Adiar a renegociação até ao saque total

     Contagem decrescente para o terrível mês de Setembro  (-por Daniel Oliveira, Arrastão)

   O que se temia é cada vez mais provável: o FMI pode vir a pôr-se de fora da tragédia grega. A Grécia poderá declarar falência em Setembro e muito provavelmente será obrigada a sair do euro. E, bem vistas as coisas, é já a única solução racional que lhe resta. Tudo isto sem que o Syriza, que significaria o fim da Grécia, tivesse chegado ao poder.
      O esforço inaudito dos gregos não serviu para coisa alguma. Era evidente que seria este o desfecho. Claro que quem se recusa a ver a impraticabilidade da aplicação de uma agenda recessiva para sair da crise, quem ainda acredita que é possível manter uma moeda única sem uma profunda reforma institucional e democrática da União e quem aproveita esta crise para, em vez de a ultrapassar, impor a sua agenda ideológica, continuará cego. Claro que o ministro da economia alemão já não se assusta, segundo as suas próprias palavras, com a saída da Grécia do euro. O trabalho alemão está terminado - a transferência da dívida para outros está garantida e o saque do que ainda podia ser saqueado está feito.
      A narrativa continuará a ser a de que foram os gregos que não aplicaram uma receita com futuro. Ela esbarra com o que se está a passar em Portugal. O escrupuloso cumprimento, com um humilhante zelo, do memorando da troika tem tido, em todos os indicadores, péssimos resultados. Não há como o dizê-lo com meiguice, Portugal arrisca-se a ser o próximo candidato à saída do euro. E depois de nós, outros virão. Aquilo a que estamos a assistir, se nada for feito, é o começo da derrocada do euro e do projeto europeu. A cegueira da inconsciência alemã (mas não só), satisfeita com os juros negativos que a desgraça dos outros lhe garante, dificilmente o compreenderá.
      É arriscado fazer qualquer prognóstico sobre o que acontecerá na Europa e em Portugal nos próximos meses. Mas, como a evolução económica a que temos assistido, é possível que Portugal tenha, depois de Setembro, de fazer uma escolha: ou apresenta um plano de financiamento autónomo, que dê ao FMI garantias de sustentabilidade, ou assinaum novo memorando com a troika, ainda pior do que o anterior. Qualquer uma das duas opções implicará mais austeridade, mais crise, e ficar ainda mais longe do objetivo que a troika diz querer garantir: o pagamento da dívida.
      Não nos espera, no campo das soluções que a troika defende, nenhuma solução com qualquer futuro. Mesmo para quem acredite que o pagamento integral da dívida é matematicamente possível (ou seja, quem acredita que a vontade é independente da realidade dos números), a recessão que as receitas da troika impõe só nos afastam desse mirífico objetivo.
      Sem uma mudança, nos próximos dois meses, na Europa (tão improvável), restam a Portugal três alternativas:uma renegociação radical do memorando e uma reestruturação profunda do pagamento da dívida;a saída do euro, seguindo um caminho de enormes sacrifícios que, apesar de tudo, nos permitirá reconquistar alguma capacidade de decisão económica e política; ou adiar uma destas escolhas, para que ela venha num momento em que seja ainda mais difícil sair do buraco em que ainda nos estamos a enfiar.
      Se nada fizermos, haverá um momento em que o ministro da economia alemã dirá, sobre Portugal, que a nossa saída do euro já não o assusta. Esse será o momento em que entrará na cabeça de tanta gente que a credibilidade económica de um país se mede em números, não em certidões de bom comportamento. Já não causamos dano? Então vamos à nossa vida. É assim que as coisas funcionam. Por isso, era enquanto poderíamos causar dano que deveríamos ter batido o pé. Temo que já seja tarde demais.
      Nenhuma das escolhas que nos restam - renegociação ou saída do euro - é fácil. Nenhuma é segura. Nenhuma nos dá um futuro animador. Mas a ideia de que é possível continuar a ter como única estratégia a de ser bom aluno, à espera de um prémio que nunca virá, é irresponsável e infantil. Em Setembro poderemos ser confrontados com a inconsistência desta estratégia. Sei do que se lembrarão nessa altura: de um governo de salvação nacional dirigido pelos que nos deixaram chegar até aqui. No meio das tragédias, há quem se salve sempre.
             FMI quer cessar ajudas à Grécia  (-por Sérgio Lavos)
     Andaram os dirigentes do criminoso centrão grego a prometer mundos e fundos ao povão com medo dos papões do Syriza para isto: o FMI ameaça fechar as torneiras, contrariando as "promessas" ao povo grego de que iriam continuar a financiar o país caso o Syriza não ganhasse.

