País e cidadãos a arder !!

O  COLAPSO  DO  ESTADO ?   

     O Verão, com os incêndios florestais a queimarem por todo o lado o País, as populações em pânico a salvarem os haveres, é um dos momentos mais expressivos do colapso do Estado!   Nunca como no atual momento a gente sente de forma tão clara o momento perigoso que vivemos!   Sentimos que o País é atravessado por dois incêndios, o da corrupção e da descredibilização da democracia e o da liquidação das nossas florestas com todas as suas consequências!    Um agudiza o outro e potenciam-se mutuamente!   O desabafo para a televisão de um popular a defender a sua casa do fogo é dolorosamente profético: « estamos  abandonados » !

     Este sentimento é hoje partilhado por muitos portugueses, em particular os mais pobres e fragilizados. Sentem que homens e mulheres sem rosto, as comissões de peritos dos ministerios, lhes tiram os centros de saúde, as escolas, as urgências!  Sentem que o Estado é propriedade de alguns e que está a ser canibalizado e destruído, tratado como inimigo a abater sendo acusado de ser um malfeitor!
     Os próprios funcionários públicos são minimizados e tratados como parasitas, como um empecilho e não como pessoas ao serviço de outras pessoas.  As reestruturações dos serviços são atabalhoadas, algumas chefias substituídas tarde e a más horas, reina a desmotivação entre os trabalhadores da função pública! As escolas e unidades de saúde estão numa confusão e sofrem um bombardeamento paranoico de medidas constantes visando os cortes nas despesas, chegando-se ao cúmulo de contratar enfermeiros e médicos á hora!
     Perante esta situação o maior problema é não sabermos o que vem a seguir. Aquando a derrocada do estado fascista todos sabíamos o que queríamos fazer. Embora com algumas diferenças ideológicas, relativamente ao modelo de sociedade, a maioria dos portugueses queria um Estado democrático e social a caminho de uma sociedade próspera, livre e solidária!
     É assim absolutamente necessário definir objetivos de luta que não sejam mera resistência ao esboroar do estado democrático e social.  É necessário definir novos objetivos de luta que salvem a democracia e o empobrecimento acentuado do país e o alargar do fosso das desigualdades!  A direita ultra viu no programa da Troika e neste governo a grande oportunidade de dar a volta ao país! A austeridade como politica e ideologia seria um dos instrumentos.  Esta política está a ser derrotada!  Porém, são necessárias alternativas!  Para se lutar é preciso ter esperança!


Publicado por Xa2 às 07:43 de 23.07.12 | link do post | comentar |

4 comentários:
De .Querem voltar ao Salazarismo !!. a 24 de Julho de 2012 às 15:22
o gen.Pires Veloso: Querem voltar ao Salaza

QUALQUER PORTUGUÊS CONSCIENTE, QUE NÃO EMBARCA EM PROPAGANDAS E PENSA PELA SUA CABEÇA, SABE QUE DO QUE ESTÁ A FALAR O GENERAL PIRES VELOSO, QUE CORRESPONDE À SITUAÇÃO REAL DE PORTUGAL.
DEVEM, POR ISSO, TODOS OS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS ENTENDER ESTAS PALAVRAS MUITO SERIAMENTE, PORQUE
O QUE ESTÃO FAZENDO AO POVO PORTUGUÊS, BASEADOS EM FALSOS PRETEXTOS, É INADMISSÍVEL, MUITO GRAVE!

QUEREM VOLTAR AOS TEMPOS DO FASCISMO, CRIANDO UMA SOCIEDADE DE RICOS, MUITO RICOS E O RESTO... APENAS DE POBRES.

NÃO FOI PARA VOLTAR, PELAS MÃOS DOS NETOS DESSE TEMPO AO FASCISMO QUE FOI FEITA A REVOLUÇÃO.
INIMAGINÁVEL HÁ 38 ANOS!!!


ISTO NÃO É CONVERSA FIADA!...


RESOLVAM TUDO PACIFICAMENTE, POR MEIOS POLÍTICOS, ANTES QUE O "TACHO" ENTORNE!...


REPASSEM PELOS VOSSOS CONTACTOS...




