3 comentários:
De .Justiça e combate aos offshores. a 24 de Julho de 2012 às 15:04
Super ricos escondem + de 17 biliões de euros em paraísos fiscais (offshores)

http://economia.publico.pt/noticia/superricos-escondem-pelo-menos-173-bilioes-de-euros-em-paraisos-fiscais-1555890

Há um “enorme buraco negro” na economia mundial: as fortunas privadas mantidas em paraísos fiscais. Até agora não se sabia quantificar o tamanho desse “buraco”. Mas neste domingo foi divulgado um estudo que revela que a elite internacional de “super-ricos” preserva em paraísos fiscais pelo menos 21 biliões de dólares (17,3 biliões de euros).

Um bilião são mil vezes mil milhões (os anglo-saxónicos, que saltam a designação “mil milhões”, chamam trilião ao que os portugueses contam como bilião). O resgate financeiro da troika a Portugal fica muito aquém desse valor: é de 78 mil milhões de euros.

O estudo foi feito pelo norte-americano James Henry, para a Tax Justice Network, organização com sede em Londres que tem por objectivo combater os paraísos fiscais. O valor a que o economista chegou – 21 biliões de dólares – foi encontrado com recurso a dados do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, do Banco de Compensações Internacionais e dos governos nacionais.


Os dados coligidos dizem apenas respeito a património financeiro depositado em contas bancárias e de investimento, até ao final de 2010, deixando de fora activos como propriedades móveis e imóveis. De resto, o economista diz que a estimativa de 21 biliões de dólares é conservadora e que esse valor pode ascender aos 32 biliões de dólares (26,3 biliões de euros).

Ainda assim, o cálculo mais “conservador” presente no estudo “The Price of Offshore Revisited”, como o classifica James Henry, resulta num valor equivalente ao tamanho das economias dos Estados Unidos e do Japão juntas. “A perda de receitas fiscais é enorme, de acordo com as nossas estimativas. É grande o suficiente para fazer uma diferença significativa para as finanças de muitos países”, afirmou o economista, citado pela BBC.

O antigo economista-chefe da McKinsey, empresa norte-americana de consultadoria financeira, sublinha no entanto que “este estudo são muito boas notícias”. “O mundo acaba de localizar uma grande quantidade de riqueza financeira que pode ser convocada para contribuir para a solução dos problemas globais mais prementes”, sugere James Henry.

O estudo revela ainda que, desde a década de 1970 e até ao final de 2010, os cidadãos mais ricos de 139 países em vias de desenvolvimento acumularam em paraísos fiscais entre 7,3 e 9,3 biliões de dólares (entre 6 e 7,7 biliões de euros) em “riqueza não registada”, assim fugindo aos impostos nos seus países de origem.

O UBS, o Credit Suisse e o Goldman Sachs são os três bancos privados que gerem mais activos em offshores, em todo o mundo, ainda de acordo com o mesmo estudo.


De .Por quanto tempo mais?! mansos... a 24 de Julho de 2012 às 14:55

Por quanto tempo mais?

A fractura na Zona Euro expressa, por exemplo, pelo diferencial entre as taxas de juro dos títulos de dívida pública alemães e espanhóis a dez anos, não cessa de se acentuar.
A Espanha está no mesmo círculo vicioso de austeridade rumo a uma insustentável intervenção externa, destinada a tentar minorar as perdas dos credores, com a repetição do mesmo tipo de mentiras.
E o desemprego já atinge um quarto da população activa.
É claro que há dinheiro a captar por via de uma fiscalidade progressiva e se isto não chegar, e não chega, há que começar por fazer escolhas simples, mas difíceis politicamente:
contrato social ou contratos financeiros?

Esta é também a escolha grega e portuguesa para responder às ameaças permanentes do centro.
Isto também quer dizer suspensão do serviço da dívida e início da sua reestruturação por iniciativa política dos devedores.
É a única arma das periferias para voltarem a ter, na escala certa, o que muitos economistas, sobretudo keynesianos, desde o início desta desventura monetária, na década de noventa, consideram insensato terem perdido:
a ligação entre o banco central e o tesouro, traduzida, entre outras coisas, na possibilidade de se recorrer ao financiamento monetário de um défice que é tão necessário quanto inevitável em recessão, o que faz com que um Estado que se endivida na sua moeda não seja compelido a comportar-se como se fosse uma família em crise, com o cortejo de cortes e de insolvência.
E mesmo quando existem problemas na balança de pagamentos, a desvalorização da moeda ajuda e muito.
Temos tido recentemente um cheirinho disso com a desvalorização do euro (e temos todos os exemplos históricos em que possamos pensar...).
Tudo isto tem efeitos tranquilizadores, já identificados, em “mercados” que, na realidade, precisam de ser sedados.
A perda desta ligação, a dificuldade, alguns dirão mesmo a impossibilidade, institucional e política da sua reconstituição à escala do euro, dada a cultura económica que o moldou, expõe continuamente as democracias aos especuladores, aos fanáticos senhores vestidos de negro e a quem internamente trabalha para eles.
Isto significa austeridade e empobrecimento permanentes.
Por quanto tempo mais?