    Tendo em mente que a Grécia está um ano adiantada em relação a nós, recapitulemos:   com o primeiro e segundo resgates helénicos, os bancos internacionais (sobretudo alemães) recuperaram os empréstimos que tinham concedido durante os dez anos anteriores. A dívida pública neste momento está nas mãos da banca grega. A Alemanha e os países do Norte podem agora deixar cair a Grécia tranquilamente, nada lhes acontecerá.

    Portugal vai seguindo nos passos da Grécia: os países europeus estão cada vez menos expostos à nossa dívida, e se tivermos de sair do Euro, quem sofrerá são os nossos bancos - nós, o povo, já estamos a sofrer há um ano.

   Onde pára?   Em Espanha, que já viu dinheiro a ser injectado sem necessidade de resgate directo ao Estado, e em Itália, cujo tecnocrata não-eleito, Mario Monti, se vai opondo como pode às políticas de Merkel.  Somando tudo, o capitalismo predatório sairá sempre reforçado deste (breve?) abalo.

    "2012 vai marcar um ponto de viragem" - Vítor Gaspar, e faltam 161 dias para o ano acabar (-por Sérgio Lavos)

     Falemos dos objectivos do programa da troika. Será empobrecer o país, encolher salários, fazer com que Portugal caia bastantes lugares no ranking de desenvolvimento da OCDE ?   Se assim for, parabéns, em pouco tempo está a conseguir o desiderato.

     Portugal é o país da UE onde os salários mais caíram e onde a austeridade foi aplicada de forma mais desigual. As medidas estão a incidir quase exlusivamente sobre a classe média e baixa. Os privilégios de quem tem maiores rendimentos mantêm-se intocados (hoje a notícia é a manutenção dos subsídios para reformados do Banco de Portugal, o que certamente deverá ter deixado o reformado remediado Cavaco Silva a dar pulos de contentamento). E as consequências dos cortes na Saúde e na Educação certamente irão ser notícia nos próximos anos: a progressiva subida do país nos rankings de bem estar da OCDE vai sofrer certamente uma quebra abrupta. Conquistas do 25 de Abril, como um serviço universal de Saúde ou o acesso democratizado à educação, irão ser coisas do passado - e não é coincidência que por exemplo o ministro Nuno Crato esteja a recuperar práticas do Estado Novo para a área educativa.

      A cada avaliação, a troika dá boa nota ao seu próprio programa. O que não deixa de ser um notável exercício de cinismo. Os grandes objectivos do programa não irão ser cumpridos. A meta do défice (4,5%) é uma miragem em que apenas tolos continuam a creditar, tendo este crescido até aos 6,9% durante o primeiro semestre do ano. E a dívida pública, o grande problema da economia nacional, como não se cansam de repetir os evangelistas austeritaristas nas televisões e jornais, imagine-se, cresceu. Estamos neste momento nos 111,7%, acima dos 107,8% registados no qaurto trimestre de 2011 e bastante acima dos 90% registados aquando da entrada da troika. Um portento de execução orçamental.

      Está tudo a ruir. O "competentíssimo" Vítor Gaspar está a falhar todas as metas. O regresso aos mercados em 2013 é uma má piada. Mas a troika congratula-se com o sucesso do seu programa. Porquê? Apenas duas hipóteses. Ou não estão prontos a admitir os seus erros e a sua incompetência ou simplesmente o objectivo é outro: tornar Portugal a China da Europa, como Angela Merkel disse há uns tempos. Colaborando na tarefa, um Governo de idiotas ou de traidores dos portugueses? Venha o diabo e escolha.



Publicado por Xa2 às 13:40 de 23.07.12 | link do post | comentar |

3 comentários:
De .Justiça e combate aos offshores. a 24 de Julho de 2012 às 15:04
Super ricos escondem + de 17 biliões de euros em paraísos fiscais (offshores)

http://economia.publico.pt/noticia/superricos-escondem-pelo-menos-173-bilioes-de-euros-em-paraisos-fiscais-1555890

Há um “enorme buraco negro” na economia mundial: as fortunas privadas mantidas em paraísos fiscais. Até agora não se sabia quantificar o tamanho desse “buraco”. Mas neste domingo foi divulgado um estudo que revela que a elite internacional de “super-ricos” preserva em paraísos fiscais pelo menos 21 biliões de dólares (17,3 biliões de euros).