Esta entrevista vem publicada em: http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2437015&page=-1
O general Pires Veloso, um dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975 que naquela década ficou conhecido como "vice-rei do Norte", defende um novo 25 de Abril, de raiz popular, para acabar com "a mentira e o roubo institucionalizados"."Vejo a situação atual com muita apreensão e muita tristeza. Porque sinto que temos uma mentira institucionalizada no país. Não há verdade. Fale-se verdade e o país será diferente. Isto é gravíssimo", disse hoje, em entrevista à Lusa.Para o general, que enquanto governador militar do Norte foi um dos principais intervenientes no contra-golpe militar de 25 de Novembro que pôs fim ao "Verão Quente" de 1975, "dá a impressão de que seria preciso outro 25 de abril em todos os termos, para corrigir e repor a verdade no sistema e na sociedade".Pires Veloso, 85 anos, considera que não poderão ser as forças militares a promover um novo 25 de Abril: "Não me parece que se queiram meter nisto. Não estão com a força anímica que tinham antigamente, aquela alma que reagia quando a pátria está em perigo"."Para mim, o povo é que tem a força toda. Agora é uma questão de congregação, de coordenação, e pode ser que alguém surja" a liderar o processo.Inversão de valores E agora que "o povo já não aguenta mais e não tem mais paciência, é capaz de entrar numa espiral de violência nas ruas, que é de acautelar", alertou, esperando que caso isso aconteça não seja com uma revolução, mas sim com "uma imposição moral que leve os políticos a terem juízo".Como solução para evitar que as coisas se compliquem, Pires Veloso defendeu uma cultura de valores e de ética. "Há uma inversão que não compreendo desses valores e dessa ética. Não aceito a atuação de dirigentes como, por exemplo, o Presidente da República, que já há pelo menos dois anos, como economista, tinha obrigação de saber em que estado estava o país, as finanças e a economia. Tinha obrigação moral e não só de dizer ao país em que estado estavam as coisas", defendeu.
Pires Veloso lamentou a existência de "um gangue que tomou conta do país. Tire-se o gangue, tendo-se juízo, pensando no que pode acontecer.E ponha-se os mais ricos a contribuir para acabar a crise. Porque neste momento não se vai aos mais poderosos".O general deu como exemplo o salário do administrador executivo da Eletricidade de Portugal (EDP) para sublinhar que "este Governo deve atender a privilégios que determinadas classes têm"."Não compreendo como Mexia recebe 600 mil euros e há gente na miséria sem ter que dar de comer aos filhos. Bem pode vir Eduardo Catroga dizer que é legal e que os acionistas é que querem, mas isto não pode ser assim. Há um encobrimento de situação de favores aos mais poderosos que é intolerável. E se o povo percebe isso reage de certeza", disse.Para Pires Veloso, "se as leis permitem um caso como o Mexia, então é preciso outro 25 de abril para mudar as leis", considerando que isto contribui para "a tal mentira institucionalizada que não deixa que as coisas tenham a pureza que deviam ter".Casos como este, que envolvem salários que "são um insulto a um povo inteiro, que tem os filhos com fome", fazem, na opinião do militar, com que em termos sociais a situação seja hoje pior, mesmo, do que antes do 25 de Abril: "Na altura havia um certo pudor nos gastos e agora não: gaste-se à vontade que o dinheiro há de vir".
Inversão do 25Abri


De .Neo-Salazaristas ...donos do País. a 24 de Julho de 2012 às 15:25
o general Pires Veloso - Vale a pena ler e divulgar
..
Inversão do 25 de Abril

Quanto ao povo, "assiste passivamente à mentira e ao roubo, por enquanto.
Mas se as coisas atingirem um limite que não tolere, é o cabo dos trabalhos e não há quem o sustenha.
Porque os cidadãos aguentam, têm paciência, mas quando é demais, cuidado com eles".
"Quando se deu o 25 de Abril de 1974, disseram que havia de haver justiça social, mais igualdade e melhor repartição de bens.
Estamos a ver uma inversão do que o 25 de Abril exigia", considerou Pires Veloso, para quem "o primeiro-ministro tem de arrepiar caminho rapidamente".
Passos Coelho "tem de fazer ver que tem de haver justiça, melhor repartição de riqueza e que os poderosos é que têm que entrar com sacrifícios nesta crise", defendeu, apontando a necessidade de rever rapidamente as parcerias público-privadas.
"Julgo que Passos Coelho quer a verdade e é esforçado, mas está num sistema do qual está prisioneiro.
O Governo mexe nos mais fracos, vai buscar dinheiro onde não há.
E, no entanto, na parte rica e nos poderosos ainda não mexeu.
Falta-lhes mais tempo? Não sei.
Sei é que tem de mudar as coisas, disse Pires Veloso


