai informando o governo sobre se o burro aguenta com mais alguns fardos.

Esta gente confunde calculismo com cobardia e só o vai perceber quando criar uma situação política irreversível, quando o povo perder a paciência e não houver discurso apaziguador que trave a revolta que por agora vai crescendo na alma de cada um.

É evidente que é melhor estar empregado do que desempregado, é melhor estar desempregado e receber o subsídio de desemprego do que não ganhar nada, é melhor receber o rendimento mínimo do que nada ter,
pior do que tudo isto é estar morto com uma bala que foi disparada para o ar, estar no hospital depois de ter levado um enxerto de porrada no Chiado ou preso na penitenciária por se ter excedido nos protestos.

Há quem confunda paciência com cobardia, pragmatismo com mansidão, ignorância com idiotice.

A história do povo português deu demasiados exemplos de coragem para que meia dúzia de fedelhos com canudos duvidosos ou doutoramentos em universidades de segunda linha venham promover reengenharias sociais
que não foram debatidas por ninguém, que não foram propostas aos eleitores e que
a coberto da crise e com o apoio de ocupantes estrangeiros de meia tigela permitam que um obscuro ministro das Finanças decida
quem em Portugal pode se empobrecido ou deve ser enriquecido com os milhões tirados aos pobres.

Começa a ser tempo desta gente perceber a diferença entre uma frigideira e uma panela de pressão, a primeira faz mais barulho e a segunda ferve a temperaturas muito inferiores e quando se faz ouvir já é impossível tirar a tampa.

Cobardes o tanas!

(-por Jumento 18,7.2012)


De .Papa Branco sujo. a 18 de Julho de 2012 às 14:12

Cardeal Branco
(-por Daniel Oliveira, Arrastão)

O ministro da Defesa recorda que um bispo deve obediência à Igreja, que causa embaraço à Igreja e que tem de escolher se quer continua a ser bispo ou dar as suas opiniões.

Quando é que o senhor Aguiar Branco foi mandatado pela Igreja, seja ela qual for, para decidir o que deve ela tolerar ou não aos seus bispos?
Para pedir a sua demissão?
Para recordar as suas obediências à hierarquia religiosa?

Qual é o artigo da Constituição que impede os bispos de darem as suas opiniões sobre a vida política?
O que disse Aguiar Branco quando os bispos tomaram posição (com todo o direito) sobre um referendo a uma lei (a da despenalização da IVG)?
Mandou-os escolher entre o sacerdócio e a intervenção cívica?

A regra é os bispos dizerem amen às opiniões do senhor Aguiar Branco?


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