(-por João Rodrigues às 23.7.12 , Ladrões de B.)


De .Que se LIXEm a UE e os PIGS..?? !!. a 26 de Julho de 2012 às 13:00
(-de OJumento, 25.7.2012)

----- Lá se foi o orgulho dos catalães

«Numa semana marcada pelo cenário de pedido de resgate total da Espanha, a segunda maior região daquele país, em termos de PIB depois da de Madrid, vai pedir ajuda financeira ao Governo espanhol, disse o responsável pela Economia do governo catalão.

Questionado ao canal de televisão britânico BCC sobre um apelo da Catalunha a Madrid, Andreu Mas-Colell respondeu:
"Sim. A situação atual é que a Catalunha não tem outro banco além do Governo espanhol".» [CM]


---- Espanha: Rajoy estuda todos os cenários

«Face às más notícias vindas da frente da emissão de dívida pelo Tesouro Público nas últimas semanas (incluindo hoje de manhã) e à subida contínua das yields (juros) das obrigações espanholas no mercado secundário, o gabinete de Mariano Rajoy teria em cima da mesa do seu gabinete de crise três cenários:
- um plano de resgate "total" (e não "sectorial") similar aos realizados para a Grécia, Irlanda e Portugal;
- a suspensão do pagamento da dívida (um evento de crédito);
- e a saída do euro, segundo o jornal espanhol "El Confidencial".

Alguns destes cenários extremos são manobras de pressão política sobretudo junto da Alemanha e do Banco Central Europeu (BCE).

O primeiro cenário de resgate "total" chutaria a fatura do "apoio" europeu de "até 100 mil milhões"
(verba de empréstimos por tranches aprovada no caso do plano sectorial de resgate à banca espanhola, cujo memorando de entendimento é já conhecido)
para "mais de 500 mil milhões, um montante exorbitante".
Na cascata de contágio seguir-se-ia Itália e uma posição dos países com notação triplo A para a rutura da zona euro.

O segundo cenário esgrime a palavra maldita - default (incumprimento). Segundo o "El Confidencial", seria uma forma de pressionar a Alemanha e o BCE. O arrastamento da situação no campo da aplicação de decisões na zona euro torna este cenário como "plausível", apesar de implicar "uma imagem tremendamente negativa do país que faria disparar o prémio de risco para níveis impensáveis". O tempo crítico é agosto e setembro. "Para além" destes meses, o cenário de pesadelo começa.

O terceiro cenário é o de saída ou rutura da zona euro. Ou por decisão unilateral espanhola, ou porque a Alemanha e seus aliados o imporiam. "Num primeiro momento teria consequências desastrosas, mas devolveria a autonomia para realizar as nossas políticas e poder sair da crise antes do previsto", é a lógica deste cenário extremo, segundo as fontes ouvidas pelo jornal espanhol.» [Expresso]

------ E a Itália entra para o clube da bancarrota

«A Irlanda saiu do "clube" dos candidatos a uma bancarrota. A probabilidade de incumprimento da dívida irlandesa baixou de 39,74% no fecho de ontem para 35,57% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision. Ao final de dois anos saiu do "clube".

Em virtude desta quebra colossal de mais de quatro pontos percentuais no risco de bancarrota num horizonte de cinco anos, o ex-Tigre Celta foi substituído no 10º lugar pela Itália, cujo risco subiu de 38,4% no fecho de ontem para 38,93% ao final da manhã de hoje.» [Expresso]

-------- E a Sicília também está enrascada

«Itália impôs um plano de ajustamento à região de Sicília. O governo de Mario Monti acordou com aquela que o "New York Times" chamou de "Grécia de Itália" um plano em que vai fiscalizar as contas daquela região insular.

O governo de Monti refere, em comunicado citado pela Reuters, que é "um plano de recuperação e reorganização financeira da Administração Pública da região, com um calendário e objectivos definidos".» [Jornal de Negócios]

Parecer:
Parece que chegou a vez de serem as regiões a irem à falência o que faz recear a possibilidade de entrarem mais países na dança pois nada impede que nalguns dos bem comportados hajam regiões falidas como sucedeu, por exemplo, com a Califórnia (EUA).


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