De .Austeridade + além ...é erro crasso.!! a 23 de Julho de 2012 às 10:20

O bom caminho

«Como já se percebeu, a 5ª revisão do programa de assistência financeira, agendada para Agosto, não vai ser igual às outras:
o Eurogrupo ("sem que Portugal o tivesse pedido", na versão angélica do ministro das Finanças) instou a ‘troika' a assegurar que o programa português "permanece no bom caminho";
o próprio Vítor Gaspar entregou-se a um enigmático jogo de palavras sobre os objectivos desta 5ª revisão (destinada, segundo ele, a "melhorar", "favorecer" e "facilitar" as condições de sucesso do programa);
as instituições da ‘troika' multiplicaram comentários, sinalizando que o momento é de grandes decisões;
e até o primeiro-ministro, que marginalizou o maior partido da oposição nas quatro revisões anteriores, acha que desta vez é preciso envolver o PS.

Se perguntar não ofende, impõe-se uma perguntinha óbvia:
porquê? Porque é que a 5ª revisão há-de ser diferente das outras?
Se o programa está "no bom caminho", se a sua execução mereceu quatro avaliações positivas e se está tudo a correr tão bem, porque é que, subitamente, é necessária uma revisão tão profunda?
A explicação é simples:
ao contrário do que diz a versão oficial, o programa não está no bom caminho, a execução não tem sido assim tão positiva e não está tudo a correr bem.

Como sintetizou o secretário-geral do PS no debate do Estado da Nação,
"os portugueses cumpriram, mas o Governo falhou".
A opção do Governo por uma austeridade "além da troika",
para além de contrariar as promessas eleitorais,
foi um erro de tremendas consequências:
gerou um tão elevado grau de destruição da economia e do emprego que prejudica gravemente a recuperação da confiança,
sem a qual não é possível cumprir o objectivo de regresso pleno aos mercados em Setembro de 2013.

Ao agravamento da recessão (-3% este ano) e ao disparar do desemprego (acima dos 15%),
junta-se o fracasso no cumprimento das metas do défice que, apesar de todos os sacrifícios, aumentou (!) para 7,9% no primeiro trimestre (mais 0,4 p.p. do que no trimestre homólogo do ano passado).
E não adianta negar:
sem medidas adicionais, o Governo não vai cumprir a meta de 4,5% fixada para este ano.
Por isso, a primeira decisão a tomar é sobre o que fazer com este desvio.
Só que as coisas estão ligadas:
se a ‘troika' for tolerante com o falhanço deste ano mas mantiver a meta para o próximo ano (défice de 3%), então o exercício orçamental de 2013, que já era difícil, tornar-se-á virtualmente impossível sem o acentuar da espiral recessiva.

É por essas e por outras que na 5ª revisão está tudo em causa:
metas, calendário, programa orçamental
- e mesmo o eventual prolongamento da assistência financeira, ou seja, um novo pedido de ajuda externa.

E não se diga que o Governo "fez a sua parte" ao cumprir o programa previsto, pelo que os maus resultados hão-de dever-se a "razões externas".
Pelo contrário:
nem o Governo cumpriu o programa como estava inicialmente previsto,
nem o agravamento da recessão se deve ao contributo negativo da procura externa líquida (até se regista um bom desempenho das exportações e uma forte redução das importações).
O agravamento da recessão deve-se, isso sim, à queda abrupta da procura interna,
que é consequência da estratégia de empobrecimento adoptada pelo Governo, bem para lá da execução do programa.
É por isso que estes maus resultados derivam, essencialmente, de razões internas, ligadas ao excesso de austeridade que destruiu os equilíbrios, já de si precários, do Memorando acordado com a ‘troika'.
Nenhuma revisão do programa de ajustamento será bem sucedida se este erro estratégico da política orçamental do Governo não for corrigido.
E não será corrigido se não for reconhecido.»

[DE] Pedro Silva Pereira. (via OJumento)


De .P.a Arder ... quem ganha com isso ?!!. a 23 de Julho de 2012 às 09:55
Portugal a arder
(-por AG , Causa Nossa)

Pela Euronews são projectadas para o mundo imagens aflitivas dos incêndios em Tavira e Santa Cruz, na Madeira.
Em Rangum, Birmânia, há quem me expresse solidariedade para com Portugal.

Havia quem no governo se empenhasse em acabar com o contrato da RTP com a Euronews.

Porque não empenhar-se antes em organizar e equipar o país para prevenir e conter fogos?


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