Um bilião são mil vezes mil milhões (os anglo-saxónicos, que saltam a designação “mil milhões”, chamam trilião ao que os portugueses contam como bilião). O resgate financeiro da troika a Portugal fica muito aquém desse valor: é de 78 mil milhões de euros.

O estudo foi feito pelo norte-americano James Henry, para a Tax Justice Network, organização com sede em Londres que tem por objectivo combater os paraísos fiscais. O valor a que o economista chegou – 21 biliões de dólares – foi encontrado com recurso a dados do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, do Banco de Compensações Internacionais e dos governos nacionais.


Os dados coligidos dizem apenas respeito a património financeiro depositado em contas bancárias e de investimento, até ao final de 2010, deixando de fora activos como propriedades móveis e imóveis. De resto, o economista diz que a estimativa de 21 biliões de dólares é conservadora e que esse valor pode ascender aos 32 biliões de dólares (26,3 biliões de euros).

Ainda assim, o cálculo mais “conservador” presente no estudo “The Price of Offshore Revisited”, como o classifica James Henry, resulta num valor equivalente ao tamanho das economias dos Estados Unidos e do Japão juntas. “A perda de receitas fiscais é enorme, de acordo com as nossas estimativas. É grande o suficiente para fazer uma diferença significativa para as finanças de muitos países”, afirmou o economista, citado pela BBC.

O antigo economista-chefe da McKinsey, empresa norte-americana de consultadoria financeira, sublinha no entanto que “este estudo são muito boas notícias”. “O mundo acaba de localizar uma grande quantidade de riqueza financeira que pode ser convocada para contribuir para a solução dos problemas globais mais prementes”, sugere James Henry.

O estudo revela ainda que, desde a década de 1970 e até ao final de 2010, os cidadãos mais ricos de 139 países em vias de desenvolvimento acumularam em paraísos fiscais entre 7,3 e 9,3 biliões de dólares (entre 6 e 7,7 biliões de euros) em “riqueza não registada”, assim fugindo aos impostos nos seus países de origem.

O UBS, o Credit Suisse e o Goldman Sachs são os três bancos privados que gerem mais activos em offshores, em todo o mundo, ainda de acordo com o mesmo estudo.


De .Por quanto tempo mais?! mansos... a 24 de Julho de 2012 às 14:55

Por quanto tempo mais?

A fractura na Zona Euro expressa, por exemplo, pelo diferencial entre as taxas de juro dos títulos de dívida pública alemães e espanhóis a dez anos, não cessa de se acentuar.
A Espanha está no mesmo círculo vicioso de austeridade rumo a uma insustentável intervenção externa, destinada a tentar minorar as perdas dos credores, com a repetição do mesmo tipo de mentiras.
E o desemprego já atinge um quarto da população activa.
É claro que há dinheiro a captar por via de uma fiscalidade progressiva e se isto não chegar, e não chega, há que começar por fazer escolhas simples, mas difíceis politicamente:
contrato social ou contratos financeiros?

Esta é também a escolha grega e portuguesa para responder às ameaças permanentes do centro.
Isto também quer dizer suspensão do serviço da dívida e início da sua reestruturação por iniciativa política dos devedores.
É a única arma das periferias para voltarem a ter, na escala certa, o que muitos economistas, sobretudo keynesianos, desde o início desta desventura monetária, na década de noventa, consideram insensato terem perdido:
a ligação entre o banco central e o tesouro, traduzida, entre outras coisas, na possibilidade de se recorrer ao financiamento monetário de um défice que é tão necessário quanto inevitável em recessão, o que faz com que um Estado que se endivida na sua moeda não seja compelido a comportar-se como se fosse uma família em crise, com o cortejo de cortes e de insolvência.
E mesmo quando existem problemas na balança de pagamentos, a desvalorização da moeda ajuda e muito.
Temos tido recentemente um cheirinho disso com a desvalorização do euro (e temos todos os exemplos históricos em que possamos pensar...).
Tudo isto tem efeitos tranquilizadores, já identificados, em “mercados” que, na realidade, precisam de ser sedados.
A perda desta ligação, a dificuldade, alguns dirão mesmo a impossibilidade, institucional e política da sua reconstituição à escala do euro, dada a cultura económica que o moldou, expõe continuamente as democracias aos especuladores, aos fanáticos senhores vestidos de negro e a quem internamente trabalha para eles.
Isto significa austeridade e empobrecimento permanentes.
Por quanto tempo mais?

(-por João Rodrigues às 23.7.12 , Ladrões de B.)


De .Que se LIXEm a UE e os PIGS..?? !!. a 26 de Julho de 2012 às 13:00
(-de OJumento, 25.7.2012)

----- Lá se foi o orgulho dos catalães

«Numa semana marcada pelo cenário de pedido de resgate total da Espanha, a segunda maior região daquele país, em termos de PIB depois da de Madrid, vai pedir ajuda financeira ao Governo espanhol, disse o responsável pela Economia do governo catalão.

Questionado ao canal de televisão britânico BCC sobre um apelo da Catalunha a Madrid, Andreu Mas-Colell respondeu:
"Sim. A situação atual é que a Catalunha não tem outro banco além do Governo espanhol".» [CM]


---- Espanha: Rajoy estuda todos os cenários

«Face às más notícias vindas da frente da emissão de dívida pelo Tesouro Público nas últimas semanas (incluindo hoje de manhã) e à subida contínua das yields (juros) das obrigações espanholas no mercado secundário, o gabinete de Mariano Rajoy teria em cima da mesa do seu gabinete de crise três cenários:
- um plano de resgate "total" (e não "sectorial") similar aos realizados para a Grécia, Irlanda e Portugal;
- a suspensão do pagamento da dívida (um evento de crédito);
- e a saída do euro, segundo o jornal espanhol "El Confidencial".

Alguns destes cenários extremos são manobras de pressão política sobretudo junto da Alemanha e do Banco Central Europeu (BCE).

O primeiro cenário de resgate "total" chutaria a fatura do "apoio" europeu de "até 100 mil milhões"
(verba de empréstimos por tranches aprovada no caso do plano sectorial de resgate à banca espanhola, cujo memorando de entendimento é já conhecido)
para "mais de 500 mil milhões, um montante exorbitante".
Na cascata de contágio seguir-se-ia Itália e uma posição dos países com notação triplo A para a rutura da zona euro.

O segundo cenário esgrime a palavra maldita - default (incumprimento). Segundo o "El Confidencial", seria uma forma de pressionar a Alemanha e o BCE. O arrastamento da situação no campo da aplicação de decisões na zona euro torna este cenário como "plausível", apesar de implicar "uma imagem tremendamente negativa do país que faria disparar o prémio de risco para níveis impensáveis". O tempo crítico é agosto e setembro. "Para além" destes meses, o cenário de pesadelo começa.

O terceiro cenário é o de saída ou rutura da zona euro. Ou por decisão unilateral espanhola, ou porque a Alemanha e seus aliados o imporiam. "Num primeiro momento teria consequências desastrosas, mas devolveria a autonomia para realizar as nossas políticas e poder sair da crise antes do previsto", é a lógica deste cenário extremo, segundo as fontes ouvidas pelo jornal espanhol.» [Expresso]

------ E a Itália entra para o clube da bancarrota

«A Irlanda saiu do "clube" dos candidatos a uma bancarrota. A probabilidade de incumprimento da dívida irlandesa baixou de 39,74% no fecho de ontem para 35,57% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision. Ao final de dois anos saiu do "clube".

Em virtude desta quebra colossal de mais de quatro pontos percentuais no risco de bancarrota num horizonte de cinco anos, o ex-Tigre Celta foi substituído no 10º lugar pela Itália, cujo risco subiu de 38,4% no fecho de ontem para 38,93% ao final da manhã de hoje.» [Expresso]

-------- E a Sicília também está enrascada

«Itália impôs um plano de ajustamento à região de Sicília. O governo de Mario Monti acordou com aquela que o "New York Times" chamou de "Grécia de Itália" um plano em que vai fiscalizar as contas daquela região insular.

O governo de Monti refere, em comunicado citado pela Reuters, que é "um plano de recuperação e reorganização financeira da Administração Pública da região, com um calendário e objectivos definidos".» [Jornal de Negócios]

Parecer:
Parece que chegou a vez de serem as regiões a irem à falência o que faz recear a possibilidade de entrarem mais países na dança pois nada impede que nalguns dos bem comportados hajam regiões falidas como sucedeu, por exemplo, com a Califórnia (EUA).


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